Coluna Bernadete Alves - dia 14/08/2018

Marcos Pacco toma posse como deputado federal

O professor Marcos Pacco, primeiro suplente da coligação que elegeu Rogério Rosso, deputado federal em 2014, tomou posse como deputado federal, em 13 de agosto, durante Sessão Deliberativa Extraordinária no Plenário da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado federal Carlos Manata (PSL-ES).

Pacco, do Podemos, assume a cadeira deixada pelo deputado federal e candidato ao Palácio do Buriti Rogério Rosso (PSD). Ao se licenciar do mandato, Rosso disse ser difícil a conciliação da agenda parlamentar com a de candidato majoritário. “Ou se dedica ao Congresso ou à campanha. Seria incorreto com a sociedade fazer os dois ao mesmo tempo”, declarou.

Pacco concorrerá, a uma das oito cadeiras do Distrito Federal na Câmara federal.

Alonso anuncia aposentadoria da F1

O piloto espanhol Fernando Alonso, da escuderia britânica McLaren, anunciou nesta terça que deixará a Fórmula 1 no final da temporada 2018. A F1 está de férias e retorna no dia 26 de agosto, no Grande Prêmio da Bélgica e termina no dia 25 de novembro no GP de Abu Dhabi.

O bicampeão mundial anunciou a decisão por meio de um vídeo em sua conta no Twitter. “Após 17 anos incríveis, chegou o momento de fazer uma mudança e virar a página”. Ele diz que a decisão foi tomada de forma convicta. Alonso agradece pela Fórmula 1 tê-lo ensinado "tantas culturas, costumes, idiomas, pessoas maravilhas e ter sido minha vida”. "Hoje tenho outros desafios maiores dos que me pode oferecer", disse Alonso à F1.

"Você me deu muito e eu acho que te dei o máximo. Juntos passamos muitos bons momentos, alguns inesquecíveis, outros realmente ruins", disse o piloto de 37 anos em vídeo publicado em sua conta no Twitter.

O grid de largada do torneio perderá um de seus quatro campeões ainda em atividade no circuito. Em 17 anos Alonso venceu dois título, em 2005 e 2006, ainda pela Renault, e somou um total de 32 grandes prêmios conquistados, além de 97 pódios.

A saída do espanhol deixará a F1 com menor número de campeões desde 2009: o inglês Lewis Hamilton (campeão em 2008, 2009, 2014, 2015 e 2017), o alemão Sebastian Vettel (campeão em 2010, 2011, 2012 e 2013) e o finlândes Kimi Räikkönen (campeão em 2007). Ainda não existe uma definição em torno de quem irá substituir o espanhol na McLaren. Dois nomes, o espanhol Carlos Sainz, atualmente na Renault, e o inglês Lando Norris, reserva da equipe, devem disputar a vaga.

O espanhol das Astúrias, não é só o primeiro campeão da Espanha na história da Fórmula 1, mas também um dos esportistas mais populares do país. Aos 37 anos Fernando Alonso põe fim a etapa mais importante da sua vida para alçar novos voos. Como ele já venceu o Grande Prêmio de Mônaco e as 24 Horas de Le Mans, falta conquistar, em 2019, as 500 milhas de Indianápolis, para conseguir a tão desejada Tríplice Coroa (as três provas mais famosas de corrida do mundo). Também estão nos planos do piloto a Fórmula Indycar e o Mundial de resistência da Toyota.

 
Coluna Bernadete Alves - dia 13/08/2018

Chuva espetacular de meteoros

O ano de 2018 está sendo repleto de significativos eventos astronômicos. Tivemos as superluas, eclipses e agora a chuva de meteoros. Segundo os astrônomos, estes traços brilhantes são partículas de poeira, ou pequenas rochas que são capturadas pela gravidade da Terra e ao mergulharem na atmosfera se esquentam tanto que acabam ficando incandescentes. Por isso que muitos chamam de “estrelas cadentes”. Dependendo das condições do céu é até possível ver o rastro de fumaça. Algumas vezes um objeto não tão pequeno entra na atmosfera produzindo um clarão intenso e, por esse motivo, é chamado de "bola de fogo".

Observar uma chuva de meteoros não requer qualquer instrumento. O fenômeno pode ser visto a olho nu. Para localizar a constelação de Perseu basta identificar inicialmente a constelação de Órion, onde ficam as Três Marias. Ao localizá-las, o observador deve seguir o olhar em direção ao o norte, onde está a constelação de Touro e, ao lado, a de Perseu.

Basta olhar para o céu escuro e aguardar. A chuva dos Perseidas, desta madrugada, é uma das mais populares e intensa no hemisfério Norte. Isso porque o radiante da chuva está na constelação de Perseu, uma constelação do Norte, e quanto mais ao Sul mais baixa no céu ela fica. Mesmo assim o fenômeno é maravilhoso.

A chuva de meteoros, as perseidas, teve seu pico de atividades registrado em São Paulo, por volta das 2 horas da madrugada desta segunda-feira. Aqui em Brasília foi por volta das 3 da manhã. Este fenômeno tem origem na constelação de Perseu. O momento mais oportuno para assistir ao fenômeno foi das 4 da manhã até às 5h30 quando o dia começou a clarear. A chuva desta madrugada é uma das muitas que ocorrem ao longo do ano e que podem ser vistas a olho nu.

Em maio, deste ano foi a vez da chuva da Eta Aquáridas, que teve seu pico na madrugada do dia 6 e foi visível em todo o Brasil . A chuva recebeu este nome, porque o seu radiante está localizado na constelação de Aquário, próximo da estrela mais brilhante da constelação, a Eta Aquarii. A Eta Aquáridas é formada por fragmentos do Cometa Halley, um cometa com período orbital de cerca de 75,3 anos e seu próximo periélio será no ano de 2061, quando poderá ser visto novamente da Terra. Outra chuva de meteoros "nascida" do Halley é de Orionids, que ocorre em outubro.

 
Coluna Bernadete Alves - dia 12/08/2018

Ciência aponta melhor posição para dormir

Descobertas da ciência apontam que a falta de sono é muito prejudicial para nosso corpo e cérebro. Para chegar à velhice de maneira saudável é preciso investir em boas noites de sono. O conselho é do professor de neurociência e psicologia da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos. “É que durante o sono, ocorre uma espécie de ‘revisão’ de todos os sistemas fisiológicos importantes do nosso corpo e de cada rede ou operação da mente. Se você não dorme o suficiente, de sete a nove horas por dia, essa revisão é prejudicada e seu corpo será afetado. Seu sistema imunológico e seu desempenho cognitivo começarão a ser afetados”, garante o cientista.

A vida moderna nos faz usar mais do tempo durante o dia para realizar todas as atividades e com isso sobra pouco tempo para o sono. Muitos acabam se acostumando com isso sem perceber os prejuízos a longo prazo. Como é difícil ter uma boa noite de sono a ciência nos ajuda apontando qual a melhor posição para garantir nossa saúde e bem-estar.

Estudo realizado na Universidade de Stony Brook e na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica The Journal of Neuroscience, aponta que dormir de lado proporciona um descanso maior e facilita o funcionamento do nosso organismo. Entre as duas posições laterais, a do lado esquerdo taz inúmeras vantagens: é bom para o cérebro,melhora a circulação sanguínea,facilita a digestão, alivia o peso sobre a coluna vertebral e é a melhor posição para as grávidas.

Dormir sobre o lado esquerdo é bom para o cérebro pois beneficia a drenagem linfática do sistema nervoso central, uma vez que esta posição favorece a eliminação do excesso de proteínas, vitaminas, gorduras e resíduos, como os depósitos de proteínas beta-amilóides, altamente nocivos à saúde. O sistema linfático é responsável por eliminar as toxinas do organismo e opera melhor do lado esquerdo do corpo. Segundo o médico do HUB Edmo “uma drenagem linfática deficiente pode levar a transtornos neurológicos, como a esclerose múltipla.

O médico William Christopher Winter, do Hospital Martha Jefferson, nos Estados Unidos, explicou à CNN, que o coração está do lado esquerdo do corpo, e dormir dessa forma impede a obstrução da artéria aorta, que bombeia sangue para o resto do sistema sanguíneo. “Ao mesmo tempo, a veia cava inferior permanece livre, sem ser pressionada por nenhum órgão. Então, o sangue retorna mais facilmente de outras partes do corpo até o coração”, assegura Winter.

O médico diz que como o baço, o pâncreas, o estômago e o cólon se encontram do lado esquerdo do corpo, deitar-se sobre este lado do corpo faz com que os alimentos passem por esses órgãos mais facilmente facilitando a digestão. O estudo comprova que quando deitamos de lado a coluna fica mais alinhada do que quando nos deitamos de costas ou de bruços. Portanto, dormir do lado esquerdo evita pressão sobre importantes vias sanguíneas.

O lado esquerdo é a posição mais recomendada para as grávidas. Este lado faz com que o bebê não precione a veia cava, e o sangue circula melhor, fazendo chegar à placenta os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança.

Dormir de bruços pode dificultar a respiração e de barriga para cima, o joga o peso do corpo sobre as costas. Agora que a ciência comprovou as vantagens de dormir do lado esquerdo vamos parar de nos revirar na cama e usufruir destes benefícios.

Estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Columbia, de Nova York, e publicado recentemente pela revista PLOS Biology, conclui que dormir tem um efeito antioxidante no organismo. Para chegar aos resultados, os cientistas utilizaram uma variedade mutante da drosófila, inseto mais conhecido como mosca-da-fruta, adaptada justamente para ter sono mais curto do que o normal - mantendo de modo intacto seus ritmos circadianos, no entanto. E encontraram novas evidências de como a falta de sono traz efeitos negativos para a saúde.

A pesquisadora Vanessa Hill, do Departamento de Genética da Universidade de Columbia, uma das autoras do estudo, diz que o entendimento da relação entre dormir e o estresse oxidativo pode ser um passo importante na compreensão de doenças humanas modernas - de distúrbios do sono a doenças neurodegenerativas. Segundo a pesquisadora o estresse oxidativo é uma condição de quando o organismo apresenta um desequilíbrio entre a produção de reativos de oxigênio e sua remoção - por meio de sistemas enzimáticos ou não enzimáticos.

De acordo com os pesquisadores de Columbia, perturbações desse sistema podem provocar a produção de peróxidos e radicais livres, o que acaba danificando os componentes celulares.O estresse oxidativo desencandeia o sono, que então age como antioxidante tanto para o corpo como para o cérebro. “Esse estresse oxidativo, resultado do excesso de radicais livres, pode levar a uma disfunção orgânica. Se a função do sono é defender-se do estresse oxidativo, o aumento do sono deve aumentar a resistência ao estresse oxidativo", afirma Hill.

Levantamento realizado pela empresa Philips no início deste ano, aponta que 72% dos brasileiros sofrem de doenças relacionados ao sono. A mesma pesquisa foi realizados em outros 12 países - a média da América Latina é de 75%, com os mexicanos em pior situação (88%) e os argentinos, em melhor (64%).Os principais problemas relatados são insônia, ronco, apneia (respiração que para e volta durante o sono) e a narcolepsia (sono súbito e inconsolável). Segundo a pesquisa, as causas apontadas para a dificuldade de dormir são preocupações financeiras, uso de tecnologias como o celular na cama e estresse decorrente de questões de trabalho.

De acordo com o Instituto do Sono, de São Paulo, ter horários regulares para dormir é um primeiro passo para conseguir ter uma boa noite de sono.Os médicos especialistas da instituição também aconselham que as pessoas se deitem somente na hora de dormir, justamente para não levar distrações para a cama. Álcool e café próximo ao horário de dormir são desaconselhados. Também é recomendável jantar moderadamente, e sempre no mesmo horário.

 
Coluna Bernadete Alves - dia 11/08/2018

Dia do Advogado: Luta diária no campo das ideias

A data de hoje é comemorada em homenagem ao ano de 1827, quando foram criados os primeiros cursos de direito no Brasil. Hoje é o dia de todos que lutam incansavelmente pelo exercício da democracia, da honra, da liberdade e dos direitos da sociedade. A advocacia surgiu como uma ferramenta jurídica que visa contribuir para a solução de conflitos de forma proporcional à Justiça e a paz social. A advocacia é a ponte que liga à efetiva Justiça!

Para distribuir justiça de forma igualitária é necessário amor pela profissão, qualificação permanente, bravura, altivez e ética. Sabemos que não há sociedade democrática sem o exercício efetivo da advocacia com todas as suas prerrogativas e liberdades.

Tenho orgulho de ser advogada e de fazer parte da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Distrito Federal. E esta honra é maior ainda porque dois filhos meus seguiram esta nobre profissão, Gustavo Di Angellis e Gilbert Di Angellis. Nenhum de nós teve dúvida na carreira. Nosso compromisso sempre foi e será com o respeito às leis, seguindo em frente com ética e responsabilidade social.

Somos nós, da Advocacia, a viga mestra da Justiça. Seja no exercício da defesa, seja tirando o Judiciário da inércia, lutando contra as injustiças, a violência e a fraude. Espero que nunca nos falte a coragem de sermos os verdadeiros protagonistas das transformações sociais que o nosso país tanto reclama.

Nossa homenagem a todos os defensores da lei brasileira na mensagem do professor Heráclito Fontoura Sobral Pinto, o ferrenho defensor dos direitos humanos, durante a ditadura do Estado Novo e a ditadura militar que foi instaurada após o golpe de 1964. “O advogado só é advogado quando tem coragem de se opor aos poderosos de todo o gênero que se dedicam a opressão pelo poder. É dever do advogado defender o oprimido. Se não o faz, está apenas se dedicando a uma profissão que lhe dá sustento e à sua família. Não é advogado”. Sobral Pinto foi o líder das “Diretas Já”.

Câmara Legislativa faz homenagem ao Advogado

Os defensores da lei brasileira foram homenageados em sessão solene pela Câmara Legislativa do Distrito Federal no dia 09. A solenidade que ocorreu no Plenário Jorge Cauhy foi de iniciativa do parlamentar Bispo Renato Andrade. O parlamentar abriu a sessão solene dando ênfase aos serviços prestados à nação por estes profissionais e expôs o valor deste ofício para a manutenção da ordem e da justiça no Brasil. "Sou advogado e me sinto honrado de pertencer à essa classe", afirmou o deputado.

Segundo o distrital, que também é advogado, a homenagem é um reconhecimento à categoria identificada pela coragem, bravura e respeito às leis. "O papel do advogado na sociedade vai muito além de ensejar uma ação junto aos poderes competentes, de defender o cliente em juízo, passa pela busca de soluções rápidas para os conflitos diários" enfatizou Bispo Renato Andrade.

O parlamentar salientou que “ser advogado é poder atuar numa das mais nobres profissões, poder defender o direito, zelar pelo fiel cumprimento da lei representando os direitos humanos e garantindo a organização social. Esse profissional presta serviço público e exerce função social de extrema relevância para a sociedade”, declarou o Bispo Renato Andrade.

O desembargador Romão Cícero de Oliveira, presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, parabenizou a CLDF pela homenagem prestada à advocacia. “Considero esta homenagem absolutamente essencial, pois, para mim, a advocacia é uma das vigas que sustenta a pilastra do Estado. Se nós não cuidarmos desse feixe de instituições – advocacia, polícia, Ministério Público e magistratura -, certamente nos depararemos com problemas muito grandes no futuro”, declarou. O Presidente do TJDFT ressaltou a importância da determinação ao advogar. "Para defender a Constituição é preciso ter coragem. Estaremos ombro a ombro juntos", disse o magistrado.

O presidente da OAB/DF, Juliano Costa Couto, parabenizou todos os advogados do país e criticou o excessivo número de faculdades de Direito existentes no Brasil. “Quando comecei a estudar Direito aqui em Brasília eram apenas quatro faculdades. Hoje já são mais de 32 campus. A Seccional tem feito de tudo para coibir este abuso se posicionando contra a abertura de novos cursos e a criação de novas vagas. Mas me parece que o exercício mercadológico do poder regulatório do Ministério da Educação tem falado mais alto, sem nenhum carinho, sem nenhum limite, sem nenhum cuidado com a qualidade do ensino jurídico no país”.

Costa Couto falou que as dificuldades sempre estarão presentes na advocacia. “Nós lutamos contra o Estado, contra o poder punitivo, contra a ganância arrecadatória da área tributária. Há que se ter coragem. Hoje estamos na era do pós-positivismo, em que a justiça é subjetiva, arbitrária e insegura”, declarou. “Nós, advogados, temos que evoluir e mudar nossa forma de pensar. Se você entende que a petição inicial deve conter fato, norma e pedido,está atrasado. A força agora é dos precedentes”, acrescentou.

O advogado Jacques Veloso, secretário-geral da OAB/DF, considerou a homenagem da Câmara Legislativa como reconhecimento da importância da advocacia para a sociedade. “Todas as palmas que a advocacia receber em nosso país são poucas pela missão que desempenhamos e pela importância histórica que temos no Brasil”.

A conselheira da OAB/DF, Lúcia Bessa, presidente da Comissão Especial de Combate à Violência Familiar, disse que a sessão solene denota a preocupação da sociedade brasileira com a importância que o advogado e a advogada tem para o Estado Democrático de Direito e para o restabelecimento de todas as instituições. “Me sinto extremamente grata e muito feliz com essa homenagem”, declarou a advogada.

O conselheiro Federal da OAB, Severino Cajazeiras, professor universitário, agradeceu a justa homenagem feita pela CLDF à advocacia. “É um orgulho muito grande participar deste grandioso evento. Avalio como uma grande homenagem que a Câmara presta a esta guerreira profissão. Nunca vi em todos os meus anos de luta evento que tenha reunido tantas pessoas como este aqui”.

A presidente da Associação Brasileira de Advocacia de Advogadas, Meire Mota, defendeu a necessidade de reconhecer as profissionais mulheres que atuam nesta área. "Precisamos dar visibilidade e relevância às mulheres que fazem parte da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e que desempenham um papel engrandecedor na advocacia", relatou a doutora.

 
Coluna Bernadete Alves - dia 10/08/2018

CNJ realiza a XII Jornada Maria da Penha com alerta para aumento do feminicídio no Brasil

O Conselho Nacional de Justiça promoveu ontem e hoje, no plenário do Supremo Tribunal Federal, a XII Jornada Maria da Penha. Participaram da cerimônia os conselheiros do CNJ Fernando Mattos e Márcio Schiefler Fontes, a diretora do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do CNJ, Maria Tereza Sadek, o secretário-geral do órgão, Júlio Ferreira de Andrade, o secretário-geral da Enfam, Carl Olav Smith, além da juíza auxiliar da Presidência do CNJ Andremara dos Santos e profissionais do sistema judiciário e da segurança pública que atuam em casos de violência contra a mulher.

“Nós, mulheres, queremos poder viver de maneira harmoniosa com os homens. Já era tempo de termos isso. É um sofrimento sermos tratadas de maneira desigual apenas por sermos mulheres. E o impacto disso em nossas crianças é terrível”, afirmou a presidente do CNJ e do STF ministra Cármen Lúcia.

A ministra Cármen Lúcia,defendeu atenção especial às crianças expostas a agressões que ocorrem, muitas vezes, dentro do lar. Segundo ela, o reflexo nesses meninos e meninas ainda é um aspecto pouco tratado pela legislação. Cármem Lúcia pediu empenho para que casos de violência doméstica sejam investigados e julgados mais rapidamente, “para que as famílias e as crianças não se vejam sem respostas a uma agressão tão grave que não fica apenas na pessoa da vítima”. A presidente alertou para o aumento no número de casos de assassinatos de mulheres vítimas de feminicídio no País.

Para a ministra, apesar da Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) ter modificado substancialmente o tratamento da violência contra a mulher, ainda falta descobrir as motivações desses crimes, que seguem causando milhares de vítimas unicamente por questões de gênero. Atualmente, tramitam no Judiciário cerca de 10 mil processos de feminicídio. “A violência contra a mulher não pode ficar em silêncio. O silêncio permite que a violência prossiga. A violência contra a mulher expõe uma sociedade machista, preconceituosa, agressiva. Violenta com suas crianças, com suas mulheres e com todos aqueles que sejam diferentes. Precisamos mudar para um patamar civilizatório de respeito aos direitos, de maneira contínua, coerente e necessária para que tenhamos democracia na sociedade e não apenas no Estado. Caso contrário, não sabemos onde iremos parar”, afirmou Cármen Lúcia.

Cármen Lúcia pediu aos magistrados, promotores, defensores públicos e agentes do Sistema de Justiça, que estavam na plateia, atenção especial dos órgãos e instituições em relação a necessidade de maior e melhor integração dos trabalhos. E também melhor capacitação de todos os envolvidos na prevenção ou repressão à violência contra a mulher em âmbito doméstico. Para isso, disse, é fundamental contar com o trabalho das coordenadorias estaduais das Mulheres em Situação de Violência e da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM). “Espero que tenhamos Júris que prestem à sociedade a resposta adequada. Para que as famílias, as crianças, não se deem como alguém sem resposta a uma agressão tão grave como é o assassinato de uma mulher”, afirmou.

A Jornada Lei Maria da Penha é um evento realizado desde 2007 pelo Conselho Nacional de Justiça para discutir aspectos da violência contra a mulher. O combate à impunidade nos casos de violação de direitos humanos e a busca pela melhoria e agilidade no atendimento de mulheres vítimas de violência têm sido um dos focos do CNJ.

A ministra criticou aspectos “machistas, preconceituosos e violentos” da sociedade e ressaltou que a atuação do Estado e dos brasileiros deve ser no sentido de dar mais visibilidade ao tema do feminicídio para que o silêncio não permita a evolução de casos de crime contra a mulher.“ Precisamos trabalhar para que cada vez mais a lei possa ser devidamente aplicada até chegar o momento em que não precisemos mais de lei para conter uma constante e inexplicável violência”, disse.

“A paz e a violência não param nos umbrais das portas das casas. Elas atravessam as ruas e ganham as praças. Ou temos uma sociedade que pode conviver de forma mais pacífica ou teremos uma sociedade cada vez mais violenta que não sei onde vai acabar, mas sei que não vai acabar bem”, alertou Cármen Lúcia.

Ao longo de todo o dia de hoje, em um plenário do STF, pesquisadores, defensores, delegados e juízes apresentaram os avanços e os desafios na identificação e prevenção dos casos de violência contra a mulher e no atendimento às vítimas e suas famílias. As discussões e decisões aprovadas na Jornada farão parte de uma Carta de Intenções.

Exposição Coletiva dos Fotógrafos do Centro-Oeste Brasília

O Museu Nacional da República é palco da Exposição Coletiva dos Fotógrafos de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, dentro da programação do Mês da Fotografia. A mostra com 60 imagens e quatro obras audiovisuais, tem curadoria de Eraldo Peres. Nessa edição o tema é “Água – Reflexões sobre o Amanhã”.

No dia da inauguração as fotos de Kazuo Okubo, Eraldo Peres, Henrique Ferrera e José Medeiros foram projetadas na Cúpula do Museu, proporcionando um espetáculo tanto para os convidados como para quem transitava pelo local.

A exposição, que fica aberta até o dia 31, é apenas uma das seis mostras fotográficas que compõem a programação desse evento que movimenta diferentes cidades do DF com palestras, oficinas, workshops e lançamentos de livros durante o mês de agosto.

O Museu Nacional integra o Conjunto Cultural da República. É um espaço que insere Brasília no circuito internacional das artes e mostra o que há de melhor na arte brasileira. O local é utilizado para exposições itinerantes de artistas renomados e temas importantes para a sociedade, palestras, mostra de filmes, seminários e eventos de forma geral. O Museu, portanto, contribui para a educação democrática por meio da cultura e ativa a industria do turismo.

 
Coluna Bernadete Alves - dia 09/08/2018

Escritoras de Brasília criam “Maria Cobogó”

Insatisfeitas com a falta de espaço da produção brasiliense no ramo literário, Alessandra Roscoe, Ana Maria Lopes, Christiane Nóbrega, Claudine M. D. Duarte, Elisa Maria Mattos, Marcia Zarur e Solange Cianni, se uniram para criar o selo Maria Cobogó, o coletivo editorial, lançado oficialmente na noite de ontem,no Beirute da 109 Sul, local que é patrimônio da cultura boêmia candanga. Juntas, as sete mulheres sob o codinome de Maria dizem representar a força de todas as “Marias” do Distrito Federal.

Para coroar o “Maria Cobogó” as escritoras lançaram os livros: A árvore voadora (infantil) - Alessandra Roscoe; Mar remoto (poemas) - Ana Maria Lopes; Branca de leite (infantil) - Christiane Nóbrega; Desencontos (minicontos) - Claudine M. D. Duarte; Meu reverso (poemas) - Maria Elisa Mattos; Amor concreto (crônicas) - Márcia Zarur; e Clodoaldo pé descalço (infantil) - Solange Cianni. Uma noite de autógrafos muito prestigiada.

Com sete olhares diferentes, as criadoras do grupo se manifestam por meio da escrita e inspiradas pelo que veem e vivem na capital do país. Algumas nasceram em Brasília, outras não. Mas elas contam que, independentemente da origem de cada uma, sempre se sentiram abraçadas pela cidade.

”Somos os cobogós, os pilotis e as superquadras. Somos nossas avós, nossos pais, nossos filhos e todos os pioneiros. Somos o cerrado e o Lago Paranoá. Somos o céu que os 6 andares não encobrem nunca”, declara a jornalista e escritora Márcia Zarur.

“Desde que troquei o jornalismo diário pela literatura, tenho encontrado caminhos diversos para semear livros, leituras e afetos e feito dessas novas trilhas também caminhos de encontros, como este com as Cobogós!, diz Alessandra Roscoe, que tem mais de 30 livros publicados e premiados.

Com o selo “Maria Cobogó”, as escritoras querem divulgar as suas obras e publicar títulos de gêneros variados de outros escritores brasilienses. O coletivo vai contar com um conselho que analisará cada um dos livros publicados.

As criadoras do grupo assumem a missão de colocar Brasília com destaque no universo da literatura nacional. A divulgação dos trabalhos ocorrerá por meio de eventos na cidade, feiras literárias em outras unidades federativas e pela venda de livros no site e nas redes sociais do Maria Cobogó.

A jornalista Ana Maria Lopes diz que o “Maria Cobogó” serve para mostrar que Brasília tem uma voz literária forte. “Quando conversamos, identificamos as mesmas angústias, desejos, dificuldades com relação ao trabalho de ser escritora no DF, mas sabemos que temos uma literatura de excelente qualidade aqui”, diz a escritora. Ana Maria diz que o processo de criação do grupo ocorreu sem dificuldades, de forma lúdica e agradável. Cada uma pegou as expertises que tinha e juntou nesse processo único”.“O DF conta com escritores maravilhosos, que têm uma qualidade excepcional. Mas o Brasil desconhece isso. Todos os prêmios, o reconhecimento, e as vendas se concentram no eixo Rio–São Paulo”,diz a jornalista Ana Maria Lopes.

Mesmo originários do Recife, os cobogós se tornaram parte da arquitetura de Brasília. Feitos de cimento, argila ou cerâmica, esses elementos se popularizaram não só pela originalidade, mas por permitirem, de forma decorativa, a ventilação e a iluminação dos ambientes. O cobogó foi criado em 1929, ano de grande crise, pelo comerciante português Amadeu Oliveira Coimbra, pelo alemão Ernest August Boeckmann e pelo engenheiro pernambucano Antônio de Góis. As iniciais de seus nomes originaram a palavra COBOGÓ.Em Brasília o cobogó está presente na grande maioria dos blocos residenciais do Plano Piloto e virou símbolo.

 
Coluna Bernadete Alves - dia 08/08/2018

Claudio Lamachia e Estefânia Viveiros lançam livro em Brasília

O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, lançou em coautoria com Estefânia Viveiros, presidente da Comissão Especial de Análise da Regulamentação do Novo Código de Processo Civil, o livro “Honorários Advocatícios no Novo CPC”. O lançamento foi realizado na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em Brasília.

Segundo os autores a ideia do livro é levar subsídios para a advocacia e criar uma conscientização para que todas as advogadas e os advogados brasileiros trabalhem na defesa do artigo 85 do novo Código de Processo Civil para que não tenhamos mais aviltamento de honorários.

Lamachia elogiou a parceria com a ex-presidente da OAB/DF Estefânia Viveiros, Conselheira Federal da OAB. “Estefânia é uma profissional extremamente preparada e a ideia de lançarmos o livro surgiu exatamente do trabalho capitaneado por ela na comissão. Este livro na verdade é uma obra coletiva da nossa instituição, feito pela Comissão de Análise da Regulamentação do Novo Código de Processo Civil, pela Comissão de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia e desenvolvido por todos os dirigentes de OAB”, declarou o presidente da OAB. A obra conta com a participação do atual presidente da OAB/DF, Juliano Costa Couto.

Na ocasião, o presidente licenciado da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, Jarbas Vasconcelos, participou da sessão de autógrafos de sua obra “A constitucionalidade da Colonização Interna”. Ao falar de seu livro, Jarbas criticou a falta de autonomia da região amazônica sobre seus próprios recursos. “É um desafio àqueles que estudam federalismo para que possamos refazer os termos do nosso federalismo e destravarmos barreiras do crescimento e desenvolvimento econômico do país como um todo”, disse Vasconcelos. “Este livro trata de um aspecto da Constituição de 1988 que, na minha opinião, apesar pródiga em liberdades, foi muito restritiva em direitos e igualdade. Especialmente no que diz respeito à relação entre as regiões. Sou do Norte, da região da Amazônia e as riquezas da Amazônia foram vistas nessa Constituição como riquezas que não pertencem a quem é da Amazônia e sim a quem é do Centro Sul.

A Constituição de 1988 retirou da Amazônia a governabilidade sobre o seu ativo ambiental, sobre seus recursos hídricos e sobre os seus minérios e passou a tratar essa riqueza com algo que não pode ser gerida pelos amazônidas. Ela é gerida por interesses econômicos e políticos mundiais, de fora para dentro. Isso gera um forte desequilíbrio regional e esta região que é a mais rica que temos no país seja também a região de um povo pobre”, declarou o autor.

“A constitucionalidade da Colonização Interna”, é resultado da tese de mestrado defendida em abril deste ano, na Universidade da Amazônia – Unama, em Belém. O livro apresenta, de forma inédita, o processo histórico que levou o Pará à condição de estado colonizado e subdesenvolvido. Com a obra, o advogado discute a possibilidade de a Constituição Federal cumprir a promessa de diminuir as desigualdades sociais e regionais brasileiras. Jarbas afirma que o Brasil segue como o décimo país mais desigual do mundo, enquanto o Pará oscila entre o 24º e 26º pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil.

Na OAB/PA Jarbas Vasconcelos em meados da década de 90 liderou um grupo de advogados dedicados às causas sociais na luta por mais presença junto à direção da Ordem. Em 1997, Jarbas foi convidado para compor uma chapa como secretário-geral da entidade. Dois anos depois, Jarbas e outros advogados criaram o movimento “OAB de Todos”, com o objetivo de transformar a Ordem numa instituição capaz de oferecer o mesmo tratamento a todos os advogados. Foi eleito presidente da Ordem em 2010 e reeleito em 2012. Atualmente, Jarbas é conselheiro federal da OAB e preside a comissão nacional de defesa das prerrogativas da advocacia. Aposta “Nada é mais importante do que a luta por direitos humanos”, declara o advogado Jarbas Vasconcelos.

O ex-presidente da OAB/PA,Jarbas Vasconcelos, 51 anos de idade, casado e pai de duas filhas, é candidato ao Senado pelo Partido Verde. O advogado e escritor aposta na renovação do cenário político para avançar em políticas socioambientais para o desenvolvimento do estado. “É preciso que façamos um gesto de união em defesa do Pará e da Amazônia. Todos trabalhando pela mesma causa. Por uma Pará rico, com um povo igualmente rico”.

 
Coluna Bernadete Alves - dia 07/08/2018

Lei Maria da Penha completa 12 anos e os feminicídios aumentam

A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006, pelo então presidente Lula e reforçada em 2015 pela Lei do Feminicídio. Representa avanços no combate à violência doméstica e de gênero e proteção dos direitos femininos ao endurecer a punição por qualquer tipo de agressão cometida contra a mulher no ambiente doméstico e familiar. São doze anos de proteção ampliada, mais denúncias e mais conscientização.

Infelizmente as marcas negativas teimam em chamar mais a atenção para a data. Inclusive Brasília amanheceu com mais dois casos de feminicídio em menos de 24 horas. Por volta das 10h desta terça-feira, Adriana Castro Rosa Santos, de 40 anos, foi assassinada pelo marido, o policial militar Epaminondas Silva Santos, que se matou em seguida.

Na noite de ontem, Carla Graziele Rodrigues Zandoná, de 37 anos, morreu após despencar do terceiro andar do prédio onde morava na Asa Sul. A Polícia Civil prendeu em flagrante o marido da vítima, Jonas Zandoná, de 44 anos, que apresentava sinais de embriaguez. O agressor vai responder pelo crime de homicídio triplamente qualificado (quanto é cometido por motivo torpe, sem possibilidade de defesa da vítima e feminicídio). Segundo a investigação, neste caso há histórico de violência doméstica, com brigas frequentes, agressões, injúrias e ameaças recíprocas.

A Lei 11.340 motivou o aumento das denúncias de casos de violação de direitos. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180, foram registradas no primeiro semestre deste ano quase 73 mil denúncias. As principais agressões denunciadas são cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, tráfico de pessoas, homicídio e assédio no esporte. As denúncias também podem ser registradas pessoalmente nas delegacias especializadas em crime contra a mulher.

Levantamento feito pela Secretaria de Segurança Pública aponta que em 79% dos casos as vítimas estavam em casa; em 50% dos casos as vítimas tem 30 a 50 anos; os autores são homens de 30 a 50 anos; que em 85% dos casos solucionados os autores eram namorados ou companheiros e que mais da metade tinham antecedentes criminais.

A delegada Sandra Melo, chefe da Delegacia de Atendimento à Mulher, diz que o aumento dos casos está relacionado à falta de políticas integradas. "A Lei Maria da Penha é muito boa. O problema está nos valores que temos na sociedade, nos nossos relacionamentos e nas políticas públicas que não estão sendo suficientes para alcançar toda essa situação, que é de décadas. São necessárias políticas integradas. Nós, do sistema da Justiça, atuamos na consequência. Tem que mexer na causa”, declara a chefe da DEAM.

O momento em que a mulher decide sair de uma relação abusiva e dizer "não" ao parceiro é a hora de maior risco para as mulheres. A afirmação foi feita hoje pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Violência Doméstica contra a Mulher e Núcleo de Gênero, do RJ. As mulheres precisam saber que a lei existe e que há também outros serviços de acolhimento e atenção às vítimas de violência doméstica, como abrigamento e medidas protetivas.

A Lei cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.

Violência contra a Mulher não tem desculpa. Tem Lei!

Congresso Nacional discute violência de gênero na política

A Procuradoria Especial da Mulher do Senado, em parceria com a Secretaria da Mulher da Câmara, debateu a violência política dirigida às mulheres na tarde de hoje, na Câmara dos Deputados. A Audiência Pública foi mediada pela ex-senadora Emília Fernandes, presidente do Fórum de Mulheres do Mercosul, e pela deputada federal Érika Kokay (PT-DF).

O “Quintas Femininas” visa despertar o interesse da sociedade para os principais problemas que permeiam a vida das mulheres brasileiras nas áreas da saúde, direito trabalhista, mulher, mídia, empoderamento e violência. Nesta semana, o tema foi violência contra a mulher na política.

A deputada federal Érika Koka disse que a violência contra a mulher no exercício da política se dá em outros espaços também e não só no Parlamento. Para ela, também é preciso que a mulher saiba lidar com as "ditaduras da perfeição", as quais geram uma culpa que corrói a autoestima. “A culpa que vai atingindo as mulheres adquire uma dimensão de uma ditadura da perfeição, porque elas não podem errar quando ocupam uma posição masculina”.

A audiência pública teve a participação da conselheira da OAB/DF, Cristiane Britto, vice-presidente da Comissão de Direito Eleitoral; da professora e pesquisadora da Universidade de Brasília Flávia Biroli; da professora da Universidade Federal de Goiás Lúcia Rincón; da mestre em Ciência Política da Unb Noëlle Silva; da presidente da União Brasileira de Mulheres, Vanja Andrea Reis dos Santos e contou com dezenas de ativistas de entidades femininas e líderes políticas.

Para as participantes da audiência pública, a falta de espaço para a representação feminina configura uma situação de violência. E a violência contra a mulher no meio jurídico está cada vez mais presente na medida em que a população feminina ganha espaço e se mostra presente no cenário político brasileiro.

A advogada eleitorista, Cristiane Britto, vice-presidente da Comissão de Direito Eleitoral, destacou a importância do PL 349/2015, de autoria da deputada Rosângela Gomes. Segundo a conselheira da OAB/DF, as mulheres enfrentam preconceitos desde quando se candidatam, oportunidade em que são desqualificadas por serem associadas ao cônjuge ou a algum familiar. “São muitos desafios que as mulheres enfrentam ainda como candidatas, antes mesmo de serem eleitas. Não é fácil, há muita discriminação e preconceito envolvido desde o curso da campanha”.

Sobre as Fake News que ganharam outras proporções com a internet, a advogada Cristiane disse que o compartilhamento dessas informações falsas é também um tipo de violência contra a mulher. “Durante a campanha eleitoral, temos divulgação de notícias caluniosas contra uma determinada candidata. Isso não deixa de ser uma violência contra a mulher na política brasileira. Não é fácil e há vários obstáculos que as candidatas femininas se submetem por simplesmente serem mulheres”, defendeu.

Como solução para obstaculizar esse tipo de prática contra as mulheres, é necessário debater mais sobre o tema junto a todos os poderes constituídos e a sociedade.“Precisamos criar mecanismos para impedir esse tipo de atitude. “Toda prática que inibe, de alguma forma, a participação da mulher na política é violência política contra a mulher. É necessário discutir sobre o tema porque a sociedade parece não enxergar essa vulnerabilidade. Precisamos de uma segurança jurídica urgente porque é uma prática criminosa que deve ser combatida”, declarou a conselheira da OAB/DF.

 Vanja Andrea Santos, presidente da União Brasileira de Mulheres (UBM), destacou a necessidade de as mulheres se organizarem e lutarem contra os retrocessos em relação a direitos, avanços e conquistas que tiveram entre 2002 e 2016, como a Lei Maria da Penha, a Secretaria de Políticas para as Mulheres, as quatro Conferências Nacionais de Políticas Públicas para Mulheres, a reestruturação do Conselho Nacional de Direitos das Mulheres, a Casa da Mulher Brasileira e as cotas. “As mulheres precisam estar no Parlamento, não só para criar leis, mas para promover debates, inclusive com a presença importante dos homens”.

Flávia Biroli, professora da Universidade de Brasília, disse que “a violência política não é um subtipo, mas um tipo de violência que se volta contra as mulheres quando elas se colocam como sujeitas políticas na cena pública e se fazem presentes em espaços institucionais antes ocupados exclusivamente por homens”. A professora disse que o Brasil está hoje na terceira pior posição entre os países do continente, mas “constatar a sub-representação não é o mesmo que dizer que as mulheres não têm participação política”. Segundo ela, desde a Conferência de Pequim, em 1995, as brasileiras estão em sintonia com o debate sobre igualdade política.

 
Coluna Bernadete Alves - dia 06/08/2018

Brasil ganha dois ouros em olimpíada internacional

Os estudantes Vinícius Figueira Armelin, de São Paulo, e a cearense Ivna Ferreira Lima receberam medalhas de ouro no International Chemistry Olympiad, a Olimpíada Internacional de Química, destinada aos estudantes do ensino médio. Vinícius Armelin, de Valinhos, foi o brasileiro melhor colocado na competição. O Brasil não ganhava o prêmio máximo há 20 anos. Vinícius e Ivna colecionam medalhas em olimpíadas nacionais e internacionais.

Em julho, Armelin recebeu o Prêmio Talentos por ter vencido a Olimpíada de Química do Estado de São Paulo e foi homenageado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) durante o Encontro Anual da Indústria Química. Com 20 medalhas em olimpíadas nacionais e internacionais, sendo 16 de ouro, Vinícius Figueira Armelin, de 17 anos, comemora ainda sem acreditar a melhor colocação de um brasileiro na Olimpíada Internacional de Química (IChO).

 

O cearense João Victor Moreira Pimentel ganhou medalha de Prata e o também estudante do Ceará, Orisvaldo Salviano Neto, conquistou o bronze. Com esses resultados, somando a pontuação geral dos quatro estudantes brasileiros, o Brasil ficou na 12ª posição entre os 76 países (em 2017 esteve na 18ª). A 50ª edição do International Chemistry Olympiad reniu equipes de 76 países, de 18 a 29 de julho em Bratislava na Eslováquia e Praga na República Tcheca.

“A Olimpíada de Química tem sido uma ferramenta altamente eficiente para cativar o interesse científico de jovens brasileiros, que, medalhistas, tornam-se uma referência positiva para todos os demais estudantes. Estamos muito orgulhos de nossa equipe e dessa conquista grandiosa para o país – declarou o Reitor da Universidade Federal do Piauí, José de Arimatéia Lopes, líder da equipe brasileira.

 

Segundo as regras da competição, os participantes são classificados com base em suas pontuações individuais. As medalhas de ouro são concedidas a 12% dos melhores alunos, as medalhas de prata são destinadas a 22% dos estudantes e as de bronze, a 32%.

As menções honrosas são concedidas aos participantes que não ganham uma medalha, mas obtêm um problema perfeito no exame teórico ou prático. Um prêmio especial é dado ao aluno que atingir a pontuação mais alta no geral. Dois prêmios especiais separados são concedidos aos alunos que obtêm a melhor pontuação nos exames teóricos e práticos.

Nas Olimpíadas de Química, todos os competidores, aproximadamente 300, fazem dois exames: teórico (com 54 páginas) e prático (realizado individualmente em laboratório de química). A soma dos pontos nos dois exames determina a colocação de cada competidor na classificação geral.

 
Coluna Bernadete Alves - dia 05/08/2018

Dia Nacional da Saúde alerta para a importância do “eu”

Saúde é uma questão de atitude. É mais que ausência de doenças é a presença da autêntica qualidade de vida. Para que isso aconteça necessita de cuidados diários como alimentação equilibrada, hábitos de vida mais saudáveis e uma boa noite de sono.

A saúde depende mais das precauções com a alimentação e hábitos saudáveis de vida do que dos médicos. Portanto está na hora de pararmos de inventar desculpas para nós mesmos e fazer algo para melhorar nossos hábitos de vida para viver mais e melhor. A prevenção é sempre o melhor remédio em qualquer fase da vida. Cuidar da saúde desde cedo fará com que a gente atinja a longevidade com mais serenidade.

Manter um bom consumo diário de frutas, verduras, carboidratos integrais, proteínas e gorduras boas ajudam a evitar doenças como infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico (AVE), câncer, hipertensão, diabetes e alterações do colesterol. Tomar bastante água e praticar exercícios físicos regularmente.

Os benefícios do exercício físico regular são inúmeros, os mesmos auxiliam na perda de peso, ganho de massa muscular, ajuda na prevenção da osteoporose, liberam endorfinas, que são responsáveis por diminuir a ansiedade, estresse e melhoria do humor, ajuda a manter uma melhor noite de sono e previnem doenças. Além de cuidar do físico é bom exercitar a memória com leitura e jogos de raciocínio.

Nós sabemos que o acúmulo de pequenos problemas, repetidos diariamente, podem provocar consequências negativas à saúde. Por isso a importância de dormir bem e pelo menos de 6 a 8 horas por dia.O sono vai além do papel revigorante, ele tem diversas outras funções essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo. Uma boa noite de sono garante melhor desempenho e equilíbrio do organismo.

Terapeutas garantem que tirar um tempo para nós mesmos é um grande investimento para a saúde como um todo. Manter o foco na saúde e no bem estar apesar da árdua rotina de vida é um grande desafio. Mas o que é um desafio diante de tantos benefícios que este tempo vai proporcionar para o nosso “eu”?

O Dia Nacional da Saúde foi oficializado e inserido no calendário oficial brasileiro através do Decreto de Lei nº 5.352, de 8 de novembro 1967, do Ministério da Saúde e da Educação e Cultura. O dia 5 de agosto foi escolhido para celebrar o Dia Nacional da Saúde por ser a data de nascimento do sanitarista Oswaldo da Cruz, um importante personagem na história do combate e erradicação das epidemias da peste, febre amarela e varíola no Brasil, no final do século XIX e começo do século XX. Oswaldo da Cruz nasceu em 5 de agosto de 1872 e foi responsável pela criação do Instituto Soroterápico Federal (atualmente conhecido como Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ) e da fundação da Academia Brasileira de Ciências.

A data tem o objetivo de conscientizar a sociedade brasileira sobre a importância da educação sanitária, despertando na população o valor da saúde e dos cuidados para com ela.

Barrichello vence a Corrida do Milhão em Goiânia

A capital de Goiás foi palco neste domingo da décima edição da Corrida do Milhão. O ex-piloto de Fórmula 1, Rubens Barrichello, com tática perfeita “voa” no final, toma o lugar de Max Wilson e ganha a Corrida do Milhão. Este foi um pódio espetacular, apoteótico uma vez que a disputa pelos 2.696 metros do anel externo do circuito da capital de Goiás,foi em altíssima velocidade.Os carros corriam em média 204 km/h.

O maior prêmio do automobilismo brasileiro foi disputado por 32 pilotos dentro do campeonato da Stock Car que além de R$ 1 milhão, dá um anel de ouro 18 quilates com 117 pedras preciosas cravejadas para o piloto vencedor. Rubinho conquista a sua segunda vitória na Corrida do Milhão. A primeira foi em 2014 quando o piloto da Full Time comemorou com o filho Dudu. Hoje foi a vez do filho caçula Fefo subir no teto do carro para comemorar junto com o pai.

Barrichello aproveitou-se de toda sua experiência, de um carro muito bem acertado e de uma estratégia diferente em relação aos ponteiros do grid para subir no degrau mais alto do pódio – além, claro, do Fan Push votado pelo público. Em sua última parada de box, a três voltas do final, conseguiu sair à frente do então líder Max Wilson, da Eurofarma-RC. O português Antonio Félix da Costa, que correu como convidado da Hero Motorsport, fechou o pódio em terceiro lugar. O ex-piloto de Fórmula 1, Felipe Massa, uma das atrações da prova, voltou a sofrer, teve um pneu furado ao escapar da pista já na reta final da prova e terminou em 22º lugar.

 
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