Entrevistas


Gilbert Di Angellis conversa com Bruno Gouveia

Gilbert Di Angellis entrevista Bruno Gouveia, fundador e vocalista da banda de Biquini Cavadão. O consagrado cantor fala das dificuldades e vitórias ao longo dos 30 anos de carreira, da tristeza de perder um filho, bem como dos prêmios que o grupo já recebeu. E claro, o vocalista e instrumentista da banda de rock apresenta suas canções preferidas: Tédio, Me Leve Sem Destino, Vento-Ventania e Impossível.


 
Dino Verdade no programa Brasília na TV

Gilbert Di Angellis entrevista para o programa Brasília na TV, o consagrado baterista Dino Verdade, fundador do Bateras Beat. Dino conta que aos 12 anos tocava piano, depois passou pelo violão até que em 1985 descobriu seu amor pela bateria. Aqui em Brasília estudou com Marcos Britto, Zequinha Galvão, Tião Cruz e Paulo Rosbak. Tocou na Banda Akneton e no Grupo de Percussão Claudio Santoro sob a regência de Marcos Vidal, Timpanista da Orquestra Sinfônica de Brasília. Em 1992 concluiu seu primeiro método para o ensino de bateria e inaugurou o Instituto de bateria Bateras Beat, que está em quase todos os estados brasileiros e também no exterior. Esta história vitoriosa deste brasiliense ilustre você confere agora.

 
Tato, vocalista do Falamansa, conversa com Gilbert Di Angellis

Ricardo Cruz, mais conhecido como Tato, é o compositor e vocalista da banda de forró Falamansa. Na ocasião, Falamansa, Biquini Cavadão e o DJ Tadeu Miura animaram mais de 20 mil pessoas no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, na comemoração do Dia do Bancário 55 anos do Sindicato. Na conversa com Gilbert Di Angellis, Tato falou sobre como é tocar em Brasília, lembrou momentos marcantes nesses 17 anos de sucesso, além de contar sobre os novos trabalhos, sobre a homenagem a Luiz Gonzaga e como superou o câncer que teve no cérebro. Isso e muito mais você pode conferir na entrevista abaixo.

 
Nathaje: voz e coração
Entrevista com NATHAJE.
 
 
  

No mundo há aqueles que trabalham por dinheiro e os que o fazem por amor. A cantora e compositora Nathaje faz parte do segundo grupo. É o amor pela música que move essa talentosa artista. Ela escreve sobre o que sente, sobre o que pensa, sobre as angústias e sonhos, sobre as relações entre as pessoas e delas com elas mesmas. Filha de cantor tem a música como parte essencial de sua vida. Aulas de canto, teatro, guitarra e piano sempre fizeram parte de sua rotina. Hoje, arquiteta formada pela UNICAMP, nos presenteia com músicas autorais de alta qualidade que podem ser conferidas em seu canal no YouTube. O repórter Gilbert Di Angellis conversou com Nathaje sobre vida, carreira, planos e outras coisas mais. Confira!
 
 
 
 
Como a música surgiu na sua vida?
 
A música está sempre na vida de todos, não? É essa a impressão que eu tinha... mas na realidade hoje eu compreendo que essa sensação tem a ver com a minha criação, com um pai que foi cantor sertanejo nos anos 70. Ele chegou a gravar por grandes gravadoras na época. Quando nasci ele já tinha largado a carreira há anos, mas cresci com um violão ao meu lado. Só fui aprender a tocar quando tinha 14 anos, mas sempre ouvi meu pai tocar e cantar. Aprendi a fazer "segunda voz" tão pequena que eu nem saberia te dizer com quantos anos. A primeira vez que me apresentei cantando pra uma plateia foi aos 7 anos, na minha escola, a convite do professor de música. Era pra ser um solo, mas minha voz era tão suave, sem projeção nenhuma, que acabou sendo um trio. A partir dali adquiri um trauma que carreguei por muito tempo: de que minha voz era muito "fraquinha".

Aos 8 comecei piano. Aos 9 comecei também com as aulas de teatro. Aos 11 fui convidada pelo meu segundo professor de canto, da própria escola de teatro, a fazer um solo em um musical. Continuei com o teatro, o piano e o canto por uns anos e aos 14 troquei o piano pela guitarra. Cheguei a pensar em ser atriz! Mas a música foi ganhando um espaço maior na minha vida. 

Foi então que eu, aos 16 anos, entrei pra uma banda pra fazer segunda voz e tocar meia lua! rs... Saí da banda quando fui morar nos Estados Unidos por um semestre, e na escola de lá fiz aula de coral. Novamente fui convidada por um professor pra fazer um solo. Aí eu comecei a pensar: talvez não faça muita diferença eu ter a voz fraquinha. Depois aos 17, voltando dos EUA, comecei a tocar com um amigo que me acompanha até hoje, o Max Fagundes, que toca o violão de um jeito maravilhoso. A gente só tocava músicas do John Mayer no comecinho! Depois fomos expandindo o repertório e minha irmã falou: vocês vão ficar quantos anos tocando só aqui em casa? E nos intimou a tocar no restaurante da minha família. A partir daí começamos a nos apresentar em bares, voz e violão. Também fizemos apresentações com banda. 

Nessa mesma época, em 2007, em uma conversa no jardim meu pai falou: "eu sempre pensei que uma de vocês duas pudesse se tornar cantora, e agora eu vejo as duas seguindo outros caminhos! Mas eu estava aqui pensando, será que uma de vocês duas não querem gravar um álbum?". Então fomos conversar com meu segundo professor de guitarra, Marcelo Modesto que inclusive já brincava comigo há um tempo: "Nathaje Maria (não, eu não tenho Maria como segundo nome), quando é que você vai se tornar uma artista?". Ele nos apresentou alguns compositores, mas eu pensava: não... Não é isso. Se for pra ser algo que eu não sinto que é meu, que eu não me identifique, prefiro não gravar. Meu professor me disse que eu mesma devia compor. "Você faz Unicamp, menina, deve escrever super bem!" E aquilo ficou na minha cabeça, mas eu pensava que não, que eu não saberia nem por onde começar. 

Um tempo passou e em meados de 2008 eu tinha feito uma música. Minha primeira. Não foi tentando fazer uma música que ela surgiu. Foi brincando com o violão e escrevendo uma carta. Dois momentos diferentes que quando eu juntei eu pensei: caramba... Fiz uma música. Mostrei pra minha família e eles ficaram tão descrentes que me perguntavam: mas de quem é? Parece que eu já conheço essa música!  Você tem certeza que não é plágio? Meu pai pediu que eu gravasse no computador e entregasse um CD pra ele ouvir no carro. Eu fiz isso de um jeito bem precário. Entreguei pra ele e um mês depois ele me chamou pra dar uma volta de carro pra conversar. De repente chegamos na escola e estúdio do Modesto. Eu entro na sala de gravação e ele coloca um arranjo pra tocar. Até então eu estava apenas muito confusa. Comecei a ouvir aquela introdução e pensei: nossa que coisa bonita! Começou o verso, apenas o arranjo, meus olhos se encheram de lágrimas e eu notei. Minha música. Minha primeira música.

A partir da minha primeira composição a música se tornou outra coisa pra mim. A minha maneira de me expressar. Meu refúgio. Minha válvula de escape. Meu ponto de conexão mais profundo com as outras pessoas.


O que te inspira na hora de compor e cantar uma música?

Me inspiro em situações que acontecem comigo e com pessoas ao meu redor. Eu sempre gostei de me expressar com palavras. Escrever me ajuda a entender o mundo, a compreender uma situação que acontece comigo ou com os outros. Coloca as coisas em perspectiva. Me ajuda a encarar alguns sentimentos de frente ao invés de fingir que eles não existem. Compreender o comportamento humano sempre me instigou. Eu gosto de pensar que minhas músicas podem de alguma forma ajudar as pessoas a se relacionarem. Até mesmo com elas mesmas. Nos compreender, nos sentir parte de algo muito maior, empatizar com algo que o outro está vivendo, nos ajuda a ser pessoas melhores. 

Quando eu canto, preciso me policiar para não me deixar levar muito pelo sentimento da música. Tive que parar diversas sessões de estúdio porque comecei a chorar! Haha... Até quando eu estou tocando alguma música em casa, se eu não desligar levemente da letra, eu acabo não conseguindo cantar direito porque dá um nó na garganta. Não me orgulho disso, até me incomoda um pouco, mas é algo que eu preciso aprender a lidar melhor. De qualquer forma prefiro isso do que cantar como se eu estivesse lavando louça ou fazendo qualquer outra coisa desconexa com o que a música quer dizer. Não gosto quando ouço algum artista e percebo que ele não está sentindo a música que ele está tocando e/ou cantando.


Você é arquiteta formada pela UNICAMP. O que te fez apostar na carreira musical?

Sempre gostei de aprender. Quando parei para escolher uma profissão, queria algo que me desafiasse. Gosto da formação de arquitetura. Ela é extensa, densa, multifacetada de uma forma única. Penso que o maior link entre as duas coisas na minha vida é o comportamento humano. Gosto de projetar pensando em como as pessoas utilizarão aquele espaço. Como o espaço as influenciará a conviver mais ou menos umas com as outras. Será um espaço de reflexão e introspecção ou de convívio e atividades diversas? 
 
Curiosamente foi durante uma aula de arquitetura que eu comecei a compor. Escrevi muitas letras durante as aulas. As vezes bolava até a melodia fazendo pontinhos no caderno, junto da letra da música, desenhando a sinuosidade que ela teria. Matava umas aulas pra ir pro estúdio gravar, outras pra tocar em algum bar... Tive muita sorte de ter tanto apoio da minha família. Foi isso que me permitiu fazer muito do que eu consegui fazer até hoje. Entre um estágio e outro de arquitetura eu ficava um tempo sem trabalhar pra conseguir tocar a música e a faculdade ao mesmo tempo, e eles sempre me incentivaram a continuar. 

Atrasei um ano de faculdade pra trabalhar na banda do programa Pânico na TV, a Banda Viva Noite. Mas eu precisava me formar. Por mim mesma. Saí da banda e terminei a faculdade numa imersão quase total na arquitetura. Eu até me afastei um pouco da música na época. O canal do youtube surgiu depois dessa fase como uma reconexão minha com a música. O Junior Carelli, pianista que eu conheci na Banda Viva Noite (e acaba de ganhar como melhor tecladista nacional em uma das revistas mais renomadas de música do brasil!) me ajudou muito na pré produção das minhas músicas, arranjos, e na produção dos vídeos do canal. Tenho muita sorte também de ser rodeada por amigos tão talentosos.

Apostar talvez não seja muito a palavra que eu utilizaria pra descrever o que aconteceu na minha vida. Apesar de a carreira musical ser tão incerta que as vezes realmente mais parece um jogo de azar, eu não sei se eu algum dia apostei nela. Eu falo que eu gosto de música, mas não necessariamente da carreira musical. A carreira, que envolve muito mais do que um amor pela música, tanto mais que as vezes parece que isso fica pra trás, não tem um apelo muito forte pra mim. A fama, por exemplo, nunca me encantou. Penso que é um efeito colateral de uma profissão que pode ou não ser muito prazerosa.  

Eu nunca vou largar a música. Mas também não sei se vou largar a arquitetura. Vamos deixar o tempo dizer.
 

Você tem trabalhos autorais de muita qualidade, como as canções “Desculpa” e “Vai Passar”, e canta músicas internacionais de outros artistas. Fale um pouco mais sobre o seu trabalho. 

Obrigada! Fico lisonjeada! Essas duas canções são extremamente pessoais, de dentro da minha casa mesmo. Compus, como a maioria das minhas músicas, no silêncio de uma madrugada, no meu quarto, sozinha. A "desculpa", por exemplo, começou com um capotraste posicionado na sexta casa e uma sequência de acordes que me fez pensar: essa música podia ter uma letra bem introspectiva. Um outro dia, após uma briga em família, eu cheguei no meu quarto pensando na situação e em como ela se resolveria mais tarde. Pensei na dificuldade que a gente tem as vezes em pedir desculpas. Parece que a pessoa fica tão distante da gente e que abrir a boca pra começar a falar é um esforço imenso. Aí comecei a escrever e acabei fazendo a letra e a melodia na mesma noite. Lembrei da sequência de acordes e pensei: essa é a letra dessa música. É essa a impressão que eu tenho as vezes. Quando a letra e a melodia encaixam, parece que a música sempre foi daquele jeito. Sempre existiu. Parece que eu já tinha feito a música e só não tinha me dado conta ainda. 

As músicas internacionais que eu canto de outros artistas, eu canto porque eu acho que tem muita gente sensacional por aí. Tem música que a gente queria ter sido o autor. Haha.. É muito gostoso fazer uma versão de uma música que gosta. Eu também componho em inglês, gosto da língua, da sonoridade dela. O estilo e técnica do canto em cada língua tem suas peculiaridades. Gosto da fluidez da música em inglês e do desafio de cantar composições de outras pessoas. Respeito meu alcance e estilo vocais, mas gosto de tentar ir um pouquinho mais longe de cada vez. Melhorar, aprender... sempre!
 
 
Quais são suas expectativas para esse ano de 2015?

Minhas expectativas!! Estou tentando não ter muitas pra esse ano. Minha vida pessoal está tão maluca que a vida profissional vai ter que encontrar um caminho por agora. Estou pra mudar de país, para a parte alemã da Suíça, então será um recomeço, uma adaptação a um novo cenário. Preciso conhecer a cena musical local e compreender como posso trabalhar a música de lá. A vantagem é que com tantos novos estímulos, a criatividade fica aguçada e costumam sair composições novas!




Entrevista: Gilbert Di Angellis. Entrevistada: Nathaje. Data: 20/02/2015
 
 
Jorge Ben Jor conversa com o repórter Gilbert Di Angellis
Entrevista com JORGE BEN JOR.

O consagrado cantor, compositor e guitarrista, Jorge Ben Jor, foi a grande atração da Festa dos Bancários na AABB organizada pelo presidente do Sindicato dos Bancários, Eduardo Araújo. Jorge cantou seus maiores sucessos e encantou os quase 30 mil trabalhadores do ramo financeiro de Brasília com a levada da bossa nova, samba, maracatu, jazz e rock. Gilbert Di Angellis, do programa Brasília na TV, conversou com ele sobre a carreira, musa inspiradora, o sucesso internacional e o novo trabalho do cantor.  

  
 
Casemiro Mior, técnico e ex-jogador de futebol, conversou com Gilbert em Brasília
Escrito por Gilbert Di Angellis   

Entrevista com CASEMIRO MIOR

Casemiro Mior é um dos atletas mais consagrados do futebol brasileiro. Como jogador do Grêmio conquistou quase todos os títulos que um jogador brasileiro almeja, sagrando-se campeão do Mundo, da Libertadores e do Campeonato Brasileiro. Só não vestiu a camisa da Seleção Brasileira por uma lesão que o deixou distante do sonho de disputar a Copa do Mundo no México. Em visita à Brasília, no 2º Costelão Gremista do Planalto Central, conversou com o repórter Gilbert Di Angellis para o programa Brasília na TV. A entrevista você pode conferir no vídeo abaixo.

 
A banda Natiruts faz sucesso em todo país e orgulha Brasília
Escrito por Gilbert Di Angellis   

Entrevista com ALEXANDRE CARLO, vocalista da banda NATIRUTS.

  

Natiruts, formada em Brasília, é a maior banda de reggae do país. Faz sucesso no Brasil, em Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde. A banda foi a atração principal, para mais de 20 mil pessoas, em festa dos bancários na capital da República. Na oportunidade, o vocalista Alexandre Carlo conversou com o repórter Gilbert Di Angellis. Relembre a entrevista feita no ano de 2013. 

 

Texto e perguntas: Gilbert Di Angellis. Entrevistado: Alexandre Carlo/Natiruts. Data: 12/04/2014   

 
Conheça a nova revelação da música nacional
Escrito por Gilbert Di Angellis   

Entrevista com a BANDA "ONZE: 20"

 

A banda surgiu em Juiz de Fora e migrou para São Paulo em busca da concretização do seu trabalho. Formada por cinco talentosos músicos, “Onze: 20” ganhou rapidamente o carinho e respeito dos fãs com suas canções divulgadas no youtube. Seus dois vídeos mais populares somam mais de 10 milhões de visualizações no site. A qualidade do som, a profundidade das composições e a mistura de ritmos são alguns dos destaques da banda. O repórter Gilbert Di Angellis conversou com eles via e-mail e traz para vocês a íntegra desta entrevista.

 

 

A banda fez um grande sucesso com dois vídeos muito acessados no Youtube. São os clipes das músicas “Não vai voltar” e “Meu lugar”, com um somatório de mais de 10 milhões de visualizações. Antes de mais nada, fale um pouco sobre a banda Onze:20. Como ela surgiu? Quem são os integrantes?

A banda surgiu da cena musical de Juiz de Fora. A gente se conhecia por cada um tocar com suas bandas em eventos que a gente mesmo organizava. A gente sentiu uma afinidade um com o outro mesmo sem tocar juntos. Quando esses projetos foram acabando, decidimos nos juntar e fazer um som. A química foi acontecendo e daí surgiu a essência "Onze:20". Hoje a banda é formada por Vitin (vocal), Fábio (bateria), Marlos Vinicius (baixo), Chris (guitarra) e Athos (teclado).

 

Voltando aos clipes mencionados, como foi a produção destes trabalhos? Vocês esperavam tamanha repercussão?

Esses dois clipes, tanto o de Meu Lugar quanto o de Não Vai Voltar, foram feitos totalmente pela gente. Tivemos a ideia e resolvemos fazer, a gente quis mostrar o Brasil e também o nosso estilo de vida no qual o nosso público acaba se identificando muito. Por isso acho que esses clipes tiveram muita repercussão, cada pessoa que via mostrava pra outra e, graças a Deus, conseguimos atingir o nosso objetivo que é levar a nossa mensagem até a casa das pessoas. 

 

O som de você tem influências do rock e do reggae. Em quem vocês se inspiram ao montar suas próprias canções?

A gente costuma dizer que o Onze:20 é uma mistura. Cada um curte ouvir uma coisa mas também temos gostos em comum e isso acaba ajudando na formação das músicas. Com certeza Foo Fighters, Sublime, Bob Marley, Seu Jorge, Skank, Jota Quest e The Green são uma das nossas maiores influências mas nosso gosto musical passa por várias vertentes, de Thiaguinho até Bon Jovi rsrsrs.

 

Dentre tantas bandas boas, vocês começam a ganhar o próprio espaço. Em que vocês apostam para conquistar o público e a crítica? Qual é o diferencial da banda?

A gente não acha que existe um diferencial de fato. Fazemos as músicas com o coração e com a nossa verdade, com isso é o suficiente para conquistar um lugar no coração das pessoas. Essa é a nossa aposta para continuar nosso caminho e conquistar, cada vez mais, o nosso lugar ao sol. 

 

Sem ter ajuda o caminho é sempre mais complicado. Quais são as maiores dificuldades que a banda tem para produzir seus trabalhos? Quem são os apoiadores da Onze: 20?

No começo da banda passamos por vários obstáculos, saímos de Juiz de Fora para morar em São Paulo todos juntos e viver na cidade grande de uma forma totalmente independente. A falta de grana, o desmerecimento das pessoas com "mais uma banda de fora" foram as maiores dificuldades (e que a gente agradece por ter passado porque aprendemos muito nesse período) mas recentemente conseguimos uma parceria que vem funcionando bem e proporcionando uma melhor condição de trabalho pra gente, além de claro toda a galera que acompanha a gente! Nosso TIME nos da todo o suporte e carinho pra continuar nessa caminhada! Amamos e somos gratos a cada um deles.

 

 

Texto e perguntas: Gilbert Di Angellis. Entrevistado: Banda Onze 20. Data: 10/04/2014  

 
Políticas criminais na Argentina
Escrito por Gilbert Di Angellis   

Entrevista com Dr. RICARDO KLASS, ex-vice-ministro da Justiça

  

Nos últimos anos tem-se debatido diversos temas de políticas criminais no Brasil. Questionamentos quanto à possibilidade de pena de morte e referentes à redução da maioridade penal têm sido tópicos de calorosas discussões. Mas a necessidade de combater o crime organizado, de ressocializar os presos e repensar a atuação do Estado diante destes problemas é algo latente em quase todos os países do mundo. 

Convidamos Ricardo Klass para nos responder perguntas a respeito das políticas criminais em seu país que, com sua larga experiência nos temas ligados ao Direito Penal, pode contribuir com ensinamentos de como estes problemas têm sido enfrentados na Argentina e nos propiciar reflexões sobre o nosso país. 

Ricardo Klass é Doutor em Direito Penal e Professor da Universidade del Salvador, em Buenos Aires, integrou a Comissão de Elaboração do Anteprojeto de Código Penal da Argentina, representou o seu país na ONU em congressos de prevenção de delitos e foi vice-ministro da Justiça e presidente do Superior Tribunal de Justiça da Província de Terra do Fogo.  

 

No Brasil, menores infratores têm praticado atos criminosos extremamente danosos à sociedade, como latrocínio, homicídio, roubo e tráfico de drogas. Parte dos meios de comunicação e da sociedade têm se mostrado a favor de uma redução da maioridade penal – atualmente os menores de 18 anos são inimputáveis pela Lei. Como essa questão tem sido vista na Argentina? As infrações cometidas pelos adolescentes são uma preocupação estatal? Que medidas têm sido tomadas? 

En  la Argentina también se verifica una creciente presencia de adolecentes en distintas formas delictivas, sobre todos en aquellas que muestran una gran violência.

La situación es mucho más grave desde que se verifica que los delitos muy graves son cometidos por niños de 12 ó 13 años. Hasta hace quince años La delincuencia de esa edad era en general la conocida como de bagatela.

La imputabilidad penal comienza a partir de los 16 años con un régimen especial que dura hasta los 18. Los que cometen delitos en esta franja tienen un proceso similar al de los mayores pero se suspende la aplicación de la pena durante un tiempo a fin de verificar si ésta se aplica o modifica de acuerdo a una proyección de la conducta del joven en la vida social.

En la Argentina, como en otros países, se debate sobre bajar la edad de la imputabilidad pero yo creo que una eventual baja no es un aporte serio para la solución de los problemas de la delincuencia juvenil. 

Lo que parece importante distinguir es entre la conducta delictiva individual, frecuentemente ligada a la marginación del joven respecto de una vida social adecuada - en muchos casos estos jóvenes no tienen contención familiar, no estudian ni trabajan y rápidamente caen en adicción a las drogas, alcohol y tabaquismo perdiendo el optimismo y menospreciando el valor de la misma vida - y aquellos que son captados por la criminalidad organizada entre otras cosas porque se especula con la situación de inimputabilidad de los menores de 16 años.

En mi País hay una gran preocupación pero no se han desarrollado planes para el  mediano y largo plazo. En general se actúa después que se comete el delito y eso es insuficiente.

Por una parte es necesario que las distintas agencias  del Estado trabajen en programas de prevención social. No es conducente ver la situación de los jóvenes en situación de riesgo como ya explique y quedarse esperando que lleguen a cometer delitos como seguramente ocurrirá.

Una parte de la sociedad cree que la cuestión se soluciona con el encarcelamiento pero eso es falso. Los institutos de detención no ayudan a la resocialiazación y muchas veces favorecen que el joven se inserte más intensamente en el delito. Para estos jóvenes delincuentes la cárcel es la libertad y la vida en sociedad es un futuro sombrio de frustración y muerte. 

Igualmente es necesario abordar con planes de largo alcance el grave problema de la criminalidad organizada poniendo el acento especialmente en el narcotráfico que resulta la gran fuente contemporânea para producir víctimas y victimarios de la actividad delictiva.

 

Adolescentes e crianças infratoras devem ser tratados como adultos na hora de assumir a responsabilidade por seus atos? 

En la Argentina el proceso judicial es similar para los adolecentes y los mayores de edad. La diferencia consiste en que la eventual aplicación de la pena se realiza después de una evaluación y cuando el joven alcanzó la condición de adulto.

Siguiendo en lo conceptual la Convención de los Derechos del Niño creo que es muy importante que se trabaje sistemáticamente sobre la prevención y que cuando se decida la condena de un joven se procure  su reinserción social teniendo en cuenta que la segregación social por un tiempo no soluciona el problema sino que lo posterga y seguramente lo hace de mayor gravedad. El encarcelamiento de los jóvenes sin una política especial de reinserción social constituye un proceso educativo invertido que favorece una criminalidad más intensa y un riesgo social mayor.

 

Quais são os maiores desafios da Argentina no combate à criminalidade? O senhor acredita que as taxas de criminalidade refletem a impunidade da Lei penal ou a falta de oportunidades e igualdade social?

En mi país está pendiente de desarrollo la planificación y ejecucíón de las distintas áreas de la política criminal. Con la ley penal no basta para prevenir o reprimir el delito.

También es claro que es necesario desarrollar un conjunto de políticas sociales para brindar oportunidades adecuadas a las personas evitando así la intervención del sistema penal.

Como dije anteriormente es urgente planificar y ejecutar un trabajo orgânico frente al crimen organizado con especial atención en la cuestión del narcotráfico pero sin olvidar el tráfico y trata de personas, los llamados piratas del asfalto –atracadores en las rutas- el contrabando, los delitos cometidos por médios informáticos, etc.

Asimismo se debe trabajar en la prevención necesaria para limitar la inseguridad ciudadana. Al margen del daño social,  la falta de presencia del Estado puede generar conductas particulares contrarias al orden jurídico y a la paz.

Otro tema esencial es el de reformar el sistema carcelario que en la Argentina no está brindando el trato humano adecuado a los detenidos y tampoco favorece su reinserción social. Es necesario estudiar los importantes avances que Naciones Unidas muestra sobre el tema penitenciário y trabajar para su aplicación teniendo en cuenta las circunstancias particulares de cada País y sus distintas regiones. 

Finalmente y para mi País y su sociedad es importante hacer entender que los problemas de la marginalidad y la criminalidad no se solucionan con nuevas leyes que se dictan ante cualquier coyuntura. Eso solo sirve para dificultar la actividad de las agencias públicas y los tribunales de justicia.

Hoy existe un debate en la sociedad para lograr un Código Penal orgânico que le dé sentido a una política criminal  sistemática y de largo plazo.  

 

O objetivo do encarceramento é punir os criminosos ou possibilitar a ressocialização ao infrator? Na Argentina, a reincidência criminal tem sido maioria ou a passagem dos infratores por instituições do Estado tem surtido resultados positivos na vida dessas pessoas? 

De acuerdo a las diferentes posiciones doctrinarias  la pena de prisión se pretende que funcione para la prevención general como ejemplo para los demás sobre la consecuencia de delinquir o como prevención especial para el propio condenado que tendrá que repensar su conducta social para el futuro.

Sin perjuicio de eso es evidente que la expectativa debe ser la resocialización para que el condenado se reinserte en la vida social y deje de lado las conductas delictivas.

Lo que sí resulta necesario es trabajar como decía antes en todas las áreas de la política criminal desde la prevención, la represión, el sistema penitenciário y el seguimiento postpenitenciario.

En la experiência argentina hay un alto número de reincidentes entre quienes han sufrido condenas de prisión y reitero que la solución no pasa solamente por dejar un tiempo en la carcel a los que delinquen. En muchas ocasiones estos detenidos se han relacionado con personas y formas delictivas más peligrosas y una vez en libertad son de mayor riesgo para la sociedad.

Volviendo a las respuestas anteriores considero que es fundamental el trabajo sistemático y de largo plazo en la prevención del delito teniendo especialmente en cuenta a los jovenes en situación de riesgo. Corresponde al Estado en sus distintas expresiones y a la sociedad civil abordar la contención y proyectar para los jovenes una adecuada inserción en la educación y el trabajo.

No debe olvidarse que el delito cometido y la intervención del sistema judicial penal muestran el fracaso del orden jurídico como cultura para vivir armónicamente en sociedad.

 

Texto e perguntas: Gilbert Di Angellis. Entrevistado: Ricardo Klass. Data: 04/04/2014 

 
Respeitado músico português conversou com Gilbert sobre sua trajetória de sucesso
Escrito por Gilbert Di Angellis   

Entrevista com MIGUEL ARAÚJO

Miguel Araújo é um músico português respeitado em seu país como um dos mais talentosos artistas em ascensão. Digo ‘ascensão’ por se tratar de um profissional da música que está sempre alcançando voos mais altos em trabalhos cada vez mais interessantes. Conheci seu som em uma viagem pela TAP com destino ao seu país.  Na ocasião pude apreciar seu mais novo álbum, o primeiro em carreira solo, “Cinco dias e meio”. Músicas como “O marido das outras”, “Fizz Limão” e “O Capitão Fantástico” foram as primeiras que ouvi de que sua criação e algumas das que mais gosto até hoje. 

Miguel Araújo ganhou destaque nacional por sua atuação na banda “Os Azeitonas”. Ele é um dos integrantes fundadores desta banda que foi formada em 2002. Lançou seu primeiro disco em carreira solo no ano de 2012. Para 2014 já tem novidades: o novo álbum ‘Crónicas da Cidade Grande’. Para se ter uma ideia do sucesso de Miguel em seu país, seus dois vídeos de mais popularidade somam quase 7 milhões de visualizações no youtube. Isso em uma nação com pouco mais de 10 milhões de habitantes. Após alguns anos acompanhando seu trabalho tive a oportunidade de conversar com ele pela internet que, muito simpático e solícito, nos respondeu todas as perguntas. 

 

Seus trabalhos são bastante respeitados em Portugal. Atualmente você se destaca como um talentoso músico e compositor. Como tudo isso começou? De que forma sua vida te levou para este caminho?

Comecei a tocar um bocado de guitarra, baixo, piano, com 11 anos. Os meus tios tinham e têm uma banda de covers de rock, amadora, e por essa altura eu comecei a interessar-me por aquilo que eles faziam. Sempre como autodidacta, a ouvir os discos que eles me sugeriam (Beatles, Dylan, etc), e assim foi. Nunca mais parei, até hoje.

 

Em quem você se inspira para fazer suas composições? 

Geralmente as músicas (melodias) nascem antes das letras. Quase sempre nascem em momentos de distracção, quando eu estou sentado no sofá a ver televisão, ou algo assim. E os dedos começam em loop a fazer qualquer coisa semi-inconscientemente, que me chama atenção. Depois tento organizar aquilo, aí através de trabalho e disciplina. E tento descobrir quais são as palavras que aquela melodia me sugere. Dá sempre um trabalhão danado, cada vez é mais difícil.

 

Como músico você faz inúmeras parcerias com outros artistas portugueses, tais como Os Azeitonas, João Só, Antônio Zambujo, Luísa Sobral e Nuno Markl. Como é trabalhar com tantos nomes de sucesso e respeitabilidade?

Cada caso é diferente. Azeitonas não é bem parceria, é a minha banda mesmo. Sou um dos fundadores e é um projecto a tempo inteiro. Foi onde eu comecei e tenho muito orgulho em a banda ainda existir activamente, 12 anos depois do começo. Nos outros casos são coisas que vão surgindo espontaneamente, com naturalidade. A única coisa que todos esses casos têm em comum vem do facto de ser tudo pessoas que eu já conhecia antes, com quem já existia alguma afinidade.

 

Seu primeiro disco em carreira solo foi lançado em maio de 2012, intitulado “Cinco dias e meio”. Nele destaco algumas canções, como “Os maridos das outras”, “O Capitão Fantástico” e “Fizz Limão”. Fala um pouco para nós sobre essa experiência? O que achou do que resultado deste primeiro disco?

Foi um disco propositadamente não-produzido, um bocado também para desenjoar daquilo que vinha fazendo há anos com os azeitonas, que são sempre trabalhos muito demorados, pensados e produzidos. A ideia era ser eu a tocar os instrumentos todos, gravar a voz e a guitarra em simultâneo, em princípio ao primeiro take (partir para outro take apenas se me enganasse mesmo!), e deixar a coisa sair assim, muito crua. Gosto muito do disco, acho que essa ideia passa bem, soa bem e muito natural. Há casos de músicas em que nem sequer cantei a musica toda pois não tinha as letras à frente, cantei tudo de cabeça! (Matérias do Coração, essa música tinha mais uma parte no fim que eu pura e simplesmente me esqueci de cantar, na versão do disco)

 

Você adquiriu bastante experiência e maturidade e agora está com um novo trabalho solo. É a vez de “Crónicas da Cidade Grande” ser apreciado pela crítica e por seus fãs. O que falar sobre este novo disco?

Tal como no disco anterior, parti para ele com uma ideia. Queria obviamente fazer diferente, e rodeei-me de muitos músicos (basicamente, o pessoal da banda que toca comigo ao vivo). O disco vem na esteira de quase dois anos a tocar muito ao vivo, por isso a banda está boa, bem articulada. O João Martins, saxofonista da banda, revelou-se também um excelente arranjador e assina os arranjos das músicas (cordas, metais, madeiras, etc.). Coisa que nem existe no primeiro disco, isso dos arranjos. É por isso um disco muito mais produzido. Mas também não queria perder esse lado mais espontâneo do primeiro disco, por isso gravamos muitas das bases todos a tocar ao mesmo tempo, no estúdio. E tentei (tentei!) cantar com naturalidade, sem repetir muitas vezes e sem ser muito perfeccionista. Quanto ao conteúdo narrativo do disco, fala de uma história em concreto, a vida de um personagem chamado José. Desde que ele nasce até que ele morre. Não sendo propriamente um disco conceptual, existe ali uma narrativa, um fio condutor que leva as canções de enfiada, através do disco todo.

  

 

 

Texto e perguntas: Gilbert Di Angellis. Entrevistado: Miguel Araújo. Data: 02/04/2014 

 
Cia de Comédia Setebelos conta sobre seus novos trabalhos
Escrito por Gilbert Di Angellis   

Entrevista com CIA DE COMÉDIA SETEBELOS

A Cia de Comédia Setebelos é um dos destaques nos palcos da Capital Federal. Respeitada pela excelência no humor, a Cia é formada por seis atores de grande qualidade. São eles: Daniel Lima, Daniel Villas Bôas, Leônidas Fontes, Lucas Moll, Paulo Mansur e Saulo Pinheiro. Sucesso de público e crítica, o grupo possui nove peças: “Cinta-liga da Justiça”, “A Fabulosa Comédia”, “O Segredo Para O Sucesso”, “Stand Up Ao Quadrado”, “Terror - A Comédia”, “Amor de Ahh a Zzz”, “Viajantes do Tempo - A História Como Ela Não é”, “Qual O Seu Pedido?”. O Programa Brasília na TV já esteve com estes talentosos artistas pra falar sobre o espetáculo “Terror - A Comédia” e a criação da Cia. Dessa vez conversamos com eles por e-mail que, atenciosos como sempre, nos responderam sobre seu novo trabalho que estará em cartaz a partir do dia 5 de abril e sobre o “Setebelos Convida”. Confira:

 

Mais uma estreia se aproxima, chegou a vez da peça “Qual o seu pedido?”. Ela estará em cartaz de 5 à 13 de abril no Teatro Universa na 609 norte. Sábados às 21 horas e domingo às 20h. Qual a expectativa para mais uma temporada? Conte para a gente um pouco sobre a peça.

Esse é um espetáculo de improvisação, tudo acontece na hora, sem direito a previsões, logo é sempre inédito, acontece sob medida para aquela plateia em especial, nós atores e o público vivenciaremos algo exclusivo, e essa experiência jamais se repetirá, essa cumplicidade com o público torna as cenas mais hilárias ainda. Inédita também é nossa apresentação no Teatro Universa, um teatro fantástico todos adorarão conhecer.

 

Como surgiu a Cia de Comédia Setebelos? De que forma cada um dos sete atores veio parar no grupo?

Todos faziam a mesma oficina de teatro, uns já se conheciam, outros não. No correr do curso a predileção para a comédia foi unindo duplas e trios para apresentar esquetes cômicas, até resolvermos unir todos os que mandavam bem no humor para fazer uma cena juntos e foi um sucesso, disseram que tínhamos talento pra isso e acreditamos (risos), assim surgiu o grupo Setebelos e sua primeira peça "Cinta-liga da Justiça".

 

Há uma unanimidade dentro do grupo quanto à peça favorita de vocês? Conte para a gente qual é a favorita de cada ator.

Para nós é como ter que escolher o filho preferido, gostamos de todas de um jeito diferente, costumamos dizer que a que está em cartaz é a preferida do momento.

 

No Bar do Ferreira vocês apresentam o “Setebelos Convida” que consiste em shows de stand-up com os atores do grupo e convidados especiais. Entre tantos que aceitam o convite da Cia, está Bruno Motta, Robson Nunes, Fábio Gueré e Nil Agra. Fale um pouco sobre esse trabalho.

O Setebelos Convida é um grande xodó, extrapolamos o teatro e as apresentações em empresas e fomos ao encontro do nosso público em um ambiente que o brasiliense (nós inclusos) adora - os barzinhos. Temos orgulho em sermos responsáveis por um dos melhores shows de Stand up no Brasil. Procuramos fazer um show memorável, onde todos se divertem, o ambiente é bem informal e com o ritmo de humor de Stand up as gargalhadas correm soltas. Além de ser um grande prazer apresentar ao lado de nomes, como: Fábio Porchat, Marcelo Marrom, Victor Sarro, Fabiano Cambota, Paulinho Serra, dentre outros grandes comediantes da atualidade.

 

Brasília é um celeiro de grandes talentos no ramo artístico. Como é para vocês surgir e crescer nessa cidade? E como é se apresentar na Capital do país?

É sensacional, Brasília tem algo raro, essa farofada de culturas muitas vezes dentro da mesma família no nível micro, extrapola para o macro fazendo da cidade um grande caldeirão cultural. O nível de exigência aqui é alto, e o artista Brasiliense se destaca por ser polivalente, por isso o orgulho de ser um grupo brasiliense, que caiu nas graças dos brasilienses.  Stand up comedy, por exemplo, é um humor mais elaborado e inteligente, Brasília é uma cidade com nível cultural elevadíssimo, não é à toa que hoje estamos entre as maiores casas de show de Stand up do Brasil e somos "produto de exportação" para casas como Comedians do Danilo Gentili em São Paulo. 

 

Texto e perguntas: Gilbert Di Angellis. Data: 31/03/2014

 
Crise diplomática na Crimeia
Escrito por Gilbert Di Angellis   

Entrevista com o mestre em Geografia MARCOS BRANDÃO.

 

A península da Crimeia atraiu os olhares dos diversos cantos do mundo após a intervenção russa no local. A região autônoma da Ucrânia pediu neste domingo anexação à Rússia após polêmico referendo. A maioria dos países que se posicionaram sobre o tema se mostraram contra as atitudes do presidente russo Vladimir Putin e pedem solução pacífica para o conflito. Convidamos o professor de Geografia Política Marcos Brandão para responder algumas perguntas sobre o assunto.

Marcos Bau Brandão é Mestre em Geografia pela UFBA, Especialista em Educação pela FBB, possui Curso de Extensão em Metodologias do Ensino da Geografia pela UNEB e também Curso de Extensão em Geopolítica e Relações Internacionais pela Escola de Altos Estudos Estratégicos e de Geopolítica/CENEGRI. Em Brasília é professor do Centro Educacional Sigma e d´O Diplomata, Curso de Admissão à Carreira de Diplomata pelo Instituto Rio Branco. É autor de um dos blogs mais respeitados de Geografia.

 

Aproximadamente 60% população da península da Crimeia é de origem russa. Quando o presidente Putin pediu ao Parlamento russo a aprovação do uso da força, alegou ser em “em conexão com a situação extraordinária na Ucrânia, a ameaça à vida dos cidadãos da Federação Russa, os nossos compatriotas", entre outros motivos. Esse lhe parece o motivo real da intervenção? 

Não, esse não é o real motivo interventor. Os russos possuem uma ligação histórica com a Crimeia desde o século XVIII, quando a conquistaram em uma guerra contra o Império Otomano. Em 1944, Stalin expulsou cerca de 300 mil tártaros que viviam na região. Em 1954, Krushev presenteou a Ucrânia com a Crimeia em comemoração aos 30 anos de unificação da URSS com a Ucrânia. Em 1991, após o colapso soviético, Boris Yeltsin permitiu que a Crimeia continuasse fazendo parte da Ucrânia, mas com a premissa de que permitisse que a Rússia mantivesse frota militar no porto de Sevastopol, situado no sul da Ucrânia. Portanto o envio de tropas russas para a Crimeia envolvem questões históricas e geopolíticas mais profundas que descrevo nas perguntas posteriores, e não apenas a defesa dos compatriotas russos moradores da citada península. Não que esse deixe de ser um dos fatores, mas não é o único nem é o principal/real motivo.

 

Vários países se manifestaram contra a intervenção russa na península da Crimeia. Como o sr. avalia a atuação internacional em busca de uma solução pacífica para o imbróglio?

Um conflito armado não é interessante para nenhum dos lados. A solução buscada está pautada na diplomacia e, no caso do aumento de tensões, nas sanções econômicas. A configuração demonstrada até o presente momento é de que Obama cedeu ao que a reunião entre os dois ministros das relações exteriores (EUA e Rússia) chamaram de “reformas constitucionais com o apoio da comunidade internacional”, quando Putin ameaçou anexar as províncias do sul e do leste da Ucrânia. 

 

Domingo (16) foi realizado referendo na Crimeia quanto à anexação da península à Rússia. Aproximadamente 97% dos eleitores se mostraram a favor dessa anexação. Qual é a legitimidade deste referendo? Como o sr. avalia este resultado?

Conforme a Constituição da Ucrânia, não há legitimidade e os países ocidentais também não reconhecem tal legitimidade. Fontes do ocidente acusam fraude na eleição e afirmam que Moscou pressionou a população a votar a favor da anexação. Apesar das leis ucranianas se assemelharem às leis russas, já foi anunciado que a moeda mudará e o fuso horário também... Com isso a população ucraniana que mora na Crimeia está bastante apreensiva. Mas as negociações mostram que os EUA começaram a ceder (a ideia norte-americana é de exercer influência sobre todo o território ucraniano e afastar as tropas russas do sul da Crimeia, assim como do Oriente Médio, coisa inimaginável para a Rússia que sempre esteve presente na região).

 

Qual lhe parece ser a consequência desse referendo? Qual o sr. espera que seja a postura da Rússia e da Ucrânia a partir de agora? 

O maior problema ainda virá, pois a Crimeia depende quase que completamente da Ucrânia, em termos econômicos e de infraestrutura. O lado ocidental – liderado pela União Europeia e pelos Estados Unidos – já anunciou que está preparado para executar sanções econômicas contra a Rússia. Putin não dá sinais de recuo, pois a política da União Europeia se mostra como de afastamento econômico dos países que geograficamente nasceram em Versalhes e desde lá estiveram economicamente próximos da Rússia e que sempre foram considerados países-satélites russos. Essa política de afastamento é uma ameaça para Putin, isto é, de um lado o rival histórico (EUA) e de outro lado, o aliado do rival histórico como uma ameaça. Não há como a Rússia ceder, pois a tensão está na fronteira do seu território e envolvem questões de sustentação econômica para o território russo, como externei em respostas anteriores.

 

Para mais informações sobre o palpitante assunto, dentre outros temas de relevância geográfica e política acesse geobau.com.br.

Texto: Gilbert Di Angellis. Entrevistado: Marcos Brandão. 17/03/2014

 


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