Gilbert Di Angellis


Até quando deputados delimitarão seus próprios salários?

A CF/88 garante aos congressistas a exclusiva competência de fixar seus próprios subsídios, o que tem gerado uma série de absurdos por parte destes políticos. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anunciou neste dia 25 de fevereiro uma série de reajustes nos benefícios dos deputados, inclusive a aprovação de passagens para cônjuge de parlamentar. De acordo com o G1, “como o reajuste será a partir de abril, neste ano representará impacto de cerca de R$ 110 milhões. No entanto, a partir de 2016, a despesa extra será da ordem de R$ 150 milhões  por ano”. 

Para o juiz Márlon Reis, membro fundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e um dos redatores da minuta da Lei da Ficha Limpa, “o momento é de fragilidade das contas públicas e da economia nacional, e as regras de probidade indicam um caminho inverso. A Câmara deveria dar exemplo de controle e de austeridade, mas oferece regalias e privilégios que ultrapassam o limite dos deputados, inclusive, beneficiando terceiros que não são políticos”. Para o magistrado, “trata-se de um pacote de medidas completamente desarrazoado. O ato precisa ser analisado à luz da Constituição Federal e está passível de discussão”. 

A separação de competências estabelecida pela Carta Política de 1988 consolidou a exclusiva competência ao Congresso Nacional da fixação dos subsídios de Deputados Federais e Senadores, bem como do Presidente da República, Vice-Presidente e Ministros de Estado. Tal previsão está inserida no art. 49 incisos VII e VIII. 

Mas até quando aceitaremos que congressistas tenham o direito/dever de regular os próprios subsídios, contrariando a ética e o bom senso? Um estudo publicado em 2010 pela revista Superinteressante apontou o custo que cada deputado corresponde aos cofres públicos: R$ 166 mil reais por mês. É certo que o custo atual é ainda mais elevado, visto o número de reajustes ocorridos nos últimos anos. 

Permitir que um órgão regule os próprios benefícios a serem pagos pelo contribuinte é, no mínimo, um risco muito grande para a sociedade. Colocar na equação que estamos falando do 72º país mais corrupto do mundo, deixa ainda mais claro a preocupação do autor deste artigo. 

Fontes: 

http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/02/camara-autoriza-aumento-de-r-1465-milhoes-para-beneficios-de-deputados.html

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2015/02/26/internas_polbraeco,472870/regalias-na-camara-vao-custar-r-112-mi-so-em-2015.shtml

http://super.abril.com.br/cultura/quanto-custa-deputado-601265.shtml

 
Veja como governo e empresas prejudicam você

A consciência política da população é um dos requisitos fundamentais para que ocorra uma evolução no modo de governo de um país. Sociedade atenta e politizada não permite políticos corruptos, governo insuficiente, nepotismo, desmandos com o dinheiro público, entre outros vícios. Da mesma forma, consumidor consciente de seus direitos e disposto a lutar por eles não aceita serviços precários, formação de cartel, elevação colossal de preços, bem como empresas sem responsabilidade fiscal, ambiental, trabalhista e social.

Esse texto visa demonstrar, sem pretensão de encerrar o assunto, vícios comuns do Estado e das empresas no cumprimento de suas funções sociais, muitas vezes cometidos em conluios público-privados. Comumente aceitamos, como cidadãos consumidores, inúmeras falhas do governo e das empresas no exercício de suas obrigações. Perceber os danos causados por tais falhas é o primeiro passo para mudar o quadro atual. 

Pagamos caro para receber pouco em troca

Seja por meio de impostos ou preços por serviços e/ou mercadorias, pagamos muito para receber pouco. A carga tributária brasileira é uma das mais altas do mundo mas, lamentavelmente, o rigor do Estado para cobrar impostos não é, nem de perto, o mesmo na hora da aplicação desses recursos. Educação, saúde, mobilidade urbana, infraestrutura, segurança e saneamento básico são algumas das grandes áreas deficientes da nação. 

Seguindo à risca o exemplo estatal, empresas cobram preços exorbitantes por serviços e produtos de péssima qualidade. Telefonia, internet, televisão, vestuário, móveis e eletrodomésticos, automóveis, alimentação, combustível, imóveis, entre outros, estão na lista de bens e serviços superfaturados. 

Financiamento privado de campanha 

Indiscutivelmente precisa-se de dinheiro – muito dinheiro! – para que um candidato consiga ser eleito. Os fundos de campanha são fundamentais para dar visibilidade ao político – mesmo que seja uma guerra de quem grita mais alto, com carros de som, buzinaços, carreatas, “santinhos” e demais meios eleitoreiros. Para levantar esse pomposo fundo de campanha os políticos e partidos recebem generosas doações privadas, que são feitas sempre no intuito de obter vantagens posteriores com os políticos eleitos. 

Assim, empresas pagam para que o governo atue em seu benefício após o pleito popular. São assim “supereleitores”, como bem apontou o renomado jurista Luiz Flávio Gomes, vez que o apoio deles vale mais do que o dos simples eleitores e tornam-se prioridade nas agendas de governo. Segundo o jurista, esse dinheiro volta para eles (com excelente retorno) por meio de emendas parlamentares, convênios fraudulentos, licitações com cartas marcadas, empréstimos com juros baixos etc. Fundamental também é o direcionamento da produção legislativa. Somente as leis que eles querem são aprovadas (nisso existe bastante fidelidade dos parlamentares e governantes). Outro ponto relevante: dentro do Congresso fazem de tudo para proteger essas empresas doadoras de eventuais investigações. De todo esse dinheiro que sai dos cofres públicos para os “doadores”, boa parcela fica como propina nas contas dos políticos (para a construção dos “fundos de campanha”).

Dessa forma a sociedade é prejudicada por políticos e empresas vez que o governo age prioritariamente para satisfazer interesses particulares de pequenos grupos. 

Superfaturamento

Neste quesito as empresas e os governantes costumam agir em conluio visando alcançar vantagens pessoais em detrimento da sociedade. O governo age em parceria com empresas privadas para realização de obras, aquisição de produtos e prestação de serviços. Se aproveitando disso, indivíduos de má índole - do governo e das empresas - atuam em conjunto no superfaturamento de obras, bens e serviços, de forma que os envolvidos no esquema tenham grande margem de lucro. Pontes, estádios, hospitais, asfaltamentos, entre outros, são feitos com montantes muito acima do valor real, bem como serviços de limpeza, transporte, alimentação, e demais terceirizações, sempre em prejuízo do erário. 

Propaganda enganosa

Políticos dependem de votos assim como empresas necessitam de dinheiro. Para isso é preciso convencer eleitores e clientes a apostarem em suas ideais. Em época de campanha os candidatos estão dispostos a prometer tudo. Quando eleitos, seguem fazendo promessas delirantes em busca de apoio político. Da mesma forma as empresas prometem velocidade no serviço, qualidade do produto, agilidade na entrega, respeito ao cliente, e outras tantas coisas mais, sempre no intuito de ampliar os lucros. 

As propagandas enganosas, seja na política ou nas relações de consumo, ferem a ética, os bons costumes, lesam os que foram iludidos, bem como tiram a credibilidade do governo e do mundo empresarial. 

Licitações

A licitação é o meio utilizado para contratação de serviços ou aquisição de produtos pela Administração Pública. Porém, inúmeras fraudes têm feito com que empresas vençam as licitações sem cumprir os requisitos essenciais, ou mesmo com preço superior ao de mercado. Essa é mais uma atuação corrupta de empresários e agentes públicos que obtêm lucro prejudicando o erário. Assim, a sociedade paga mais por serviços de pior qualidade. 

Sonegação de impostos

É por meio dos impostos que o Estado tem a capacidade de manter o funcionamento do país, através do recolhimento de fundos que deverão ser usados em benefício da coletividade. Quando determinada empresa utiliza-se da sonegação como meio de aumentar os seus rendimentos, ela causa danos indiretos a toda sociedade. Questionar a alta carga tributária é um direito de todos, mas a sonegação prejudica o desenvolvimento do país e é crime.

Corrupção

Esse é um mal que afeta todo país, em suas diferentes esferas, sem distinção de estado, classe social, gênero ou instrução. A impressão que fica é ela está institucionalizada no Brasil há muito tempo. Parece que o que é todos não é de ninguém, e que se não tem dono qualquer um pode se apropriar, de forma que o descaso com o dinheiro público é a regra por aqui. Tamanho é o desmando que o país está na 72º posição no ranking internacional de corrupção, gerando um prejuízo anual médio que supera R$ 70 bilhões.

Os efeitos da corrupção, de maneira geral, são de conhecimento popular, mas vale lembrar que um governo corrupto produz menos, pior, com mais lentidão e com custo mais elevado. Os prejuízos sociais são imensos quando a corrupção se instala nos órgãos de governo. É importante salientar que a corrupção tem dois extremos: ativo e passivo. Geralmente eles são formados por empresas e agentes públicos, causando um dano imenso ao país.

Cargos políticos e/ou de confiança

Em nosso país, secretarias e ministérios costumam ser usados como moeda de troca para se obter apoio político. Assim, cargos de chefia nas principais secretarias de estado ou DF, bem como a posição de ministro brasileiro, são dados para pessoas sem o know-how necessário para ocupar tais funções. Dessa forma parte essencial do governo passa a ser ocupada por pessoas despreparadas para tais trabalhos. O prejuízo social é evidente: aumenta-se o despreparo dos gestores públicos e diminui as vagas para profissionais verdadeiramente capacitados – mas sem influência partidária. 

Muitas empresas atuam da mesma forma na hora de escolher os profissionais de liderança. Filho, sobrinho, enteado, irmão, pais, tios, primos, esposa, amigos e outros são os mais cotados para assumirem tais posições. Embora não haja a mesma responsabilidade que o governo quanto a escolha de profissionais perante a sociedade, essa atitude pode gerar danos aos consumidores. Isso porque muitos dos parentes nomeados, não raramente despreparados para a função, recebem mais do que produzem, gerando um possível aumento no valor do produto ou serviço oferecido por tais empresas. Há também, sem dúvidas, o risco de piora na qualidade oferecida e diminuição na satisfação dos clientes. Além disso, vários profissionais preparados ficam com reduzidas chances de alcançar uma promoção relevante ou adentrar na empresa em cargo de chefia. 

É possível notar que, com tal conduta, seja por parte do Estado ou das empresas, o risco é alto de se ter dois fatores: redução da qualidade do serviço e diminuição de vagas no mercado de trabalho para os profissionais mais qualificados (que não gozam de grande influência política ou familiar).

Burocracia inútil

A burocracia é, sem dúvidas, um dos grandes males deste país. Ela funciona no Brasil como um meio de defesa para empresas e governos. Nessa linha de raciocínio Hélio Beltrão chegou a dizer que “quanto maior é a burocracia, menor é a democracia” em um país. Assim, para se exercer um simples direito perante governo ou empresa é preciso muita paciência, dinheiro, força de vontade e insistência. Nas palavras de H. Samuel, a burocracia oferece “uma dificuldade para cada solução”. Essa é mais uma forma de lesar a sociedade.  

Conclusão

Não há dúvida de que as formas supracitadas representam apenas uma parcela das modalidades usadas para se obter lucro através do prejuízo da população. Mas por se tratarem das mais corriqueiras técnicas ou falhas, é preciso que a sociedade esteja atenta para combater este mal que afeta o desenvolvimento do país. Todos nós somos prejudicados por tais atitudes e não podemos aceitar que o interesse de poucos privilegiados gere dano a toda coletividade. 

 
Medicamento experimental para Ebola apontam efeitos positivos para alguns pacientes

A boa notícia foi dada pela assessoria de imprensa dos Médicos Sem Fronteiras. Veja na íntegra a notícia divulgada pela ONG humanitária internacional. A sua ajuda é fundamental para a continuidade desse trabalho. Acesse o site http://www.msf.org.br/ e saiba como ajudar.

Resultados iniciais de um teste clínico do favipiravir sugerem que a mortalidade pode ser reduzida entre pacientes com baixos níveis do vírus Ebola no sangue, mas não é eficiente para pacientes com altas cargas virais e que estejam muito doentes

O teste clínico em curso, conduzido pelo instituto francês INSERM, foi iniciado em 17 de dezembro de 2014 em um centro de tratamento de Ebola administrado pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Guéckédou, na Guiné, onde o surto atual começou. Desde então, o teste foi ampliado para incluir pacientes de centros de tratamento de Nzérékoré e Macenta, também na Guiné.

“Nossos pacientes recebem uma explicação completa sobre o medicamento e o teste antes de optarem por fazer parte dele ou não”, conta o Dr. Annick Antierens, líder do teste por MSF. “Claro que qualquer paciente que prefira não receber o tratamento experimental não o receberá, mas terá acesso a todas as outras formas de cuidado”, continua.

Até o momento, nenhum paciente de Guéckédou optou por ficar de fora do teste. “Muitos pacientes chegam a sentir orgulho por participar do experimento”, conta o enfermeiro de MSF Julien Demeuldre, em Guéckédou. “O mundo inteiro está aguardando um medicamento contra o Ebola e os pacientes sentem orgulho por poder ajudar. Mas, ao mesmo tempo, eles não estão otimistas além da conta ou munidos de falsas esperanças. Eles sabem que, com o Ebola, há um risco significativo de morte, com ou sem o medicamento experimental.”

A equipe médica de MSF em Guéckédou também sente orgulho de ter um de seus centros de tratamento participando do teste clínico, na medida em que a organização mantém um senso de realismo. “Temos observado que o tratamento tem efeito em alguns pacientes e em outros não”, diz Julien Demeuldre. “Alguns se recuperam, outros morrem. Não sabemos por que isso está acontecendo.”

Ontem, 23 de fevereiro, o INSERM divulgou uma explicação: para pacientes com níveis relativamente baixos de Ebola no sangue, o grupo com entre 30 e 15%, o favipiravir pode fazer a diferença, reduzindo à metade a taxa de mortalidade. Mas para pacientes com uma carga viral mais alta, e para crianças mais novas, o medicamento experimental não surte efeito.

“Está claro que é preciso mais pesquisa”, conta o Dr. Annick Antierens, de MSF. “Esses são resultados provisórios, que precisam ser confirmados, e o estudo está em andamento. Para um grupo considerável de pacientes, aqueles em piores condições, as notícias não são boas. O favipiravir, evidentemente, não é o medicamento dos sonhos.”

Os testes com o favipiravir vão continuar na Guiné. Ao mesmo tempo, outros caminhos estão sendo explorados. No centro de tratamento de Ebola de MSF em Conacri, um teste clínico está atualmente em curso, no qual pacientes estão recebendo plasma sanguíneo de adultos voluntários curados, que contêm anticorpos contra o vírus Ebola. E no final de fevereiro, também na Guiné, MSF vai começar um estudo com uma vacina experimental para proteger as pessoas do Ebola.

 
Nathaje: voz e coração
 
Entrevista com NATHAJE.
 
 
  
 
No mundo há aqueles que trabalham por dinheiro e os que o fazem por amor. A cantora e compositora Nathaje faz parte do segundo grupo. É o amor pela música que move essa talentosa artista. Ela escreve sobre o que sente, sobre o que pensa, sobre as angústias e sonhos, sobre as relações entre as pessoas e delas com elas mesmas. Filha de cantor tem a música como parte essencial de sua vida. Aulas de canto, teatro, guitarra e piano sempre fizeram parte de sua rotina. Hoje, arquiteta formada pela UNICAMP, nos presenteia com músicas autorais de alta qualidade que podem ser conferidas em seu canal no YouTube. O repórter Gilbert Di Angellis conversou com Nathaje sobre vida, carreira, planos e outras coisas mais. Confira!

 
 

Como a música surgiu na sua vida?
 
A música está sempre na vida de todos, não? É essa a impressão que eu tinha... mas na realidade hoje eu compreendo que essa sensação tem a ver com a minha criação, com um pai que foi cantor sertanejo nos anos 70. Ele chegou a gravar por grandes gravadoras na época. Quando nasci ele já tinha largado a carreira há anos, mas cresci com um violão ao meu lado. Só fui aprender a tocar quando tinha 14 anos, mas sempre ouvi meu pai tocar e cantar. Aprendi a fazer "segunda voz" tão pequena que eu nem saberia te dizer com quantos anos. A primeira vez que me apresentei cantando pra uma plateia foi aos 7 anos, na minha escola, a convite do professor de música. Era pra ser um solo, mas minha voz era tão suave, sem projeção nenhuma, que acabou sendo um trio. A partir dali adquiri um trauma que carreguei por muito tempo: de que minha voz era muito "fraquinha".

Aos 8 comecei piano. Aos 9 comecei também com as aulas de teatro. Aos 11 fui convidada pelo meu segundo professor de canto, da própria escola de teatro, a fazer um solo em um musical. Continuei com o teatro, o piano e o canto por uns anos e aos 14 troquei o piano pela guitarra. Cheguei a pensar em ser atriz! Mas a música foi ganhando um espaço maior na minha vida. 

Foi então que eu, aos 16 anos, entrei pra uma banda pra fazer segunda voz e tocar meia lua! rs... Saí da banda quando fui morar nos Estados Unidos por um semestre, e na escola de lá fiz aula de coral. Novamente fui convidada por um professor pra fazer um solo. Aí eu comecei a pensar: talvez não faça muita diferença eu ter a voz fraquinha. Depois aos 17, voltando dos EUA, comecei a tocar com um amigo que me acompanha até hoje, o Max Fagundes, que toca o violão de um jeito maravilhoso. A gente só tocava músicas do John Mayer no comecinho! Depois fomos expandindo o repertório e minha irmã falou: vocês vão ficar quantos anos tocando só aqui em casa? E nos intimou a tocar no restaurante da minha família. A partir daí começamos a nos apresentar em bares, voz e violão. Também fizemos apresentações com banda. 

Nessa mesma época, em 2007, em uma conversa no jardim meu pai falou: "eu sempre pensei que uma de vocês duas pudesse se tornar cantora, e agora eu vejo as duas seguindo outros caminhos! Mas eu estava aqui pensando, será que uma de vocês duas não querem gravar um álbum?". Então fomos conversar com meu segundo professor de guitarra, Marcelo Modesto que inclusive já brincava comigo há um tempo: "Nathaje Maria (não, eu não tenho Maria como segundo nome), quando é que você vai se tornar uma artista?". Ele nos apresentou alguns compositores, mas eu pensava: não... Não é isso. Se for pra ser algo que eu não sinto que é meu, que eu não me identifique, prefiro não gravar. Meu professor me disse que eu mesma devia compor. "Você faz Unicamp, menina, deve escrever super bem!" E aquilo ficou na minha cabeça, mas eu pensava que não, que eu não saberia nem por onde começar. 

Um tempo passou e em meados de 2008 eu tinha feito uma música. Minha primeira. Não foi tentando fazer uma música que ela surgiu. Foi brincando com o violão e escrevendo uma carta. Dois momentos diferentes que quando eu juntei eu pensei: caramba... Fiz uma música. Mostrei pra minha família e eles ficaram tão descrentes que me perguntavam: mas de quem é? Parece que eu já conheço essa música!  Você tem certeza que não é plágio? Meu pai pediu que eu gravasse no computador e entregasse um CD pra ele ouvir no carro. Eu fiz isso de um jeito bem precário. Entreguei pra ele e um mês depois ele me chamou pra dar uma volta de carro pra conversar. De repente chegamos na escola e estúdio do Modesto. Eu entro na sala de gravação e ele coloca um arranjo pra tocar. Até então eu estava apenas muito confusa. Comecei a ouvir aquela introdução e pensei: nossa que coisa bonita! Começou o verso, apenas o arranjo, meus olhos se encheram de lágrimas e eu notei. Minha música. Minha primeira música.

A partir da minha primeira composição a música se tornou outra coisa pra mim. A minha maneira de me expressar. Meu refúgio. Minha válvula de escape. Meu ponto de conexão mais profundo com as outras pessoas.


O que te inspira na hora de compor e cantar uma música?

Me inspiro em situações que acontecem comigo e com pessoas ao meu redor. Eu sempre gostei de me expressar com palavras. Escrever me ajuda a entender o mundo, a compreender uma situação que acontece comigo ou com os outros. Coloca as coisas em perspectiva. Me ajuda a encarar alguns sentimentos de frente ao invés de fingir que eles não existem. Compreender o comportamento humano sempre me instigou. Eu gosto de pensar que minhas músicas podem de alguma forma ajudar as pessoas a se relacionarem. Até mesmo com elas mesmas. Nos compreender, nos sentir parte de algo muito maior, empatizar com algo que o outro está vivendo, nos ajuda a ser pessoas melhores. 

Quando eu canto, preciso me policiar para não me deixar levar muito pelo sentimento da música. Tive que parar diversas sessões de estúdio porque comecei a chorar! Haha... Até quando eu estou tocando alguma música em casa, se eu não desligar levemente da letra, eu acabo não conseguindo cantar direito porque dá um nó na garganta. Não me orgulho disso, até me incomoda um pouco, mas é algo que eu preciso aprender a lidar melhor. De qualquer forma prefiro isso do que cantar como se eu estivesse lavando louça ou fazendo qualquer outra coisa desconexa com o que a música quer dizer. Não gosto quando ouço algum artista e percebo que ele não está sentindo a música que ele está tocando e/ou cantando.


Você é arquiteta formada pela UNICAMP. O que te fez apostar na carreira musical?

Sempre gostei de aprender. Quando parei para escolher uma profissão, queria algo que me desafiasse. Gosto da formação de arquitetura. Ela é extensa, densa, multifacetada de uma forma única. Penso que o maior link entre as duas coisas na minha vida é o comportamento humano. Gosto de projetar pensando em como as pessoas utilizarão aquele espaço. Como o espaço as influenciará a conviver mais ou menos umas com as outras. Será um espaço de reflexão e introspecção ou de convívio e atividades diversas? 
 
Curiosamente foi durante uma aula de arquitetura que eu comecei a compor. Escrevi muitas letras durante as aulas. As vezes bolava até a melodia fazendo pontinhos no caderno, junto da letra da música, desenhando a sinuosidade que ela teria. Matava umas aulas pra ir pro estúdio gravar, outras pra tocar em algum bar... Tive muita sorte de ter tanto apoio da minha família. Foi isso que me permitiu fazer muito do que eu consegui fazer até hoje. Entre um estágio e outro de arquitetura eu ficava um tempo sem trabalhar pra conseguir tocar a música e a faculdade ao mesmo tempo, e eles sempre me incentivaram a continuar. 

Atrasei um ano de faculdade pra trabalhar na banda do programa Pânico na TV, a Banda Viva Noite. Mas eu precisava me formar. Por mim mesma. Saí da banda e terminei a faculdade numa imersão quase total na arquitetura. Eu até me afastei um pouco da música na época. O canal do youtube surgiu depois dessa fase como uma reconexão minha com a música. O Junior Carelli, pianista que eu conheci na Banda Viva Noite (e acaba de ganhar como melhor tecladista nacional em uma das revistas mais renomadas de música do brasil!) me ajudou muito na pré produção das minhas músicas, arranjos, e na produção dos vídeos do canal. Tenho muita sorte também de ser rodeada por amigos tão talentosos.

Apostar talvez não seja muito a palavra que eu utilizaria pra descrever o que aconteceu na minha vida. Apesar de a carreira musical ser tão incerta que as vezes realmente mais parece um jogo de azar, eu não sei se eu algum dia apostei nela. Eu falo que eu gosto de música, mas não necessariamente da carreira musical. A carreira, que envolve muito mais do que um amor pela música, tanto mais que as vezes parece que isso fica pra trás, não tem um apelo muito forte pra mim. A fama, por exemplo, nunca me encantou. Penso que é um efeito colateral de uma profissão que pode ou não ser muito prazerosa.  

Eu nunca vou largar a música. Mas também não sei se vou largar a arquitetura. Vamos deixar o tempo dizer.
 

Você tem trabalhos autorais de muita qualidade, como as canções “Desculpa” e “Vai Passar”, e canta músicas internacionais de outros artistas. Fale um pouco mais sobre o seu trabalho. 

Obrigada! Fico lisonjeada! Essas duas canções são extremamente pessoais, de dentro da minha casa mesmo. Compus, como a maioria das minhas músicas, no silêncio de uma madrugada, no meu quarto, sozinha. A "desculpa", por exemplo, começou com um capotraste posicionado na sexta casa e uma sequência de acordes que me fez pensar: essa música podia ter uma letra bem introspectiva. Um outro dia, após uma briga em família, eu cheguei no meu quarto pensando na situação e em como ela se resolveria mais tarde. Pensei na dificuldade que a gente tem as vezes em pedir desculpas. Parece que a pessoa fica tão distante da gente e que abrir a boca pra começar a falar é um esforço imenso. Aí comecei a escrever e acabei fazendo a letra e a melodia na mesma noite. Lembrei da sequência de acordes e pensei: essa é a letra dessa música. É essa a impressão que eu tenho as vezes. Quando a letra e a melodia encaixam, parece que a música sempre foi daquele jeito. Sempre existiu. Parece que eu já tinha feito a música e só não tinha me dado conta ainda. 

As músicas internacionais que eu canto de outros artistas, eu canto porque eu acho que tem muita gente sensacional por aí. Tem música que a gente queria ter sido o autor. Haha.. É muito gostoso fazer uma versão de uma música que gosta. Eu também componho em inglês, gosto da língua, da sonoridade dela. O estilo e técnica do canto em cada língua tem suas peculiaridades. Gosto da fluidez da música em inglês e do desafio de cantar composições de outras pessoas. Respeito meu alcance e estilo vocais, mas gosto de tentar ir um pouquinho mais longe de cada vez. Melhorar, aprender... sempre!
 
 
Quais são suas expectativas para esse ano de 2015?

Minhas expectativas!! Estou tentando não ter muitas pra esse ano. Minha vida pessoal está tão maluca que a vida profissional vai ter que encontrar um caminho por agora. Estou pra mudar de país, para a parte alemã da Suíça, então será um recomeço, uma adaptação a um novo cenário. Preciso conhecer a cena musical local e compreender como posso trabalhar a música de lá. A vantagem é que com tantos novos estímulos, a criatividade fica aguçada e costumam sair composições novas!
 



Entrevista: Gilbert Di Angellis. Entrevistada: Nathaje. Data: 20/02/2015
Sites úteis: http://www.nathaje.com, facebook.com/nathajeoficial e www.youtube.com/user/nathajeoficial
 
Banda Raimundos completa 20 anos em 2015

A famosa banda de rock nacional Raimundos vive neste ano um momento especial em sua trajetória: 2015 marca os 20 anos de estrada do grupo que saiu de Brasília para ganhar todo país. Atualmente formada por Digão, Canisso, Marquim e Caio, a banda promete uma turnê especial para comemorar o aniversário. Brasília, é claro, não poderia ficar de fora. Veja abaixo onde serão os próximos shows dos Raimundos.

06/02 – São Paulo, SP – Sesc Belenzinho

07/02 – São Paulo, SP – Sesc Belenzinho

07/03 – São Paulo, SP

24/04 – Brasília, DF – Abertura do show do Kiss

14/05 – Porto Alegre, RS

16/05 – Londrina, PR   

 
Espanha e suas tradicionais tapas

 

A culinária espanhola é bastante rica e saborosa. Percorrendo suas diversas cidades é comum se deparar com cardápios variados, incluindo pratos elaborados com carnes bovinas, suínas, peixes, frutos do mar, saladas e deliciosas sobremesas. Os vinhos espanhóis também têm destaque nas refeições espanholas. Dentro desta vasta diversidade alimentícia, as tapas espanholas alcançaram seu ‘lugar ao sol’. Trata-se de deliciosos tira-gostos que, além de gratuitos, atestam o talento e a originalidade do cozinheiro. 

As tapas são feitas para acompanhar as bebidas alcoólicas. Pede-se uma bebida e como cortesia vem uma porção de comida escolhida pelo garçom. Para quem tem um paladar mais restrito e não quer depender da sorte ou para aquele que tem mais curiosidade a ponto de querer provar o máximo da culinária local, o cardápio dos restaurantes e bares costuma ter uma lista de tapas variadas a se escolher por conta.

Mas não é preciso cruzar o Atlântico para começar a sentir o gosto da culinária espanhola. Muitas tapas possuem receitas simples e podem ser feitas em casa, sem exigir grande esforço, dinheiro ou habilidade. Fica a dica para surpreender seus convidados com as tradicionais tapas ou, até mesmo, com tapas feitas com um toque especial do chefe. Bom apetite!

 
Veja como foi a solenidade de abertura do XII Encontro Internacional de Juristas

 

Na noite desta segunda (19) teve início a 12ª edição do evento mais importante da Rede de Excelência Jurídica. A programação deste ano está sendo realizada na cidade de Granada, na região de Andalucía, no sul da Espanha. O encontro visa promover a integração entre juristas de diferentes países, em um ambiente de debates, palestras, visitas guiadas e outras atividades que favoreçam a difusão de ideias e o aprimoramento de instituições e profissionais. 

A abertura solene do XII Encontro ocorreu no salão de eventos do hotel sede. A partir das 19 horas, participantes e autoridades locais foram recepcionadas pela coordenação do evento, formada por representantes de cinco diferentes países (Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha e Portugal). 

  

Conceituados juristas subiram ao púlpito para saudar os demais participantes do encontro. Entre eles, o conselheiro Sebastião Helvecio Ramos de Castro, presidente do Instituto Rui Barbosa; o professor da Universidade Del Salvador (Buenos Aires), Ricardo Klass; o presidente da Rede de Excelência Jurídica, Léo da Silva Alves; e o professor Mário Frota, presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo.  Autoridades acadêmicas de Granada também deram as boas vindas à comitiva de juristas. Gustavo Di Angellis foi o responsável pelo cerimonial. 

Após a abertura oficial, os juristas, acompanhantes e convidados desfrutaram de um coquetel seguido do jantar de confraternização. Veja o registro fotográfico feito por este colunista. 

 

 

 

 

 

  

 
Encontro de juristas na Espanha

Comitiva internacional de juristas - formada por profissionais do Brasil, Colômbia, Argentina, Espanha e Portugal - cumpre agenda na cidade de Granada, ao sul da Espanha. 

   

Em mais um encontro da Rede Internacional de Excelência Jurídica, desta vez o de número XII, pensadores do Direito se reúnem em atividades acadêmicas que visam a integração, o conhecimento e a evolução dos instrumentos forenses, por meio de palestras, debates e visitas às instituições jurídicas do país anfitrião. 

As atividades do XII Encontro Internacional de Juristas serão realizadas entre os dias 19 e 22 de janeiro de 2015, na cidade de Granada – Espanha. O programa do evento também conta com o lançamento do livro “Juristas do Mundo”, em seu terceiro volume. 

A coordenação do evento inclui representantes de cinco países. É formada pelo professor Guillermo Orozco, da Universidade de Granada; professor Mário Frota, presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo; Dr. Costa Amorim, membro do Conselho Superior da Ordem dos Advogados de Portugal; professor Léo da Silva Alves, presidente da Rede Internacional de Excelência Jurídica; professor Ricardo Klass, da Universidade del Salvador, de Buenos Aires; e professora Clareth José Munive Meek, da Universidade Cooperativa de Colômbia.

O Encontro tem o importante apoio dos que seguem: Consejo Consultivo de Andalucia, Tribunal Superior de Justicia de Andalucía, Universidad de Granada – Facultad de Derecho, Colegio de abogados de Granada e Ayuntamiento de Granada. 

A cidade de Granada oferece inúmeros atrativos aos visitantes. Além da culinária de altíssima qualidade, marcada pelas famosas ‘tapas espanholas’, pelo presunto ibérico (pata negra) e pelos vinhos, além dos variados restaurantes internacionais, os turistas não podem deixar de conhecer a dança flamenca. Mas os dois maiores pontos turísticos dessa região de Andalucía são Alhambra e Sierra Nevada. 

Alhambra é um Patrimônio da Humanidade (UNESCO) construído no século XIII durante a ocupação árabe na Península Ibérica. Trata-se do monumento mais visitado da Espanha e um dos mais populares da Europa. Já Sierra Nevada é uma das principais opções para a prática do esqui e snowboard. 

Para mais informações sobre o XII Encontro Internacional de Juristas acesse o site www.advocaciadeexcelencia.com.br.

 

 
Jorge Ben Jor conversa com o repórter Gilbert Di Angellis

O consagrado cantor, compositor e guitarrista, Jorge Ben Jor, foi a grande atração da Festa dos Bancários na AABB organizada pelo presidente do Sindicato dos Bancários, Eduardo Araújo. Jorge cantou seus maiores sucessos e encantou os quase 30 mil trabalhadores do ramo financeiro de Brasília com a levada da bossa nova, samba, maracatu, jazz e rock. Gilbert Di Angellis, do programa Brasília na TV, conversou com ele sobre a carreira, musa inspiradora, o sucesso internacional e o novo trabalho do cantor.  

Outras entrevistas você pode conferir na seção de vídeos deste site ou no meu canal no youtube - "Gilbert Di Angellis".

  

 
Brasileiros terão novas oportunidades de reconquistar cinturão do UFC

 

Vitor Belfort vai encarar Chris Weidman, após o americano derrotar dois brasileiros – Anderson Silva (duas vezes) e Lyoto Machida, na disputa pelo cinturão da categoria dos médios do UFC. Já Fabrício Werdum disputará o título dos pesados contra Cain Velasquez – que vem de quatro vitórias consecutivas contra brasileiros. 

Pouco tempo atrás as categorias dos pesados e dos médios do UFC tinham o cinturão nas mãos de brasileiros. Anderson Silva reinou na categoria de até 84 kg desde quando conquistou o título mundial em 2006 até a derrota em 2013. Já Junior Cigano, nos pesos pesados, sentiu apenas o gosto de ser o melhor do mundo após nocautear Cain Velasquez, mas perdeu a revanche na luta seguinte. 

Lyoto e Anderson tentaram derrotar Chris Weidman nos últimos anos, ambos sem sucesso. Assim como Cigano perdeu as últimas duas lutas para o Cain Velasquez, tendo a derrota de Antônio Pezão como intervalo entre elas. Nestas disputas os americanos têm superado os brasileiros no octógono do UFC. 

Vale a nossa torcida para que Vitor Belfort e Fabrício Werdum coloquem o Brasil novamente no topo da competição. Belfort lutará no dia 28 de fevereiro; Fabricío no dia 13 de junho. Além deles, Dana White confirmou a luta entre Rafael dos Anjos e o campeão Anthony Pettis. A luta, ainda sem data marcada, será mais uma oportunidade para os brasileiros mostrarem suas qualidades no mais alto nível do MMA.

 
Granada recebe em janeiro juristas de vários países

 

Magistrados, membros do Ministério Público, advogados e professores de Direito do Brasil, Argentina, Colômbia e Portugal estarão em Granada de 19 a 22 de janeiro participando do XII Encontro Internacional de Juristas, realizado pela Rede Internacional de Excelência Jurídica com a coparticipação do Conselho Consultivo de Andalucía. O evento ocorre todos os anos em diferentes países, com o objetivo de examinar questões que contribuam para o aperfeiçoamento das instituições jurídicas.

A Rede Internacional de Excelência Jurídica é uma associação de juristas da América do Sul, Europa e África e se dedica à afirmação da ciência, da ética e dos princípios gerais do direito. Em 2013, por exemplo, o Encontro foi realizado em Lisboa e em 2014 em Roma. A escolha de Granada “é o reconhecimento à qualidade do ensino jurídico da Universidade local e uma homenagem particular ao professor Guillermo Orozco Pardo, que tem participado de relevantes trabalhos internacionais e uma sólida linha de cooperação com juristas da América do Sul”, explica o presidente da Rede, professor Léo da Silva Alves, do Brasil.

A edição deste XII Encontro tem o apoio de entidades como o Instituto Rui Barbosa, que congrega os Tribunais de Contas do Brasil, Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, a Associação Portuguesa de Direito do Consumo, a Universidade de Granada - Facultad de Derecho, o Tribunal Superior de Justicia de Andalucía, o Colegio de Advogados de Granada e o Ayuntamiento. 

 

Participações especiais

Entre os juristas que compõem a Rede de Excelência, destaca-se o professor Ricardo Jorge Klass, doutor em Direito Penal e professor da Universidade del Salvador, em Buenos Aires. Foi vice-ministro da Justiça da Argentina e presidente do Superior Tribunal de Justicia de la Provincia de Tierra del Fuego e Islas del Atlántico Sur. De Portugal, o professor Mário Frota, presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo; foi presidente da Associação Internacional de Direito do Consumo e vice-presidente da Association Européenne de Droit et Economie Pharmaceutiques – Paris. Foi professor na Universidade de Coimbra na Universidade Lusíada do Porto e professor convidado da Universidade de Paris XII – Saint-Maur. Ainda de Portugal, o doutor Elísio da Costa Amorim, membro eleito do Conselho Geral da Ordem dos Advogados; foi deputado à Assembleia da República entre 2005 e 2009. Da Colômbia, a professora Clareth Jose Munive Meek, docente da Universidade Cooperativa em Santa Marta. 

A comitiva brasileira é composta por dezenas de magistrados, membros do Ministério Público e da Polícia Judiciária, autores de obras jurídicas, professores de direito e advogados com atuação especializada. Destacam-se presidentes de vários Tribunais de Contas sob a coordenação do Conselheiro Sebastião Helvecio Ramos de Castro, presidente do Instituto Rui Barbosa, entidade que congrega os Tribunais de Contas do Brasil.

 

Lançamento de obra jurídica

Durante a programação será lançada a obra coletiva “Juristas do Mundo”, volume III, com matérias em vários ramos do Direito. A publicação tem 568 páginas e será oficialmente entregue às bibliotecas jurídicas das entidades apoiadoras em Granada. Os temas e respectivos autores você pode conferir no site oficial do evento: www.advocaciadeexcelencia.com.br.

 
Mude suas atitudes em 2015

 

O início de um novo ano é um ótimo momento de reflexão. Compreender onde erramos e quais foram os nossos acertos é fundamental no processo de evolução pessoal. É fácil ver pessoas no réveillon falando de inúmeros objetivos e planos para o ano que se inicia, mas comumente deixam de realizá-los. É preciso entender que sonhos, por si só, não movem a humanidade; o que move são as atitudes.

Em 2015 – e daqui pra frente – foque a atenção na sua conduta, não no seu sonho. Afinal, são as ações tomadas que o levam para melhores horizontes. Lembre-se que não importa qual é o seu sonho; a concretização dele começa sempre com o primeiro passo. 

 
Presença de água viva em litoral brasileiro preocupa banhistas

 

Com a chegada do verão, muitos se deslocam para as praias deste país continental em busca de lazer e descanso. Mas alguns cuidados devem ser tomados para evitar que a viagem se torne um pesadelo. 

Registros da estudante Natália Muradas, graduanda em Farmácia na UnB, mostram dezenas de águas vivas na Barra da Lagoa (Florianópolis). A situação é recorrente no literal do sul do Brasil, o que preocupa os banhistas e autoridades.

Muito cuidado também deve ser tomado no estado do Recife, que possui o litoral com maior presença de tubarões em toda a América do Sul. 

 
Jon Jones entra em centro de reabilitação por uso de cocaína
Escrito por Gilbert Di Angellis   

O campeão da divisão até 93 kg do UFC, Jon Jones, foi pego em exame antidoping realizado em dezembro de 2014, pela Comissão Atlética de Nevada (NSAC), com resultado divulgado apenas após a defesa de cinturão contra Daniel Cormier. A substância encontrada foi a benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína. Após o estouro da bomba, o lutador anunciou a entrada em centro de reabilitação para usuários de drogas. Apesar da gravidade da descoberta, a substância não é proibida fora do período de competição pela Agência Mundial Antidoping (WADA).  

Em declaração para o Yahoo Sports , o atleta disse: “Com o apoio da família, dei entrada em um centro de tratamento para usuários de drogas. Eu quero me desculpar com minha noiva, minha filha, assim como com a minha mãe, meu pai e meus irmãos pelo erro que cometi. Também quero me desculpar com o UFC, meus técnicos, meus patrocinadores e, igualmente importante, meus fãs. Estou entrando em um programa de tratamento muito sério. Portanto, neste momento, minha família e eu apreciaremos nossa privacidade.”

O UFC deu nota oficial sobre o caso. Veja abaixo:

"Apoiamos a decisão do campeão meio-pesado Jon Jones de entrar em um Centro de Reabilitação para Dependentes Químicos para se recuperar de problemas recentes. Apesar de estarmos desapontados por ele ter falhado em um teste, aplaudimos sua decisão de procurar um Centro de Reabilitação para Dependentes Químicos. Jon é um lutador forte, corajoso dentro do octógono e esperamos que ele leve esta coragem para lutar contra o seu problema com a mesma postura e dedicação. Apreciamos sua decisão, e estamos ansiosos para que ele saia deste programa um homem ainda melhor."

 
Globo faz edição em história de Tim Maia em benefício de Roberto Carlos
Escrito por Gilbert Di Angellis   

A Rede Globo exibiu na quinta (1) e sexta-feira (2) a série “Tim Maia – vale o que vier”, criada a partir do filme “Tim Maia”, exibido nos cinemas em 2014. Os episódios exibidos na TV contaram com uma edição especial em favor do cantor Roberto Carlos, amenizando os problemas na relação com Tim Maia. O caso chamou a atenção do diretor do filme, Mauro Lima, e do biógrafo de Roberto, Paulo César, além de fãs do cantor.

Paulo César de Araújo, autor do livro “Roberto Carlos em Detalhes”, obra censurada e proibida de ser vendida desde 2007, falou da surpresa em entrevista à rádio Estadão. "Eu vi o programa, até porque sou fã do Tim Maia também. E estava nesta expectativa do que prometia o programa, que, eu imaginava, iria ampliar o que estava no cinema. Imaginei que seria algo maior, acrescido de depoimentos. De fato eles acrescentaram, mas para minha surpresa eu constatei que a parte mais polêmica da relação do Tim com o Roberto, nessa tentativa de se apresentar na jovem guarda, isso foi cortado e apareceu o Roberto dizendo que na verdade ele tinha ajudado o Tim Maia. Que tudo foi bacana, que não houve conflito, não houve contradição, não houve nada. Isso eu achei constrangedor. Na hora, eu lembrei da famosa edição da TV Globo no debate de 89. Desde aquele episódio não havia algo tão constrangedor. Só que ali o Lula tinha ido realmente mal no debate. A Globo só amplificou aquilo. Neste caso não, ele muda um personagem. O Roberto é uma espécie de vilão no filme e vira um herói na edição da Globo. Não sei como isso é possível, como o diretor deixou isso acontecer."

O escritor confirmou a veracidade da cena cortada pela Globo, descrita minuciosamente em seu livro. "Uma das cenas que a Globo podou é uma que só está no livro Roberto Carlos em Detalhes. Aliás, uma das cenas. É aquela quando o assessor do Roberto arremessa uma nota de dez cruzeiros, joga no chão. O Tim abaixa e pega. A frase que ele diz lá no filme é: 'Roberto, estou sem dinheiro'. Essa frase está no livro Roberto Carlos em Detalhes".

Paulo também contou ao Estadão que essa proteção da Globo ao Roberto Carlos não é novidade. "Isso acontece desde 1974, desde que o Roberto assinou o contrato com a Globo. Para além do especial que ele apresenta, eles têm um contrato também, pela forma que a Globo tem se comportado ao longo deste tempo, de preservar a imagem do Roberto Carlos. Isso não é um fato inédito. Isso sempre aconteceu. A Globo sempre procurou valorizar os aspectos positivos, que engrandeçam o Roberto, e omitir e apagar o que pode prejudicar a imagem do Roberto. No livro “O Réu e o Rei” eu conto isso em detalhes."

O filme “Tim Maia” foi baseado no livro de Nelson Motta, “Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia”. O diretor do filme, Mauro Lima, também se manifestou contra as edições da Rede Globo. Chegou a sugerir em seu Instagram que o público não assistisse à série exibida pelo canal de TV. “Aos seguidores que não viram ‘Tim Maia’ no cinema sugiro que não assistam essa versão que vai ao ar hoje e amanhã na Globo. Trata-se de um subproduto que não escrevi daquele modo, nem dirigi ou editei”. 

Até quando Roberto Carlos conseguirá dificultar o acesso do público as verdades do passado? Já conseguiu censurar o livro de Paulo César e modificar a série exibida na Globo a seu favor. Qual será a próxima censura? Sobre isso Paulo César de Araújo, ainda na entrevista com o Estadão, disse que “esse episódio é bom até para o próprio Roberto Carlos refletir, porque não é possível alguém se arvorar de dono da história, porque ninguém constrói uma história sozinho. Por que a história do Roberto vai ser só do Roberto? Por que ele é o Rei? E agora que a história cruzou com a do Tim Maia, como ficamos então? De quem é a história? Qual é a versão que vai prevalecer?".

 
O fenômeno Gabriel Medina sagra-se campeão mundial de surfe
Escrito por Gilbert Di Angellis   

 

O paulista Gabriel Medina colocou o Brasil no topo do surfe, nesta sexta (19), com a conquista do título mundial. Por 38 anos consecutivos os títulos permaneceram nas mãos dos australianos e estadunidenses, mas em 2014 Gabriel quebrou essa hegemonia e sagrou-se o primeiro brasileiro campeão do mundo de surfe.

A conquista antecipada aconteceu antes mesmo das quartas de final da etapa de Pipeline, no Havaí. Já consagrado campeão da elite do surfe mundial, pela grande vantagem no ranking, Gabriel Medial disputou a última etapa até o fim. Chegou na final, mas foi derrotado para o australiano Julian Wilson que venceu o Pipe Master 2014.

O jovem de apenas 20 anos disse que “esse título foi muito importante para mim e para o esporte. Estou superfeliz, acabei de alcançar meu sonho e é isso, esse vai para o Brasil. Estamos juntos. Eu tive os meus pais sempre ao meu lado, me incentivando desde o começo. Eles falavam “não” quando eu queria fazer alguma coisa legal, e hoje eu estou entendo o porquê de tanto “não”. Meu pai e minha mãe foram fundamentais para eu chegar aonde cheguei. Ainda não caiu a ficha. Parece que está todo mundo mentindo para mim. Estou orgulhoso de mim, eu fui o primeiro campeão mundial do Brasil, muitos tentaram, o Fábio Gouveia, o Teco (Padaratz), o Adriano (de Souza, o Mineirinho). Eu quero agradecer a Deus e a todos que me apoiaram, que este seja o primeiro de muitos”.

O paulista de 20 anos desbancou os gigantes do surfe Kelly Slater e Mick Fanning, respectivamente hendecacampeão e tricampeão mundial. Com a conquista Gabriel Medina realizou seu sonho de criança, quebrou a hegemonia australiana e estadunidense, colocou o Brasil na história da elite do surfe e encheu os brasileiros de orgulho. Parabéns ao Gabriel Medina pela merecida vitória.

 
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