Gilbert Di Angellis


Dito e feito: Conor McGregor nocauteia Aldo e conquista o cinturão dos penas

O UFC 194 foi um dos mais aguardados do ano. Toda a espera teve um desfecho rápido após o começo do combate principal do evento. O irlandês Conor McGregor precisou de apenas 13 segundos para nocautear José Aldo, até então único campeão da categoria, invicto há 10 anos. 

O novo campeão do peso-pena do UFC conquistou o cinturão da categoria após um golpe de encontro, onde a canhota de McGregor acertou com precisão o rosto de Aldo. A última derrota do brasileiro havia sido em 2005 quando ainda lutava no Brasil. 

“Ninguém aguenta aquele golpe de esquerda. Ele (Aldo) é poderoso e rápido, mas precisão bate poder, e timing bate velocidade. Eu sinto pelo José, ele foi um grande campeão, ele merecia durar mais tempo, mas precisão bate o poder, e timing bate a velocidade. É só isso que é preciso. Ninguém aguenta essa mão esquerda” - disse McGregor após receber o cinturão.

 

 
Luke Rockhold derrota Chris Weidman em disputa pelo cinturão dos médios do UFC

Em grande combate pelo cinturão dos pesos-médios do UFC, Luke Rockhold sagrou-se o novo campeão após nocaute técnico no quarto round. O então desafiante conquistou o cinturão da categoria derrotando o até então invicto no MMA Chris Weidman, algoz dos brasileiros Anderson Silva, Vitor Belfort e Lyoto Machida.

Luke estreou no UFC com derrota por nocaute para Vitor Belfort, em maio de 2013, após uma série de 9 vitórias consecutivas e duas defesas do cinturão no Strikeforce. Reagiu bem e se recuperou da luta contra o brasileiro, vencendo os quatro combates seguintes e ganhando a chance de disputar o cinturão, que após a vitória contra o Weidman passou a ser seu. 

O novo campeão comentou a luta e criticou o árbitro Herb Dean por não ter encerrado no final do 3º assalto. “- Venho dizendo há muito tempo. Acredito que sou o melhor do esporte há muito tempo. Levei meu jogo a outro nível, lutei melhor do que ele e cumpri a minha missão. Eu estava só sentindo ele, sua posição e sua pressão. Eu tinha a guilhotina, e uma vez que eu tinha ele nas costas, sabia que ele não conseguiria avançar. A guilhotina é uma das minhas melhores posições, mas ele aguentou e voltou. Ele é duro. Eu nem acreditei que ele retornou no quarto round. Achei que a luta devia ter sido parada. Eu achei que tinha sido parada, foi meio que no fim do round, estava torcendo para ser encerrada, pois não tinha mais nada no tanque. Ele tomou muito estrago, mas não é meu trabalho, não sou eu que decido.” 

Rockhold também revelou que uma infecção no pé o atrapalhou no período pré-luta e que queria ter encerrado o combate mais cedo, já que estava exausto.

- Nunca estive tão exausto na minha vida. Usei antibióticos nas últimas duas semanas. Só parei hoje porque era dia da luta. Meu pé estava inchando ontem durante a pesagem porque não tomei o antibiótico. Eu estava muito desgastado. A infecção toma todo o seu pé e desgasta seu corpo inteiro. Tive de superar e fazer acontecer. Sabia que teria que entrar e tentar terminar o quanto antes, antes de me afetar. Infelizmente nao aconteceu tão rápido. Tive de superar, estava desgastando meu corpo. Cumpri meu trabalho, mas tenho que me sair melhor na próxima.

Membro da American Kickboxing Academy (AKA), ele se junta a Daniel Cormier como os campeões da academia e aposta que Cain Velásquez, outro atleta da AKA, vai recuperar o título dos pesos-pesados quando enfrentar Fabricio Werdum, em revanche marcada para o dia 6 de fevereiro, no UFC 196.

- Este é um mundo onde ferro afia ferro. Você só melhora se é um pequeno peixe num grande aquário. Eu apanho todos os dias do Cormier e sei que se não entro na minha melhor forma, vou apanhar. Por isso sou agradecido ao meu time, que é o melhor do mundo. Cain vai entrar, recuperar seu cinturão e vamos ter todos eles - concluiu.

 

 
Companhia de dança Maurício de Oliveira e Siameses comemora 10 anos e mira o mercado latino americano

A companhia de dança Maurício de Oliveira e Siameses nasceu em 2005, na capital paulista, por conta de uma busca de identidade ou linguagem autoral. Diversas experiências e estados de existência em cena, vividos diretamente no corpo do próprio coreógrafo, Mauricio de Oliveira, são partilhados, desde então, com os integrantes da companhia, que buscam amalgamar e retraduzir informações, que surgem da necessidade por um processo criativo, mas que também refletem um longo percurso, em companhias e em trabalhos solos no Brasil e na Europa.

O trabalho da Siameses incorpora informações do estudo da Yoga clássica (Iyengar), do balé clássico e de outras técnicas de reconhecimento do corpo, que favorecem a apreensão dos mecanismos de funcionamento dos modos de integração do corpo e da mente do artista (performer. A capacidade de enunciação verbal, como uma continuidade do movimento, e também a voz como geradora de movimento, fazem parte da estrutura de trabalho da Siameses. Também é parte integrante e essencial, desta mesma estrutura, a reflexão que conduz ao elaborar de um pensamento filosófico, para a apreensão de outras possibilidades da mente, assim como também do corpo.

Os novos estados de percepção vividos pelos interpretes provocam no espectador uma reverberação imediata e também um repensar da sua própria estrutura perceptiva. É esperado, em cada espetáculo, que o espectador vá além do estado de mero observador do desenvolver coreográfico e sinta um estado que está além do estético e que o leve a se colocar diante do corpo e de sua razão silenciosa.

“A Companhia foi criada em 2005, logo após eu retornar de um longo período, vivendo e trabalhando na Europa”, conta Mauricio de Oliveira, criador da Siameses. “Foram onze anos trabalhando em várias companhias de dança da Alemanha e Holanda. Por conta dessa longa experiência, senti a necessidade de desenvolver o meu próprio trabalho e agregar o que de melhor havia registrado no meu corpo e na minha mente”, explica o coreógrafo.

A Maurício de Oliveira e Siameses já se apresentou no México, Holanda, França e atualmente se organiza para ampliar suas conexões na América Latina. A companhia sobrevive com dinheiro público proveniente do Fomento à Dança, projeto criado pela Secretaria de Cultura do Município de São Paulo assim como também do Proac.

“A meta da companhia é continuar investindo no refinamento corporal do intérprete, na escrita astuta e singular de cada um, também objetivamos o aprimoramento do traçado dramatúrgico das obras, na tentativa de ampliar nosso público”, conta o coreógrafo. “Para 2016, concluiremos a Trilogia Alquimica (Nigredo/ Albedo/ Rubedo). Rubedo encerra a pesquisa a partir dos escritos de James Hillman, o criador da psicologia arquetípica. Nessa montagem, faremos uma síntese, recapitulando as duas primeiras fases. E ao arrematar a trilogia com Rubedo, esperamos que o ponto de arremate seja o indicativo para um novo percurso, a instauração de um novo corpo criativo, de um outro jeito, com outra linguagem e outro vocabulário”, finaliza Mauricio de Oliveira.


Sobre Maurício de Oliveira

Diretor, coreógrafo e bailarino Maurício de Oliveira nasceu em Goiânia. Sua trajetória profissional começa no Balé da Cidade de São Paulo  (1989-1992), passa pelo Balé do Teatro Castro Alves, em Salvador (1993. Dançou em diversas companhias como Choreographies Theather Von Johan Kresnik (1994-1996), Pretty Ugly Dance Company, sob direção de Amanda Miller e a Frankfurt Ballet (1999-2003), sob direção de William Forsythe. Regressou ao Brasil em 2005, mantendo sua ligação com a cena criativa europeia. Em 2009, foi bailarino convidado para a Produção “The Mythic Radio Theater” para a The Forsythe Company, coreografia Dana Caspersen. Em janeiro de 2012, apresentou o trabalho "Objeto Gritante", no Holland Dance Festival, em parceria com Duda Paiva Company. De volta ao país, cria e dirige a Maurício de Oliveira & Siameses dando continuidade ao seu trabalho de pesquisa. Entre seus trabalhos estão “Jardim Noturno” (2005), “Olhar Oblíquo” (2006), “Objeto Gritante” (2011),  além da peça Solo “Fragile”. Paralelamente ao trabalho criativo com a Siameses, Maurício criou para o Balé da Cidade de São Paulo, Balé do Teatro Castro Alves, Distrito Companhia De Dança, São Paulo Companhia de Dança, onde também atuou como assistente de direção de "Polígono" (2008), de Alessio Silvestrin, entre outras. Maurício também criou coreografias para diversos festivais na América e Europa.

 

Prêmios e projetos

2014 - Prêmio Denilto Gomes de melhor Dramaturgia em Dança – Albedo • 2014 -Red Noroeste Festival de Danza, Mexico - Objeto Gritante • 2013 – Prêmio Denilto Gomes de melhor criação em Dança - Justine • 2012- Prêmio Bravo de Melhor espetáculo – Nigredo • 2012- Bienal Internacional de Curtiba – Objeto Gritante • SESC Santana - Objeto Gritante Holland Dance Festival em Den Haag e turnê pela Holanda - Objeto Gritante  2011- Panorama SESI de Dança - Jardim Noturno • 2011- Reabertura do programa TD (Teatro de Dança) – Objeto Gritante • Bienal SESC Santos - Objeto Gritante • SESC Copacabana, Rio de Janeiro - Objeto Gritante • Projeto “Artista da Casa”- 6ª edição – Teatro de Dança/ Objeto Gritante • 2010- Marina Salgado- Prêmio Melhor Bailarina APCA no Espetáculo Jardim Noturno • Jardim Noturno premiado pelo guia do jornal Folha de São Paulo como  melhor produção nacional • 2009- Projeto Zona de Risco Centro Cultural São Paulo Virada Cultural da cidade de São Paulo • 2008/2009- V Edição do Programa de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo • 2008- Sesi Dança ( circulação pelo estado de São Paulo) • 12º Festival Cultura Inglesa - Prêmio melhor espetáculo de dança “Fragile” • PAC Circulação | 2007- Panorama SESI de Dança  • 2007 cria DGLO, o espetáculo mais executado da companhia em todo o país •  2006/2007- Programa Rumos Itaú Cultural – Edição | 2006- Diálogos Dentro e Fora do Eixo SESC/Ipiranga • Projeto Dança em Pauta • Festival de Inverno SESC/RJ • Dança Ribeirão • 2005- Goiânia em Cena • Semanas de Dança–CCSP  na América e Europa.

 

 
Funcionários de Hospital realizam Feira Natalina para aumentar renda no final do ano

Nos últimos meses, o Brasil tem enfrentado um cenário de crise econômica e política, com repercussões na vida de todos os brasileiros. O desafio de arcar com os compromissos financeiros, inclusive com as despesas extras de fim de ano, tem levado empresas a pensar em maneiras alternativas de aumentar a renda dos funcionários. Uma delas é a Feira Natalina, onde os mais de 1400 colaboradores, 220 terceirizados e 30 clínicas parceiras do Hospital Santa Marta, em Taguatinga, poderão comercializar produtos e serviços entre si.  O objetivo é estimular o espírito empreendedor e gerar oportunidades de negócio para o público interno.

A técnica de enfermagem, Eline da Silva Nascimento, divide a rotina entre os cuidados com a saúde dos pacientes, no período noturno, e a produção de doces finos, durante o dia. Com o marido desempregado e três filhos em idade escolar, o lucro com a venda dos chocolates fará diferença no fim das contas. “Toda a família está envolvida na produção e esperamos ter bons resultados”, disse. Para a gerente de Marketing do Hospital, Aldênia Morais, a demanda de inscrição foi acima do esperado, evidenciando o interesse dos colaboradores. “Apesar da proibição de atividades comerciais no horário de trabalho, nós entendemos que incentivar a criatividade no colaborador é benéfico também para a empresa. Por isso, planejamos um momento específico para que eles possam complementar o orçamento familiar, por meio da comercialização de produtos e serviços”, afirma.

Entre os produtos inscritos na Feira, destacam-se artesanato, cosméticos femininos, roupas, semijoias e bijuterias, pães, bolos e eletrônicos. O evento acontecerá durante um dia inteiro e fará parte da programação de Fim de Ano do Hospital, que também conta almoço natalino para os colaboradores, premiações e show de stand-up comedy.

 

 
Orçamento familiar em 2016: professor de finanças dá dicas valiosas para um ano que requer cautela

CURITIBA, 10/12/2015 – O ano de 2015 foi ruim para os orçamentos familiares. Diante desta perspectiva, o que esperar para o próximo ano? Para o professor de finanças do ISAE/FGV Carlos Alberto Ercolin, infelizmente, as notícias não são boas para as famílias uma vez que o próprio governo, costumeiramente otimista, prevê que o país comece a crescer somente a partir do segundo semestre de 2016.

“Os primeiros seis meses devem ser de muita cautela, sem muitos gastos como viagens, troca de carro, e mesmo troca de emprego. Deve-se fazer como os americanos, que costumam dizer ‘first things, first’, ou seja, em primeiro lugar, deve-se pagar as coisas mais importantes, quais sejam: alimentação, moradia e transporte”, orienta.

Se o dinheiro não dá para pagar tudo, é importante começar pelas contas onde as multas pelo atraso são as mais altas, como cartão de crédito e a dívida no cheque especial. Um bom planejamento também ajuda. As contas costumeiras, como aluguel, luz, e mensalidade escolar, não podem ser encaradas como imprevisto.

“Indico que as famílias façam um orçamento para 2016, prevendo mensalmente seus ganhos e os gastos fixos; depois devem considerar os gastos arbitrários (aqueles que você decide quando e quanto vai gastar, como comer fora, ida ao cinema, cabeleireiro). Depois devem subtrair dos ganhos os gastos fixos e os arbitrários, na esperança de que sobre algum dinheiro todo mês. Se ela já antevê algum mês em que este resultado será negativo, já pode ir se planejando e, se for o caso, pedir um empréstimo”, diz Ercolin.

Surge a dúvida se em tempos de recessão deve-se investir. Tudo depende do que se pretende fazer com os recursos investidos e para isso algumas questões devem ser levadas em consideração. “Por quanto tempo posso ficar com o dinheiro guardado, ou por outro lado, quando vou precisar dele? Qual é meu apetite ao risco, ou seja, estou disposto a correr um risco maior, na expectativa de auferir um retorno maior?”, analisa o profissional.

O ano de 2016 não deve ser um ano de apostas altas, como trocar de carro ou comprar um apartamento novo, salvo se aparecer uma proposta irrecusável; pagar à vista, em qualquer ramo, seja imóvel, carro, eletrodoméstico, será a arma para um ano que será representado pela pechincha.

“Falando dos sustos, é possível que alguém da família perca o emprego, ou aquela promoção tão esperada não aconteça em 2016. De toda maneira, é um ano que vai requerer de todos nós muita paciência e, sobretudo, cautela. Ainda assim, boas oportunidades normalmente aparecem em momentos de crise”, finaliza.

 

 
Escritora e letrista do Pink Floyd, Polly Samson vem ao Brasil lançar novo romance

Esposa de David Gilmour, ela narra um drama familiar complexo e intrincado em “Um ato de bondade”

Polly Samson trabalha na indústria editorial desde muito jovem. Escreveu contos, romances e, inclusive, letras de música – é coautora de diversas canções do Pink Floyd e da carreira solo do marido, David Gilmour. Agora, em dezembro, chega ao Brasil pela Record seu romance mais recente. O drama familiar “Um ato de bondade” revela a maturidade na narrativa de Polly, que vem ao Brasil para lançar o livro.

O intrincado enredo acompanha a vida do casal Julia e Julian. Ela, uma mulher que vivia presa a um relacionamento abusivo; ele, um estudante universitário nove anos mais novo que abandona a namorada de infância e ignora os conselhos da família para ir em frente com esta nova paixão. Os dois vivem felizes ao lado da filha por um bom tempo, mas a rotina familiar começa a desmoronar quando Julian fica obcecado por reformar a casa onde cresceu. Para piorar, a doença da filha revela segredos difíceis do passado.

Polly será a atração do Salão Literário, evento de debate com escritores que acontece em Londres, apresentado pelo também escritor Damian Barr, e que desta vez terá uma edição em São Paulo, no dia 13 de dezembro. Em sessão fechada para convidados, Polly vai falar sobre o livro e sua carreira.

 

Trecho:

“Julia entrou na sua vida no dia seguinte. Era como se tivesse brotado totalmente formada de sua testa. Julia foi como um prêmio para a escalada que ele havia empreendido até o topo de Downs; três condados derramavam-se atrás dela e de seus longos cabelos agitados pelo vento. Apenas alguns momentos antes ele vinha sonhando com ela, com esta mulher, enquanto subia a trilha de cascalho, com sua vergonha diminuindo à medida que se aproximava do cume, ainda um pouco sem fôlego pelo conhaque de Karl e pelo ouzo da noite anterior. Ele a evocou das profundezas de sua ressaca. Trouxe-a para a existência através de seu desejo. Tchã-ram! Ela era tudo que ele desejava: até os tornozelos morenos e musculosos que emergiam de seus jeans cortados.”

 

UM ATO DE BONDADE

Polly Samson 

Páginas: 308

Preço: R$ 39

Tradução: Heloísa Mourão

Editora: Record

 

“Um labirinto repleto de insinuações e subterfúgios, uma trama intrincada cujos fios revelam as verdades do passado.” The Guardian

“Com uma prosa elegante, Um ato de bondade explora as complexidades do amor, um sentimento muitas vezes confuso e que está longe de ser perfeito.”Independent 

 

 
Auditoria do TCDF revela problemas no sistema de transporte escolar

A auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal para avaliar o transporte escolar colocado à disposição dos alunos da rede pública de ensino do DF apontou risco à integridade física dos estudantes; constrangimento daqueles com dificuldades de locomoção; veículos sem autorização para trafegar; excessivo número de alunos transportados; períodos de viagem superiores a duas horas; gastos elevados; falta de planejamento; fiscalização deficiente; e muitas outras falhas graves de gestão que comprometem a aprendizagem de crianças e adolescentes.

Para verificar a qualidade do serviço prestado, os auditores do TCDF fizeram visitas a 57 escolas de todas as Coordenações Regionais de Ensino (essas escolas receberam mais da metade dos alunos transportados em 2014). Eles aplicaram questionários nas unidades; fizeram a checagem dos ônibus e verificaram os itinerários de transporte. O relatório final concluiu que a Secretaria de Educação do DF (SEDF) não oferece transporte escolar com segurança, assiduidade, pontualidade, acessibilidade e conforto adequados às necessidades dos 44,5 mil alunos que são beneficiários do serviço. 

Dos diretores entrevistados, 32,7% relataram atrasos corriqueiros dos alunos por conta do transporte escolar, sendo que, desses, 14,5% informaram que os atrasos ocorrem todos os dias. Um dos diretores relatou, por exemplo, que, por conta da chuva e das condições das estradas, os motoristas e monitores frequentemente se recusam a levar os alunos de volta para casa. Foi apontada ainda a perda de conteúdo e carga horária, por parte dos alunos, com prejuízo ao aprendizado em 36,8% das escolas visitadas.

Os auditores também constataram que a SEDF não exige o cumprimento dos requisitos contratuais e legais, como a idade da frota e autorização de tráfego. Em novembro de 2014, conforme consulta ao Detran, 65% dos ônibus das empresas contratadas não tinham autorização para trafegar, efetuando o transporte escolar ilegalmente. Dos 566 veículos informados pela Secretaria de Educação, 365 não estavam com a vistoria em dia, 148 sequer possuíam registro no Detran e 332 estavam acima do limite de idade preconizado pelo Ministério da Educação, que é de sete anos (12 deles tinham entre 16 e 18 anos de uso). Para completar, 38 motoristas contratados tinham multas graves ou gravíssimas e não poderiam conduzir veículos de transporte escolar. 

A fiscalização também revelou os valores altos gastos com o serviço, os quais poderiam ser investidos na construção de unidades de ensino. De 2011 a 2014, essas despesas aumentaram 92,4% (foram R$ 42,7 milhões em 2011 contra R$ 82,2 milhões em 2014). Nesse período, foram gastos mais de R$ 250 milhões com a oferta do serviço, dinheiro que daria para construir mais de 60 escolas como a Escola Classe 22 do Gama que custou cerca de R$ 4 milhões. “A oferta de escolas nas proximidades da residência do estudante possibilita o acompanhamento por parte dos pais, o envolvimento da comunidade e a inserção da escola na realidade da população. Ademais, permite que as crianças cheguem mais dispostas à aula, uma vez que são poupadas das longas viagens em veículos de transporte escolar”, explica o relatório. Alguns percursos de ida e volta chegam a 80 Km, como o A.15.M de São Sebastião ao Caseb, na Asa Sul.

A auditoria revelou que a Secretaria de Educação também não define adequadamente a relação de alunos por escolas e itinerários, nem observa a proibição de conceder acesso ao transporte escolar em duplicidade com o Passe Livre Estudantil. Verificou-se que 2.401 alunos utilizam os dois benefícios para ir de casa à mesma escola. A duplicidade gera um gasto extra de aproximadamente R$ 4,3 milhões por ano.

Também foram encontradas deficiências graves na definição dos beneficiários, nos procedimentos e autorizações prévias às empresas contratadas, na fiscalização e no monitoramento do serviço prestado. Há muitas falhas no controle de frequência dos alunos que utilizam o transporte escolar. Nas CREs Guará, Paranoá, Planaltina e São Sebastião, por exemplo, a relação dos alunos é rotineiramente enviada em branco para as empresas e/ou escolas. Em muitas delas, os monitores não conferem os alunos no momento de embarque nos ônibus, levando inclusive ao esquecimento de estudantes. Dos 160 ônibus inspecionados in loco pela equipe de auditoria, 77 não tinham a lista de frequência do mês atualizada.

Segundo o relatório, “as falhas apontadas na gestão do programa de transporte escolar têm como efeito, além de colocar em risco a segurança e o conforto dos alunos transportados, impossibilitar a conferência do cumprimento dos itinerários, levando ao pagamento de despesas duvidosas às contratadas, na medida em que são atestadas sem a certeza e confiabilidade de que os itinerários e quilômetros rodados foram efetivamente cumpridos”. Além disso, a SEDF não considera informações sobre o desempenho das prestadoras ao contratar e prorroga ajustes com empresas que, sabidamente, não têm capacidade técnica para prestar o serviço.

 

Processo nº 1306/2015

Informação: Poyana Resende - Chefe da Assessoria de Comunicação do Tribunal de Contas do DF

Anexos: Relatório e Decisão nº 3440/2015.

 

 
Nota Pública: magistrados cobram transparência do Congresso Nacional e defendem combate à corrupção

"Diante dos fatos conturbados na política nacional, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) esperam dos que receberam a outorga do povo brasileiro para administrar e legislar em prol dos interesses da nação o máximo empenho na busca de um caminho seguro para sair da grave crise política e econômica que nos aflige. As cenas de agressões e obstruções do processo legislativo são dignas de repúdio, inaceitáveis no Estado Democrático de Direito. 

Inadmissível a maquiagem de intenções no momento em que a transparência e a clareza dos propósitos devem nortear a atividade pública. A imunidade parlamentar é uma conquista da sociedade para garantir que cada representante do povo firme sua posição de forma pública e sem a necessidade de se ocultar sob o manto do voto secreto. O princípio democrático consolidado na Constituição da República deve ser preservado como vetor do debate político, e as questões fundamentais para a nação, como o combate à corrupção, exigem postura bem diversa da que estamos presenciando.

Hoje, Dia Internacional de Combate à Corrupção, a magistratura brasileira reafirma a sua confiança nas instituições, sobretudo no Poder Judiciário, que assume seu papel de garantidor da ordem constitucional. A AMB e a Anamatra defendem a punição dos atos de corrupção, com a concretização do princípio de que a lei deve valer para todos, inclusive com o afastamento de todo agente público que exerça cargo de poder, quando envolvido formalmente em investigações criminais, e que venha a dificultar a apuração de tais fatos, para preservar a moralidade, o interesse da coletividade e as instituições em que atuam.

Agressões físicas e verbais no espaço do Parlamento, assistidas por todo o País, nos diminuem como nação aos olhos do mundo e reduzem a política aos elementos mais subvertidos do seu conceito civilizatório. Empresários, trabalhadores e toda a cidadania merecem respeito diante da apreensão e instabilidade que tais posturas impõem aos País, e não uma classe dirigente que parece ter renunciado à representação, mais preocupada em tomar ou se manter no poder a qualquer custo.

Partidos sem programa, políticos sem compromisso partidário, tornam a política nacional um componente lamentável, que gera desconfiança naqueles que representam o povo, fenômeno altamente danoso às instituições democráticas. É imperioso neste momento de crise a construção de um consenso nacional para cessar a destruição do país e iniciar a reconstrução de um padrão político ético e altivo para o pleno exercício dos direitos sociais e econômicos, pleito inarredável da dignidade humana."

João Ricardo Costa – Presidente da AMB

Germano Silveira de Siqueira – Presidente da Anamatra

 

 
Record lança biografia de José Junior, criador do AfroReggae

Por Carlos Andreazza *

Esta não poderia ser uma biografia comum. Luis Erlanger e José Junior são duas das melhores – das mais criativas – cabeças do Brasil. Ao reuni-los, No fio da navalha garantiu para si, antes de sequer iniciado, tanto a excelência quanto a ousadia. Agora, pronto, prestes a ganhar o mundo, ainda assim o livro supera a grande expectativa que mobilizou; e o faz ao combinar, entre outras qualidades, duas raras capacidades na era da covardia: a de enfrentar e a de surpreender.

Falo aqui de forma e conteúdo; porque não me lembro de uma biografia que explorasse o manejo do tempo – indo e vindo muitas vezes, apurando-se, refletindo, completando-se – para provocar o biografado, Junior, a se colocar e recolocar, ver-se e rever-se na trama de sua própria história. É arriscado. Inquieto. Sacana. Esplêndido. Campo perfeito para que uma personalidade tão complexa como a de Junior – cuja habilidade de se relacionar positiva e amplamente não tem igual – fosse esmiuçada: ou não será muito representativo que este livro reúna Armínio Fraga (texto de quarta-capa), Falcão (orelha) e Zuenir Ventura (prefácio)?

(Para alguém como eu, que tinha contra Junior o preconceito dos que desconfiam daqueles que trabalham por retirar bandidos do crime, e que considerava que isso só poderia ser um serviço – uma espécie de lavagem de identidade – para as organizações criminosas, a leitura deste livro ainda tem a componente pedagógica: eu me eduquei, ainda que tardiamente, ao compreender e respeitar a cultura da mediação em situações extremas, sem a qual, nas favelas, só restará a barbárie.)

O recurso que Erlanger emprega para costurar as camadas desse relato – em que ele, o biógrafo, mais do que narrar, engaja Junior numa conversa franca, corajosa, da qual é impossível descolar-se até o fim da leitura – resulta numa rara espécie de thriller. Um jogo em que o diálogo – eletrizante – impõe-se e ilumina. Nada fica de fora. Nem polícia nem bandido. Tudo é tratado de peito aberto: a criação do AfroReggae e a luta para sustenta-lo e fazê-lo crescer, o trânsito delicado entre as facções criminosas e seus líderes, as ameaças de morte, as brigas públicas (e as privadas), a ocupação do Alemão, as relações com os poderosos e com a imprensa. Aos poucos, sem frescuras politicamente corretas, as fronteiras do bem e do mal são postas em xeque por quem as conhece desde moleque. E há alguns – vários – furos de reportagem. E muitos bastidores. São 280 páginas (a 220 volts) de uma troca poderosa, em que biografado e biógrafo se expõem, e em que há desafio, violência, tensão, política (e muitos políticos), dor, saudade, amor, traição – carga dramática.

José Junior não poupa. Não se poupa. Luis Erlanger tampouco. É a vida de um, mas é também a história da cidade, do estado, do país do outro – de todos nós – nos últimos (pelo menos) 20 anos. Um livro impactante, cujas polêmicas decorrem organicamente do compromisso com a verdade, e que não à toa chega num momento em que Rio de Janeiro e Brasil debatem-se no avesso da pacificação.

*Editor-executivo de ficção e não-ficção da Record

 

ORELHA

Por Falcão

Poucas pessoas têm a sapiência e a tranquilidade de ver o tempo como um amigo. O personagem deste livro tem. E foi sutilmente se aprimorando, reunindo ao seu lado figuras importantes e especiais para um momento histórico e social prestes a acontecer no Rio de Janeiro. E, quando chegasse esse momento, um coletivo de amigos e ideias poderia transformar sonho em realidade. Tudo com organização, disciplina, estudos, e com alta dose de cautela e coragem, pois falamos de Vigário Geral e Parada de Lucas, território de uma guerra pesada que fazia os moradores e os jovens da época escolherem ou a barbárie ou a vontade de mudar. Custasse o que custasse, tudo de cabeça erguida, porém com muitos desenroles, muitas conversas. Maneira certa de entrar e sair de uma situação.

Depois de muito papo, era necessário mostrar aos dois lados que, após a chacina mundialmente conhecida, deveria, ali na Faixa de Gaza carioca, ocorrer uma revolução cultural que erguesse uma nova cara às comunidades do Rio.E eis que, graças a Deus, surgem, nesse momento, amigos, algumas bandas – e surge o AfroReggae.

Waly Salomão, um mestre para todos nós, em vários sentidos, estava ali, respirando poesia, respirando tudo o que acontecia naquele momento. Ele e José Junior, um discípulo, um aglutinador, um elevador de autoestima dos jovens.Poucos de sua geração, poucos mesmo, tinham a grande capacidade de organizar, de fazer acontecer e conquistar naturalmente. Ele possuía um talento para liderança, um talento para contatos, e tinha comprometimento com a molecada. E fez suas próprias escolhas, com o propósito de salvar, de dar esperança a vidas descartadas pelo poder público e pelos olhares de quem duvidava que dali, de Vigário ou de qualquer comunidade, sairia um dos mais brilhantes trabalhos sociais do mundo.

Uma instituição do bem e dos sonhos dentro das comunidades. Uma instituição escolhida, pelos não escolhidos, como o lugar onde é possível todos os dias fazer com que sonhos se transformem em realidade.

Eu me sinto muito orgulhoso, junto com a banda da qual faço parte, O Rappa, em ter Junior como parceiro. Um cara que merece todo nosso respeito, pois abriu mão da sua liberdade, abriu mão de muitas coisas para que jovens da periferia carioca pudessem com orgulho ir atrás dos seus ideais e almejar um futuro. 

 

PREFÁCIO

Por Zuenir Ventura

Como praticamente acompanhei o nascimento e o crescimento do AfroReggae, achava que conhecia tudo de seu fundador, o Junior. Agora, com este livro, descobri o quanto faltava conhecer desse personagem quando jovem, época em que confessa ter vivido “o episódio mais marcante” de sua vida, aos 12 anos. Marrento, briguento, metido em muitas confusões, José Junior poderia ter sido um marginal. Como consequência do que aprontava, ele mesmo conta: “Fiquei detido em todas as delegacias do Centro, da Tijuca, da Praça da Bandeira e da Zona Sul.”

Mas, a exemplo de agora, não bebia, não fumava, não cheirava e nunca usou arma. E, ao contrário de Tim Maia, não mente ao dizer isso, até porque é capaz de confissões mais politicamente incorretas. Admite, por exemplo, que, “em pensamento”, chega a desejar a morte dos inimigos, que ele os tem em razoável quantidade — do lado do bem e do mal.

Uma de suas qualidades como “mediador de conflitos” é a franqueza, que usa inclusive com traficantes: “Você vende drogas para crianças e tenho que entender? Você fode a vida dos outros e tenho que entender?” E não só com bandidos é franco. Numa mesa-redonda para empresários, da qual participei com um policial e um ex-traficante, um dos presentes, meio impaciente, perguntou: “Sim, e quanto temos que dar?” A resposta de Junior foi: “O senhor não entendeu. Não quero seu dinheiro, o que eu quero é que o senhor...” — e deu uma lição de cidadania.

Quando o AfroReggae completou dez anos, fiz um texto lembrando a data de 30 de outubro de 1993, de minha primeira visita à favela, onde à noite assisti ao show Vigário in Concert Geral, o primeiro depois da chacina praticada por um grupo de policiais contra 21 moradores sem qualquer envolvimento com o tráfico. Era uma festa onde havia jovens, crianças e velhos. O único distúrbio foi promovido pela polícia, que apressou a saída do pessoal dando tiros para o alto. Escrevi então: “Não é fácil fazer o bem na favela. É como andar sobre um fio de navalha, tendo de um lado a violência do tráfico e do outro a da polícia.”

O fascínio juvenil pela aventura e pelo risco, a tentação do enriquecimento rápido e ilícito, o aceno sedutor das drogas, a “glória” efêmera e o poder das armas, tudo isso, aliado ao desemprego e à falta de perspectiva, funcionava como obstáculo a um trabalho de integração social. Em meio a esse caldo de cultura, como disputar com o narcotráfico os corações e mentes da juventude? Não conheço melhor resposta a essa angustiante pergunta do que a que tem sido dada pelo AfroReggae, que oferece como substitutos à viagem fugaz que leva ao inferno, fingindo estar levando ao paraíso, o prazer e a sedução pela arte, a oferta enfim de um caminho com futuro, segurança e possibilidade de sucesso.

É um trabalho de inclusão social, mas também um projeto de inserção cultural que já deu ao movimento mais de vinte prêmios nacionais e internacionais. Junior não se contenta em tirar da marginalidade e das zonas de risco os jovens a perigo. Ele quer lhes dar um emprego, uma profissão, fazer deles artistas competentes. Por isso é que, quando houve atentados contra instalações do projeto e ameaça de morte ao seu fundador, a sociedade carioca mobilizou-se de maneira impressionante consagrando a proposta do próprio Junior contra a segregação: “Todos juntos e misturados.”

 

QUARTA CAPA

Por Armínio Fraga

José Junior, o Junior do AfroReggae, é um desses heróis que a gente só imagina em filme: corajoso sonhador, com imensa capacidade de liderança e execução, ele vem promovendo uma revolução do bem em uma área do Rio de Janeiro considera impossível de resolver até sua chegada. Os resultados são notáveis, reconhecidos no Brasil e no exterior. A história do Junior, que chega em boa hora, merece ser lida por todos que buscam um raio de esperança.

 

SOBRE O AUTOR

Luis Erlanger nasceu em 1955, no Rio de Janeiro, e tem seis filhos. Começou como jornalista em OGlobo em 1974, com passagens pelas editorias de Cidade, Polícia, Esporte, Cultura e Política. Depois, em Brasília, esteve encarregado da cobertura de fatos relevantes no processo de redemocratização no Brasil – eleições, a morte do presidente Tancredo Neves, o Palácio do Planalto, a Constituinte de 1988, o impeachment do presidente Collor e os planos econômicos que mudaram o país. Após quatro anos como editor-chefe do jornal, em 1995, foi para a TV Globo, como diretor editorial de Jornalismo. Em 2000, assumiu a direção de Comunicação da TV. Em 2013, lançou seu primeiro romance, Antes que eu morra. Ainda em 2013, tornou-se diretor de Análise e Controle de Qualidade de Programação e após dois anos saiu da empresa para montar a Erlanger Comunicação & Arte (ECA) – escritório de prestação de serviços de consultoria, texto, projetos e produção nas áreas de Comunicação e Cultura. Também é produtor e escreve para teatro.

 

JOSÉ JUNIOR: NO FIO DA NAVALHA 

Luis Erlanger 

Não-ficção nacional

Biografia 

Páginas: 280

Preço: R$ 40,00 

Editora: Record / Grupo Editorial Record  

 

Informação: Imprensa Grupo Editorial Record

 

 
Ataque em Kunduz: MSF entrega petição à Casa Branca

Mais de 500 mil pessoas em todo o mundo pedem que os EUA consintam com uma investigação independente sobre o ataque militar norte-americano ao hospital de MSF no Afeganistão

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) entregou hoje a petição assinada por mais de 547 mil pessoas à Casa Branca, pedindo que o presidente Barack Obama consinta com uma investigação independente do ataque aéreo mortal perpetrado pelos EUA contra o hospital de trauma de MSF em Kunduz, no Afeganistão.

O ataque aéreo de 3 de outubro matou ao menos 30 pessoas, incluindo 14 profissionais de MSF, e destruiu o hospital da organização. A petição demanda que o presidente Barack Obama consinta com uma investigação conduzida pela Comissão Internacional Humanitária para a Apuração dos Fatos (IHFCC, na sigla em inglês), o único órgão estabelecido especificamente para investigar potenciais violações do Direito Internacional Humanitário sob as Convenções de Genebra.

“Apenas uma avaliação completa conduzida por um órgão internacional independente pode restaurar nossa confiança no comprometimento dos Estados Unidos com o respeito às leis da guerra, que proíbem ataques como esse veementemente”, afirma Jason Cone, diretor executivo de MSF nos Estados Unidos. “Não é suficiente que os autores de ataques a instalações médicas sejam os únicos a investigá-los.”

O ataque privou centenas de milhares de pessoas do acesso a cuidados médicos naquele que era o único hospital de trauma especializado no nordeste do Afeganistão, de acordo com MSF. As forças militares norte-americanas se responsabilizaram pelos ataques aéreos, e declararam se tratar de um erro. Mas muitas questões ainda permanecem sem respostas sobre como e por que tais erros puderam ocorrer.

Em menos de dois meses, a petição ganhou o apoio de pessoas de todo o mundo, o que representa um imenso suporte público ao princípio de que mesmo as guerras têm regras. Os Estados Unidos ainda precisam responder ao pedido de MSF por uma investigação a ser realizada pela comissão.

A Dra. Deane Marchbein, presidente de MSF nos Estados Unidos, leu os nomes dos 14 profissionais da organização mortos, e falou sobre sua experiência tratando pacientes em um hospital de MSF no Afeganistão.

“Nosso comprometimento é com a ética médica, com o tratamento de pessoas com base em suas necessidades, independentemente do lado do conflito em que estejam, ou mesmo que não estejam em lado algum”, diz a Dra Deane. “É assim que levamos cuidados médicos às pessoas que mais precisam, encurraladas em zonas de guerra e sofrendo as piores consequências de um conflito. Nossos colegas deram suas vidas fazendo isso.”

Informação: Damaris Giuliana - Assessora de Comunicação da organização Médicos Sem Fronteiras/Brasil.

 

 
Sobre a crise...

 

 

 
TCDF: auditoria revela desperdício, falhas graves e riscos no sistema de transporte escolar

A auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal para avaliar o transporte escolar colocado à disposição dos alunos da rede pública de ensino do DF apontou risco à integridade física dos estudantes; constrangimento daqueles com dificuldades de locomoção; veículos sem autorização para trafegar, rodando ilegalmente; excessivo número de alunos transportados; períodos de viagem superiores a duas horas; gastos elevados; falta de planejamento; fiscalização deficiente; e muitas outras falhas gravíssimas de gestão que comprometem a aprendizagem de crianças e adolescentes.

Nesta quinta-feira (10), às 13h45, o presidente do TCDF, Conselheiro Renato Rainha, vai conceder uma entrevista coletiva para divulgar os dados impactantes do relatório produzido pelo corpo técnico da Corte.

 

Coletiva sobre Auditoria do Transporte Escolar

Quinta-feira, 13h45, no Gabinete da Presidência, 2º andar, Ed. Sede do TCDF (ao lado do Buriti).

 

Informação: Polyana Resende - Chefe da Assessoria de Comunicação do Tribunal de Contas do DF

 

 
Dia da Justiça - 8 de dezembro

 

 

 
O eleitor vota mal, o eleito vota pior

Por Luiz Carlos Borges da Silveira*

É fato repetitivo o questionamento sobre a qualidade do voto popular. O eleitor é em geral despreparado politicamente para exercer esse direito cívico. Então, ocorre que vota influenciado por diversos fatores, até por pedido, sugestão ou indicação de amigos e familiares e acaba elegendo um candidato a quem não conhece e nem sabe se presta ou não. Além disso, o voto pode ser determinado pela popularidade do candidato, por suas juras de honestidade e pelas pregações feitas na campanha, o que, evidentemente, não é prova de competência política e honradez pessoal.

A falta de discernimento é tamanha que temos exemplos de políticos corruptos e até condenados por delitos comuns que se afastam, renunciam ao mandato para se livrar da cassação, porém na eleição seguinte se apresentam e são eleitos novamente. O voto deveria funcionar também como “julgamento”, mas não é o que acontece.

Quando o eleitor faz uma opção equivocada o Congresso passa a refletir os equívocos do cidadão. Quando se critica o Congresso, é a decisão do eleitor que está sendo criticada. Bom ou mau, o Congresso Nacional é a cara do brasileiro que vota. O eleitor é relativamente desculpado pela má escolha que tenha feito, considerando-se a falta de preparo e de participação política. Indesculpável é o procedimento dos eleitos, principalmente nos parlamentos – Câmaras municipais, Assembleias estaduais, Câmara federal e Senado.

Tomemos como exemplo mais atual a Câmara dos deputados. Quem é seu presidente? Eduardo Cunha, deputado federal pelo PMDB do Rio de Janeiro. Elegeu-se com inúmeras promessas de vantagens e benesses aos parlamentares sempre ávidos por benefícios pessoais. Entre as propostas, Cunha prometeu tornar as emendas orçamentárias impositivas, tirando do governo o arbítrio e os critérios para liberação, com sério risco para o equilíbrio do orçamento. Prometeu, também, instituir passagens aéreas para as esposas dos deputados, caso típico de pregação eleitoreira e irresponsável à custa do dinheiro público; esta medida não prosperou devido à repercussão negativa na mídia.

Hoje, Eduardo Cunha está envolvido na Operação Lava Jato, assim como alguns de seus ‘eleitores’ e integrantes da Mesa Diretora da Câmara Federal que com ele se elegeram, alguns inclusive com processos no TSE e no STF que só não andam por causa da imunidade parlamentar. Intrigante é o fato de os deputados elegerem alguém que sabidamente não tinha ficha limpa. Eduardo Cunha, em 1989, era obscuro aprendiz de político que se aliou a PC Farias (aquele da era Collor), integrou o PRN e se tornou presidente da Telerj, de onde foi afastado por corrupção; suplente de deputado estadual fez acordo com Anthony Garotinho e assumiu vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para se abrigar na imunidade parlamentar devido a irregularidades na Companhia Estadual de Habitação. 

Durante a campanha para presidente da Câmara o jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem com o currículo de Cunha, desabonador dossiê para qualquer homem público, relatando envolvimento com Collor, Maluf e depois com Garotinho e Sérgio Cabral. A matéria citava diversos cargos públicos ocupados e dos quais Cunha foi afastado por irregularidades. Será que os deputados que apoiaram a candidatura e em Cunha votaram não sabiam de nada disso? Claro que sabiam! Portanto, não tinham responsabilidade moral para elegê-lo, afinal, não existe ‘ex-corrupto’. Os fatos estão aí para mostrar.

Em resumo, ante a constante deterioração da visão e das ações na política mais evidente se torna a urgente necessidade de uma ‘reforma moral’ e isso depende também do eleitor, que não deve ficar alheio, mas sim participar e compreender que política é tudo, ela permeia todas as atividades na sociedade. Pode e deve ser decente.

O voto popular é direito antigo, vem do tempo do Brasil imperial. Quando irá o eleitor brasileiro se dar conta da importância de sua participação, de seu voto? A política sempre existiu e continuará existindo; ignorá-la não é solução. Basta relembrar o que disse o dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht no poema Analfabeto Político: 

 

“O pior analfabeto

é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala,

nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,

o preço do feijão, do peixe, da farinha,

do aluguel, do sapato e do remédio

dependem das decisões políticas.

O analfabeto político

é tão burro que se orgulha

e estufa o peito dizendo

que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,

da sua ignorância política,

nasce a prostituta, o menor abandonado,

e o pior de todos os bandidos,

que é o político vigarista,

pilantra, corrupto e lacaio

das empresas nacionais e multinacionais.”

 

*Luiz Carlos Borges da Silveira é empresário, médico e professor. Foi Ministro da Saúde e Deputado Federal. 

 

 
Até Logo, Advocacia!

Por Dra. Allana Araujo, para o blog Diário da Vida Jurídica.

Desde o início da minha faculdade de direito eu queria me tornar uma advogada. Não tinha outra carreira dentro do universo do direito que me atraia como a advocacia. O porquê, não sei dizer, e naquela época eu também não sabia. Mas, tinha certeza de que era isso que eu queria mesmo.

No decorrer da faculdade eu estagiei, relativamente, bastante. Primeiro no fórum da cidade, depois em um escritório de advocacia e, por último, no MPF. Todos foram importantes. Mas, sem dúvidas, meus dias de estágio no escritório foram os mais “emocionantes”.

Em três anos e meio de carreia, até aqui, tive a felicidade de colher mais frutos bons do que ruins. Tive a oportunidade de ter meu próprio escritório, como sempre pensei. E depois, na intenção de crescer mais, fiz uma sociedade. E, também aí, colhi bons frutos.

No entanto, desde meados do ano de 2014, quando já tinha meu próprio escritório, comecei a repensar a advocacia na minha vida. Mas era um pensamento muito meu. Não o dividi com mais ninguém, a não ser com meu irmão Lucas.

As pessoas, na maioria, têm certeza de que esta idéia se dá unicamente por causa do financeiro. No meu caso, não foi só isso, 2014 foi um bom ano financeiramente falando. Mas, em contra partida, foi o ano que eu mais tive medo, por causa de um problema de saúde do meu pai. Esta situação me fez repensar TUDO.

Ser advogado é o mesmo que ser um empresário e empreendedor. Você é que faz o negócio acontecer. O escritório precisa da sua presença. Os clientes procuram você. A captação dos clientes se dá pela credibilidade e pela confiança em você. E, mesmo que você tenha sócios, ou advogados empregados, as pessoas fazem questão de ver você, falar com você, estar com você.

É um trabalho que não te abandona. As preocupações tomam conta de você aonde quer que você vá. Os problemas das pessoas viram os seus problemas. E é inevitável você não os levar junto com você.

Em contra partida, é muito gratificante você ver nos olhos do seu cliente o alívio quando tudo se resolve. Melhor ainda, é sentir a confiança que eles depositam em você. É muito gratificante, mas, como eu disse, requer muitas responsabilidades. E, por isso, no meu caso, vivia um turbilhão de estresse sem fim.

Meu pai, que não é advogado, mas também é empreendedor, quando ficou doente em 2014, precisou fazer uma cirurgia muito delicada e, devido seu trabalho, não conseguiu fazer todo o tempo de repouso recomendado. O trabalho exigia a presença dele.

Depois, quando tudo parecia bem, ele teve uma recaída no começo deste ano. O que me fez refletir de novo: “Tudo bem, eu gosto de ser advogada, mas, eu gosto mais de viver ao lado dos meus. Poder ser presença, poder ser inteira para quem precisa de mim, e o melhor, ser inteira para mim mesma.” Assim eu refleti.

A advocacia não me proibia disso tudo, pelo contrário. Se você quiser, inclusive, ela pode te proporcionar um horário bastante flexível. Mas, eu precisava escolher entre ser uma pessoa satisfeita profissionalmente, me doando ao máximo para advocacia a fim de colher os frutos que eu buscava, ou, tentar outra profissão que poderia me proporcionar um pouco mais de estabilidade financeira com um pouco menos entrega, no caso, a carreira pública.

Eu não acho que a carreira pública seja fácil, pelo contrário, sei das suas dificuldades também. Sei que também tem o estresse e outras dificuldades. No entanto, a estabilidade financeira que o concurso público proporciona te deixa um pouco mais disponível para cuidar das outras áreas da vida.

Enfim, na tentativa de me manter motivada na advocacia, entrar para este blog e escrever para esta coluna foi um dos caminhos que me proporcionou motivos para permanecer no mundo da advocacia.

Muitos dos emails que eu recebi dos leitores me ajudaram e me animaram. Foi uma troca muito legal que eu tive com os estranhos mais do bem que eu conheci: vocês.

Entre todos os emails recebidos, uma “estranha” em especial partilhou comigo, por meio de vários emails, uma história de coragem muito inspiradora e, a partir daí, eu comecei a pensar melhor sobre tomar decisões e ouvir o coração.

Então, depois de um tempo de reflexão, decidi que a insatisfação que eu sentia só fazia de mim uma profissional mais ou menos. E eu não queria ser mais ou menos em nada na minha vida. Meus clientes não mereciam, minha família e amigos não merecem e eu também não.

Portanto, em julho deste ano eu saí do escritório, desfiz a sociedade que tinha, arrumei algumas dores de cabeça, enfrentei a opinião de algumas pessoas, deixei tudo e fui estudar para concurso público.

Eu ouvi várias pessoas com várias opiniões, por exemplo: “Allana, porque você não concilia os dois?” ou então, “Porque você não espera mais um pouco, pensa mais um pouco”. Mas, enfim... Ouvi meu coração.

Muita loucura essa coisa de ouvir o coração. Mas, sabe, talvez seja o único caminho para viver em paz. Depois que tomei minha decisão, eu tive paz no coração, sabia que tinha tomado a decisão correta. A gente só sabe depois que decide.

Logo em seguida a minha saída do escritório, foi publicado o edital do concurso do Tribunal de Justiça do meu estado, Rondônia. Estudei focada para este concurso. Estudava, aproximadamente, 6 horas por dia, e dei o meu melhor, como eu sempre procuro fazer na vida.

Não foi fácil não, principalmente porque eu estava há mais de três anos trabalhando, fora desse ritmo de prova, de estudar. Entrar no ritmo não foi fácil. E, também, porque quando você diz que só estuda, todo mundo acha que você está com tempo sobrando, mas é exatamente o contrário, a família arruma um monte de favor para te pedir. Tive que aprender a dizer muitos nãos. Para a diversão também.

Hoje, depois de cinco meses estudando, depois de vender o meu carro, alguns reais mais pobre, posso dizer que: continuo estudando, rsrs.

Mas, hoje, exatamente hoje, saiu o resultado final do concurso do TJ/RO. Foi e, ainda está sendo, uma alegria muito grande ver o meu nome na lista de aprovados para os cargos de oficial de justiça e técnico judiciário. A última vez que eu senti assim foi quando vi meu nome na lista da OAB.

A sensação é gratificante. E o aprendizado que eu tiro e gostaria de passar para vocês é o de que somos capazes de realizar qualquer sonho, objetivo ou, como quiser chamar. Basta estar com o coração aberto para compreender, verdadeiramente, o seu querer.

Uma vez ouvi alguém dizer sobre um tal de “querer com o coração”, eu, sinceramente, não compreendia. Hoje eu compreendo. Querer com o coração é querer algo tão forte que o coração parece vibrar com a idéia. E quando a gente conquista, a sensação de êxtase é tão grande que parece que o coração sentiu aquilo.

Bem, até a minha nomeação para o cargo de oficial de justiça continuarei aqui fortemente nas minhas horas de estudo para os próximos concursos. E depois, quando eu for, finalmente, nomeada, direi à advocacia: “Até breve!”

Eu não tenho más lembranças, ou qualquer outro sentimento ruim pela advocacia. Apenas escolhi buscar por um estilo de vida diferente, com um pouco mais de tranqüilidade, mas só um pouco, porque vida de oficial nem é essa tranqüilidade toda, né?

A vida é um eterno movimento. Não existe para sempre, tampouco certezas absolutas. Hoje você segue alguns caminhos, mas amanhã pode ser que eles não mais lhe farão feliz. O importante é não ter medo de buscar aquilo que é capaz de te traz paz e felicidade. Por isso, até breve, advocacia!

 

Link original: http://dvjblog.blogspot.com.br/2015/12/ate-logo-advocacia.html

 

 
Brasileirão 2015 chega ao fim

 

A Série A do Campeonato Brasileiro chegou ao fim de mais uma temporada. O Corinthians conquistou com sobra o Brasileirão de 2015. Atlético Mineiro e Grêmio brigaram até o final pela segunda colocação. Fechando o G4, São Paulo conquistou a vaga para a Libertadores de 2015 através da vitória sobre o Goiás, rebaixando a equipe goiana. Internacional tentou a classificação, mas terminou a temporada em 5º lugar. Quem também disputará a competição continental é o Palmeiras, campeão da Copa do Brasil.

No chamado Z4, Joinville, Goiás, Vasco e Avaí terminaram a temporada com o temido rebaixamento. Vasco empatou com o Coritiba e o Avaí com o campeão. Joinville perdeu para o Grêmio e o Goiás para o São Paulo. Assim, Figueirense e Coritiba seguem na elite do futebol brasileiro. 

  

 


 
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