Gilbert Di Angellis


O Ministério da Saúde adverte:

 

 
O outro lado de Madre Teresa de Calcutá

Descaso com os doentes, ligações com ditadores e corruptos, moral dúbia: estudo reuniu documentos que mostram um lado pouco nobre da biografia da religiosa que acaba de ser canonizada pelo Vaticano

Madre Teresa de Calcutá é símbolo das mais elevadas causas humanas. Das centenas de sedes de sua congregação, as “Missionárias da Caridade” espalhadas pelo mundo, surgem relatos do cuidado dado aos pobres, excluídos, órfãos e moribundos. Publicamente, a missionária, que morreu em 1997 aos 87 anos, é mais do que um modelo a ser seguido. Dona de um Prêmio Nobel da Paz, conquistado em 1979, e elogiada por presidentes, papas e personalidade de alto quilate, ela foi beatificada em 2003 e canonizada pelo Vaticano. Uma referência no céu e na terra, portanto. “Mas nem todos veem Madre Teresa e sua história com bons olhos”, revela Geneviève Chénard, pesquisadora em educação da Universidade de Montreal, no Canadá. Co-autora de uma pesquisa inédita que expõe uma face pouco conhecida da religiosa, Geneviève reviu, com dois colegas, 287 documentos sobre a freira e descobriu uma nova Madre Teresa, bem menos elogiável e nobre do que a que já se conhece. “Foi uma surpresa até para mim”, admite a estudiosa, que esperava encontrar críticas mais duras, mas não antecipava a enxurrada de acusações com as quais se deparou.

De acordo com os pesquisadores, as discrepâncias entre a realidade e a biografia heroica da beata vão da administração das sedes das congregações das Missionárias da Caridade à natureza da fé de Madre Teresa. “Vimos, por exemplo, que a congregação era pouco criteriosa na hora de aceitar doações em dinheiro”, afirma Geneviève. Da análise documental, a impressão que ficou é que, para a organização, dinheiro era dinheiro, independentemente de onde vinha. Seguindo essa lógica, Madre Teresa se associou a ditadores e famosos salafrários que, nas horas vagas, se dedicavam à filantropia. De Jean-Claude Duvalier, por exemplo, ditador do Haiti acusado de corrupção e violação de direitos humanos, ela recebeu não só dinheiro, mas também uma homenagem. Já com James Keating, nebuloso investidor do mercado imobiliário americano de quem obteve patrocínio, a religiosa topou até fazer foto. No auge da arrecadação, estima-se que a congregação tinha o equivalente a R$ 102 milhões em caixa. “E o mais curioso é que, mesmo com tanto dinheiro, as condições dos doentes nas sedes era terrível”, diz Geneviève.

 

Ao que tudo indica, todo o dinheiro arrecadado ia para a expansão das obras e não para a melhoria das condições de atendimento aos doentes nas instituições que já funcionavam. E as condições eram terríveis. Relatos de médicos que fizeram visitas aos centros de tratamento e cuidado geridos pela congregação apontaram, além da falta higiene crônica, ausência de equipamentos básicos para os cuidados prestados e tratadores sem treinamento ou qualificação. Seringas eram lavadas com água fria de torneira e doenças graves eram tratadas com analgésicos simples, como o paracetamol. “Talvez esse descaso fosse parte da ética da religiosa, que via o sofrimento dos outros como algo que os aproximava de Cristo”, diz Geneviève. Em mais de uma ocasião Madre Teresa celebrou a dor como algo que enobrece. “O mundo ganha com esse sofrimento”, chegou a dizer. Curiosamente, quando adoecia, ela não se tratava nos centros geridos por ela, mas sim em hospitais de ponta na Índia e nos Estados Unidos.

São dois os principais argumentos contrários à atuação da beata: 1) Ela possuía fascínio pelo sofrimento e simplesmente não prestava os devidos cuidados aos doentes que procuravam em vão apoio médico; 2) Ela recebia milhões de dólares em doações, muitas feitas por ditadores e corruptos, e não revertia o dinheiro em prol dos necessitados. 

  

Os Críticos de Madre Teresa, em especial Christopher Hitchens, Aroup Chatterjee e Robin Fox, argumentam que sua organização fornecia ajuda abaixo dos padrões e possuía como interesse primário a conversão de pessoas à beira da morte para o Catolicismo. Afirmam também que Madre Teresa tenha usado as doações que recebeu para atividades missionárias em outros lugares, em vez de gastar na melhoria do padrão de ajuda médica de sua fundação. Esses críticos representam ainda uma pequena minoria, mas colocaram objeções fortes às virtudes de Madre Teresa e têm recebido a atenção de um número cada vez maior de pessoas. 

 

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Economia: Agricultura familiar é fortalecida pela Codevasf em Alagoas

A Associação dos Pequenos Produtores de Leite de Paus Pretos (Appapleite) é uma das entidades beneficiadas pela Codevasf em Alagoas com patrulhas mecanizadas. O apoio recebido tem fortalecido a agricultura familiar praticada no povoado Paus Pretos, situado no município de Monteirópolis, no semiárido alagoano.

Os equipamentos são compostos por trator agrícola, grade aradora e carreta agrícola. Segundo Célio Bezerra, presidente da entidade, cerca de 32 famílias quilombolas que trabalham com a produção leiteira estão sendo beneficiadas pela ação.

“Vai melhorar muito o trabalho da gente. Vai facilitar porque nós vamos ter mais chance de trabalhar mais cedo com o trator e cuidar da ração do gado. O trator já está servindo para a gente levar água para o gado. Se Deus quiser, o nosso trabalho vai ficar cada vez melhor”, revelou o agricultor sertanejo.

Os agricultores familiares da Associação dos Trabalhadores Rurais do Marizeiro (Astra), que reúne famílias assentadas pela Codevasf no projeto de irrigação Santa Eliza, na zona rural de Penedo (AL), também foram beneficiadas. O produtor Arivaldo da Anunciação conta o equipamento era um sonho antigo dos agricultores. 

“Sempre sonhamos com essa mecanização para gente melhorar e facilitar o nosso trabalho braçal. Ela vai beneficiar todos os associados porque ela vai auxiliar da gradagem até a colheita. Ela vai gradejar, ajudar a plantar, espalhar calcário, carregar água nos locais de difícil acesso. É totalmente benefício para todos os agricultores”, disse o produtor rural.

Até o momento, seis associações de municípios da área de atuação da Codevasf em Alagoas foram beneficiadas com a doação de patrulhas mecanizadas. Cerca de R$ 960 mil estão sendo investidos nessa ação. Os recursos são de emenda parlamentar e de destaque orçamentário junto ao Ministério da Integração Nacional, dentro do Programa Desenvolvimento Territorial Sustentável e Economia Solidária. Ouça a matéria da rádio Codevasf: https://soundcloud.com/codevasf/boas-novas-no-campo-agricultura-familiar-e-fortalecida-pela-codevasf-em-alagoas

 

 
A economia brasileira em 2015 – balanço e consequências

Por Reginaldo Gonçalves *

O ano de 2015 não foi nada favorável para a economia brasileira. Tivemos uma eleição conturbada em 2014, com promessas e exageros sem precedentes principalmente na área social, o que trouxe reflexos negativos que poderão ultrapassar 2016 e já com perspectivas de se manterem em 2017.

O uso da máquina pública e de estatais para represamento da inflação foi latente, assim como todos os preços administrados, como  serviços telefônicos, derivados do petróleo, eletricidade e planos de saúde. O maior destaque ficou por conta da energia elétrica e dos combustíveis, principalmente por gerarem impacto negativo na inflação.

A política de redução de energia elétrica alicerçada à crise hídrica fez com que em 2014 o governo utilizasse todas as alternativas possíveis e impossíveis para segurar o aumento do serviço. O caminho foi usar os recursos do Tesouro Nacional para financiamento das empresas elétricas. Posteriormente o governo acabou repassando o aumento dos preços, inclusive com a criação de bandeiras diferenciadas, em virtude das fontes de geração de energia, seja hidrelétrica, considerada a mais barata, ou a termelétrica, cuja geração é mais cara e, além de tudo, mais poluente.

No caso do petróleo, a política de represamento de preços ficou muito mais evidente. As promessas políticas envolvendo o pré-sal como salvador da pátria foram sendo exauridas por conta do menor consumo de combustíveis no mercado internacional e pela busca de fontes que são menos custosas, como a exploração do gás e petróleo de xisto.

A política usada em uma das principais empresas brasileiras, a Petrobras, retendo o repasse dos aumentos internacionais do petróleo, fez com que o caixa fosse reduzido aos poucos. Tudo por uma pífia gestão da estatal. O custo atual do barril é de aproximadamente US$ 37,28 (18/12/2015) petróleo brend. No início de 2014, o preço era de US$ 106,40 e no final daquele ano, atingiu US$ 52,99. A queda acentuada no preço internacional barateou a importação mas a necessidade de reposição pelo congelamento dos preços administrados em 2014 acabou se refletindo a em 2015.

Não é possível deixar de lado a fraude provocada por uma equipe de confiança que foi indicada pelo conselho de administração. Essa equipe geriu e desviou recursos, aumentando indevidamente o ativo da empresa. De acordo com as estimativas, o percentual de sobrepreço atingiu 3%. Mas hoje já se discute um valor maior e que deve atingir 10%. Por conta desse desvio de recursos houve o encarecimento da produção do petróleo. Estudos indicam que o custo da produção por meio do pré-sal deve girar em torno de US$ 41 a US$ 57 o barril, inviabilizando os investimentos e interesses externos na sua exploração,. Hoje compensa muito mais importar do que verter caixa para investimento incerto e duvidoso. Infelizmente a má gestão trouxe consequências bastante negativas, principalmente entre os investidores. A queda das ações foi significativa e as dúvidas quanto à atual gestão de Bendini, o homem do Banco do Brasil - conhecedor de um plano de negócios mas não de petróleo -  leva à insegurança quando o assunto é o futuro da Petrobras.

A necessidade de caixa para cobertura da má gestão pública, no que se refere ao uso dos preços administrados, está levando a Petrobras a paralisar seus investimentos, além de venda de ativos. Isso poderá gerar dúvidas com relação à transparência, principalmente em decorrência do que aconteceu com Pasadena - que foi o estopim na identificação de desvio de recursos envolvendo partidos e políticos.

Nesse cenário as empresas perderam massa muscular, a crise no mercado foi latente e a ingerência do governo começou a ser demonstrada por meio de uma queda mais significativa da economia e o aumento de desemprego em 2015. Lembramos o que dizia Lula no passado: ele falou em marolinha, esnobando os países industrializados que passavam por crise. Ele tinha a solução “usando” o emprego e assistencialismo, mas, estamos passando por uma turbulência muito maior. Podemos considerar a situação uma Tsunami na área política, onde não há a certeza de afastamento da Presidente da República, assim como do presidente do Senado. No cenário internacional estamos sendo motivos de chacota pela falta de um posicionamento politico, o que resulta num prejuízo sem precedentes na economia.

O governo do gasto e do assistencialismo não se preocupou com 2015, ano que já apresentava um quadro difícil de recuperação. Mesmo assim inflou a arrecadação no orçamento do ano. Houve uma frustração na arrecadação, assim como o aumento do gasto público. A utilização de pedaladas fiscais ficou bem clara no momento de usar os bancos públicos para financiar as contas do Tesouro Nacional. Para redução dos gastos públicos deveria ser preservada uma política pública de atendimento da saúde, educação, transporte e habitação e com corte de ministérios, o que na prática não aconteceu.

A aprovação de um orçamento com previsão de déficit primário é uma vergonha. Isso indica contaminação e falta de responsabilidade do governo em não cortar gastos, buscando a receita nas empresas que estão agonizando e perdendo dia a dia sua competitividade. O aumento da carga tributária está acabando com a competitividade das indústrias, que vêm perdendo a cada dia mais receita e produzindo um produto com preços mais altos e sem valor agregado, permitindo que haja um estímulo para a compra de produtos importados.

O que foi construído com o Plano Real - que tem mais de 20 anos de história, com a redução da inflação e aumento do poder de compra - está sendo jogado pelo ralo. Não conseguimos nem ao menos manter a meta de inflação de 4,5% ao ano com viés de 2% para cima ou para baixo. A inflação já ultrapassou dois dígitos, mesmo com as ações do Banco Central, por meio das reuniões do Copom, com o aumento da taxa selic de 11,75% para 14,25% ao ano em 2015. O que foi observado não foi o bastante para reduzir a inflação e limitar o desemprego em 2015, que continua crescendo.

As projeções relativas ao PIB não são positivas. A previsão é que deve haver uma queda em torno de 3,2% em 2015; o índice, em 2016, deve cair para 2%, provocando um período de apreensão e insegurança.

Algumas estratégias do governo estão sendo colocados em pauta para buscar uma aceleração do seu caixa por meio da venda de ativos além do leilão de blocos de petróleo e das empresas de geração de energia elétrica. E pouco se fala em investimentos na área de infraestrutura, que seria importante para redução dos custos de produção. A frustração nos leilões já é admitida pelo governo. Certamente deveremos fechar 2015 com déficit orçamentário, com dúvidas na gestão e possível afastamento do governo pela falta de responsabilidade, que está evidenciada na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Se não houver uma solução para a política pública haverá a continuidade da desconfiança dos investidores, sejam eles estrangeiros ou mesmo brasileiros. As inseguranças jurídica e econômica, aliadas à fome do governo em taxar tudo para escapar da responsabilidade fiscal são evidentes. O Brasil vem perdendo o selo de bom pagador pelas agências de avaliação de crédito, que já consideram o Brasil como investimento de risco, encarecendo a busca de recursos no exterior para melhorar a capacidade e competitividade das empresas. A despedida de Joaquim Levy já indica a falta de um profissional administrando um órgão importante como o Ministério da Fazenda.

Alguns segmentos, na busca pela sobrevivência, aproveitam o momento para buscar investimentos que ainda podem trazer lucratividade e estão adquirindo empresas ou juntando-se por meio de fusões e incorporações. É visível a centralização de esforços na área educacional onde a busca por expansão é um dos fatores de desafio para manutenção da lucratividade.

O governo precisa repensar a política pública, priorizar as ações sem pedaladas e o cumprimento do orçamento. Outra preocupação é com relação à manutenção do assistencialismo. A simples distribuição de renda, sem um acompanhamento por meio de uma auditoria séria para que os recursos sejam utilizados de tal forma que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas, tirando-as efetivamente da linha de pobreza e mantendo a condição das classes D e E, que atingiram a classe C – essas pessoas não podem voltar para as classes inferiores, deve ser repensada. Para isso, o governo tem que fazer política e não acordos sem responsabilidades com o leilão de cargos e ministérios. 


*Reginaldo Gonçalves é coordenador do curso de Ciências Contábeis na Faculdade Santa Marcelina (FASM)

 

 
Sobre sucesso e fracasso

 

 
O histórico Acordo de Paris

A COP21 foi um evento histórico. Pela primeira vez, quase todos os países do mundo assumiram compromissos claros para atenuar as mudanças climáticas e seus devastadores efeitos sobre a vida no planeta. O “Acordo de Paris” foi aprovado por aclamação no dia 12 de dezembro de 2015, por 195 países sensibilizados pelas projeções científicas de aumento entre 2 e 50 metros no nível do mar, caso não mudemos nossa trajetória atual. Dos 15 anos mais quentes da história, 14 foram neste século e 2015 pode terminar como o mais quente de todos.

O documento final ficou muito bom se considerarmos a natureza do processo de tomada de decisão da ONU, baseado no consenso entre todos os países: ricos e pobres; pequenos e grandes. Construir esse consenso não é uma tarefa fácil e, portanto, esse acordo deve ser muito valorizado.

O problema é que historicamente os países ricos emitiram a maior parte dos gases que causam o efeito estufa. Os países ricos têm responsabilidade histórica, mas não querem mudar seu estilo de vida. Por outro lado, nas últimas décadas, o consumo de energia está aumentando rapidamente nos países em desenvolvimento, especialmente nos mais populosos, como China e Índia. Estes países não querem ser penalizados, justamente agora que começam a vencer seus problemas. Além disso, a pobreza está diminuindo em todo o mundo e, com o aumento da renda, cresce o consumo de energia e alimentos. Os países pobres tendem a ter mais dificuldade para se adaptar às mudanças que já estão acontecendo. Os países ricos não querem pagar a conta da adaptação dos países pobres, em função dos seus problemas internos – migração, terrorismo etc. Não é uma equação fácil.

Ocorre que, se continuarmos no ritmo atual, as catástrofes climáticas terão consequências devastadoras para todos, ricos e pobres. Segundo a melhor ciência disponível, temos uma “quota” máxima de gases a ser emitidos de não mais do que 1800 bilhões de toneladas no século XXI. O problema é que no ritmo que seguimos, esta quota estará totalmente utilizada em menos de 30 anos. Os cientistas indicam que as emissões de gases de efeito estufa devem sofrer uma radical redução no curto prazo e as emissões líquidas devem chegar a zero em 2050. O uso de combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) deve ser abandonado completamente a partir do meio deste século e mais da metade das reservas atuais devem ser abandonadas e não exploradas. Necessitamos de uma revolução energética. Por outro lado, a produção de alimentos deve eliminar o desmatamento de novas áreas e utilizar sistemas de produção mais eficientes. Não são desafios pequenos.

O texto de Paris conseguiu fixar uma meta ambiciosa: fazer esforços para que o aumento da temperatura média global fique muito abaixo dos dois graus centígrados em relação ao final do século XIX. A trajetória atual prevê um aumento de temperatura entre 2,5 e 7,8 graus. Em Paris, foi adicionada uma ambição gigantesca: que esta mudança fique preferencialmente em 1,5 graus. Essa foi uma batalha especialmente relevante para os pequenos países ilhas, que correm o risco de ser inundados e desaparecer completamente com o aumento do nível dos oceanos.

Apesar do seu caráter histórico, o Acordo de Paris será objeto de um constante processo de refinamento. Os países submeteram suas Intenções Nacionalmente Definidas de Contribuições (INDC) e acordaram mecanismos de governança e cooperação. Cada país fará as ações previstas nos seus INDCs e relatórios periódicos. O problema é que estas ações são insuficientes para limitar o aquecimento global a dois graus. A solução encontrada foi criar um mecanismo de revisão dos INDCs a cada cinco anos. A ONU disponibilizará os dados do melhor conhecimento científico disponível e espera-se que isso motive os países a ampliar suas ações. Seria assim um processo de aumento progressivo da descarbonização de todas as economias do mundo.

Esperamos que nas próximas etapas das negociações internacionais sejam fixadas datas para as emissões globais líquidas chegarem a zero. Os compromissos de financiamento dos países desenvolvidos precisam ter números claros e prazos individualizados. Os compromissos dos países em desenvolvimento precisam ser transformados em planos claros, com metas anuais e orçamento. A transparência na divulgação dos progressos alcançados e das lacunas deve fomentar o debate de políticas nacionais, estaduais e municipais.

É importante destacar que o Acordo de Paris consolidou um consenso global sobre a gravidade e a urgência de ações para mitigar e adaptar às mudanças climáticas. Não há mais espaço para polêmicas sobre o aquecimento global. Desde a esmagadora maioria dos cientistas até as principais lideranças políticas e religiosas – como o Papa Francisco – todos concordam com a realidade do aquecimento global e a urgência de mudanças nos nossos padrões de produção e consumo.

O Acordo de Paris consolidou a necessidade de repensar as políticas domésticas diante do novo contexto das mudanças climáticas. A boa notícia é que as principais lideranças empresariais estão engajadas nessa agenda. Existem enormes oportunidades para novos negócios e geração de emprego e renda com a economia verde. O Brasil, que está buscando caminhos para sair da atual crise econômica, deve olhar para o momento atual como uma oportunidade de fomentar uma nova economia, em bases mais sustentáveis. Devemos também ampliar nossa capacidade de lidar com eventos climáticos extremos. É urgente a elaboração de planos de adaptação às mudanças climáticas.

Como falou Obama no seu inspirador discurso em Paris: nós somos a primeira geração a sentir as consequências das mudanças climáticas e a última geração que pode fazer algo para evitar que atinja níveis trágicos para a vida humana no Planeta. É hora de agirmos rapidamente.

Virgílio Viana é superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

 

 
Missing Spoilers troca o que ninguém quer ver na internet pelo que todo mundo deveria ver

Ação da Agência3 para o Disque Denúncia aproveita a estreia de Star Wars para mostrar foto de pessoas desaparecidas no Facebook

Ninguém quer ver spoilers. Mas basta pesquisar por um filme ou série que você já vê um monte deles. Agora, com o lançamento do novo Star Wars, essa guerra aos spoilers vai atingir um dos seus pontos altos.

Mas, e se no lugar dos desagradáveis spoilers, aparecesse algo que todos deveriam ver e pode ser divulgado sem problemas?

É isso que o Disque Denúncia está fazendo no Facebook com a ação Missing Spoilers.

Aproveitando a estreia mais aguardada do ano, o Disque Denúncia está usando as palavras-chaves (trending topic) #StarWars, #TheForceAwakens e #ODespertarDaForça, para divulgar fotos de pessoas desaparecidas e estimular outras pessoas a fazer o mesmo, ao invés de estragar a diversão dos outros.

A criação é da Agência3. A ação entrou no ar na manhã desta quinta, 17, e permanecerá até amanhã. 

 

 
Economia: Baggio Café exporta cafés aromatizados para o Uruguai

País acaba de receber 700 quilos de café entre sabores Amaretto, Caramelo, Chocolate Trufado e Chocolate com Menta

Do Brasil para o mundo. Promover os cafés brasileiros no exterior tem sido uma das prioridades da Baggio Café. Em busca de cumprir esse desafio, a empresa centenária no cultivo de grãos acaba de enviar uma remessa de cafés aromatizados para o Uruguai. Foram 700 quilos fracionados entre quatro sabores.

A oportunidade surgiu de uma parceria com o empresário uruguaio Elbio Fernandes. Os café aromatizados serão vendidos nas quatro cafeterias da El Palácio del Café, que há 70 anos fazem parte da história de Montevideo, capital do país. Fernandes conta que seu avó começou a torrar café em casa e depois os vendia em uma carroça. “A paixão pela bebida vem de família”, lembra. A tradição e expertise em cafés favoreceu o relacionamento entre as duas empresas uma vez que ambas entraram no mercado lentamente e conquistaram espaço crescendo e fortalecendo os laços com a bebida ao longo de gerações.

De acordo com dados da analista de mercado Euromonitor International, em 2014, o consumo de café per capita no Uruguai foi de 239 xícaras. O que chama a atenção para a oportunidade de aumento no consumo individual, impulsionando também o consumo de cafés de boa qualidade. A sofisticação, através dos sabores, inovação e especialização, tem impulsionado o crescimento do mercado no país. Em 2009, foram consumidas 1.825 toneladas do produto e, em 2014, esse número subiu para 2.275. Ou seja, o aumento foi de 24,7%, o que equivale a US$ 77,5 milhões. Para Liana Baggio Ometto, diretora comercial da Baggio Café, a ideia é começar aos poucos e ampliar a exportação de acordo com a demanda. “No Uruguai, o mercado de cafés especiais e gourmets ainda é pouco explorado. Queremos começar devagar e fincar nossa bandeira nesse segmento em expansão”, revela.

O El Palácio del Café recebeu 700 quilos linha Baggio Aromas, nos sabores: Chocolate com Menta, Caramelo, Chocolate Trufado e Amaretto. Os cafés aromatizados são produzidos com grãos 100% coffea arábica, tem origem controlada e são livres de defeitos. Após o grão ser moído, são adicionados aromatizantes naturais. Em geral, os cafés aromatizados são utilizados em ocasiões especiais, cumprindo seu papel de surpreender e agradar ao final das refeições ou em receitas super incrementadas de drinks com café.

Ao que tudo indica, em breve os uruguaios se renderão aos sabores irresistíveis da Baggio. “É um grande passo para a empresa e um excelente mercado que se abre para nós. Já iniciamos uma negociação para enviar uma nova remessa de cafés para a rede El Palácio del Café que estuda colocar nossas cápsulas à venda”, antecipa Liana. Pelo jeito, não demora a surgir novidade por aí.

 

Sobre a Baggio Café:

www.baggiocafe.com.br - (19) 3541 7000

A história da família Baggio com o cultivo de café iniciou-se em 1886, quando Salvatore Baggio, imigrante italiano, chegou à região da Alta Mogiana, no interior de São Paulo. Com muito trabalho, em 1890, comprou seu primeiro pedaço de terra. Logo foi crescendo pelo estado de São Paulo, Paraná e em meados dos anos 70 seus descendentes expandiram a produção para o sul de Minas Gerais. O carinho e a tradição do cultivo foram transmitidos de geração para geração, sendo preservado o conceito artesanal e puro deixado pelos ancestrais, associado a uma tecnologia de ponta e ao acompanhamento de agrônomos renomados. Em 2006, Liana Baggio Ometto, bisneta de Salvatore, resolveu dar um novo e importante rumo à história da família, criando a marca Baggio Café. A empresa utiliza um delicado processo para torrar os grãos produzidos nessas fazendas para transformá-los num saboroso e diferenciado produto. O portfólio atual inclui as linhas Baggio Gourmet (duas vezes eleita como Melhor Café do Brasil, pela ABIC), Baggio Bourbon (também premiado pela ABIC), Baggio Aromas, Gran Reserva, Caffé.com e Fatto Uno.

 

 
Política: o golpe baixo chamado execução fiscal

Por Sérgio Approbato Machado Júnior *

O governo federal quer aprovar no Congresso Nacional um conjunto de normas bem próximo ao pensamento bolivariano de alguns regimes de viés autoritário na América Latina. Se conseguir, será um golpe às nossas instituições democráticas.

Pretende a administração federal que seus burocratas substituam a Justiça e conduzam as execuções fiscais com métodos como penhorar bens sem ordem judicial, permitir à Fazenda acesso a dados e patrimônio de devedores, reter valores e indispor bens particulares.

Ao elevar seus cobradores à condição de vice-reis do fisco, o governo rebaixa o Judiciário em evidente atentado ao Estado Democrático de Direito, como denunciam a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação Comercial de São Paulo, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fecomércio-SP, SESCON-SP, e integrantes do Fórum Permanente em Defesa do Empreendedor.

A proposta está no Congresso desde 2009. A intenção inicial, dentro do Segundo Pacto Republicano do governo Lula, era “modernizar a prestação jurisdicional”. Na verdade, pretende reinstituir a figura dos coletores de impostos.

A ideia do governo era terceirizar a cobrança a instituições financeiras. Mas diante da resistência o Palácio do Planalto alterou os planos. O governo Dilma, por meio da Advocacia Geral da União, encampou a ideia de conceder à Procuradoria Geral da Fazenda plenos poderes sobre a dívida ativa, de R$ 1,42 trilhão - 40% em impostos atrasados e 60% de multas aplicadas pelo atraso.

Ao defender o projeto no Congresso, o advogado Geral da União, Luiz Adams, disse ter negociado com a OAB, mas a entidade nega.

Primeiro, o governo manda projetos paralelos ao Congresso e tenta um pedido de urgência. Se aprovado, fica isento da Comissão de Constituição e Justiça, que provavelmente o vetaria. Assim, basta aprovação em plenário com ajuda da base aliada. Além disso, a Justiça se omite diante da obrigação de mediar conflitos.

Batizado de Quarto Pacto Republicano, a proposta do governo está diluída nos PLs 2412/2007, 469/2009, 5080/2009, 5081/2009 e 5082/2009. O ataque às normas começa com o PL 469, apresentado pela Advocacia Geral da União alterando o Código Tributário Nacional para atribuir responsabilidade patrimonial aos gestores pelas dívidas de pessoas jurídicas. A OAB foi contra.

O conjunto de proposições normativas encaminhado pelo Poder Executivo configura medidas abusivas e inconstitucionais ao Estado Democrático de Direito.

Para o SESCON-SP, a OAB e entidades que defendem a livre iniciativa, a proposta do Executivo choca porque pretende transferir, sem a intermediação salutar e constitucional determinada ao Poder Judiciário e sem o devido processo legal, patrimônio jurídico de particulares e da Fazenda Pública.

No conjunto de absurdos, o PLP 469/2009 simplesmente inverte a presunção de inocência consagrada no Artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal, criando a necessidade de provar a boa-fé, que a própria Constituição já presume.

Em suma, Fazenda e Advocacia Geral da União querem impor um conjunto de arbitrariedades:

  - criar sistema de investigação patrimonial com acesso a dados financeiros e patrimoniais dos cidadãos;

  - autorizar que as constrições sejam por Oficiais da Fazenda Pública, sem interferência do Poder Judiciário;

  - equiparar a fé pública dos Oficiais de Justiça à dos novos Oficiais da Fazenda Pública;

  - determinar que o Poder Judiciário autorize aos Oficiais de Fazenda Pública poderes de arrombamento; 

  - sujeitar as medidas apenas a um posterior crivo do Poder Judiciário.

 

(*) Sérgio Approbato Machado Júnior é presidente do SESCON-SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo).

 

SOBRE O SESCON-SP E AESCON-SP

Desde 1949, o SESCON-SP e a AESCON-SP (associação nacional do setor) conciliam a prestação de serviços à luta permanente em prol dos interesses dos empreendedores e dos contribuintes brasileiros. Representa quase 18 mil empresas contábeis e mais de 84 mil de assessoramento no estado de São Paulo.

 

 
Esporte: atleta Paralímpico do Ano quer vaga em 2016

Paracanoísta Luis Carlos Cardoso conquistou resultados excelentes esse ano e deseja representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos de 2016

O paracanoísta Luis Carlos Cardoso, eleito pelo Comitê Paralímpico Brasileiro o atleta do ano de 2015, é o novo assessorado da Bendita Imagem, agência de comunicação especializada no fortalecimento da imagem de atletas, marcas, empresas e eventos.

Nascido em Picos, no Piauí, e residente em São Bernardo do Campo (SP), o atleta de 31 anos perdeu o movimento das pernas em 2009, quando trabalhava como dançarino do cantor Frank Aguiar.

Após ser internado com fortes dores, Luis teve a constatação: havia perdido os movimentos das pernas em razão de uma séria infecção na medula, causada por uma esquistossomose - provavelmente contraída na infância. Em 2011 começou a praticar paracanoagem.

Ouro no Campeonato Panamericano de Paracanoagem em 2015 e campeão mundial em duas modalidades, 200m KL1 e 200m VL1 no Mundial realizado em novembro, na Itália,Luis está há apenas quatro anos na canoagem Paralímpica e quer garantir sua vaga nos Jogos do Rio, em 2016.

Luís Carlos já foi nove vezes campeão brasileiro, hexacampeão sul-americano, tricampeão pan-americano e quatro vezes campeão mundial na canoagem. Ele foi o primeiro atleta a conquistar dois ouros (caiaque e canoagem) no Mundial da Itália, em 2015.

Akos Angyal é técnico do atleta e já comandou as seleções masculina e feminina de canoagem do Brasil. Akos é húngaro, mas já reside no País há dez anos.

Em 2016, Luis participará de diversas competições e buscará a sonhada classificação para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.

 

 
Estudo propõe reduzir consumo de carne na luta contra o aquecimento global

Você sabia que com o seu churrasquinho de fim de semana pode estar ajudando a agravar a seca que desatou a crise da falta d'água em São Paulo ou o derretimento das geleiras no Ártico?

Pelo menos é o que sugere um estudo britânico que defende que comer muita carne não só faz mal à saúde, como também faz mal ao planeta – e propõe uma série de medidas para reduzir o consumo do produto no mundo.

No estudo "Changing climate, changing diets" (Mudando o clima, mudando a dieta), publicado semanas após um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar um limite no consumo de carne vermelha e relacionar a ingestão de carnes processadas a um aumento do risco de câncer colorretal, pesquisadores do centro de estudos Chatham House (também conhecido como Instituto Real de Assuntos Internacionais) dizem que a adoção de uma dieta "sustentável" – com níveis moderados de consumo de carne vermelha - poderia contribuir com um quarto da meta global de cortes na emissão de gases causadores do efeito estufa até 2050.

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Petrobras faz retrospectiva do ano de 2015

O ano de 2015 foi de grandes desafios para a Petrobras e também um período de profundas mudanças na governança da companhia. O ano foi marcado pela nomeação de uma nova diretoria e por novos recordes operacionais, com a produção na camada do pré-sal já atingindo a média de 919 mil barris de óleo equivalente por dia nos nove primeiros meses do ano. Esses foram alguns dos temas tratados no café da manhã de fim de ano da Diretoria Executiva com jornalistas que cobrem o dia-a-dia da Petrobras, realizado nesta terça-feira, 15/12, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

Na abertura do evento o presidente Aldemir Bendine fez um balanço do ano de 2015. “Primeiro, tínhamos um desafio de apresentar um balanço auditado, crível, que mostrasse de forma fidedigna os números da companhia. Isso foi feito. Tínhamos o desafio de apresentar um plano de negócios que pudesse refletir esse novo cenário que a indústria de óleo e gás estava enfrentando. Isso foi feito. Nós tínhamos um grande desafio que era a questão da financiabilidade. Nós antecipamos todas as captações possíveis para o ano. Hoje o caixa é robusto para 2016, para fazer frente a todos os compromissos da companhia e até para enfrentar cenários ainda mais desafiadores”.

Bendine destacou a geração de caixa livre da companhia pela primeira vez em oito anos - considerando o resultado acumulado em 2015 até o terceiro trimestre. “A empresa vem fazendo um enxugamento, um trabalho de reestruturação do seu custo gerenciável, com êxito. Mesmo com a situação adversa, a Petrobras tem hoje um resultado operacional muito bom”, disse o presidente.

O presidente destacou que em 2015, mesmo com o cenário adverso, a Petrobras conseguiu abater a dívida em dólar em aproximadamente 5%. Ainda sobre o desafio do equacionamento da dívida da empresa, Bendine ressaltou a importância do processo de desinvestimento. “As condições estão dadas e as negociações, em andamento. Temos uma perspectiva muito positiva em relação a isso”, afirmou.

Sobre o novo Plano de Negócios da companhia, o presidente adiantou que será apresentado no início do ano.  "Será mais maduro, fazendo frente a essa nova realidade que o mercado nos impôs. Os caminhos dados estão corretos, nós não temos nenhuma grande alteração de rota daquilo que a gente havia planejado", disse.Bendine ressaltou que os desafios enfrentados fortaleceram a empresa, incluindo a adoção de um novo modelo de governança, risco e compliance. "Temos buscado incansavelmente essa melhoria através da implantação das melhores práticas de gestão", completou.

 

Destaques da Petrobras em 2015:

 

Pré-sal – As atividades na camada do pré-sal têm apresentado resultados acima do previsto. O custo de produção na região é quase a metade da média alcançada pelas majors e vem caindo de forma muito rápida. Os campos do pré-sal já respondem hoje por ¼ da produção da Petrobras.

Os poços apresentam alta produtividade, com média de 25 mil barris por dia. A Petrobras e suas sócias conseguiram a marca de 520 mil barris de petróleo por dia (bpd) apenas oito anos depois da primeira descoberta na região. Para alcançar o mesmo patamar de produção total, a empresa demandou 31 anos, de 1953, ano de sua criação, até 1984.

O custo de extração, hoje, é inferior a US$ 8 por barril, quando a média das majors é US$ 15. O tempo de perfuração de um poço no pré-sal já é inferior a 30 dias, enquanto em 2010 levava-se mais de 120 dias para perfurar um poço no pré-sal.

A renegociação de contratos vem contribuindo para a redução de custos nas operações de exploração e produção. Em 2015, foi obtida uma redução média de 13% nos custos dos contratos na área de E&P. Uma segunda rodada de renegociações para obter redução de custos em novos contratos terá início em janeiro de 2016.

Esses resultados reforçam a liderança da companhia em tecnologia para águas profundas e ultraprofundas, e as expectativas sobre o elevado potencial de produção do pré-sal. O recorde na produção demonstrou a qualidade dos reservatórios, além da viabilidade técnica e econômica desses projetos. Esses resultados confirmam a viabilidade econômica do pré-sal, mesmo considerando o cenário adverso dos preços do petróleo.

Refino – Em 2015, houve aumento do rendimento de diesel na produção total de derivados, com maior participação de óleo nacional no processamento. Essa melhora no perfil de produção, aliada a outros fatores, contribuiu para reduzir a importação de derivados, principalmente de diesel. Foi registrado recorde de produção do óleo diesel S-10 no país em 2015, com volume 42% superior à produção de 2014.

Governança – A Petrobras criou a Diretoria de Governança, Risco e Conformidade, nomeando como seu titular o engenheiro João Elek, escolhido em processo seletivo entre diversos executivos. Entre as medidas de compliance (conformidade) da nova diretoria, destaca-se a adoção do processo de Due Diligence de Integridade para avaliação de fornecedores. O objetivo é aumentar a segurança nas contratações de bens e serviços e mitigar riscos em relação às práticas de fraude e corrupção. Apenas os fornecedores que comprovarem adotar medidas de conformidade e integridade serão mantidos no cadastro da Petrobras e poderão participar de processos licitatórios. De agosto a novembro, foram abertos 6.625 processos de Due Diligence de Integridade pelo Sistema de Cadastro.

A Petrobras adotou ainda um conjunto de iniciativas para aumentar seus controles internos. Um dos princípios norteadores destas mudanças é a limitação de decisões individuais em todos os níveis da empresa, promovendo decisões colegiadas. Outra medida é a criação de dois novos comitês (Estratégico e Financeiro), em adição aos três que já existiam (Auditoria; Segurança, Meio Ambiente e Saúde; e Remuneração e Sucessão), para assessorar o Conselho de Administração na apreciação de pautas. Todos os projetos elaborados e aprovados dentro da companhia agora são submetidos à avaliação de uma matriz que leva em conta os possíveis riscos, inclusive do ponto de vista de controle e transparência.Foi iniciado um processo de reestruturação da Ouvidoria da empresa, o que incluiu a seleção de novo ouvidor-geral e a criação de um novo Canal de Denúncias independente. O novo Canal de Denúncia é administrado por uma empresa externa e independente, especializada nos serviços de recebimento, coleta e escuta de denúncias. Até 30 de novembro o novo canal tinha recebido 195 registros de reclamações e denúncias, incluindo casos de roubo, furto ou fraude. 

A companhia conseguiu ainda, na Justiça, ressarcimento dos danos causados por atos irregulares. Até o momento foram devolvidos R$ 296 milhões, repatriados por ação do Ministério Público Federal.

Resultados operacionais e financeiros – Ao final do primeiro semestre, a Petrobras apresentou lucro líquido de R$ 5,9 bilhões, 43% inferior ao mesmo período de 2014. Já o lucro operacional foi de R$ 22,8 bilhões, 39% superior ao primeiro semestre do ano passado. Em novembro, houve a divulgação dos resultados dos três primeiros trimestres de 2015, apontando um crescimento de 6% na produção de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior, em relação aos primeiros nove meses de 2014.

Pela primeira vez na história, a produção total no país, incluída a parcela operada pela Petrobras para empresas parceiras, ultrapassou os 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia, atingindo 3,01 milhões em agosto. Nos campos do pré-sal, a média diária foi de 919 mil barris, passando a responder por 24% de todo o petróleo e gás produzido pela Petrobras.

Tecnologia e inovação – Pela terceira vez em sua história, a companhia recebeu o prêmio da Offshore Technology Conference (OTC), premiação máxima da indústria mundial de óleo e gás, em reconhecimento ao conjunto de tecnologias inovadoras desenvolvidas para a produção na camada do pré-sal.

As dez soluções tecnológicas premiadas garantiram ganhos de produtividade para a empresa, com destaque para a boia de sustentação de risers, equipamento de aço que fica submerso a uma profundidade de 250 metros no oceano interligando dutos instalados nos poços de petróleo aos navios-plataformas. A tecnologia reduz o impacto do movimento das plataformas sobre os risers, aumentando a vida útil do equipamento, e está instalada no campo de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos.

Plano de Negócios - Em junho de 2015, a companhia lançou o Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2015-2019, priorizando projetos de exploração e produção, com ênfase no pré-sal. Em outubro, o PNG sofreu ajuste, reduzindo em US$ 11 bilhões a previsão para o biênio 2015-2016, cujos investimentos caíram de US$ 55 bilhões para US$ 44 bilhões.

Na divulgação do PNG 2015-2019 a companhia já havia informado que a execução do Plano estaria sujeita a fatores de risco que poderiam impactar adversamente suas projeções. A Petrobras prevê a divulgação do novo plano de negócios e gestão para o início de 2016.

Desinvestimentos – O Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 prevê desinvestimentos no total de US$ 15,1 bilhões para o biênio 2015-2016. A carteira de desinvestimento é dinâmica e a concretização destas oportunidades depende de condições negociais e de mercado.

Houve três alienações em 2015 (as duas últimas estão sujeitas às condições precedentes usuais, incluindo aprovação pelos órgãos reguladores competentes):

 - Ativos na Bacia Austral, na província de Santa Cruz na Argentina, para a CGG (Compañia General de Combustibles S.A.): US$ 101 milhões.

 - Participação total (20%) nos Campos de Bijupirá e Salema, localizados na Bacia de Campos, para a PetroRio: US$ 25 milhões.

 - 49% da Petrobras Gás S.A. (Gaspetro) para a Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda.: R$ 1,9 bilhão.

Financiamentos - A Petrobras captou US$ 13,5 bilhões em 2015, incluindo operações nos mercados bancário e de capitais (doméstico e internacional), BNDES, Agências de Fomento e Agências de Crédito à Exportação (ECAs). Esses financiamentos, em comparação com o mercado secundário internacional para os títulos de dívida da Petrobras, geraram uma economia de US$ 1,1 bilhão.

A companhia tem suas necessidades de caixa equacionadas para 2016 e continua avaliando oportunidades de financiamento para manter sua posição de liquidez e atender às necessidades de recursos para o Plano de Negócios.  Além das fontes tradicionais, essas oportunidades incluem operações de securitização, Sale and Lease Back, operações com agências de crédito à exportação, entre outras.

 

 
Budweiser lança campanha de NFL no Brasil

Com tecnologia inovadora, ação destaca os valores em comum da marca e do futebol americano

Budweiser, a cerveja oficial da NFL, lança campanha em torno da Liga Nacional de Futebol Americano. A marca que já é conhecida no país por apostar na plataforma de esportes internacionais como o UFC e a NBA, leva para a TV os valores que têm em comum com o futebol americano como a obstinação, a busca pela perfeição, a teimosia e o fazer do jeito difícil. 

Para deixar essa relação ainda mais clara, a Africa criou dois filmes com a mesma locução e a mesma trilha – um somente com cenas de futebol americano e outro focado apenas na produção de Budweiser – que serão lançados simultaneamente em uma ação inédita: uma interação onde, girando o celular, o usuário poderá pular de um filme para o outro. Essa iniciativa pode ser ativada através do site de Budweiser em qualquer smartphone – e para a visualização no desktop, haverá uma versão onde o usuário pode alternar os filmes arrastando um slider.

“Para serem os melhores da NFL, os jogadores têm que ser obstinados e abrirem mão de muita coisa, menos dos seus ideais. Para fazer Budweiser também. Além de marcas globalmente conhecidas e tradicionais, compartilhamos de valores semelhantes como a busca pela perfeição, a teimosia, o fazer do jeito difícil, mas sempre no que se acreditamos", explica Diana Maranhão, gerente de marketing de Budweiser.

“E para tangibilizar essa junção de valores, resolvemos fazer uma ação inédita que junta dois filmes em um só”, explica Eco Moliterno, Vice-Presidente de Criação da Africa. “Para isso, priorizamos a plataforma mobile porque, além de nunca ter sido utilizada dessa forma antes, deixará a experiência do usuário ainda mais interativa ao mudar de um filme para o outro”, complementa.

O resultado poderá ser conferido em uma completa campanha de comunicação composta por TV, digital e ações em bares onde o público poderá participar de um simulador de chute e de quebra ainda ganhar baldes lotados de Budweiser. As ativações, feitas pela B Ferraz, acontecerão nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

O futebol americano está cada vez mais ganhando adeptos no Brasil. Com 19,7 milhões de brasileiros apaixonados pelo futebol americano, o Brasil só fica atrás do México em número de fãs de NFL fora dos EUA, segundo pesquisa feita por Global Web Index e Statista. O Super Bowl deste ano bateu um recorde histórico na TV americana: 114,4 milhões de espectadores assistiram a final da NFL. A marca representa a maior audiência da história da televisão dos Estados Unidos. “O consumidor de Budweiser gosta de consumir conteúdos e tendências internacionais e a marca está se conectando com ele por meio da plataforma de esportes”, completa Diana.

www.budweiser.com.br

 

Ficha técnica

Título: NFL

Agência: Africa

Anunciante: Ambev

Produto: Budweiser

Duração: 60”

CCO: Sergio Gordilho

VP de Criação: Eco Moliterno / Rafael Pitanguy

Direção de Criação: Matias Menendez / Nicolas Ferrario

Redação: Matias Menendez / Nicolas Ferrario / Leonardo Marçal

Direção de Arte: Matias Menendez / Fernando Lyra

Produção/agência: Rodrigo Ferrari / Patricia Gaglioni

Atendimento: Carolina Boccia / Heloisa Pupim / Bruno Barella     

Mídia:  Antonio Arbex / Gabriel Roveri / Thiago Aimi

Planejamento: Daniel Prestes / Ronaldo Pegoraro / Talita Alves / Quentin Mahe

Produtora de Imagem:  PBA Cinema / Produtora Associados

Direção: Rog Souza

Diretor de Fotografia: Juliano

Produção: Mayra Gama

Montagem: Ivan Kanter Goldman

Atendimento: Markinhos Fagundes

Finalizador: Diulle Fonseca

Coordenador de Pós: Diulle Fonseca

Pós Produção : Outra Post

Produtora/som: Big Foote

Atendimento/som: Lu Fernandes

Produção/som: Chris Jordão / Sherman Foote

Locução: Paul Wingerden

Produtora/som: Big Foote Music

Atendimento/som: Lu Fernandes

Produção/som: Chris Jordão / Sherman Foote

Locução: Paul Wingerden

Aprovação/cliente: Paula Lindenberg / João Chueiri / Diana Maranhão

 

Sobre Budweiser

Budweiser é uma cerveja internacional e está presente em mais de 80 países. Considerada a marca de cerveja mais valiosa do mundo, de acordo com a BrandZ´s Top 100, Budweiser compõe o portfólio premium da Ambev.

Para saber mais sobre Budweiser Brasil, acesse o site: www.facebook.com/BudweiserBrasil

 

 
Blue Tree Premium Jade Brasília recebe workshop com a participação dos atores Rainer Cadete e Dida Camero

Com agenda fechada em cinco capitais do Brasil, o evento será realizado pela primeira vez em Brasília

O Blue Tree Premium Jade Brasília, o mais novo empreendimento da rede comandada pela empresária Chieko Aoki, receberá no próximo dia 20, a partir das 9h, o Workshop de Verdade. Com a participação da atriz Dida Camero e do modelo e ator Rainer Cadete, que fizeram parte do elenco da novela “Verdades Secretas”, o evento promovido pela agência Uniqüe Model, pretende preparar modelos para o mercado de trabalho.

Com agenda fechada em cinco capitais do Brasil, o evento será realizado pela primeira vez em Brasília e reunirá os principais profissionais do mercado local, além dos atores que viveram Lourdeca (Dida Camero) e Visky (Rainer Cadete) na atração global.  

Localizado a apenas 8 minutos do aeroporto Juscelino Kubitschek, o Blue Tree Premium Jade Brasília está atrás do Shopping Casa Park e tem fácil acesso as regiões administrativas da capital. O hotel conta com 171 modernos apartamentos e suítes, espaços para eventos e uma ampla área de lazer.

Para mais informações sobre a Blue Tree Hotels, acesse www.bluetree.com.br. Mais informações sobre o workshop no site http://www.workshopdeverdade.com/.

 

 

Serviço: Workshop de Verdade com Rainer Cadete & Dida Camero

Data: 20 de dezembro

Local: Blue Tree Premium Jade Brasília

Horário: 09h às 13h e de 14h às 18h.

Informações: www.workshopdeverdade.com

 

Blue Tree Premium Jade Brasília

SGCV, Lote 15, Park Sul/Guará, Brasília - DF

Tel: (61) 2796 5000

 

SOBRE A BLUE TREE HOTELS

A Blue Tree Hotels, de propriedade do grupo Chieko Aoki Management Company, é reconhecida pela excelência em gestão e administração hoteleira e por seus produtos e serviços, que fidelizam e encantam clientes do mundo todo. Atualmente conta com 23 hotéis no Brasil, totalizando 4.995 apartamentos, que oferecem conforto e bem-estar aos hóspedes em 18 cidades: Bauru (SP), Barueri (SP), Brasília (DF), Búzios (RJ), Caxias do Sul (RS), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Itapecerica da Serra (SP), Joinville (SC), Lins (SP), Londrina (PR), Macaé (RJ), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Rio Verde (GO), Santo André (SP), São Paulo (SP) e Teresina (PI). A rede já tem contratos assinados para passar a administrar, até 2017, mais 14 novos empreendimentos em todo o país, em cidades como Ribeirão Preto (SP), Valinhos (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

 

 
Pesquisas realizadas no Alto São Francisco terão melhor infraestrutura

 

O Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias (1ª/CIT) conta, agora, com um laboratório para realização de análises físicas, químicas e biológicas. Criado para garantir a preservação da ictiofauna do alto São Francisco, o Centro Integrado atualmente é considerado uma referência no Brasil.

Para a construção do laboratório, foram investidos cerca de R$ 2,9 milhões, recursos provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que garantiram, também, a ampliação e construção de outras estruturas do Centro Integrado. Outra parcela de investimento – R$ 703 mil oriundos de destaque orçamentário do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) – foi destinada à aquisição de equipamentos e ao contrato com a Rede Metrológica de Minas Gerais visando a capacitação dos técnicos da Codevasf e consultorias, elaboração do Manual da Qualidade e implantação do Sistema de Gestão da Qualidade a fim de obter a acreditação/certificação do laboratório, voltado, primeiramente, ao monitoramento da qualidade da água do reservatório de Três Marias, na região dos Parques Aquícolas. 

De acordo com o biólogo Edson Vieira Sampaio, chefe do 1ª/CIT, o novo laboratório vai proporcionar a realização de importantes pesquisas em limnologia (estudos físico-químicos e biológicos da água) e ictiologia (estudos biológicos dos peixes), principalmente na região do Alto São Francisco. “Com a implantação do novo laboratório, o Centro Integrado contará com infraestrutura maior e melhor para realização das análises de água, peixes e sedimentos”, destaca Sampaio. 

  

O Centro de Três Marias também promove a reprodução artificial, larvicultura e alevinagem de peixes nativos na bacia do rio São Francisco utilizados em peixamentos realizados no São Francisco. “A recomposição da fauna nativa de peixes, através dos peixamentos, faz parte do projeto de Revitalização da Bacia do São Francisco e é importante para a manutenção da biodiversidade de peixes, melhoria nos estoques pesqueiros e na conscientização da população, principalmente escolares, a respeito da conservação e preservação do meio ambiente”, explica o chefe do Centro Integrado.

As pesquisas realizadas no centro em parceria com instituições de ensino já proporcionaram a publicação, no país e no exterior, de mais de 1.350 trabalhos científicos. Para 2016, a Codevasf trabalha para obter a acreditação do Laboratório de Análises Químicas do Centro Integrado. A certificação será feita perante o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial e Tecnologia (INMETRO). 

“A acreditação é bastante importante para a Codevasf, pois a empresa avançará como referência nacional na abrangência de análises de parâmetros físicos e químicos, apresentando confiabilidade dos resultados destas análises, vindo atender às demandas internas, principalmente para os perímetros irrigados e de outros corpos d'água sob a responsabilidade da Codevasf, serviços que atualmente necessitam ser contratados”, salienta Sampaio.

O Laboratório de Análises Químicas foi inaugurado neste mês de dezembro, no município de Três Marias (MG), pelo presidente da Codevasf, Felipe Mendes, na companhia do superintendente regional da instituição em Minas, Aldimar Dimas Rodrigues, e de outras autoridades.Ouça a matéria da rádio Codevasf: https://soundcloud.com/codevasf/pesquisas-realizadas-no-alto-sao-francisco-terao-melhor-infraestrutura

Mais informações: http://www.codevasf.gov.br Contato: Assessoria de Comunicação e Promoção Institucional da Codevasf

 

 
Na Netshoes, Rogério Ceni é “mito” também em vendas de camisas

São Paulo, dezembro de 2015 – O ano de 2015 marca a despedida de Rogério Ceni dos gramados do futebol, mas se engana quem acha que ele já parou de quebrar recordes. O ídolo são-paulino, reconhecido como Mito pela torcida pelos feitos realizados ao longo de sua trajetória, faz valer o apelido também quando se fala em vendas de camisas. Em 2015, na Netshoes, maior e-commerce de artigos esportivos do mundo, o volume de pedidos pelo manto tricolor com o nome e número 01 eternizado pelo goleiro é 351% maior em relação às vendas somadas de camisas de outros jogadores do elenco do São Paulo.

Outro número que evidencia o momento histórico desta despedida do Mito é a participação das vendas de camisas do Tricolor de Rogério Ceni dentro do total comercializado pela Netshoes. De todos os pedidos pelo manto são-paulino – que incluem a opção sem qualquer personalização – o goleiro é responsável por 17%.

Sobre o Grupo Netshoes

O Grupo Netshoes é um dos principais grupos de e-commerce da América Latina, com faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2014. A companhia foi fundada a partir da criação da Netshoes.com.br, hoje considerado o maior e-commerce de artigos esportivos do mundo, com operações próprias no Brasil, Argentina e México. Com mais de 2 mil colaboradores e uma média superior a 50 milhões de visitantes únicos por mês, a empresa opera mais de 20 e-commerces na América Latina, como as lojas oficiais da NBA, NFL, UFC e principais clubes de futebol dos países em que está presente como Corinthians, São Paulo, Palmeiras, River Plate, Chivas, América do México, entre outros.

 

 
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