Gilbert Di Angellis


Fatos que marcaram o ano – Retrospectiva 2014 – Esporte
Escrito por Gilbert Di Angellis   

A maior vergonha em campo

   

Em uma Copa do Mundo jogada em casa, com apoio de sua torcida, a Seleção entrou na competição com o objetivo de espantar o fantasma de 1950, quando perdeu na final para o Uruguai no famoso “Maracanaço”. Mas, por incrível que pareça, conseguiu fazer pior. Levou 7 x 1 na semifinal, diante da Alemanha, em Minas Gerais, e mais 3 x 0 contra a Holanda, no jogo seguinte, em Brasília, na disputa pelo terceiro lugar.

Alemanha campeã em Copa equilibrada

 

Após massacrar o time da casa na semifinal, a Alemanha foi pra cima da Argentina na final. Em uma Copa bastante equilibrada, os times de Messi e Neuer fizeram uma dura partida em busca título mundial. O empate persistiu até a prorrogação, quando Mario Götze, que saiu do banco de reservas, fez o gol da vitória. A Alemanha mostrou ao mundo que com humildade, técnica e trabalho de equipe é possível ir longe.

Messi melhor da Copa?

Logo após o término do Mundial foram anunciados os melhores da competição. Como melhor jogador da Copa, para surpresa geral, Lionel Messi foi o escolhido. Dessa vez, o atleta que ganhou quatro vezes a bola de ouro da FIFA não encantou com seu futebol e tampouco mereceu tal prêmio. O caso entrou para a lista de erros da FIFA em Copas, ao lado da escolha de Oliver Kahn como melhor em 2002.

Os mineiros seguem em alta

 

Cruzeiro e Atlético despontaram em 2013 com as respectivas conquistas do Brasileirão e da Libertadores. Por isso, o ano de 2014 prometia para estes dois importantes clubes do futebol brasileiro. E eles não decepcionaram. Cruzeiro ganhou mais um Brasileirão e o Atlético conquistou sua primeira Copa do Brasil. Para marcar ainda mais a boa fase das equipes, o Galo e a Raposa disputaram final inédita na Copa do Brasil. O Atlético também sagrou-se campeão da Recopa Sul Americana. 

Time do Papa conquista título inédito na Libertadores da América

San Lorenzo é um time de futebol argentino que tem o Papa Francisco como um de seus ilustres torcedores. Trata-se de uma equipe vitoriosa na Argentina, mas que nunca havia vencido a Libertadores. Pois este ano foi abençoado – literalmente ou não - para o San Lorenzo, que conquistou seu primeiro título no importante campeonato. Agora a ajuda divina precisará ser ainda maior. O San Lorenzo poderá enfrentar o poderoso Real Madrid em busca do Mundial de Clubes.

Real Madrid conquistou a décima Taça dos Campeões da Europa

O sonho dos torcedores merengues de conquistar o décimo título da Champions League enfim tornou-se realidade. Com uma equipe capaz de invejar qualquer gigante do futebol, o Real Madrid derrotou o Atlético, também de Madrid, e conquistou o importante título. Vale lembrar que essa foi a primeira final entre equipes da mesma cidade.

Cristiano Ronaldo e Pelé ganham Bola de ouro da FIFA

 

Depois de quatro anos consecutivos, Lionel Messi não foi mais o melhor jogador do mundo. A Bola de ouro da FIFA foi entregue para o português Cristiano Ronaldo. A premiação foi pelo desempenho do jogador no ano de 2013, mas a entrega ocorreu em janeiro deste ano. Na ocasião, Pelé também foi homenageado e recebeu uma premiação de honra para “corrigir a injustiça” de nunca ter sido eleito melhor do mundo. 

EUA vencem a Copa do Mundo de Basquete masculino

 

Disputada na Espanha, logo após o Mundial da FIFA, o Mundial de Basquete teve como grande campeão o time estadunidense, que derrotou a Sérvia na grande final. O Brasil surpreendeu nas oitavas, ao derrotar a Argentina por 85 a 65, superando o seu algoz das últimas competições. Mas a felicidade acabou nas quartas, ao ser derrotado pela Sérvia – finalista do campeonato. Vale lembrar que Brasil e Estados Unidos se enfrentaram na final do Mundial de 2010, com vitória dos norte-americanos.

No feminino de basquete a história é parecida

Os Estados Unidos mostraram sua força no basquete. Nos dois mundiais, masculino e feminino, conquistaram o lugar mais alto do pódio. A Copa feminina foi disputada na Turquia e teve o time dos EUA conquistando a nona taça. O Brasil, um dos poucos países campeões mundiais, fez feio neste ano e foi eliminado nas oitavas de final.

A Polônia vence o mundial masculino de vôlei

A competição foi disputada na Polônia e teve como grande campeão o time da casa. A Polônia derrotou o Brasil na final por 3 x 1; na disputa pelo terceiro lugar, a Alemanha fez 3 x 0 na França.

Mundial masculino começou com partida inédita em estádio de futebol

 

A partida que marcou a estreia do mundial fez mais do que isso: foi o primeiro jogo de vôlei disputado em um estádio de futebol. O tradicional estádio de Varsóvia foi palco para o confronto entre Polônia e Sérvia, para um público de 62 mil pessoas.

EUA vencem mundial feminino de vôlei

Disputado na Itália, os Estados Unidos venceram mais um mundial em 2014. Após a dobradinha campeã nos mundiais de basquete, a equipe feminina de vôlei conquistou seu primeiro título mundial no esporte. A vice-campeã foi a China; Brasil ficou com a terceira posição. 

A ginasta Laís Souza sofreu grave acidente com séria lesão na coluna cervical

 

A ex-ginasta artística brasileira, Laís Souza, que competiu nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, se preparava para disputar os Jogos de Inverno deste ano. Infelizmente, no dia 28 de janeiro, a atleta sofreu um grave acidente que mudou sua vida. Durante um treino de esqui, Laís se chocou com uma árvore, causando lesão na terceira vértebra da coluna cervical, deixando-a tetraplégica. 

Rússia sedia e vence os Jogos Olímpicos de Inverno

 

Os Jogos Olímpicos de Inverno foram disputados na Rússia. O quadro geral de medalhas teve a própria anfitriã no primeiro lugar, com 13 ouros e um total de 33 medalhas. Na sequência ficaram Noruega (11 de ouro e 26 no total), Canadá (10/25) e Estados Unidos (9/28). 

 
Sabedoria esportiva: o que podemos aprender com o MMA?
Escrito por Gilbert Di Angellis   

Sou um apaixonado por esportes. Gosto de assistir, praticar e refletir sobre eles. Acredito que tanto na forma de competição quanto na de atividade lúdica, há muito para se aprender com o esporte. Ademais, cada modalidade é rica ao ponto de nos transmitir diferentes experiências e aprendizados. Nessa série de texto pretendo, de forma direta e clara, transmitir para nossos queridos leitores um pouco do que aprendi nesses anos de vida acompanhando e praticando esportes. 

O MMA – do inglês mixed martial arts – é um dos esportes com maior crescimento nos últimos anos, especialmente pela evolução do UFC. Trata-se de confrontos entre lutadores de distintas artes marciais. Tendo a família Grace como uma das criadoras do UFC, o evento surgiu como um desafio para testar as diferentes técnicas de combate. Assim, responderia dúvidas do tipo: “um boxeador seria capaz de derrotar um wrestler? Como ele poderia fazer isso?” Dessa forma, a competição reuniu atletas que representassem diferentes modalidades de luta. Hoje, os lutadores precisam unir força, determinação, foco e domínio de diferentes técnicas para encarar o desafio de ser o melhor do mundo.

Com um esporte tão intenso é possível tirar diversos aprendizados. É importante deixar claro que muitos deles são oriundos também das próprias artes marciais, mas optamos por englobá-los no MMA por ser uma modalidade mais completa de luta. De forma simples e resumida explicarei cinco lições que aprendi nesses anos como praticante e fã do esporte. 

É fundamental acreditar em si mesmo

 

Coragem e confiança são essenciais para se dar bem nesse ramo. Embora haja um trabalho coletivo de preparação para as lutas, caberá ao lutador colocar em prática dentro do octógono. E isso só será possível se, além de preparado, o atleta acreditar no seu potencial. Se ele não o fizer, ninguém fará por ele. Estamos falando de um esporte que tem por essência o objetivo de “impor seu jogo”, por isso é tão importante ter a coragem necessária para “tomar as rédeas do combate”. 

Não menospreze seu oponente

  

Se a primeira lição diz respeito a acreditar em si mesmo, a segunda visa controlar o excesso de confiança. É preciso respeitar o adversário e estar atento ao seu potencial. Menosprezar o oponente pode ser o primeiro passo para a derrota. Anderson Silva, um dos maiores lutadores que já passou pelo UFC, sabe bem do risco de desmerecer o adversário. Pena ele não ter percebido antes de enfrentar Chris Weidman. 

Faça o dever de casa

  

Os intervalos entre as lutas vão de 2 à 6 meses em situações normais, o que significa um longo período de preparação. Ao contrário dos jogadores de futebol, que entram em campo duas vezes por semana para partidas de no mínimo 90 minutos, os lutadores passam meses treinando para 15 ou, no máximo, 25 minutos de luta. Dessa forma, é essencial que o atleta esteja preparado. É preciso treinar sério, com foco e determinação, para obter resultados positivos nos combates. 

Em um confronto no MMA, tudo pode acontecer. Uma luta entre dois boxeadores pode se desenvolver no chão, exigindo de ambos boa técnica de grappling, wrestling e jiu-jitsu. Por isso é preciso estar preparado para tudo, desenvolvendo suas habilidades e corrigindo seus pontos fracos. 

Ademais, é preciso evoluir sempre. Estamos falando de um esporte onde os melhores são exaustivamente estudados. Isso significa dizer que eles precisam mudar suas estratégias e desenvolver novas habilidades para poderem surpreender e se manterem no topo. 

Não desista enquanto houver chance de vencer

  

Essa é uma lição que muitos esportes podem nos dar. Mas no MMA isso é ainda mais acentuado, uma vez que qualquer golpe pode mudar o resultado da luta. Assim, o MMA possibilita uma variação no combate de forma inimaginável em certas partidas de futebol ou basquete, por exemplo. Uma partida de futebol com o placar 4 x 0 aos 40 minutos do segundo tempo não gera muitas chances de mudança. Mas uma luta de cinturão em que um atleta venceu os quatro rounds anteriores e está dominando o último assalto, faltando apenas dois minutos para o fim, ainda pode mudar subitamente. Anderson Silva mostrou isso ao mundo na sua primeira disputa com Chael Sonnen. 

Saiba a hora de se aposentar

  

Grandes ícones do esporte se aposentaram ou se despediram do UFC, que é o maior organizador mundial de eventos de MMA, de maneira vexaminosa. Isso acontece uma vez que, por falta de dinheiro, vontade de se manter na mídia ou negação, lutadores consagrados que estão em decadência insistem em continuarem lutando. Assim, os fãs são obrigados a verem seus ídolos sendo “atropelados” dentro do octógono. Tito Ortiz, por exemplo, ganhou apenas 1 das suas últimas 9 lutas no UFC.  

 
Sabedoria esportiva: o que podemos aprender com o futebol?
Escrito por Gilbert Di Angellis   

 Sou um apaixonado por esportes. Gosto de assistir, praticar e refletir sobre eles. Acredito que tanto na forma de competição quanto na de atividade lúdica, há muito para aprender com o esporte. Ademais, cada modalidade é rica ao ponto de nos transmitir diferentes experiências e aprendizados. Nessa série de texto pretendo, de forma direta e clara, transmitir para nossos queridos leitores um pouco do que aprendi nesses anos de vida acompanhando e praticando esporte. 

O futebol é o esporte mais popular do mundo; é a paixão nacional. Sendo um torcedor do Grêmio e praticante desde criança, tenho muito a falar sobre o nosso querido futebol. Para sintetizar as ideias, destaco abaixo cinco aprendizados que o referido esporte nos permite trazer para nossas vidas.

Futebol é momento

 

Quem acompanha seu clube ou a Seleção já deve der escutado isso. Repito: futebol é momento. Não importa tanto se determinado atleta foi o artilheiro quatro temporadas atrás. O que tem relevância, seja para a torcida, clube ou críticos, é o desempenho atual do jogador. Fred é um exemplo disso. Foi de herói da Copa das Confederações à vilão da Copa do Mundo, de campeão brasileiro à rebaixado do ano seguinte.

Para reforçar o que disse cito outra frase corriqueira: “atacante vive de gols”. A lição que podemos tirar com isso é da importância de estarmos sempre em alta, em ascensão. Tenha em mente que viver de feitos do passado é trilhar rumo ao esquecimento. 

É preciso aliar experiência com juventude

  

Colocar um time em campo, às vezes, é como preparar uma receita de bolo. O técnico até pode – e deve! – fazer seus próprios ajustes, de acordo com a necessidade e a disponibilidade, mas terá sempre de lembrar algumas características que não podem faltar na equipe. Entre elas está a união de atletas experientes, vitoriosos e rodados, com aqueles em início de carreira.

As empresas seguem isso à risca. Sabem que só vai funcionar a atividade se tiver líderes capacitados e experientes trabalhando com jovens dispostos à colocar em prática o que for necessário. 

Chamar a responsabilidade é questão de sobrevivência

  

Diferente do serviço público, não dá para jogar a poeira embaixo do tapete ou empurrar a responsabilidade para os outros. É preciso ter coragem e atitude para agir por conta própria como lhe parecer mais conveniente. Trata-se de um esporte coletivo que destaca as individualidades. 

Assim, cobrar pênalti, lateral, escanteio ou falta, escolher driblar, tocar, chutar ou segurar a bola são algumas das decisões que serão tomadas durante a partida. O jogo chama e não é possível “se esconder”. Cristiano Ronaldo é tão reconhecido não só pela sua habilidade, mas pela confiança de “chamar a responsabilidade” para tentar algo diferente. Fora das quatro linhas também é preciso essa conduta ousada para se destacar. 

Todos respondem por um e um responde por todos

  

Trata-se, obviamente, de uma atividade coletiva. Assim, todos os atletas (profissionais ou não) respondem pelo resultado coletivo. Não adianta tentar “tirar o corpo fora”. O pior membro de um time campeão é campeão também. O melhor de uma equipe rebaixada também faz parte do fracasso. Este esporte, por mais que seja coletivo, permite que os acertos e erros individuais façam toda a diferença.

Dessa forma o futebol se assemelha ao nosso cotidiano. Estamos todos em coletividade, seja no trabalho, na faculdade ou na família. Mas são os talentos particulares que nos fazem crescer e os erros de cada um que nos comprometem. Portanto não devemos focar apenas nas habilidades do conjunto, mas também nas aptidões individuais. 

Nem sempre haverá uma segunda chance

  

Um dos ditados futebolísticos mais consagrados é o de que a bola pune. Verdade seja dita, ela pune mesmo. Pune a incompetência, a insolência, a falta de treino, preparo ou união, e até mesmo o azar. E nem sempre o futebol, assim como a vida, dará uma nova oportunidade. 

Baggio foi um dos maiores jogadores da Itália, mas será lembrado pelo resto de sua vida como aquele que perdeu o pênalti que deu o tetracampeonato ao Brasil. Não teve e nem terá chance de corrigir o erro. No nosso cotidiano enfrentamos situações parecidas, onde um erro poderá marcar a pessoa pelo resto de sua existência. A vida muitas vezes não nos dá uma segunda chance e cobra caro pelos nossos erros. Portanto, cuidado! 

 
Veja a homenagem do artista Fabio Brazza à Roberto Bolaños
Escrito por Gilbert Di Angellis   

 

 
Feliz dia de Ação de Graças!
Escrito por Gilbert Di Angellis   

Tradicional nos Estados Unidos e no Canadá, o Dia de Ação de Graças é um feriado nacional brasileiro desde 1949.

 

O dia de Ação de Graças, do inglês Thanksgiving Day, é um dos feriados mais importantes nos Estados Unidos e no Canadá. É um momento dedicado a agradecer pelo que de bom aconteceu no ano que se aproxima do fim. Geralmente é comemorado com um jantar de confraternização que tem peru e torta de abóbora como destaques. 

No Brasil, o dia também é feriado oficial. Embora tenhamos a falsa impressão de que só é feriado quando tem recesso, o dia de Ação de Graças foi oficializado no Brasil pelo presidente Eurico G. Dutra em 1949. 

A lei nº 781/1949 (com a redação modificada pela Lei n.º 5.110/1966), que instituiu o feriado no Brasil, tem apenas um artigo. Por essa razão transcrevo na íntegra:

“O Presidente da República:

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e Eu sanciono a seguinte Lei:

Artigo Único - É instituído o Dia Nacional de Ação de Graças, que será a quarta quinta-feira do mês de novembro; revogadas as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1949; 128º da Independência e 61º da República.

Eurico G. Dutra”  

Para os mais curiosos vale mais uma observação. Antes da assinatura, o presidente colocou três datas, apenas uma delas com o formato adotado atualmente. Veja que a segunda é contada a partir da Independência do Brasil (1822) e a terceira a partir da Proclamação da República (1889).

Se você não sabia que o dia de Ação de Graças é um feriado brasileiro, saiba ao menos de quem é a responsabilidade. O feriado, que supostamente não pegou no gosto do brasileiro, deveria ser divulgado pelo Ministério da Justiça, das Relações Exteriores, Ministérios Militares e da Educação e Cultura, conforme Decreto n.º 57.298 de 1965.

 
Werdum derrota Hunt e conquista cinturão interino do UFC
Escrito por Gilbert Di Angellis   

 

O brasileiro Fabrício Werdum não decepcionou na madrugada deste sábado (15) e faturou o cinturão interino da categoria peso-pesado do UFC. O evento deste final de semana foi o primeiro realizado no México e teve como luta principal a disputa do cinturão interino entre Werdum e Mark Hunt.

O gaúcho levou a melhor ao conseguir o nocaute técnico após dura joelhada em seu oponente. A luta chegou ao fim aos 2 minutos e meio do segundo round. Com a vitória, Werdum aguarda o retorno do campeão da categoria, Cain Velasquez, para a unificação do título. Caso Cain demore em retornar ao octógono, por conta da lesão que sofreu no joelho, Fabrício poderá ser colocado para defender seu cinturão interino contra outro atleta. 

Além de talentoso dentro do octógono, Werdum se mostrou preparado para lidar com o público. Suas habilidades linguísticas chamaram a atenção neste UFC 180. O brasileiro falou em inglês, espanhol e português, exibindo facilidade com diferentes idiomas. Também foi muito simpático e atencioso com os fãs e demonstrou grande respeito pelos oponentes. Fabrício Werdum é o tipo de campeão que este esporte precisa. Veja abaixo o momento em que o brasileiro recebe o cinturão e sua entrevista após a luta. 

A importante vitória de Werdum faz com que o lutador igualasse a conquista do também brasileiro Rodrigo Minotauro, que foi campeão interino do UFC na mesma categoria em 2008 ao derrotar Tim Sylvia. Parabéns ao gaúcho por essa valiosa conquista! Que ele tenha experiência e maturidade para entender que este foi mais um degrau rumo ao cinturão unificado da categoria. Estaremos na torcida para que ele possa fazer uma boa preparação e uma excelente luta contra o campeão Cain Velasquez, confronto que terá a atenção de todos os amantes das artes marciais. 

 
Fabrício Werdum disputa essa noite cinturão interino do UFC
Escrito por Gilbert Di Angellis   

 

A noite deste sábado (15) tem brasileiro na luta principal do UFC 180. O gaúcho Fabrício Werdum encara Mark Hunt pelo cinturão interino dos pesados. O evento de hoje marca a estreia do UFC no México, que terá começo a partir das 20 horas (horário de Brasília) direto da capital mexicana. 

A luta de hoje era para ser mais ainda especial. O confronto inicialmente marcado era entre Werdum e o campeão Cain Velasquez. O primeiro UFC no México se daria com a luta principal, valendo o cinturão, entre o atleta de ascendência mexicana e o brasileiro. Mas uma lesão no joelho tirou Cain da disputa tão aguardada.

O confronto de hoje vale o cinturão interino, o que significa que o vencedor enfrentará o campeão assim que ele se recuperar. Enquanto isso não acontecer, o detentor do cinturão interino poderá defender seu título contra os desafiantes ao posto mais alto da categoria.

O brasileiro Renan Barão tornou-se campeão do UFC após sucessivas defesas de seu título interino. A conquista se deu pela demora do campeão Dominick Cruz retornar as condições de luta por conta de grave lesão. Esse caso ilustra a importância da luta de hoje.

Werdum tem hoje a chance de repetir o feito de Antônio Minotauro, campeão interino do UFC na categoria peso-pesado em 2008 ao derrotar Tim Sylvia. E se vencer lutará para atingir o sucesso de Júnior Cigano ao derrotar Cain Velasquez. Será a oportunidade de mais um brasileiro se tornar campeão ao tomar o título de Cain. Toda torcida de hoje é para o gaúcho Fabrício Werdum.  

 
Rock na capital: RPM e Biquíni Cavadão se apresentam em Brasília
Escrito por Gilbert Di Angellis   

 

O Parque da Cidade será palco de duas bandas de rock de grande sucesso no cenário nacional. RPM, do vocalista Paulo Ricardo, e Biquíni Cavadão, com do cantor Bruno Gouveia, se apresentam em Brasília hoje (14) e amanhã (15) respectivamente.

O show da banda RPM será hoje, às 22 horas, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. Paulo Ricardo, vocalista da banda, disse que “Brasília é um dos berços do rock, com um público sempre receptivo. Estamos felizes de poder voltar”. Quem estiver interessado terá de desembolsar R$ 45 (meia) ou R$ 90 (inteira). Os ingressos estão à venda na Bilheteria Digital pelo site ou no Pátio Brasil.

Já o show do Biquíni Cavadão faz parte da programação da Rolling Stone Music Run. O evento mistura uma corrida noturna de 5 km com apresentações de rock e cerveja liberada. O show será no Pavilhão. Para participar será preciso adquirir o pacote com camisa, bolsa, medalha, shows e open bar pelo valor de R$ 90.

 
Banco cheio e péssimo atendimento. Até quando vamos tolerar?
Escrito por Gilbert Di Angellis   

 

Introdução

Banco cheio é algo que todo mundo já teve de encarar. Até aí nenhuma novidade. Acrescente ao fato a ausência de quase todos os caixas e a queda do sistema bancário no meio do expediente para aumentar a inconveniência. Não é um assunto novo e quanto mais comum vai ficando menor é a nossa capacidade de nos impressionar e reagir. Bancos, cartórios, supermercados, empresas de telecomunicação, companhias aéreas e outros entes públicos ou privados prestam serviço de qualidade detestável. Esse texto relata uma experiência vivida pelo autor que exemplifica o nível de descaso com o cliente.

 

Resumo do ocorrido

Em uma segunda-feira recente fui ao banco fazer o pagamento de algumas contas. Já havia tentado pagar na sexta, mas desisti quando vi o tamanho da fila. A fila na sexta foi a maior que já presenciei naquela agência bancária. Voltei na segunda-feira e encontrei uma fila muito menor, o que me fez acreditar que seria rápido. Mas logo percebi que só dois dos seis caixas estavam funcionando. Um estava sendo usado exclusivamente para os clientes preferenciais. E o outro estava parado com um cliente e assim ficou por mais de 20 minutos. Com isso a fila não andava, vez que só estavam em pé os clientes não preferenciais. Neste banco, os prioritários recebem senha e aguardam sentados enquanto os demais encaram a fila.

Antigamente esse banco tinha senha e cadeiras para todos. Hoje em dia as pessoas ficam em pé na fila e são atendidas por ordem de chegada. Os problemas decorrentes disso são variados. Primeiro que, para uma pessoa saudável, ficar em pé por 20 minutos é algo tranquilo; uma hora e meia não. Segundo que enquanto você está esperando não tem direito à água ou café, quem dirá banheiro, pois não pode deixar a fila. Terceiro que no papel da senha vem escrito o horário em que o cliente chegou ao banco, possibilitando atestar o tempo de espera para todos os efeitos. Sem senha não há essa comprovação.

Como mencionei, só havia um guichê fazendo atendimento das pessoas que aguardavam na fila. O outro estava em horário de almoço e só foi chegar por volta das 15h10, quase uma hora depois da minha entrada na agência. A chegada dele não mudaria meu tempo de espera, vez que eu era o próximo a ser atendido. Mas fiquei feliz pelos que continuaria aguardando, pois agora o serviço andaria mais rápido.

Engano meu. Na hora em que eu seria chamado caiu o maldito sistema do banco e tivemos de esperar mais de 30 minutos para que ele voltasse. Mesmo com tanta demora o sistema só retornou para um dos computadores. Para o azar dos que estavam em pé, e sorte dos que estavam sentados, o sistema só voltou a funcionar para o caixa preferencial. Quando os bancários perceberam que não ia retornar para os demais caixas, resolveram alternar o atendimento entre preferenciais e não preferenciais. Só assim pude ser atendido, o que gerou revolta nos clientes com prioridade. 

Nenhum funcionário do banco pediu desculpas pela demora ou sequer mostrou um pouco de gentileza com os que aguardavam. Olhavam com aquela cara de “não posso fazer nada” enquanto éramos submetidos a uma espera superior à 1h30 em pé, sem água, café ou possibilidade de ir ao banheiro. Após ser atendido deixei a agência bancária ouvindo bate boca entre os próprios clientes, por conta da disputa para serem atendidos pelo único guichê que estava funcionando.

 

Desrespeito com o cliente

Vários fatores de fácil percepção atestam o desrespeito com o cliente. Entre eles destaco:

a) O cliente que se submete ao referido banco é obrigado a aguardar em pé pelo atendimento nos caixas;

b) O banco não fornece senha ou qualquer papel que ateste o horário de entrada na agência bancária;

c) Água, café ou banheiro só antes ou depois de entrar na fila. Uma vez nela você só poderá sair em comum acordo com demais clientes. Problema que não existia quando o banco distribuía senha. 

d) Dos seis caixas apenas dois funcionavam. Com a volta do funcionário que estava em horário de almoço, a agência passaria a atender com metade dos guichês em atividade, porém a queda do sistema fez com que apenas 1/6 estivesse à disposição dos clientes. Fica nítida a intenção de economizar ao colocar menos caixas em funcionamento;

e) Nenhuma informação é prestada pelos funcionários, que sequer avisaram “oficialmente” aos clientes sobre a queda do sistema; 

f) Um pedido de desculpa ou um copo d´água seria muito bem vindo, mas obviamente este banco não tem interesse em agradar os clientes.

 

Uma visão jurídica

Está em vigor na capital do país a lei distrital Nº 2.547/2000, “que dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas, das repartições e dos hospitais públicos do Distrito Federal, bem como dos cartórios, das agências bancárias e das concessionárias de serviço público, que operam em seu território, em atender aos usuários dos seus serviços em tempo razoável”. 

Logo no início traz uma fixação de tempo para o atendimento ao cliente:

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, entende-se como sendo de trinta minutos, no máximo, o tempo razoável de espera para o atendimento.

Art. 3º Tratando-se de agências bancárias, o tempo razoável de atendimento será de:

I – até vinte minutos em dias normais;

II – até trinta minutos nos dias de pagamento de pessoal, dia de vencimento de contas de concessionárias, de tributos e em véspera ou após feriados prolongados.

Veja que aguardei o dobro desse tempo até a queda do sistema, que me fez esperar mais 30 minutos. Passei, ao todo, 1 hora e meia aguardando a minha vez. Para piorar o banco referido não fornece ao cliente o horário de sua chegada, dificultando a comprovação do descumprimento do tempo estipulado em lei.

 

Jeitinho brasileiro

Muitos brasileiros se orgulham da sua famosa malandragem. Eu, particularmente, tenho vergonha. Essa é uma forma de “se dar bem” prejudicando terceiros, atestando uma total falta de respeito e inabilidade para o convívio em sociedade.

Antes da queda do sistema já era possível verificar alguns casos. Clientes que estavam no final furavam a fila ao encontrar conhecidos em posição mais favorável. Um deles chegou a fazer isso quando localizou alguém de sua rede de contatos sendo atendido no guichê. Foi até essa pessoa para levar seus boletos e o dinheiro para que esta efetuasse o pagamento para ele. 

Depois do problema com o sistema do banco ficou ainda mais nítida a malandragem. Vários clientes iam até os caixas para conversar com eles sobre a possibilidade de dar um “jeitinho” de adiantar o pagamento. Muitos deixaram as contas e o dinheiro para que o caixa fizesse o pagamento durante o resto do expediente. 

 

Impaciência e bate-boca 

É compreensível que a paciência começa a acabar quando você é submetido a tal falta de respeito. Mas é nos momentos de aperto que se percebe a essência de cada um. Todos estavam sendo obrigados a aguardam por bastante tempo. Todos esperaram com muita calma, mas foi quando o sistema voltou, para apenas um caixa da agência, que as discussões começaram. 

Havia duas filas na agência e apenas um caixa. Todos queriam ser atendidos e dar o fora dali, mas só um cliente por vez teria essa felicidade. Após o caixa atender três preferenciais chamou o próximo da fila convencional, que para minha alegria era eu. Foi quando toda confusão começou. Os clientes com prioridade não queriam que os demais fossem atendidos em seu caixa e reclamaram bastante. Em resposta os demais contra atacavam e o barraco estava armado. 

Nesse momento de insanidade dos clientes optei por colaborar com o meu silêncio. Não queria fazer parte do bate-boca ou deixar aquilo estragar ainda mais o meu dia. Paguei minhas contas e saí do banco. Hoje compartilho essa história com o objetivo de levá-los a refletir sobre o péssimo atendimento prestado no Brasil nos mais diversos serviços. 

 

 

 

Conclusão

Os serviços prestados em nosso país, de maneira geral, são de péssima qualidade. Especialmente quando falamos de grandes empresas, sejam elas públicas, privadas ou de capital misto.  O tempo de espera em agências de bancos, correios, companhias aéreas, companhias de ônibus interestaduais, supermercados, cartório e afins não é diferente da demora até ser atendido por telefone em ligações para empresas de telecomunicação, de internet ou televisão. Não importa se é pessoalmente ou por telefone. O descaso com o consumidor é geral. Tanto é verdade que em todo país foram criadas leis com o intuito de coibir essa conduta. Mesmo assim o serviço continua sendo prestado de forma descomprometida e deplorável. 

Se não fizermos nossa parte em cobrar das empresas uma melhora, reivindicar dos políticos novas leis para tolher essa atitude empresarial e exigir do poder público a devida fiscalização, viveremos sempre à mercê dessa situação repugnante.  Ou lutamos pelos nossos direitos ou seremos sempre marionetes do sistema.

 
Temporada 2014/2015 do NBB começa hoje
Escrito por Gilbert Di Angellis   

 

Nesta sexta (31) será dado o início oficial da nova temporada da NBB. O jogo que marcará o começo da competição será entre os finalistas da temporada passada. Flamengo e Paulistano, campeão e vice respectivamente, vão à quadra às 19h30 pela primeira rodada do campeonato. 

O campeonato tem 16 times em disputa na primeira fase, onde todos se enfrentarão duas vezes (uma em casa e outra fora). Com o fim da fase inicial, 12 equipes avançam aos playoffs. Os quatro primeiro se classificam direto para as quartas de final, enquanto os que ficarem entre o 5º e 12º lugares disputarão as oitavas.

A grande novidade da temporada 7 da NBB é a mudança de regulamento quanto à final do campeonato. Diferentemente do que aconteceu na última final, que ocorreu em jogo único, a deste campeonato será disputada em 3 partidas. Serão duas na casa do time de melhor campanha e uma na casa do outro finalista. 

A equipe de Brasília estreia na terça (04) às 20 horas contra o Bauru fora de casa. Na segunda rodada visita o Franca na quinta (06) também às 20 horas. Sua estreia em Brasília será contra o Minas na outra quinta (13), às 20 horas, no ginásio da ASCEB na 904 sul. Todo o apoio será bem vindo para que o gigante da nossa cidade, tricampeão da NBB, faça uma temporada de sucesso.

O Flamengo é o grande favorito ao título desta nova temporada. A equipe carioca venceu todos os campeonatos nos últimos doze meses. A extensa lista inclui a última NBB, a Liga das Américas, o Campeonato Mundial e os últimos 10 estaduais. Por isso mesmo o técnico José Neto prefere controlar os ânimos e não falar em favoritismo. Para ele, “a gente é tido como favorito pelo o que aconteceu, mas a gente não quer isso. A gente quer jogar bem e provar mais uma vez que nosso time está forte. O favoritismo é teórico, eu quero ver na prática”. 

  

 
Anderson Silva e Maurício Shogun serão os técnicos do TUF 4

 

Na noite dessa quarta (30) o UFC anunciou os técnicos para o próximo TUF – reality show que busca descobrir novos talentos para o MMA. Os ex-campeões do peso médio e meio-pesado Anderson Silva e Maurício Shogun, respectivamente, serão os técnicos da próxima edição do programa. A outra novidade é que, pela primeira vez após 27 temporadas, os técnicos não terão de se enfrentar ao fim do programa. 

Anderson e Shogun são amigos e foram companheiros de treino na equipe Chute Boxe. Esse é um dos motivos para não se enfrentarem. O outro é por serem de categorias diferentes. Além disso, ambos já estão com lutas marcadas. Shogun enfrentará Ovince St. Preux em Uberlândia dia 09 de novembro, enquanto Anderson vai lutar com Nick Diaz no UFC 183 no dia 31 de janeiro. 

A seletiva de lutadores do TUF já começou. Atletas das categorias peso galo (até 61 kg) e peso leve (até 70 kg) são buscados pelo UFC. As gravações serão em Las Vegas e a previsão é de que comece a ser exibido na Globo em abril de 2015. 

 
Copa do Brasil: Cruzeiro e Flamengo saem à frente por vaga na final
Escrito por Gilbert Di Angellis   

 

A noite de quarta feira (29) colocou quatro grandes times do futebol brasileiro em disputa por vaga na final da Copa do Brasil. Flamengo recebeu o Atlético Mineiro no Maracanã e o Cruzeiro encarou o Santos no Mineirão, partidas válidas pela semifinal do campeonato. Os times da casa tiraram proveito do mando de campo e abriram vantagem para o jogo de volta.

O Cruzeiro derrotou o Santos pelo placar de 1 x 0 com gol de Willian aos 10 minutos da primeira etapa. A vantagem só não foi maior pelo erro de arbitragem que anulou o segundo gol da Raposa marcado por Ricardo Goulart. A partida de volta está marcada para a próxima quarta-feira (05) às 22 horas na Vila Belmiro. 

O Flamengo conseguiu uma vantagem ainda maior para o próximo jogo ao vencer o Atlético Mineiro por 2 x 0. Mais de 45 mil pessoas foram ao Maracanã ver o rubro-negro balançar as redes com gols de Víctor Cáceres e Chicão. Destaque para a atuação de Gabriel, que deu o passe para o primeiro gol e sofreu o pênalti que resultou no segundo. O Mineirão será palco da partida de volta marcada para a próxima quarta (05), também às 22 horas.

 
Propriedade é um direito absoluto?
Escrito por Gilbert Di Angellis   

Há doutrinadores conceituados no Direito Civil que entendem a propriedade como um direito absoluto, complexo e exclusivo. Tal direito é, de fato, o mais completo dos direitos reais. Tem caráter erga omnes e possibilita ao titular de seu direito, o proprietário, um amplo leque de alternativas ao gozar, usar, dispor e reivindicar a posse. Porém, em absoluto, teremos de relativizá-lo. E para que isso seja feito da maneira mais clara, surge oportunamente a seguinte pergunta: existe direito absoluto? Com um posicionamento específico sobre a matéria, entendemos aqui que não existe tal situação. Vejamos dois direitos fundamentais, com amparo constitucional, para facilitar o raciocínio. O direito à vida e à liberdade, dois dos mais fortes direitos, em especial o primeiro, são relativos. O direito à vida é relativizado no nosso ordenamento jurídico, prova disso é a aceitação do aborto, em caso de estupro, e da pena de morte, prevista no Código Penal Militar. Já a liberdade é relativizada, por exemplo, no caso de prisão em regime fechado. 

Seguindo a linha de pensamento proposta, o direito de propriedade perde seu suposto caráter “absolutista” ao ser confrontado interesses diversos, como em situações pensadas pelo nosso legislador. A propriedade, então, poderá sofrer inúmeras limitações em âmbito constitucional, civil, administrativo e até penal. A possibilidade de penhora do imóvel, a desapropriação e a usucapião são algumas das tantas modalidades de relativização do direito de propriedade. Além disso, a propriedade “atenderá a sua função social”, conforme a Carta Magna de 1988, e a função socioambiental, em consonância com o art. 1228, § 1º, do Código Civil. Os parágrafos 2º, 3º e 4º do artigo mencionado também apontam hipóteses de imposições legais para a perda total ou parcial dos direitos de propriedade. A busca e apreensão em imóvel é mais uma forma, entre tantas, de relativizar o direito do proprietário, que sofrerá quase que uma turbação. No âmbito administrativo, além da desapropriação, há um interessante exemplo de como o interesse coletivo pode triunfar sobre o individual em casos de relevância artística, cultural ou histórica. Trata-se aqui do tombamento de bem imóvel particular, de forma que o dono será impossibilitado de fazer determinadas alterações em seu patrimônio tombado.

Dessa forma, a conclusão é um tanto óbvia. O direito de propriedade não é absoluto, de tal forma que inúmeras são as possibilidades de redução ou perda desses direitos atinentes à propriedade. O interesse coletivo – como visto na função social e socioambiental deste bem – e o individual, como no caso da usucapião ou do art. 1228, § 2º, do Código Civil, podem prevalecer aos objetivos do proprietário. 

Texto: Gilbert Di Angellis, estudante de Direito do Centro Universitário de Brasília UniCeub. 

 
Brasil elimina Argentina e avança para as quartas de final
Escrito por Gilbert Di Angellis   

Neste dia sete de setembro a seleção brasileira de basquete orgulhou o país ao derrotar a equipe argentina no mundial disputado na Espanha. A vitória pelo placar de 85 a 65 veio em confronto válido pelas oitavas de final da competição. Com a vitória a equipe avançou para as quartas e enfrentará a Sérvia quarta feira às 13 horas (horário de Brasília). 

Após três duras derrotas em competições internacionais, uma delas na data da comemoração da independência de 2010, a nossa seleção finalmente superou o time argentino. O Mundial de 2010, na Turquia, a Copa América de 2011 e as Olimpíadas de 2012 foram as últimas importantes vitórias dos nossos hermanos em confrontos diretos.

Com a vitória, além da revanche bem sucedida contra o nosso recente algoz e maior rival, o Brasil fica entre os oito times que brigarão pelo ouro e quebrou o tabu de 12 anos sem avançar para as quartas de final do Mundial de Basquete. O sonho de conquistar uma medalha na Espanha está cada vez mais real. Parabenizamos o time pela importante vitória e estaremos na torcida quarta feira para que o time supere a equipe da Sérvia.

 
Brasil vence a quinta e avança invicto para a próxima fase do Mundial
Escrito por Gilbert Di Angellis   

Simultaneamente ao Mundial de Basquete, disputado na Espanha, a Polônia é a sede do Mundial de Vôlei. Jogando sua última partida da primeira fase, o time do técnico Bernardinho venceu a quinta partida consecutiva e vai para a fase seguinte com campanha invicta. A vitória de hoje foi contra a equipe de Cuba por 3 sets a 1.

O jogo começou muito difícil para a Seleção Brasileira, que perdeu o primeiro set por 22 a 25. Foi com a entrada de Bruninho, Vissotto e Lipe que a equipe se encontrou e achou o caminho para a vitória. Com essa excelente mexida o Brasil venceu os três sets seguintes, 25/23, 25/18 e 25/17, e confirmou o favoritismo.

Para o jogador Lipe, um dos responsáveis por mudar os rumos da partida, “nós provamos que somos uma seleção mesmo. Não só os seis jogadores (titulares) que vão resolver sempre. Nós começamos o jogo esperando o adversário vir e faltou aquele gás. Mas somos uma seleção e os 14 jogadores estão prontos para buscar vitórias.”

 
Mayra Aguiar é ouro!
Escrito por Gilbert Di Angellis   

 

A brasileira Mayra Aguiar conquistou hoje (29), na categoria meio-pesado feminina (78kg), a medalha de ouro no Mundial de Judô na Rússia. Com apenas 23 anos de idade, a atleta gaúcha se tornou a maior medalhista mundial do judô brasileiro. Das 38 medalhas que os judocas do nosso país possuem em mundiais, esta foi a quarta conquistada por Mayra.

Na semifinal Mayra derrotou a americana Kayla Harrison e, na disputa pelo lugar mais alto do pódio, venceu a francesa Audrey Tcheumeo, por wazari. Com o ouro, tornou-se a quinta brasileira a conquistar tamanho prêmio internacional. Além dela, Tiago Camilo, Rafaela Silva, Luciano Corrêa e João Derly (duas vezes), conquistaram o ouro para o Judô brasileiro em competições anteriores.

Após sua maior conquista, Mayra disse que “foi uma alegria imensa. Não estava acreditando. Em uma conquista assim demora um pouquinho para entender o que aconteceu. Mas a emoção de subir no pódio e escutar o Hino Nacional sempre me emociona. Dessa vez foi realmente difícil segurar o choro porque foi dura a caminhada até chegar aqui. Passei por uma cirurgia no joelho e acreditei realmente que ia ganhar essa medalha. Em nenhum momento achei que não conseguiria. Estava confiante”. 

Texto: Gilbert Di Angellis

Fonte: globoesporte.com

 
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