Coluna Bernadete Alves - dia 06/08/2018

Brasil ganha dois ouros em olimpíada internacional

Os estudantes Vinícius Figueira Armelin, de São Paulo, e a cearense Ivna Ferreira Lima receberam medalhas de ouro no International Chemistry Olympiad, a Olimpíada Internacional de Química, destinada aos estudantes do ensino médio. Vinícius Armelin, de Valinhos, foi o brasileiro melhor colocado na competição. O Brasil não ganhava o prêmio máximo há 20 anos. Vinícius e Ivna colecionam medalhas em olimpíadas nacionais e internacionais.

Em julho, Armelin recebeu o Prêmio Talentos por ter vencido a Olimpíada de Química do Estado de São Paulo e foi homenageado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) durante o Encontro Anual da Indústria Química. Com 20 medalhas em olimpíadas nacionais e internacionais, sendo 16 de ouro, Vinícius Figueira Armelin, de 17 anos, comemora ainda sem acreditar a melhor colocação de um brasileiro na Olimpíada Internacional de Química (IChO).

 

O cearense João Victor Moreira Pimentel ganhou medalha de Prata e o também estudante do Ceará, Orisvaldo Salviano Neto, conquistou o bronze. Com esses resultados, somando a pontuação geral dos quatro estudantes brasileiros, o Brasil ficou na 12ª posição entre os 76 países (em 2017 esteve na 18ª). A 50ª edição do International Chemistry Olympiad reniu equipes de 76 países, de 18 a 29 de julho em Bratislava na Eslováquia e Praga na República Tcheca.

“A Olimpíada de Química tem sido uma ferramenta altamente eficiente para cativar o interesse científico de jovens brasileiros, que, medalhistas, tornam-se uma referência positiva para todos os demais estudantes. Estamos muito orgulhos de nossa equipe e dessa conquista grandiosa para o país – declarou o Reitor da Universidade Federal do Piauí, José de Arimatéia Lopes, líder da equipe brasileira.

 

Segundo as regras da competição, os participantes são classificados com base em suas pontuações individuais. As medalhas de ouro são concedidas a 12% dos melhores alunos, as medalhas de prata são destinadas a 22% dos estudantes e as de bronze, a 32%.

As menções honrosas são concedidas aos participantes que não ganham uma medalha, mas obtêm um problema perfeito no exame teórico ou prático. Um prêmio especial é dado ao aluno que atingir a pontuação mais alta no geral. Dois prêmios especiais separados são concedidos aos alunos que obtêm a melhor pontuação nos exames teóricos e práticos.

Nas Olimpíadas de Química, todos os competidores, aproximadamente 300, fazem dois exames: teórico (com 54 páginas) e prático (realizado individualmente em laboratório de química). A soma dos pontos nos dois exames determina a colocação de cada competidor na classificação geral.

 
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