Coluna Bernadete Alves - dia 27/07/2018

O bravo Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Um dos mais importantes teatros do Brasil e da América do Sul, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, presença imponente na Cinelândia, no Centro do Rio, tem 109 anos de história e encanta pela beleza e tradição. Um marco da arte carioca. O Theatro Municipal do Rio de Janeiro é uma casa que recebe diversas obras musicais e teatrais e é uma grande atração turística.

O espaço já foi palco dos maiores artistas nacionais e internacionais da dança e da música, e virou parte da história cultural da cidade e do país. O Theatro Municipal foi inaugurado pelo então presidente da República Nilo Peçanha e pelo prefeito Francisco Marcelino de Sousa Aguiar no dia 14 de julho de 1909.

O bravo Theatro Municipal do Rio de Janeiro passou por quatro grandes reformas. Em 1934, foi ampliada a capacidade da sala de 1.739 para 2.205 lugares; em 1975, foram obras de restauração e modernização, além da criação da Central Técnica de Produção. Em 1996, iniciou-se a construção do edifício anexo com salas de ensaios. E a reforma iniciada em 2008 e concluída em 2010 restaurou e modernizou instalações. A reinauguração ocorreu em 27 de maio de 2010, com a presença do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva do ministro da Cultura, Juca Ferreira, do governador estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, entre outras autoridades. O teatro conta hoje com 2.252 lugares.

Entre crises financeiras, paralisações, cancelamentos de espetáculos e problemas administrativos, a casa de espetáculos conseguiu retomar o trabalho em março de 2018 com Ana Botafogo e Cecília Kerche, dois importantes nomes do ballet brasileiro.

Apesar da proibição de fazer concursos para a orquestra, corpo de baile e coro, impostos pelo acordo de recuperação econômica do estado assinado entre os governos do Rio e federal, o presidente da instituição, Fernando Bicudo, diz que os salários estão em dia, e os pedidos de recursos já foram enviados ao Governo do Estado. “Desde o ‘Concerto da Ressurreição’, no dia 31 de março, o teatro está ficando sempre lotado", declarou Fernando. O TMRJ é administrado pela Secretaria de Estado de Cultura. Para o segundo semestre, serão apresentados também o balé “Copélia”, em agosto com o corpo de baile, e “Lago dos Cisnes”, em dezembro, que foi cancelado no ano passado por causa da crise.

A atividade teatral era muito intensa na cidade do Rio de Janeiro durante a segunda metade do século XIX. Os teatros, de São Pedro e o Lírico, eram criticados pelas acanhadas instalações, tanto pelo público, quanto pelas companhias que neles atuavam. Foi então que o prefeito Pereira Passos resolveu promover uma grande modernização do centro da cidade, que estivesse à altura da então capital do país, abrindo-se, a partir de 1903, a Avenida Central (hoje avenida Rio Branco) moldada à imagem dos boulevards parisienses e ladeada por magníficos exemplares de arquitetura eclética.

Ocorreu então um concurso para a construção de um novo teatro e o projeto vencedor foi o de Francisco de Oliveira Passos (filho do então prefeito Francisco Pereira Passos), que contou com a colaboração do francês Albert Guilbert, com um desenho inspirado na Ópera de Paris, de Charles Garnier.

O prédio foi decorado por Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo e os irmãos Bernardelli, importantes pintores e escultores da época. E artesãos europeus assinaram os vitrais e mosaicos. O Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi construido em tempo recorde, quatro anos e meio, graças ao revezamento de 280 operários em dois turnos de trabalho. Foi inaugurado no dia 14 de julho de 1909 pelo então presidente da República, Nilo Peçanha, e pelo prefeito da cidade Francisco Marcelino de Sousa Aguiar.

Eliseu Visconti é o artista com maior presença na ornamentação do teatro, sendo de sua autoria todas as pinturas da sala de espetáculos: o majestoso pano de boca (maior tela já pintada no Brasil), teto sobre a plateia (plafond) e friso sobre o palco (proscênio). Também as pinturas do “foyer” do teatro (teto e painéis laterais), consideradas como obra prima da pintura decorativista no Brasil.

 
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