Coluna Bernadete Alves - dia 23/07/2018

Hugo Studart lança obra sobre a Guerrilha do Araguaia

O historiador Hugo Studart foi muito prestigiado durante o lançamento do livro “Borboletas e Lobisomens – Vidas, Sonhos e Mortes dos Guerrilheiros do Araguaia”, no restaurante Carpe Diem, da Asa Sul. O livro da editora Francisco Alves, traz revelações bombásticas sobre o movimento armado que tentou promover uma revolução comunista no Brasil, entre 1967 e 1974, na fronteira entre os estados do Pará, Maranhão e Goiás, mas acabou sendo dizimado pelos militares.

A obra desvenda segredos polêmicos sobre a Guerrilha do Araguaia e é fruto da tese de doutorado do professor universitário Hugo Studart. As memórias dos guerrilheiros do Araguaia, ganhou o Prêmio de Teses da Universidade de Brasília (UnB) e foi finalista do Prêmio Capes de melhor tese de História de 2014. A obra com 660 páginas é o resultado de nove anos de pesquisa por documentos secretos das Forças Armadas e pelas memórias de guerrilheiros sobreviventes. A obra deve surpreender tanto os militares quanto aos que cultuam uma imagem heroica dos integrantes da guerrilha do Araguaia.

Além do livro lançado em Brasília, o jornalista escritor tem quatro publicações autorais, os livros: A lei da selva - estratégias, imaginário e discurso dos militares sobre a Guerrilha do Araguaia (Geração); Os Presidenciáveis: vida, obra e promessas dos candidatos ao Palácio do Planalto (Francisco Alves), Também os capítulos ?Pensar dói: entrevista com Eudoro de Souza?, do livro Origem da Poesia e da Mitologia (Lisboa: Imprensa Nacional); e "Uma breve história da Guerrilha do Araguaia" (CRV, 2016). O livro A Lei da Selva foi agraciado no Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos; e como finalista do Prêmio Jabuti, categoria melhor livro-reportagem do ano.

Carlos Hugo Studart Corrêa é jornalista, professor universitário e historiador. É formado pela UnB desde 1983, se tornou mestre em 2005 e doutor em História em 2014, também pela Universidade de Brasília. Ganhou diversos prêmios de jornalismo, como o Prêmio Esso e o Abril. Como jornalista, Studart, trabalhou como repórter investigativo no Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo; como editor político e colunista nas revistas Veja, Manchete e Dinheiro; como diretor e colunista político da IstoÉ; além de editor-chefe da revista Desafios do Desenvolvimento, do Ipea. Colaborou com artigos, colunas, ensaios ou crônicas em veículos como Exame, Imprensa, República, Primeira Leitura, Brasil História; colabora com artigos de opinião para O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo.

Hugo Studart, em entrevista feita ao G1 e a Pedro Bial ele conta que desde 1998 vem formando um acervo pessoal sobre a luta armada no Brasil. Documentos que conseguiu com militares da reserva que guardavam relevantes informações. “Em 2011 passei a fazer parte, como representante da UnB, do Grupo de Trabalho da Presidência que buscou os corpos dos desaparecidos do Araguaia. Foi nessa condição que o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, autorizou os pesquisadores do grupo a acessarem os acervos dos extintos SNI e dos Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica, CISA. Há muitos documentos interessantes nesses arquivos. O mais revelador, verdadeira Pedra de Roseta, é um levantamento da Agência Central do SNI, de 1996, que aponta o destino da maior parte dos guerrilheiros. Melhor: aponta para os números dos documentos originais e onde estão arquivados. Sobre os documentos, relevante registrar que há muito mito sobre os mesmos. Os militares brasileiros sempre evitavam registrar em papel informações essenciais. O melhor ficou resguardado nas memórias daqueles que participaram da repressão”, diz o pesquisador.

Studart é professor associado do Núcleo de Estudos da Paz e dos Direitos Humanos da UnB. E, também, membro da Academia de Letras de Brasília e do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal.

O maior fenômeno do século 21 acontece dia 27

O Brasil vai poder presenciar, na próxima sexta-feira, dia 27, o mais longo eclipse lunar do século 21. Quando acontece um eclipse total, a Lua adquire uma cor avermelhada ou alaranjada, por isso algumas pessoas chamam o fenômeno de "lua de sangue”.

Um eclipse acontece quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham. Isso faz com que a Terra fique diretamente entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar e a Lua entra na sombra criada pela Terra.

De acordo com o Observatório Nacional, o início da fase total do eclipse será às 16h30min e o final será às 18h13min, no horário de Brasília. O eclipse lunar vai durar cerca de uma hora e 40 minutos. A partir das 18h13min, a Lua vai começar a sair da sombra mais escura. Nesse instante a Lua começará a entrar na sombra mais clara, o que marca a fase penumbral do eclipse, que vai terminar às 20h29min.

A parte leste do Brasil verá o eclipse total - na parte oeste, o eclipse será visto somente como parcial. O Observatório diz que, para ver a Lua ainda no eclipse total, as pessoas devem buscar um local onde seja possível ver o céu perto do horizonte a leste. É bom aproveitar o fenômeno porque o próximo eclipse total da Lua será na noite de 20 para 21 de janeiro de 2019.

 
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