Coluna Bernadete Alves - dia 18/07/2018

Centenário de Nelson Mandela é celebrado hoje

Um dos maiores líderes do século 20, Nelson Mandela, que dedicou sua vida à luta pela liberdade e abriu caminho para a consolidação da democracia no continente africano, é referenciado hoje no mundo inteiro. Por sua contribuição à luta antirracista, o 18 de julho foi transformado pelas Nações Unidas no Mandela´s Day, o Dia Internacional Nelson Mandela – pela liberdade, justiça e democracia, uma forma de lembrar a dedicação e seus serviços à humanidade, com forte atuação também no enfrentamento ao vírus HIV e na mediação de conflitos.

Mandela teve papel determinante no fim do sistema de segregação racial conhecido como “apartheid”. Também chamado de Madiba, nasceu livre para correr pelos campos ao redor da cabana onde morava e que por seu engajamento na luta contra o racismo, passou 27 anos atrás das grades, mas nem por isso a luta diminuiu. Mandela tinha 72 anos quando deixou a prisão e se tornou uma lenda inspiradora para cidadãos de todo o mundo.

“Quando eu sai em direção ao portão que me levaria à liberdade, eu sabia que, se eu não deixasse minha amargura e meu ódio para trás, eu ainda estaria na prisão”, declarou Mandela. Para ele ser livre não era apenas quebrar as próprias correntes, mas viver de uma maneira que respeitasse e aumentasse a liberdade dos outros.Ele virou símbolo mundial da igualdade. O ícone da liberdade da África do Sul, formado em Direito, ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993 e no ano seguinte, tornou-se o primeiro presidente democraticamente eleito no país. Governou até 1999 e morreu no dia 05 de dezembro de 2013 aos 95 anos.

As homenagens em memória ao centenário do primeiro presidente negro da África do Sul inclui uma extensa programação com exposições, debates, iniciativas de incentivo à educação, ao voluntariado, publicação de livros, lançamento de filmes, músicas,concertos e jogos. O Barcelona anuncia amistoso com time sul-africano para marcar o centenário de Mandela. O Monumento erguido no local onde Nelson Mandela foi capturado, em Howick, perto de Durban, na África do Sul, simboliza a injustiça cometida contra o líder.

Barack Obama, ex-presidente dos EUA, admirador de Nelson Mandela, regeu a homenagem ao centésimo aniversário de nascimento do ex-presidente da África do Sul. Ontem Obama falou em Joanesburgo, na África do Sul, para mais de 15 mil pessoas durante a 16ª Palestra Anual Nelson Mandela. Obama repudiou a política anti-imigração de Donald Trump e criticou o atual presidente americano por mentir e adotar política do medo e do rancor. Obama participou da homenagem antecipada com Graça Machel, viúva de Mandela,a cantora Thandiswa Mazwai e o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa.

Os livros “Mandela, a construção de um homem” e “Mandela - O Rebelde Exemplar”, de António Mateus, publicados em Portugal, mostram um pouco da grandiosidade e referências que Mandela deixou e que são atuais em todos os países e continentes. Segundo o autor das obras, Mandela dizia que a vida é como um tijolo. “Podemos usar para atirar na cabeça do outro, para fazer um muro ou para fazer uma ponte". Para Mandela, a solução passava pela construção de pontes.

Em 1991, a Universidade de Brasília concedeu a Nelson Mandela o título de Doutor Honoris Causa. Em parceria com o Itamaraty, a organização da universidade conseguiu levar o líder e a então esposa, Winnie Mandela, até a UnB.A cerimônia de entrega do título ocorreu na tarde do dia 5 de agosto de 1991, no auditório da Faculdade de Medicina da UnB, completamente lotado.Na ocasião, Mandela discursou ao lado do então reitor da universidade Antonio Ibañez Ruiz. Depois de passar por Brasília, pelo Rio,Vitória, São Paulo e Salvador, declarou-se “sufocado de tanto amor” no Brasil. Mandela voltou em 1998, como presidente já em final de mandato, para uma visita oficial ao colega Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, recebeu uma comitiva do PT, liderada por Luiz Inácio Lula da Silva.

Mandela dava o melhor de si o tempo inteiro e o que não gostava dizia de forma cortês, construtiva. Não tolerava atrasos e afirmava que o tempo era o bem mais precioso de uma pessoa. “Tempo é vida", afirmava o líder sul-africano que influenciou gerações por sua força, sabedoria, resistência, ativismo e respeito.Lembrar da relevância de Mandela é fundamental para a luta internacional contra o racismo.

Jovens tailandeses recebem alta e falam com a imprensa

Os meninos, que têm entre 11 e 17 anos, e seu técnico, Ekapol Chantawong, de 25 anos, que foram resgatados do complexo de cavernas de Tham Luang, na Tailândia no dia 10, graças a uma fabulosa operação internacional, receberam alta e fizeram a primeira aparição pública. Vestidos com a camisa do time “Mu Pa” (Javalis Selvagens), time de futebol do qual fazem parte,distribuíram sorrisos e agradecimentos. O resgate deles comoveu o mundo.

Durante a entrevista coletiva, informaram que naquele dia, eles estavam em um treino de futebol perto da caverna e era aniversário de 17 anos de um dos integrantes do grupo. Foi por isso que decidiram entrar na gruta para explorar o local e não conseguiram mais sair porque a água bloqueou a abertura para o exterior.

Um dos jovens informou que o técnico manteve todos calmos com meditação.”Éramos como uma família dentro da caverna”, disse um enquanto o outro dizia que tentava encher o estômago com água que saia da rocha para matar a fome. “Foi um milagre”, declarou outro jovem, ao ser perguntado pelo momento em que escutaram os dois mergulhadores britânicos que os localizaram após 18 dias presos.

Os meninos também ressaltaram que a experiência serviu como uma lição de vida. “Acredito que me deixou mais forte”, disse um. “Depois disso, vou tentar viver cada minuto da minha vida”, respondeu outro. Quando questionados sobre o que diriam aos seus pais, a maioria dos garotos respondeu com pedidos de desculpas. “Fui teimoso e me comportei mal. Não avisei que estaria na caverna, apenas disse que iria ao treino”, disse.

O técnico do grupo e os meninos resgatados prestam homenagem ao militar que morreu durante a operação de resgate. O programa chamado "Enviando os Javalis Selvagens para Casa" foi transmitido pelas principais redes de televisão durante cerca de 45 minutos após o grupo receber alta.

As equipes de resgate já estão cuidando do psicológico dos jovens para que eles possam continuar com as suas vidas normais. Inclusive a coletiva de imprensa foi monitorada por especialistas, que acompanharam cada pergunta e resposta no local. O departamento de relações públicas da província de Chiang Rai também solicitou as questões antecipadamente à imprensa para submetê-las a psiquiatras.

 
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