Coluna Bernadete Alves - dia 11/07/2018

Brasiliense Octávio Rold vai expor Museu do Louvre em Paris

O artista plástico brasiliense Octávio Rold, 28 anos e professor no Centro de Ensino Fundamental 1 do Paranoá-DF, vai expor seus trabalhos no Salão Profissional de Arte Contemporânea do Carrousel du Louvre, em Paris, de 16 a 24 de outubro, no Museu do Louvre. Durante o evento, artistas emergentes, renomados e internacionais expõem as obras selecionadas. O brasiliense vai expor quatro obras em aquarela e nanquim sob papel.

O professor efetivo da Secretaria de Educação é formado em artes plásticas pela Universidade de Brasília (UnB) e em história da arte pela Universidade de Florença. Rold criou um estilo próprio, com linguagem expressiva, fluida, que foge do óbvio .O artista trabalha com duas técnicas: nanquim e aquarela sobre papel e tinta acrílica em tela.

Rold diz que uma das grandes incentivadoras para o desenvolvimento acadêmico e profissional da carreira foi a doutora e professora do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UnB Thérèse Hofmann Gatti. Em entrevista ao Correio Braziliense a professora doutora fala da sua admiração pelo pupilo. “É um artista jovem, extremamente promissor. Ficamos muito orgulhosos de ele conseguir transitar nesse eixo de artista-professor e professor-artista. Além da qualidade do desenho e do domínio das técnicas, Rold tem visão de pesquisa, iniciação científica e didática, e certamente mostrará aos alunos a importância da estética, da sensibilidade, do saber traduzir o mundo visual em que vivemos”, afirma Thérèse.

Otávio Rold vem de uma quinta geração de professores na família,que contribuíram de forma significativa para a sua formação profissional. Além da avó, da bisavó e da tataravó, a mãe, Márcia Regina Pereira, trabalhou durante 32 anos como professora de português na Escola do Parque da Cidade. “Quero trazer a arte como perspectiva de vida. Torná-la acessível aos meus alunos. Assim como o esporte e a religião podem contribuir para a formação, a arte é mais um mecanismo e, para mim, o principal. Em uma comunidade onde muitas das crianças com que trabalho são oprimidas socialmente, aprender a se expressar artisticamente empodera, abre horizontes e, nesse sentido, salva”,declara o professor artista.

O professor quer implementar em sala de aula um projeto de confecção de artesanatos, como sabonetes, para que os alunos consigam vender as próprias produções. “Os materiais artísticos, em geral, são caros. Mas isso não é um empecilho. Por isso, quero ensinar aos meus alunos a produzirem os próprios materiais, dar autonomia a eles por meio da arte. Muitas vezes, essas crianças não se imaginam artistas, e trabalhar com criações artesanais é uma maneira de estimulá-las.”

Octávio Rold é autor de uma das obras permanentes da Embaixada do Brasil em Roma. Em 2013, fez a primeira exposição internacional, em Florença. Dois anos mais tarde, foi a vez de representar a capital brasileira em Milão, com uma série de aquarelas que ilustram frutas típicas do país tropical, como o guaraná, a jabuticaba, a acerola e a goiaba. Inspirado por impressionistas como Monet e Van Gogh, Rold registra os monumentos de Brasília colocando a própria identidade nas obras. “Eu gosto muito de pegar templos, locais e pessoas e tirá-los do óbvio, mostrando o meu ponto do vista."

Croácia está na final de uma Copa do Mundo pela primeira vez

Croácia enfrentou sua terceira prorrogação seguida e eliminou a Inglaterra com um gol salvador de Mandzukic, em virada na prorrogação. Os croatas vão para a primeira final de Copa do Mundo da sua história após uma partida de altos e baixos. Foram dominados no primeiro tempo por uma Inglaterra que marcou um gol cedo, aos 5 minutos, mas se acomodou com o resultado e perdeu boas chances de ampliar. No segundo tempo, a Croácia apareceu, fazendo a melhor performance desde a fase de grupos.

“Estamos na final. Foi merecido. Não fui eu [o responsável pela vitória], foram os jogadores. O que esses meninos fizeram hoje, o quanto lutaram e correram, isso tem que ficar na história”, disse o técnico da Croácia, Zlatko Dalic após a partida.

A Croácia correu e lutou. Mesmo quando o ataque parecia nulo, com Rebic e Mandzukic errando tudo que tentavam, a defesa foi sólida na maior parte do tempo. Quando funcionou, o ataque teve a colaboração fundamental do lateral Vrsaljko e do meia Perisic.

O artilheiro inglês Harry Kane foi discreto. Desperdiçou as poucas chances que teve e jogou recuado, buscando o jogo no meio campo na maior parte do tempo. A Inglaterra cai em uma semifinal de Copa do Mundo novamente, após 28 anos.

A Inglaterra começou o jogo a todo vapor. Logo aos cinco minutos, Modric derrubou Dele Alli perto da meia-lua da área. O lateral Trippier fez uma cobrança perfeita e não deu chances para o goleiro Subasic. A Inglaterra conseguia seu gol no início da partida. Era o cenário perfeito para o time do técnico Gareth Southgate.

O segundo tempo mostrou um jogo mais consistente da Croácia no ataque. A Inglaterra tinha espaço para contra-ataques e a partida ficou movimentada. O sistema defensivo inglês, eficiente até então, ruiu aos 22 minutos do segundo tempo. Vrsaljko cruzou pela direita e Perisic foi mais esperto que a defesa inglesa. Se antecipou de Trippier e Walker e, na base da raça, deu um toque providencial para o gol.

A Inglaterra sentiu o gol sofrido, a defesa perdeu a concentração e passou a errar muito nas saídas de bola. A Croácia melhorou no jogo e criou as melhores oportunidades a partir de então. Foi melhor até o final do segundo tempo, mas não teve forças para virar o jogo. Esta foi a terceira prorrogação seguida da Croácia. A Inglaterra melhorou na prorrogação e conseguiu reequilibrar a partida. O segundo tempo da prorrogação mostrou uma Croácia ofensiva novamente. E chegou ao gol da vitória com Mandzukic, que fez um gol típico de centroavante, aproveitando uma bola sobrada na área. A Croácia foi eficiente na defesa e esperta no ataque. Quando recuperavam a bola, gastavam tempo no ataque. Após o apito final de um jogo tenso, a Croácia pode comemorar a primeira final de Copa da história. Croatas e franceses se enfrentam na final no próximo domingo (15), ao meio-dia. A decisão do terceiro lugar, entre Bélgica e Inglaterra será no sábado (14), às 11h.

 
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