Coluna Bernadete Alves - dia 05/07/2018

Construção Civil de luto com morte de Luiz Carlos Botelho

É com pesar que registro o falecimento do engenheiro Luiz Carlos Botelho Ferreira, presidente do Sinduscon-DF, ocorrido na manhã desta quinta-feira, vítima de complicações cardíacas ocorridas desde terça-feira. O velório ocorrerá a partir das 15h, na capela 7, do Cemitério Campo da Esperança. O sepultamento será às 18h. Botelho era casado com Suely de La Rocque Ferreira, com quem teve quatro filhos: Alessandra, Andréa, Ana Cláudia e Pedro Henrique.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil lamentou em nota o falecimento inesperado de seu dirigente. “O Sinduscon-DF chora a sua perda e manifesta o seu mais sincero pesar aos familiares, amigos, colegas de trabalho e todos os que tiveram o privilégio de conviver ao lado deste grande homem”. O engenheiro e empresário estava na presidência do Sinduscon-DF desde o dia 19 de dezembro de 2014.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, também lamentou a morte do presidente do Sinduscon e decretou luto oficial de três dias. “Botelho foi um grande colaborador do Governo de Brasília, dando importante contribuição na elaboração de projetos de lei, como do Código de obras e da Lei de Uso e Ocupação do Solo. Nossa solidariedade aos amigos e familiares”, disse o chefe do Executivo.

O empreendedor Paulo Octávio Pereira, ex-governador do DF, destacou a importância de Botelho para o setor da construção civil. "Era um homem convicto de suas ideias, que sempre defendeu a todos e que nunca deixou de lado suas posições. A construção civil perde um grande líder. Botelho vai fazer falta para o setor”.

O engenheiro Luiz Carlos Botelho Ferreira chegou em Brasília em 1956.Sua família veio a convite do então presidente Juscelino Kubstichek. Antes de ingressar na carreira sindical, trabalhou como sapateiro, servidor público e professor de Matemática. A trajetória de Luiz Carlos no setor de construção começou com a graduação em Engenharia Civil na Escola de Minas de Ouro Preto (MG), curso que finalizou, posteriormente, na Universidade de Brasília (UnB). Durante sua trajetória, ele atuou em diversos cargos públicos.

Luiz Carlos foi presidente do Fórum Empresarial do DF, que congrega cinco federações e 83 entidades de classe; chefiou o Serviço de Cadastro da Novacap e foi conselheiro de Administração do Metrô-DF. Exerceu, também, o cargo de vice-presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) por dois mandatos e foi diretor Imobiliário da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco). Atuou, ainda, como presidente do Pensamento Nacional de Bases Empresarial (PNBE) e conselheiro do Trabalho na Confederação Nacional da Indústria (CNI) durante oito anos. Como engenheiro, atuou em diversos ramos da Engenharia Civil.

Pioneiro da capital, Luiz Carlos tinha mais de 40 anos de experiência no setor e atuou em diversos órgãos e entidades de classe em Brasília. Era um líder competente, carismático, otimista e agregador. Tive o privilégio que acompanhar sua trajetória e de divulgar suas ações em prol da coletividade.

Botelho dizia que para dar conta de tudo era preciso ter persistência, fé e disciplina e que nenhum obstáculo é grande demais quando confiamos em nós mesmos. “Trabalhar muito para ter os pés no chão, ser humilde e deixar o ego de lado. Nada vence o trabalho sério”. Em várias entrevistas deixava mensagens e conselhos como este que me deu durante reportagem dos 50 anos do Sinduscon: “Ao escrever a história de sua vida não deixe ninguém segurar a caneta”.

Botelho parte, mas deixa legados para todos nós e seus descendentes. Dentre eles exemplo de lealdade, respeito, amizade, amor ao semelhante e trabalho sério e solidário. O cidadão honorário de Brasília vai fazer muita falta para o setor da construção civil, para sua família e para os amigos. Minha solidariedade a todos.

Customizar roupas é cuidar do bolso e do meio ambiente

A moda muda, nosso estilo muda, e uma boa saída para renovar o guarda-roupa sem gastar tanto é a customização. Segundo a empresária da moda, Nágela Maria, há várias maneiras de repaginar nosso vestuário. Podemos reaproveitar as que não nos servem mais, as que enjoamos de usar, as que apresentam algum problema e até transformar uma peça básica em uma versão atual e estilosa.

“Reaproveitar as peças antigas é contribuir com o meio ambiente e com o planeta”, declara a estilista.Com criatividade e bom gosto no acabamento, roupas consideradas descartadas voltam com a tendência da estação. Um exemplo é pegar uma camiseta com gola choker, cortar em “V”, que o decote está pronto.

A reciclagem de roupas jeans está se tornando tendência devido a variedade de objetos que podem ser criados a partir desse material.A calça jeans, por exemplo, é uma peça curinga e a cada ano muda o estilo. Como agora a tendência, para quem gosta, é a calça “destroyed”,para quem tem esta roupa furada, rasgada ou manchada, a dica é desgastar o local com lixa para ter uma peça reaproveitada. Outra opção é transformar a calça em short, top ou até bolsa.

O Brasil é o segundo maior produtor e o terceiro maior consumidor de jeans do mundo, de acordo com a Fashion Revolution. Pesquisa comprova que mais de 10 mil peças de roupas são descartadas a cada 5 minutos no mundo. O descarte de quase 70% das roupas que usamos poderia ser evitado, se cuidássemos melhor das peças.

A customização não se limita a roupas. As pessoas podem transformar bolsas, chinelos, sapatos, botas, chapéus e até móveis e utensílios. A criatividade não tem limite e a moda é a gente que faz. Aproveitar o que iria para o lixo é uma forma de vestir a mudança que a gente quer ver na nossa vida e na nossa cidade.

Tudo que é descartado, ou jogado no lixo vai parar no meio ambiente. No Brasil a reciclagem têxtil não é uma prática comum, é quase raridade. Então vamos fazer a nossa parte. Reaproveitamento é a palavra de ordem para uma economia circular e responsável. Independente de ser um sucesso nas passarelas ou de ser útil no dia a dia, reciclar tem papel importante na conscientização do problema dos resíduos nas cidades.

Segundo estimativas do Sebrae, o mercado têxtil brasileiro produz cerca de 170 mil toneladas de retalhos por ano, mais de 80% desse total vai para lixões. O descarte incorreto desses tecidos lota aterros e lixões irregulares. A decomposição desses tecidos é lenta, especialmente se houver fibra sintética nas peças. A reciclagem é dificultada pelo mesmo motivo: separar as fibras, muitas vezes misturadas entre naturais e sintéticas, exige um tipo estrutura de logística reversa que o país ainda não tem.

O setor têxtil é a segunda indústria mais poluente do mundo, com alto uso de insumos como água, energia e químicos, desde o cultivo até a venda da peça para o consumidor final. As indústrias têxteis e de vestuário, juntas, são a quarta maior atividade econômica e representam mais de 14% do emprego mundial – o Brasil, nesse caso, é o quinto do segmento têxtil e quarto no de confecção, segundo o relatório “Sustentabilidade e Competitividade na Cadeia da Moda”, realizado pela Uniethos.

O setor enfrenta grandes pressões para se reinventar e a saída é oferecer roupas e sapatos biodegradáveis como alternativa para combater descarte de resíduos têxteis.

Reciclar é renovar a vida e deixar o consumismo exacerbado de lado.

Hospital da Criança de Brasília ganha ampliação

O Hospital da Criança de Brasília José Alencar, ganhou hoje mais um Bloco com 22.068 metros quadrados. O edifício tem 202 leitos, com 164 para internação clínica, cirúrgica, em onco-hematologia, para cuidados paliativos com antessala individual e para transplantados; e 38 para unidade de terapia intensiva ; Cinco salas de cirurgia de médio e de grande portes; Laboratório especializado; Anatomia patológica; Centro de ensino e pesquisa; Arquivo médico; Unidade administrativa; Cozinha e refeitório; Lavanderia; Farmácia; Almoxarifado; Vestiários; Serviço de manutenção e engenharia clínica; Casa de máquinas; Central de gases medicinais; Central de GLP; Central de climatização; e Central de reserva de água.

Para que as instalações entrem em operação, o próximo passo é seguir os protocolos assistenciais para a segurança dos pacientes, o que inclui estabelecer a programação técnica e operacional, testar os equipamentos com os fabricantes e treinar os 720 novos funcionários.

O novo Bloco permitira 8,5 mil consultas médicas, 250 cirurgias de médio e grande portes, 855 diárias de UTI e 500 internações. Além disso, transplantes de medula óssea, de rim e hepáticos ocorrerão no Hospital da Criança. Os cardíacos continuarão no Instituto de Cardiologia do DF.

O Hospital da Criança de Brasília José Alencar foi inaugurado em 2011, graças ao empenho da senhora Mariza Gomes de Alencar, viúva do ex-vice-presidente da República José Alencar. Dona Mariza esteve em Brasília prestigiando a ampliação do Hospital.

O Hospital da Criança vai atender pacientes de 29 dias a 18 anos com doenças que demandem atenção de média e alta complexidade. Eles são encaminhados pelo Complexo Regulador da Secretaria de Saúde. A gestão continua com o Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe), que tem contrato com a pasta até fevereiro de 2019.

O hospital foi o primeiro da rede pública do DF a receber o certificado de acreditação hospitalar, concedido pela Organização Nacional de Acreditação. A unidade também passou a ser a única pediátrica do Centro-Oeste com a certificação, que diz respeito ainda à segurança do paciente. Até maio deste ano, foram feitos 2.835.280 atendimentos, entre eles, mais de 1,6 milhão exames laboratoriais e 455 mil consultas.

Na manhã de quarta-feira as obras do bloco 2 do Hospital da Criança de Brasília José Alencar foram entregues ao governo local pela Organização Mundial da Família. O governador Rodrigo Rollemberg participou da cerimônia ao lado da presidente da Organização Mundial da Saúde, Deisi Kusztra; do secretário de Saúde, Humberto Fonseca; da a secretária do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Ilda Peliz,; da primeira-dama Márcia Rollemberg e da senhora Mariza Gomes de Alencar, entre outras personalidades.

“Esse hospital é fruto da união de muita gente, daqueles que o defenderam quando ele precisou ser defendido” declarou Rollemberg lembrando que o hospital passou por turbulências quando a gestão do Icipe foi questionada pelo Ministério Público. Ele agradeceu a Organização Mundial da Família e a todas as entidades e pessoas que participaram do projeto.

“Brasília está fazendo história. Queremos criar uma grande rede em todo o Brasil aos moldes do projeto daqui”, declarou a presidente da Organização Mundial da Saúde, Deisi Kusztra. O secretário de Saúde, Humberto Fonseca, elogiou a qualidade do serviço prestado pelo HCB. “É impossível não se emocionar com o amor destinado às crianças nesse hospital, que é resultado de um trabalho árduo de muitas pessoas”, disse. O GDF investiu cerca de R$ 100 milhões no projeto.

 
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