Coluna Bernadete Alves - dia 20/06/2018

Rosa Weber é eleita para presidir o TSE

A ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, foi eleita por seis votos a um, presidente do Tribunal Superior Eleitoral e assume a partir de 14 de agosto. A chegada de Rosa Weber à presidência se dará no exato momento em que a Corte Eleitoral começará a analisar os registros de candidaturas presidenciais. Rosa Weber será a primeira mulher a presidir o TSE em uma eleição presidencial.

A equipe da ministra, atual vice-presidente, já está tratando com a equipe do presidente Luiz Fux sobre a transição há meses. Em pronunciamento, a ministra Rosa Weber disse: “sei da enorme responsabilidade que me aguarda neste ano de 2018, em que o país se encontra em meio a uma disputa tão acirrada, com tantas divisões”.

O ministro Luís Roberto Barroso foi eleito vice-presidente. O TSE é formado por sete ministros: Três do Supremo Tribunal Federal; Dois do Superior Tribunal de Justiça; Dois juristas membros da advocacia, nomeados pelo presidente da República, completam a composição. A presidência é ocupada por ordem de antiguidade entre os três ministros do STF.

A nova presidente do TSE, saudou o ministro Luís Roberto Barroso: “Eu tenho o alento e me sinto abençoada de contar, no exercício de um papel importante, com a iluminada companhia do ministro Luís Roberto Barroso, na condição de vice-presidente”, declarou a ministra Rosa Weber.

O atual presidente, ministro Luiz Fux, ficará no comando até o dia 14 de agosto. Com a saída de Fux, será efetivado o ministro Edson Fachin, atual ministro-substituto.os novos ministros-substitutos do TSE serão Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello e um terceiro que vier a ser eleito. Este futuro ministro-substituto deverá ser o ministro Ricardo Lewandowski, considerando os critérios para compor o TSE, que priorizam os ministros do Supremo que ainda não fizeram parte do tribunal e, caso todos já tenham feito parte, levam em conta a antiguidade na Suprema Corte.

Rosa Weber é ministra do Supremo Tribunal Federal e permanecerá no cargo até 25 de maio de 2020. A ministra nasceu em Porto Alegre e fez carreira como magistrada da Justiça do Trabalho.

O cinema de Hong Kong está em cartaz no CCBB

A mostra "Cidade em chamas: O cinema de Hong Kong" está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. O cinema de Hong Kong é um dos mais inventivos e influentes da história da sétima arte, sobretudo no que diz respeito aos filmes de ação. A programação, com curadoria de Filipe Furtado, ressalta um passeio histórico peculiar. Tudo inicia nos anos de 1960 e 1970 com as produções da Shaw Brothers, passa pelo cinema novo de Hong Kong do começo dos anos 1980 e culmina em projetos produzidos até 1997, ano em que a ilha foi devolvida à China.

A mostra traça um panorama da cinematografia produzida na ex-colônia britânica de Hong Kong com a exibição de mais de 20 filmes, alguns em formato de película, filmes cult de diretores e atores chineses. Serão exibidos gêneros como as artes marciais, comédias, musicais, filmes policiais, de horror e de fantasia, com destaque para "Nômade", de Patrick Tam, "Sonhos da Ópera de Pequim", de Tsui Hark, "O Arco", de Cecile Tang, um dos primeiros filmes orientais dirigido por uma mulher.

Hoje, dia 20, às 17h tem Ho, o Sujo, às 19h15 – Pedicab Driver (sessão gratuita); Dia 21 às 17h – Golden Swallow e 19h15 – Alvo Duplo; Dia 22 às 17h – Não Brinque com Fogo e às 19h15 – Nômade; No Sábado dia 23 tem três sessões: 15h – Made in Hong Kong; 17h – Project China; e 19h – Police Story. No Domingo dia 24 a sétima arte começa às 14h – Arco; às 16h – Rouge; e às 18h – Companheiros, quase uma história de Amor (sessão gratuita).

Ho, o Sujo, conta a história do principe Wang (Liu) mantém incógnito como um reles mercador. Ele se torna amigo do ladrão vagabundo Ho (Wong) e o transforma no seu guarda costas. Quando o príncipe se torna alvo de assassinos, Ho precisa se transformar num guarda costas de verdade. Um dos mais suntuosos filmes de artes marciais feitos com excepcional coreografia do mestre Lau Kar Leung.

Pedicab Driver tem ação, romance, comédia e tragédia. Um pouco de tudo nessa história sobre dois motoristas de bicicleta-taxi apaixonados, suas novas paixões e os perigosos chefes delas.Pedicab Driver inclui algumas das mais radicais mudanças de clima do cinema local e as duas principais sequencias de luta são o ponto alto da carreira de coreografo de Sammo Hung.

Na outra sessão gratuita, o público vai conferir ‘Companheiros, quase uma história de Amor”. Jun (Leon Lai) é um jovem interiorano da China continental que chega a Hong Kong em 1986 em busca de melhores perspectivas para poder finalmente se casar com a namorada de longa data. Ele conhece Quiao (Maggie Cheung), outra jovem chinesa, já habituada a correria e ambições que marcam a vida cosmopolita de Hong Kong. Ela será sua guia, amiga, amante, e, ao longo de dez anos, suas vidas vão se entrelaçar, se encontrar e se afastar múltiplas vezes, enquanto a colônia se aproxima da sua devolução a China.

O filme "Projeto China" leva o expectador a fazer uma viagem no final do século XIX,na colônia britânica de Hong Kong que está às voltas com piratas. Oficiais corruptos seguem frustrando a guarda costeira local, mas Dragon Ma (Jackie Chan) não descansará até trazer paz às águas locais.Este filme terá sessão inclusiva, com LIBRAS e Audiodescrição. A sessão ocorre no dia 29 de junho (sexta-feira) às 11 horas, com entrada franca, mediante retirada de senhas, 1h antes da sessão, na bilheteria do CCBB.

Além da exibição dos filmes haverá um curso e um debate. O Debate ocorre no dia 21 de junho (quinta-feira), às 19 horas, e conta com as participações de Júlio Bezerra, Filipe Furtado e Felipe Moraes. O Debate vai contar com tradução em LIBRA. Para se inscrever no curso, basta enviar email para: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. . O cinema de Hong Kong fica em cartaz no CCBB até o dia 08 de julho. Ingressos: R$ 10 e cinco (meia), no local.

OMS deixa de considerar Transexualidade como transtorno mental

A Organização Mundial da Saúde publicou no dia 28 a nova edição da Classificação Internacional de Doenças. A novidade é que a transexualidade deixou de ser considerada como um transtorno e mental e o vício em videogames passou a ser classificado como um distúrbio de comportamento. Durante a última década, especialistas analisaram as informações científicas mais recentes para criar um novo padrão que pudesse ser usado por profissionais da saúde do mundo inteiro. A última revisão ocorreu há 28 anos.

A partir de agora cada país precisa se adaptar à nova CID, com prazo até 1º de janeiro de 2022. CID é uma codificação padronizada de todas as doenças, distúrbios, condições e causas de morte. Essa norma serve para que os países obtenham dados estatísticos e epidemiológicos sobre sua situação sanitária e possam planejar programas de acordo com isso.

Até agora, as pessoas que não se identificavam com o sexo que lhes foi atribuído ao nascer eram consideradas doentes mentais pelos principais manuais de diagnóstico, devido à classificação da OMS. As entidades LGTBI passaram anos reivindicando que a transexualidade, que é um transtorno de identidade de gênero, saísse do compartimento das doenças mentais e entrasse no de comportamentos sexuais. Com esta mudança, a OMS mantém a transexualidade dentro da classificação para que uma pessoa possa obter ajuda médica se assim desejar, já que em muitos países o sistema sanitário público ou privado não reembolsa o tratamento se o diagnóstico não estiver na lista.

O diretor do departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS, Shekhar Saxena, disse que a transexualidade deixou de ser considerada uma doença mental “porque não há evidências de que uma pessoa com um transtorno de identidade de gênero deva ter automaticamente um transtorno mental, embora aconteça muito frequentemente seja acompanhado de ansiedade ou depressão”. “Queremos que as pessoas que sofrem dessas condições possam obter assistência médica quando a necessitarem”. Saxena observou que se uma pessoa transexual é identificada automaticamente como vítima de um transtorno mental, “em muitos países ela é estigmatizada e pode ter reduzidas as chances de procurar ajuda”.

Quem está comemorando a decisão da OMS é a atriz transexual Daniela Veja, protagonista do filme chileno “Uma Mulher Fantástica”, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “O mérito do filme é que ele fala aos espectadores”, acrescentou Vega, “convida-os a definirem uma postura perante Marina e o resto das pessoas trans”.

Desde que começou seu percurso pelos festivais, há um ano, a produção vem dando mais visibilidade a essa realidade, que em muitos países não é respeitada. Nem mesmo no Chile, apesar do filme e do prêmio. “Neste país, ao qual eu retorno feliz com a equipe do filme, na minha carteira de identidade continua figurando um nome que não é o meu. O país onde eu nasci não me garante a possibilidade de ser eu”, declarou a atriz. O filme despertou o diálogo sobre a identidade de gênero.

Outra das modificações mais chamativas da nova CID é a inclusão do vício em videogames como doença mental. Segundo Shekhar Saxena este transtorno se caracteriza por um padrão de comportamento de jogo “contínuo ou recorrente”. A OMS estima que entre 2% e 3% dos jogadores de videogames têm um comportamento abusivo, mas salienta que por enquanto faltam dados empíricos.

Saxena esclareceu que o fato de jogar a um game não é nocivo por si só, assim como ingerir álcool também não é, por exemplo. O problema,segundo ele,ocorre quando o consumo é abusivo e altera o comportamento da pessoa “Se a criança, adolescente ou adulto que joga faz isso sem parar e deixa de sair com seus amigos, deixa de fazer atividades com seus pais, se isola, não estuda, não dorme e só quer jogar, esses são sinais de alerta de que poderia ter um comportamento aditivo e que precisa procurar ajuda”, afirmou o diretor do departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS.

 
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