Coluna Bernadete Alves - dia 12/06/2018

Não proteger a infância é condenar o futuro, diz OIT

O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil lança a campanha Não proteger a infância é condenar o futuro, uma parceria com a Organização Internacional do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho. O objetivo é chamar a atenção de órgãos públicos, empresas, organizações civis e da sociedade em geral para o problema e fomentar ações que contribuam para o combate a prática, especialmente as de maior impacto para meninos e meninas. As ações da campanha ocorrem de forma descentralizada em vários locais do país.

Por meio da campanha global “Geração segura e saudável”, que propõe a adoção de uma abordagem concertada e integrada entre o combate ao trabalho infantil e a promoção de uma cultura de prevenção em segurança e saúde ocupacional, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) defende e chama a atenção para a necessidade de proteger os jovens trabalhadores (dos 15 aos 24 anos). A campanha ocorre na ocasião do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil (12 de junho) e do Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho (28 de abril), que visam eliminar o trabalho infantil e melhorar a segurança e saúde dos jovens trabalhadores.

O foco são as modalidades chamadas de "piores formas" de trabalho, como tarefas relacionadas à agricultura, atividades domésticas, tráfico de drogas, exploração sexual e trabalho informal urbano. Em razão dos riscos e prejuízos, o emprego de meninos e meninas nessas tarefas é proibido até os 18 anos. Nas demais situações, o trabalho é permitido a partir dos 16 anos, sendo possível também a partir dos 14 anos caso ocorra na função de aprendiz.

Nos últimos anos, com a crise política e econômica em que o país entrou, foi um impacto, em toda a sociedade, sobretudo nas famílias em vulnerabilidade social. E uma das causas para o trabalho infantil é a desigualdade social e a pobreza. De acordo com o Sistema Nacional de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde, foram registradas 236 mortes de meninos e meninas em atividades perigosas entre 2007 e 2017. O sistema recebeu, no mesmo período, notificações de 40 mil acidentes de pessoas de 5 a 17 anos. Deste total, mais de 24 mil foram graves, resultando em fraturas ou membros amputados.

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) mostra que, em 2015, havia 2,7 milhões de crianças e adolescentes trabalhando irregularmente. Houve aumento, nos últimos anos, no número de crianças de 5 a 9 anos trabalhando na agricultura, uma das piores formas de trabalho infantil.

Tânia Dornellas,assessora do fórum, diz que mais de 2 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalham no Brasil. Embora o número absoluto de trabalho infantil seja no meio urbano, do ponto de vista relativo, nas áreas rurais há menor concentração, mas é onde elas mais trabalham.“Qual o futuro que essas crianças vão ter? Uma criança que trabalha não tem a mesma concentração e energia que precisa para estudar. Só o fato de o Estado não garantir educação pública de qualidade para todos já é uma agressão. Quando aliado à iniciação precoce ao trabalho, você condena essas crianças”, afirmou Dornellas. “A consequência é a falta de competência e qualificação necessárias para inserção no mercado de trabalho e, provavelmente, aposentadoria precoce devido às sequelas adquiridas, ligadas às atividades de risco”.

Trump e Kim Jong-un prometem ao mundo “uma grande mudança”

O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, King Jong-un, no hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura, representa um caminho em direção à paz. A cúpula desta terça-feira foi a primeira entre um norte-americano e norte-coreano depois de quase 70 anos de tensão por causa da Guerra da Coreia de 1950-1953. Trump e King Jong-um assumiram, em declaração conjunta, o compromisso de unir esforços para construir um regime de paz duradouro e robusto na Península Coreana.

A Coreia do Norte se compromete com a “completa desnuclearização da península coreana”. Os Estados Unidos, a ofereceram garantias de segurança ao regime de Pyongyang. Estas são as grandes promessas da declaração conjunta que o presidente dos EUA, Donald Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, assinaram ao final da sua cúpula de quatro horas em Singapura.

Os dois líderes descreveram o encontro como fundamental. Kim considerou que “o mundo vai assistir a uma mudança tremenda”, e Trump, que “vamos resolver um problema muito perigoso”.

“Os Estados Unidos e a República Democrática Popular da Coreia se comprometem a estabelecer novas relações, de acordo com o desejo de paz e prosperidade por parte dos povos dos dois países”, afirma o documento. As duas nações se somarão aos esforços para criar um regime duradouro e estável de paz, prossegue o texto. “A RDPC se compromete a trabalhar pela desnuclearização completa da península coreana.” Além disso, os dois países prometem colaborar na recuperação dos restos de prisioneiros de guerra e desaparecidos em combate da Guerra da Coreia.

Ao assinar o acordo, Trump disse que a declaração é “muito extensiva” e contém “muita boa vontade”. “Vamos nos reunir de novo, muitas vezes”, acrescentou. O líder norte-coreano expressou-se de forma mais sóbria sobre os feitos da cúpula: “Vamos assinar um acordo histórico. O mundo assistirá a uma mudança tremenda... Agradeço ao presidente Trump por ter tornado este encontro possível”.

O mundo parou para testemunhar o histórico aperto de mãos,de 12 segundos, o primeiro entre um presidente norte-americano e um líder norte-coreano. Os líderes, com seu traje típico, caminharam em uníssono, ao mesmo ritmo, vindo de extremos opostos do palco para se encontrarem exatamente no centro, diante um fundo de bandeiras norte-coreanas e norte-americanas.

A reunião foi cercada por extrema segurança por terra, mar e ar: além de centenas de policiais no local, o espaço aéreo também foi vigiado por drones. Dois navios de guerra de Singapura e vários barcos patrulha controlam as movimentadas águas em torno da ilha de Sentosa.

A Coreia do Norte pediu garantias de segurança. Os Estados Unidos estão abertos a isso, como disse Pompeo. Garantias “diferentes” das que Washington pôde oferecer no passado e que, em sua opinião, convencerão Pyongyang de que “o desarmamento nuclear irá beneficiá-los”. Depois os líderes iniciaram um almoço de trabalho com a presença de mais representantes das respectivas equipes.

O cardápio do almoço combinou de maneira eclética pratos asiáticos com clássicos da cozinha norte-americana: o coquetel de camarões e salada de abacate foram acompanhados pelo pepino coreano recheado; porco agridoce e arroz frito de Yangzhou com peixe ao molho de soja e verduras asiáticas; sorvete de creme e bolinhos de chocolate, a sobremesa preferida de Trump.

Clube do Choro de Brasília recebe orquestra VGMus

A orquestra VGMus se apresenta nesta terça-feira, dia 12, às 21 horas. Sonic 2, The King of Fighters, dentre outros jogos de videogames que viraram febre na década de 90, serão agora revividos pela banda nos palcos de Brasília. A VGMus já passou pelo Simpósio brasileiro de Games,Festival Internacional de Arte e pelo espetáculo de Natal da Caixa Econômica, dentre outros.

Nos palcos desde 2012 como orquestra sob regência de Felipe Ayala, a "VGMus" , cujo nome faz analogia a videogame e música, apresenta conhecidos temas de games conduzidos por um mestre de cerimônia. Além de escutar músicas destes games que ficaram na memória, o público pode ainda jogar ao vivo, com direito a trilha sonora dos instrumentistas que acompanham o ritmo da trilha de acordo com o desempenho do jogador.

O produtor Miron de Lelis destaca que a apresentação é uma boa pedida para quem quer passar um Dia dos Namorados nerd. "Estamos apenas ampliando nosso catálogo de serviços para atender melhor ao mercado", garante o mestre de cerimônias que apresenta o show.

Este ano estreia a sua nova formação: VGMus Band, com repertório inédito, que conta com guitarra, baixo, teclado e bateria, além de participação especial de uma cantora em algumas músicas. O toque erudito dado pela formação de orquestra é substituído pelo tom de rock da formação reduzida.

 
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