Coluna Bernadete Alves - dia 10/05/2018

Remédio para osteoporose pode ser a ‘cura’ para calvície

Perder os cabelos pode causar sérios danos psicológicos em homens e mulheres, e atualmente há poucas opções para lidar com a calvície. Um estudo desenvolvido pelo Centro de Dermatologia da Universidade de Manchester, na Inglaterra, traz esperança para solucionar o problema. A novidade foi publicada na revista Plos Biology desta semana.

Os pesquisadores descobriram que a medicação, chamada de WAY-316606, suprime a proteína responsável pela queda de cabelos e promove o crescimento dos fios em questão de dias.Para chegar ao resultado, os cientistas utilizaram folículos de mais de quarenta pacientes que passaram por cirurgia capilar. No início da pesquisa, foram observados os efeitos da ciclosporina A (CsA), medicação usada no tratamento de doenças autoimunes. Apesar de ter sido capaz de reduzir a atividade da SFRP1, proteína que regula o crescimento de tecidos, a ciclosporina causava efeitos colaterais. Por causa disso, os cientistas decidiram procurar outro agente que atingisse essa proteína e estimulasse o crescimento dos fios sem prejuízos.

Durante a busca por alternativa, a equipe descobriu que o WAY-316606, usada no tratamento da osteoporose, não apresentava efeitos colaterais e promovia o crescimento dos folículos capilares em apenas dois dias, sendo ainda mais eficiente na supressão da proteína. “O tratamento pode fazer uma diferença real para as pessoas que sofrem de perda de cabelo”, disse Nathan Hawkshaw, líder do estudo, à BBC. No entanto, ele ressaltou que testes clínicos seriam necessários para confirmar se o tratamento é eficaz e seguro nas pessoas.

“Graças à nossa colaboração com um cirurgião de cabelo, conseguimos conduzir nosso experimento com folículos pilosos generosamente doados por mais de 40 pacientes. Isso fez nossa pesquisa clinicamente muito relevante, já que muitos estudos com cabelo são realizados apenas com cultura celular”, afirma Hawkshaw. “Quando o estudo dos efeitos do CsA sobre o crescimento de cabelo foram feitos em ratos, um mecanismo de ação celular muito diferente foi sugerido. Se tivéssemos confiado nessas pesquisas com rato, teríamos ido pelo caminho errado. O fato de esse novo agente, que nunca havia sido considerado no contexto da perda de cabelo, promover o crescimento dos pelos é muito animador porque isso pode, um dia, fazer uma diferença real na vida de pessoas que sofrem de calvície”, afirma o cientista.

A calvície é a perda parcial ou total de cabelos que pode acontecer em homens e mulheres. Os primeiros sinais mais comuns desse problema são: afinamento dos fios ou nascimento de fios mais finos que aos poucos param de crescer. As causas da calvície são diversas: genética – herança materna ou paterna -, distúrbios fisiológicos e emocionais, e tratamentos capilares inadequados. Além disso, o uso exagerado de fixadores, como gel de cabelo, e secadores produz oleosidade excessiva, o que pode gerar caspa e descamação no couro cabeludo, levando à queda de cabelo. Banhos muito quentes costumam produzir o mesmo efeito. Outro fator que pode causar calvície são alterações no couro cabeludo provocadas por tratamentos capilares, como alisamentos, permanentes e tingimento dos fios.

Problemas hormonais também afetam a produção de cabelos: alterações nos hormônios masculinos podem agir sobre os folículos capilares, provocando afinamento, diminuição do crescimento e, por fim, a queda parcial ou total dos cabelos. Já nos femininos, que acontecem principalmente na menopausa, podem causar rarefação.

Atualmente, no mercado, existem apenas duas drogas disponíveis para o tratamento de calvície de padrão masculino: o minoxidil (para homens e mulheres), e a finasterida (apenas para homens). No entanto, ambos apresentam efeitos colaterais e os resultados são modestos. Aos pacientes que sofrem com a calvície, a única outra opção, no momento, é o transplante que é caro e doloroso. Além disso, nem todos podem se submeter à técnica.

Esta nova descoberta é uma luz para devolver aos homens e mulheres as suas madeixas.

Fábio Koff, ex-presidente do Grêmio, morre aos 86 anos

Faleceu na manhã de hoje, aos 86 anos, Fábio André Koff, ex-presidente do Grêmio que comandou o clube nos títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes em 1983 e no bi da Libertadores, em 1995. O dirigente ainda presidiu o Clube dos 13 de 1987 até sua dissolução, em 2011.

Koff estava internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, com um quadro de infecção generalizada. O Grêmio divulgou um comunicado lamentando a perda: "O Clube expressa toda consternação pela perda de um símbolo de sua história, responsável pela maior glória já alcançada dentro de campo, e solidariza-se com sua família, amigos e com a torcida tricolor", diz o texto.

“É com enorme pesar que comunicamos o falecimento do nosso eterno presidente Fábio André Koff. Lamentamos a perda deste símbolo de nossa história, responsável pela maior glória já alcançada em campo, e expressamos nossa solidariedade à sua família, amigos e à torcida tricolor”.

No começo de 2016 Koff participou ativamente do lançamento de sua biografia “Fábio André Koff: Memórias e Confidências – O que Faltou Esclarecer". O livro, com 247 páginas, refaz a trajetória do ex-presidente e traz revelações e histórias de bastidores sobre personagens que fizeram parte da vida tricolor nas últimas décadas. No mesmo ano, visitou o já desativado estádio Olímpico, onde concedeu entrevista para o GloboEsporte.com.

Fábio Koff nasceu em 13 de maio de 1931, em Bento Gonçalves, na serra gaúcha. Koff se formou em Direito e foi juiz em diversas cidades do interior do Rio Grande do Sul. Gremista apaixonado, era sócio do clube desde os anos 1950. Entrou no Conselho do clube pela mão de outro presidente histórico, Hélio Dourado, falecido em agosto de 2017.

O primeiro cargo no clube foi em 1976, como vice de futebol de Dourado. Desde então, esteve presente em grandes momentos da história do Grêmio. Tinha uma forte relação com Renato, autor dos gols na vitória por 2 a 1 sobre o Hamburgo, na final do Mundial de Clubes, e atual técnico. E especialmente com Luiz Felipe Scolari, técnico da dourada década de 1990 e aposta pessoal do presidente.

Koff presidiu o Grêmio em três momentos: primeiro, em 1982, sendo o mandatário no título da Libertadores e do Mundial no ano seguinte. Em sua segunda passagem, após se recuperar de um problema de saúde, comandou o clube entre 1993 e 1996, com Felipão como técnico. Foi campeão da Libertadores novamente, do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e da Recopa Sul-Americana, além de taças estaduais.

Sua terceira passagem foi em 2013, após derrotar Paulo Odone nas eleições. Investiu forte para tentar conquistar o tri da Libertadores no ano seguinte, mas o Grêmio acabou eliminado nas oitavas de final pelo San Lorenzo. Não concorreu à reeleição e lançou o nome do atual mandatário, Romildo Bolzan Júnior, seu antigo vice-presidente e presidente no tri da Libertadores.

O adeus ao mito foi na Arena do Grêmio com a presença de fãs, colegas, jogadores e dirigentes. Descanse em paz Fábio André Koff!

 
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