Coluna Bernadete Alves - dia 30/04/2018

Células-tronco restauram visão de paciente com degeneração macular

Médicos britânicos deram um enorme passo em direção a curar uma forma comum de doença ocular crônica ligada à idade. Dois pacientes idosos com degeneração macular do Hospital Moorfields Eye, em Londres, receberam uma terapia de célula-tronco de ponta como parte de um pequeno teste para melhorar a visão em pessoas com perda de visão severa e repentina causada pelo que é conhecido como degeneração macular “úmida”, em que vasos sanguíneos anormais crescem sob a retina e a mácula no olho.

A degeneração macular “úmida” é menos comum do que a “seca”, mas é uma forma mais severa da doença que ocorre à medida em que a degeneração macular “seca” progride. Ela raramente causa cegueira total, mas pode ocasionar manchas e pontos cegos que dificultam enxergar com clareza. A ideia era substituir essas células oculares doentes usando células-tronco advindas de um embrião humano e então inseridas na parte posterior do olho.

Células-tronco embrionárias são especiais porque têm a capacidade de se tornar qualquer tipo de célula no corpo humano. Neste caso, elas se tornaram o tipo de célula que compõe o epitélio pigmentar da retina. Elas foram inseridas em um suporte para colocá-las no lugar, uma faixa viva de células com apenas uma camada de espessura. Essa faixa foi então inserida cirurgicamente sob as hastes e cones da parte traseira do olho.

A técnica e os resultados do estudo foram publicados online no periódico Nature Biotechnology. Até agora, o tratamento parece ser seguro e eficaz, mas os pesquisadores apontam que o trabalho ainda está em seus estágios iniciais e que mais testes são necessários. Ainda não é exatamente uma cura. Os pacientes nos testes puderam ler novamente, mas sua visão ainda não estava completamente restaurada. Os resultados, no entanto, são um desenvolvimento interessante na terapia de célula-tronco que sugere um futuro em que, talvez, envelhecer possa ser um pouco menos doloroso.

Aeroporto JK é o melhor avaliado do País

O Aeroporto Internacional de Brasília, Juscelino Kubitschek, foi eleito o melhor do País em um páreo com outros 19 terminais, os maiores do Brasil. Os parâmetros foram infraestrutura, facilidades ao passageiro, companhias aéreas e transporte público. O tempo de espera nas filas da imigração e do raio-X foi campeão de elogios em Brasília. Na imigração, os passageiros aguardam, em média, nove minutos. Para ter as bagagens analisadas, esperam por dois minutos. Os serviços são os mais rápidos de todo o País, segundo a pesquisa realizada entre janeiro e março deste ano com 1.121 pessoas.

A diretora de Planejamento e Gestão Aeroportuária da Secretaria Nacional de Aviação Civil, Fabiana Todesco, crê que a pesquisa de satisfação gera uma concorrência benéfica entre os aeroportos. “Estimula a prestação de serviços de qualidade, ao tornar esses indicadores públicos”, completa. No entanto, a pasta não tem o dever de fiscalizar os terminais, mesmo quando os indicadores são ruins. “As empresas operadoras devem atender aos parâmetros mínimos determinados nos contratos”, declara Fabiana.

 
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