Coluna Bernadete Alves - dia 28/04/2018

Brasília ganha mais um espaço de arte

O Lago Sul foi o local escolhido para receber a Cumaru, novo espaço da cidade que pretende usar a arquitetura para aproximar o público com a arte. A idealizadora da galeria é da dentista Simone Carrara com o designer Diego Cattani, responsável pela curadoria da mostra.

“As pessoas acham que só a arte de fora presta: fora do Distrito Federal, fora do Brasil. Temos de nos descolonizar. A maioria do nosso talento local vai embora, isso é muito preocupante. Cidade sem artista não critica, não tem ruptura, e talvez Brasília precise disso mais que as outras”, declara Simone.

O brasiliense David Almeida que atualmente vive em São Paulo, se inspirou na Babilônia Norte para compor a série exposta na galeria Cumaru. De São Paulo o público vai conferir as obras dos artistas Lucas Simões, que mostra o equilíbrio frágil entre concreto e papel; e Hugo Frasa que é obcecado por formas e linhas exatas.

A Cumaru estará aberta ao público hoje das 14h às 17h, com obras de 13 artistas, dentre eles o venezuelano Ricardo Alcaíde, brasilienses e brasileiros. Depois, passará a funcionar às terças-feiras nesse mesmo horário ou mediante agendamento prévio. A galeria fica na QI 5, Conjunto 8, Casa 3, no Lago Sul.

População brasileira tem mais idosos e mulheres são maioria

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a pesquisa “Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores 2017”, que mostra que em cinco anos, a população brasileira com 60 anos ou mais de idade cresceu 18,8% entre 2012 a 2017.

Maria Lúcia Vieira, responsável pelo estudo do IBGE, diz que o levantamento confirma o processo de envelhecimento da população, que já é conhecido e não acontece somente no Brasil, pois é um fenômeno mundial. “Isto ocorre por vários fatores. Em primeiro lugar, pelo aumento da expectativa de vida da população - as pessoas estão vivendo mais até pela melhoria na questão do saneamento básico e nos tratamentos de saúde disponíveis -, detalhe aliado às mulheres. Elas estão tendo menos filhos, o que é possível perceber nos últimos anos pela redução da taxa de fecundidade”, afirmou a pesquisadora.

Os dados mostram que o aumento evidência o envelhecimento gradativo e indicam, ainda, que a população, ao manter a tendência de envelhecimento dos últimos anos, ganhou 4,8 milhões de idosos desde 2012, superando os 30,2 milhões em 2017. Em 2012, os brasileiros com 60 anos ou mais eram 25,4 milhões. As mulheres são maioria expressiva neste grupo, com 16,9 milhões (56% dos idosos), enquanto os homens idosos são 13,3 milhões (44% do grupo).

“O número médio de filhos por mulheres leva a que a população mais velha ganhe mais participação no total da população. As crianças de hoje são os jovens de amanhã e os adultos de depois de amanhã. Então, quanto menos crianças, mais aumenta a população mais velha”, disse Maria Lúcia.

Segundo o IBGE, a taxa de fecundidade das brasileiras vem sofrendo um processo de redução bastante acentuado em todas as faixas etárias e grupos sociais nos últimos anos. “O declínio é reflexo das mudanças ocorridas na sociedade brasileira nas últimas décadas, como o aumento da urbanização, maior participação de mulheres no mercado de trabalho, elevação da escolaridade e disseminação dos métodos anticoncepcionais”, de acordo com o estudo.

As mulheres mesmo depois dos 60 anos trabalham, são capazes de aprender, educar, adquirir novos hábitos e tolerar contradições. São responsáveis pelo sustento da família e chegam a cumprir três jornadas. Por isso a saúde delas precisa de mais atenção.

Em 2017 a população residente no Brasil foi estimada em 207,1 milhões de pessoas, um crescimento de 4,2% em relação a 2012, quando havia 198,7 milhões.

O país está envelhecendo, mas ainda não parece pronto para isso. Cabe a pessoa reconhecer o próprio envelhecimento, e fazer valer o Estatuto do Idoso. É importante conhecer bem a lei e fazer questão de que ela seja cumprida.

 
RocketTheme Joomla Templates