Coluna Bernadete Alves - dia 26/04/2018

Embrapa festeja 45 anos com olho no futuro

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), completa hoje 45 anos de história em prol do desenvolvimento sustentável. A empresa, que conta com 42 unidades de pesquisa espalhadas nas cinco regiões do Brasil, comemora destacando tecnologias que contribuíram para aumentar a eficiência na produção agropecuária do País e as megatendências que vão orientar a sua atuação futura.

A importante data foi comemorada antecipadamente no auditório da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, no dia 24, por Maurício Antônio Lopes, diretor-presidente da Embrapa, com a participação de representantes do Governo Federal, governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, parlamentares, embaixadores, parceiros das iniciativas públicas e privadas, empregados e colaboradores da Embrapa.

Na ocasião foi lançado o trabalho “Visão 2030: o futuro da agricultura brasileira”, que consolida sinais e tendências na agricultura em termos científicos, tecnológicos, sociais, econômicos e ambientais. O documento contém bases para o planejamento estratégico das organizações públicas e privadas de ciência, tecnologia e inovação (CT&I).

Além deste importante documento, também foi apresentado pelo presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, os resultados do Balanço Social da Embrapa, Plataforma Olhares para 2030. O documento apontou lucro social de R$ 37,18 bilhões em 2017, gerados a partir da adoção, pelo setor agropecuário, de 113 tecnologias e de cerca de 200 cultivares disponibilizadas pela empresa nesse último ano.“Para cada real aplicados pela Empresa, foram devolvidos R$ 11,06 para a sociedade”, ressaltou Maurício Lopes.

Os convidados também conferiram o lançamento da coleção de 18 e-books que evidenciam a colaboração da Embrapa para ajudar o Brasil a atingir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos em 2015 pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), dentro da Agenda 2030 e que representam um conjunto de compromissos para superar desafios da sustentabilidade da humanidade neste século. No mês passado, a Embrapa lançou o primeiro e-book, voltado para Água, durante 8º Fórum Mundial da Água 2018.

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, que também preside o Conselho de Administração da empresa, destacou, durante o evento que “a Embrapa ajudou a fazer um planejamento a partir do mapa do Brasil, para com a menor intervenção possível torná-lo mais eficiente”. Afirmou que isso foi possível “pensando no país sem pressões político partidárias, sem as questões estaduais, pensando num Brasil que dá certo, no Brasil como um todo”. Novacki destacou ainda que “na instituição passam governos, passam posições políticas divergentes e ela continua no rumo certo, por ser uma casa sem bandeira partidária. O que se defende aqui dentro é o Brasil e assim que deve continuar”.

Durante evento em Brasília foram lançados trabalhos de pesquisadores, fechadas parcerias estratégicas para a empresa e a entrega de prêmio a homenageados pela contribuição ao setor agropecuário. O evento em Brasília teve a participação de representantes do Governo Federal, governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, parlamentares, embaixadores, parceiros das iniciativas públicas e privadas, empregados e colaboradores da Embrapa.

Dentre os homenageados, destaque para o pesquisador da Embrapa, Elíbio Leopoldo Rech Filho, homenageado por conta do conjunto de resultados de sua atuação como cientista e também pelo reconhecimento internacional da pesquisa que comprovou a viabilidade do uso de soja geneticamente modificada como biofábrica para a produção, em larga escala, de uma proteína extraída de cianobactérias (também chamadas de algas azuis) eficiente contra o vírus que pode levar ao desenvolvimento da AIDS.

Quatro parceiros externos também receberam homenagens: Paulo Hermann, presidente da John Deere no Brasil e membro da Associação Rede ILPF; João Martins, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil(CNA); Teka Vendramini, produtora rural, membro do Núcleo Feminino do Agronegócio e diretora executiva da Sociedade Rural Brasileira e Mariana Vasconcelos, jovem empreendedora rural que criou aplicativo para tornar plantações “inteligentes”, possibilitando reduzir em até 60% o consumo de água na irrigação.

Na cerimônia realizada na sede da Embrapa em Brasília, foram assinadas parcerias estratégicas, como com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAAP-DF), Termo de Cessão de Uso e um Contrato de Cooperação-Geral para viabilizar a participação da Empresa no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic). Com a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), foi formalizada a doação à União de área do Parque Estação Biológica para uso restrito da Embrapa e entregue Termo de Cessão de Uso de área para a Embrapa Cerrados. O governo de Brasília ampliou parcerias com a instituição de inovação tecnológica, que é vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Outro destaque foi o lançamento do e-Campo (ferramenta disponível no Portal da Embrapa, que reúne todas as capacitações na modalidade a distância oferecidas pela Embrapa) e 14 tecnologias com grande potencial de impacto junto ao setor produtivo, que acabam de chegar no mercado: SpecSolo, fossa séptica biodigestora adaptada para área de várzea, soja 5980IPRO, soja BRS 511, WebAmbiente, Inoculação de braquiárias com Azospirillum, Mel do Cerrado, Feijão BRS FC 104, Arroz BRS A501 CL, Arroz A702 CL, SISILPF, GeoInfo, solarizador de substrato para produção de mudas livres de nematóides e Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária Brasileira.

Criada em 26 de abril de 1973 como principal instrumento na reformulação da pesquisa agropecuária brasileira, a Embrapa foi parte efetiva da revolução agrícola que tornou o Brasil um dos líderes mundiais em tecnologias para a agricultura tropical. Nesse período, o País deixou uma situação de insegurança alimentar e passou a ser um dos principais produtores de alimentos do mundo. O crescimento da oferta para o mercado interno superou a curva de crescimento da demanda, provocando uma queda de 50% no valor da cesta básica, entre 1975 e 2011.

Essa revolução no campo é fruto do trabalho conjunto da Embrapa, das instituições estaduais de pesquisa e extensão, de universidades e do setor produtivo, que apostou nas tecnologias geradas pela pesquisa. Essas inovações ajudaram a mudar o cenário brasileiro com incremento de produção, produtividade e impulsionando a competitividade, com sustentabilidade. A Embrapa é constituída por 47 Unidades Descentralizadas de Pesquisa e Serviço, além de 15 Unidades Centrais. Ela também coordena e integra o SNPA (Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária), constituído pelas Oepas (Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária), por universidades e institutos de pesquisa de âmbito federal ou estadual e organizações, públicas e privadas, vinculadas à atividade de pesquisa agropecuária.

A Empresa, junto com seus parceiros, desenvolve pesquisas em diversas áreas do conhecimento, beneficiando setores do agronegócio. As parcerias foram fundamentais nesse sentido, permitindo um intercâmbio de conhecimentos com instituições líderes em pesquisa no Brasil e no mundo. Cerca de 250 novos projetos de pesquisa são aprovados anualmente na Embrapa nos mais variados temas de interesse do agronegócio nacional. Hoje a Empresa opera uma carteira do Sistema Embrapa de Gestão (SEG) com mais de mil projetos.

A força da Embrapa também está em sua estrutura, sendo destaque entre as empresas públicas pela equipe altamente qualificada. São 9.795 empregados dos quais 2427 são pesquisadores, 81% deles com doutorado. O orçamento da Empresa em 2012 foi de R$ 2,33 bilhões. No âmbito internacional, a Empresa desenvolve 49 projetos de cooperação técnica com a América Latina e Caribe, contemplando 18 países, e 51 projetos de cooperação com 9 países da África. Em termos de cooperação científica, destacam-se os Laboratórios Virtuais da Embrapa no exterior (Labex), um arranjo inovador que permite o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores da Embrapa e cientistas das principais instituições mundiais de pesquisa. Atualmente, a Empresa conta com Labex em operação nos Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Coreia e China. Ainda em 2013, entrará em operação um novo Labex, sediado no Japão.

Exercícios físicos e música são aliados no combate a Hipertensão

Neste Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, a Sociedade Brasileira de Hipertensão e o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, alertam a população dos riscos da pressão alta. A iniciativa do “Meça sua Pressão” visa a informar e orientar sobre a importância de fazer a aferição regular da pressão arterial e de como prevenir a doença.

São consideradas hipertensas pessoas com pressão arterial maior que 140/90 mmHg, mas, de acordo com a nova diretriz americana, esse parâmetro já baixou para 130/80 mmHg. A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, que não causa sintomas e é progressiva. Atinge homens e mulheres e 32,5% dos brasileiros sofrem com ela.

O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, debateu o que é e como combater a pressão alta em um talk show com o cantor e compositor Gilberto Gil, que é hipertenso, foi o convidado especial e falou sobre sua rotina para cuidar da hipertensão. O diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil Filho, disse que no Brasil a hipertensão arterial atinge 32,5% (36 milhões) de indivíduos adultos, mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular. "Dados do Ministério da Saúde mostram que um em cada cinco indivíduos sofrem da doença e apenas 20% fazem o controle adequado", explica o médico Kalil Filho.

O diretor do Sírio-Libanês informou que diversos fatores contribuem para a elevação da pressão arterial, entre eles o envelhecimento da população, a obesidade, o consumo excessivo de sal, sedentarismo e o uso abusivo de bebida alcoólica e drogas. A melhor forma de combater a doença, além da utilização de medicação adequada, é adotar hábitos saudáveis, alimentação rica em frutas, oleaginosas e sais minerais, além da prática de exercícios físicos.

A música também pode potencializar os efeitos da hipertenção de acordo com pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em parceria com a Faculdade de Juazeiro do Norte, a Faculdade de Medicina do ABC e a Oxford Brookes University (Inglaterra). O estudo mostra que a música pode intensificar os efeitos de medicamentos contra a hipertensão arterial e problemas cardíacos. Segundo os pesquisadores a música pode se tornar um método auxiliar para prevenir o desenvolvimento da doença em pessoas com essa propensão.

Curtas

TSE barra estratégia de Romário para estender mandato no Senado e manter suplente no cargo até 2022, foi negada pela Justiça Eleitoral. O Senador consultou a Justiça para saber se era possível que ele abandonasse o cargo em favor de seu suplente e se candidatasse à reeleição ao Senado. “Permitir que um senador que ainda tem mais quatro anos de mandato deixe o cargo para o suplente é fraudar a vontade popular e o mandato constitucional que exige a renovação da composição do Senado a cada quatro anos”, disse o ministro Luis Roberto Barroso. Todos os ministros do TSE acompanharam Barroso em seu voto.

 
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