Coluna Bernadete Alves - dia 19/04/2018

Secador de mãos espalha partículas de fezes pelo ambiente

Os secadores de mãos, muito comuns em banheiros de shoppings e aeroportos, se tornaram uma opção sustentável e econômica se comparados às toalhas de papel. No entanto, um estudo científico coordenado pela Sociedade Americana de Microbiologia, revelou que o utensílio é responsável por espalhar partículas de fezes no ambiente, principalmente nas mãos das pessoas.

A pesquisa, coordenada pela Sociedade Americana de Microbiologia, foi publicada na revista científica Applied and Environmental Microbiology. Os testes levaram em consideração amostras de ar colhidas em secadores de mão de banheiros públicos da Universidade de Connecticut, nos Estados.

Os resultado do estudo apontaram que o início da contaminação acontece quando as pessoas dão descarga com a tampa do vaso sanitário aberta. A partir daí, partículas fecais são lançadas pelo ambiente. Ao ligar o secador, o objeto suga o ar do banheiro, e o expele nas mãos do usuário, agora já aquecido.

Foram utilizadas três formas de coletar o ar expelido pelo secador. Na primeira, placas de teste foram expostas ao secador por cerca de 30 segundos. Elas chegaram a abrigar até 60 colônias de bactérias. Já as placas que ficaram expostas apenas ao ambiente, sem os secadores ligados, foram contaminadas por, no máximo, uma colônia de bactérias. A terceira amostra coletada ficou em contato, por 20 minutos, com um banheiro onde havia um pequeno ventilador. Esta amostra tinha, em média, de 12 a 15 colônias de bactérias.

Esses resultados indicam que muitos tipos de bactéria, incluindo potenciais patógenos e esporos, estruturas produzidas por bactérias, podem ser lançadas nas mãos das pessoas por secadores de banheiro. Esporos também podem ser espalhados entre prédios e lançados nas mãos das pessoas pelos secadores – diz um trecho do estudo.

Pelo bem da saúde vamos usar toalhas de papel.

 
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