Coluna Bernadete Alves - dia 20/03/2018

Governadores discutem caminhos para superar a crise hídrica

Painel realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, na manhã desta terça-feira com os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin; de Brasília, Rodrigo Rollemberg; e o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, discutiu soluções para a crise hídrica, durante Fórum Mundial da Água, que acontece aqui em Brasília. O príncipe herdeiro do Japão, Nahurito, assistiu à mesa-redonda.

O Fórum é o maior evento global sobre o tema água e é organizado pelo Conselho Mundial da Água, uma instituição internacional que reúne interessados no assunto e tem como missão “promover a conscientização, construir compromissos políticos e provocar ações em temas críticos relacionados à água para facilitar a sua conservação, proteção, desenvolvimento, planejamento, gestão e uso eficiente, em todas as dimensões, com base na sustentabilidade ambiental, para o benefício de toda a vida na terra".

Durante o painel “Crises Hídricas no Brasil”, as autoridades apresentaram os caminhos para superar restrições no abastecimento e os principais avanços de enfrentamento à crise hídrica ao longo de décadas no Brasil. Segundo o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, 907 municípios sofrem com a escassez total ou parcial de água. Por isso, ele avalia serem imprescindíveis políticas estruturantes e conjuntas, como a do DF em parceria com Goiás. “A seca faz parte da história e da cultura do nosso País e não se resume mais ao Nordeste”, disse Helder Barbalho.

O governador Rodrigo Rollemberg assegurou que Brasília está sintonizada com os objetivos de desenvolvimento sustentável e que acredita no surgimento de uma nova consciência oriunda da troca de experiências, durante o 8º Fórum Mundial. Rollemberg destacou os investimentos em saneamento e captação no Distrito Federal. “Outra ação dentro dos objetivos de compartilhamento de água foi a desobstrução da orla do lago Paranoá, demanda histórica da população”, declarou.

Rollemberg destacou as medidas adotadas em sua gestão, como o rodízio de abastecimento na capital federal, as obras para captação de água no Lago Paranoá e pelo Subsistema do Bananal, além da revitalização de canais como o do Guariroba e o do Cristal.

“Hoje estamos em uma situação muito melhor do que no mesmo período do ano passado”, avaliou. “Um conjunto de ações do governo fez com que nosso principal reservatório, o Descoberto, alcançasse quase 70% da capacidade [68,9%].” Rollemberg mencionou ainda a queda de cerca de 16% do consumo no Distrito Federal o aumento das fiscalizações de poços clandestinos e de construções irregulares na região da Bacia do Descoberto. O governador destacou também a construção do sistema de captação de água de Corumbá, em parceria com o governo de Goiás. “É a maior obra do Brasil, que deve ser concluída até o fim do ano, mas está sendo um esforço para antecipar essa entrega.”

O governador Geraldo Alckmin disse que a água é um grande desafio do presente e será cada vez maior no futuro.“ Precisamos pensar atentamente em todas as questões envolvidas, abastecimento humano, de animais, os usos múltiplos e para isso precisamos cuidar das bacias hidrográficas, recuperar rios e nascentes”, afirmou Alckmin. O governador citou as ações de enfrentamento para contornar a crise hídrica, em São Paulo. Falou do aumento da capacidade de reserva, a interligação de bacias e a recomposição de matas ciliares. Segundo Alckmin, mais de 15 milhões de mudas serão plantadas ao fim de um programa para a recuperação de áreas próximo a nascentes.

O 8º Fórum Mundial da Água, realizado pela primeira vez em um país do Hemisfério Sul, é um evento que contribui para o diálogo do processo decisório sobre o tema em nível global, visando o uso racional e sustentável da água.

 
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