Coluna Bernadete Alves - dia 15/03/2018

Síncope e dificuldade de respirar, o alerta para pets

Desde a antiguidade o cão é conhecido como o melhor amigo do homem. Com o tempo os animais deixaram de ser apenas objetos de ostentação e foram ganhando espaço até serem tratados como membros da casa e até considerados como “filhos de quatro patas”. Segundo psicólogos a convivência dos animais com idosos e crianças é muito boa para a saúde de ambos. Assim como as pessoas, os animais de estimação necessitam de atenção diária, boa alimentação, exercícios e cuidados diferenciados como passeios para evitar o estresse e manter também a saúde mental em dia.

Como todo mundo já sabe, existem infinitos tipos de bactérias, vírus e doenças no mundo. Muitos deles podem atingir o cachorro e originar doenças que interferem tanto na rotina do animal como na de seu dono. Daí a importância das medidas de prevenção como a vacinação e a vermifugação. Qualquer mudança tanto comportamental, como no apetite ou aparência do cachorro já é um motivo de preocupação e alerta para levá-lo ao veterinário. Isso porque, não importa o problema, quanto mais cedo descoberto, maiores são as chances de cura.

Assim como os humanos os animais também podem ter dificuldade em respirar, ter diabetes e sofrer desmaios, alerta o médico veterinário Paulo Henrique de Carvalho, da Clínica . Síncope ou desmaio, se caracteriza quando o pet perde a consciência momentaneamente e há um relaxamento de seus músculos. A causa mais comum de síncope é uma interrupção temporária do fornecimento de sangue ao cérebro, conduzindo à deficiência de oxigênio e liberação de nutrientes para o cérebro. Outra importante causa de síncope em cães é a doença cardíaca levando a interrupção do fornecimento de sangue para o cérebro. Síncope é mais comumente visto em cães mais velhos, das raças pequenas.“Embora a síncope muitas vezes só provoca a perda temporária de consciência, diagnosticar a causa subjacente é importante para o paciente afetado, vez que a condição subjacente pode ser de natureza crônica e progressiva, ou pode mesmo ameaçar a vida do animal”, alerta Paulo Henrique.

Respirar com dificuldade é um dos pontos que os tutores devem se ater. Porque segundo Paulo Henrique, respirar com dificuldade, ficar muito tempo com a boca aberta e ofegante, não é normal. “O cão que apresenta esse sintoma, isolado ou associado a outros sinais clínicos, está com falta de ar e deve receber maior atenção do Médico Veterinário. É claro que existem algumas particularidades em determinadas raças, principalmente os braquicefálicos, como o pug e o buldogue, que têm uma respiração um pouco mais ruidosa”.

A orientação do profissional é: assim que a dificuldade de respirar for identificada, o tutor deve deixar o pet o mais calmo possível, evitar esforços físicos e procurar uma veterinária imediatamente para identificar a causa. “Animais mais velhos podem ter problemas cardíacos, e os mais novos, em geral, apresentam doenças respiratórias como bronquite, asma e até alterações na traqueia. As causas são as mais variadas possíveis, indo desde doenças infectocontagiosas, alergias, pneumotórax, hemotórax, pleurite e diversas outras situações.

Como os animais não suam para manter a temperatura do corpo estável, eles acabam interagindo com o meio ambiente quente por meio da ofegação. E não é só os branquicefálicos que apresentam este problema. Qualquer raça pode ter uma parada respiratória. Por isso a importância de todos os tutores de cães conhecerem os primeiros socorros veterinários em caso de uma emergência. Qualquer anormalidade na saúde do cão deve ser examinada de forma minuciosa por um médico veterinário.

“Quando ocorre uma parada respiratória,o melhor a fazer é levá-lo a uma clínica veterinária o quanto antes, para os procedimentos de emergência. No entanto, o tutor pode tentar fazer os primeiros socorros a caminho da clínica, no intuito de preservar a vida do animal até que o mesmo seja atendido. O primeiro procedimento a fazer é tentar detectar algum som cardíaco no animal.

Caso não detecte nenhum batimento, deve-se deitar o animal do lado direito, manter fechada a boca do pet com a mão e soprar no focinho, fazendo um procedimento semelhante a respiração boca a boca. Em seguida, atrás do cotovelo do cão, o tutor deve fazer a massagem cardíaca, sendo um sopro para cada 5 compressões no tórax. A sequência deve ser repetida pelo menos três vezes ou até chegar na clínica”, ensina a veterinária Maria Claudia Coutinho.

Segundo a Dra. Maria Claudia, o fato de o cão voltar a respirar depois dos primeiros socorros, não o libera de ser avaliado por um profissional da área, tendo em vista a gravidade do ocorrido. “Para melhor identificar a origem do problema, a avaliação de um profissional é fundamental”, declara a veterinária.

Assim como não devemos nos automedicar, também não devemos dar aos animais nenhum medicamento por conta própria. Se o pet está com algum problema, o certo é levá-lo ao veterinário o quanto antes para evitar que o quadro piore.

 
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