Coluna Bernadete Alves - dia 11/03/2018

Sebastian Piñera assume o Chile e promete caminho de progresso

Tomou posse neste domingo na presidência do Chile o empresário Sebastián Piñera, de 68 anos. Ele venceu, em segundo turno, as eleições presidenciais de dezembro e assume o cargo no lugar de Michelle Bachelet. Este é o segundo mandato de Piñera, que já governou aquele país de 2010 a 2014.Com seu retorno, encerram-se os 20 anos de governos de centro-esquerda no país, já que possui um direcionamento mais conservador.

Durante a campanha eleitoral do ano passado, o empresário prometeu trazer "eficiência na gestão", "uma reforma econômica", além de afirmar que irá "posicionar o Chile no caminho do crescimento e do progresso", discurso, aliás, bastante semelhante ao que usou para vencer as eleições de 2009. Apesar disso, o presidente chileno promete "ser bastante diferente do que no primeiro mandato", sendo agora "mais experiente e sossegado".

Sebastián Piñera é empresário, formado em Economia pela Universidade Católica do Chile. É proprietário do canal de televisão "Chilevisión" e possui 26% do Grupo Lan Airlines, que é grande acionista da empresa de logística aérea brasileira ABSA, sediada em Campinas (SP). Piñera ainda detém 13,77% da sociedade Blanco Y Negro, controladora do Colo-Colo, um dos principais times de futebol do país.

A cerimônia de posse neste domingo foi realizada na cidade de Valparaíso econtou com a presença dos chefes de Estado de toda a América Latina, entre os quais o presidente brasileiro, Michel Temer, que estava acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. "Vim cumprimentar o presidente eleito, Piñera, tendo em vista não só o fato de que nós temos uma relação comercial fortíssima. São mais de 8 bilhões de dólares, a nossa relação comercial, que aliás, aumentou muito em 2015, 2016 e 2017", disse Temer.

Por ocasião da posse de Piñera, o Itamaraty emitiu uma nota, informou que o Brasil é o principal destino dos investimentos chilenos no mundo, com estoque de US$ 31 bilhões, e seu primeiro parceiro comercial na América do Sul. De acordo com o comunicado, o Chile, por sua vez, é o segundo parceiro comercial do Brasil na região, com intercâmbio comercial da ordem de US$ 8,5 bilhões, em 2017. Os dois países assinaram, em 2015, o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos e, atualmente, negociam acordos de compras governamentais e de serviços financeiros. “Brasil e Chile compartilham valores fundamentais como a promoção da democracia e a defesa dos direitos humanos. Os dois países também estão engajados no processo de aproximação entre Mercosul e Aliança do Pacífico”, afirma a nota. “O governo brasileiro reitera sua disposição em trabalhar com o novo governo chileno em favor do fortalecimento da relação bilateral e do aprofundamento da integração regional”, diz o texto.

Cresce a participação feminina no mercado de trabalho do DF

Estudo produzido pela Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e pela Companhia de Planejamento do DF, em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, mostra que a taxa de participação feminina no mercado de trabalho aumentou na comparação entre os anos 2017 e 2016. A Pesquisa de Emprego e Desemprego do DF foi divulgada pela secretária Ilda Peliz, durante solenidade na Casa da Mulher Brasileira.

Entre as mulheres, o índice passou de 59,1%, em 2016, para 59,9% em 2017. O maior aumento foi relacionado ao grupo com 60 anos ou mais (de 13% para 14,2%). Entre as responsáveis por manter a família, o número passou de 56,7% para 59,4%. As mulheres ocupadas estão inseridas principalmente (70%) no emprego assalariado. O setor privado com carteira de trabalho assinada abrange 39,8% das ocupadas, o setor público, 22,2%. O emprego doméstico e a ocupação autônoma representaram 13,1% e 11%.

O rendimento médio real das mulheres ocupadas equivalia a R$ 2.899, enquanto o dos homens a R$ 3.782. Entretanto, a jornada semanal média de trabalho dos homens (41 horas) é maior do que a das mulheres (39 horas). Ainda assim, as mulheres representam mais da metade do total de desempregados no Distrito Federal (52,8%). A taxa de desemprego passou de 19,7% em 2016, para 21,1%, em 2017.

Apesar de o nível de ocupação ser favorável para ambos os sexos, o total de ocupados em 2017 foi estimado em 1,3 milhão de pessoas, sendo 47,3% de mulheres e 52,7% de homens. Quanto ao nível de instrução, houve manutenção do comportamento histórico de as mulheres serem mais escolarizadas que os homens.

A jornada total média das mulheres era de 53,6 horas e a dos homens, de 46,1 horas. Em relação às tarefas não remuneradas, a proporção quase não mudou ao longo de 20 anos: mais de 90% das mulheres afirmaram fazer as atividades domésticas; os homens, em torno de 50%.

Pesquisa da Escola Nacional de Seguros diz que número de mulheres chefes de família cresceu no Brasil nos últimos 15 anos. Em 2001, as famílias chefiadas por mulheres eram de 27%. Em 2009, passou para 35%. Em 2014, esse número foi de quase 40%, representando 28 milhões de lares no país e assim sucessivamente.O crescimento de mulheres chefes de família, segundo a pesquisa, está associado a diversas mudanças: queda da fecundidade, redução do tamanho das famílias, maior expectativa de vida para as mulheres em relação aos homens, envelhecimento populacional e o aumento da tendência de morar sozinho, entre outros fatores.

As chefes de família, além de terem um trabalho remunerado, são responsáveis pela maioria das atividades domésticas. Após um dia de trabalho, muitas delas ainda chegam em casa para cuidar dos filhos e da casa. A jornada total média das mulheres era de 53,6 horas e a dos homens, de 46,1 horas. Em relação às tarefas não remuneradas, a proporção quase não mudou ao longo de 20 anos: mais de 90% das mulheres afirmaram fazer as atividades domésticas; os homens, em torno de 50%.

Curtas

Gugu Liberato celebra vitória das filhas no vôlei ao lado da mãe delas, a médica Rose Miriam Di Matteo. Marina e Sofia, de 14 anos, levaram para casa um troféu por um torneio de vôlei. Marina e Sofia moram nos Estados Unidos com a mãe. A questão de colocar os filhos para morarem fora do Brasil é uma estratégia adotada pelos pais ricos e famosos para preservá-los. O apresentador permanece morando no Brasil, mas faz visitas constantes à família nas folgas de gravações de seu programa na Record.

Xi Jiping ganhou poder vitalício na China com aprovação de uma emenda na Constituição do país que permite que o líder chinês permaneça no cargo por tempo indeterminado. Participaram da votação cerca de três mil membros do Congresso Nacional do Povo. Aos 64 anos, Xi Jiping já é considerado o líder mais poderoso do país desde Mao Tsé-Tung, líder comunista que permaneceu no poder desde a criação da chamada República Popular da China, em 1949, até sua morte, em 1976. Na última semana, Xi afirmou que as mudanças constitucionais são “um reflexo dos desejos em comum do partido e do povo”.

 
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