Coluna Bernadete Alves - dia 28/02/2018

Chapecoense ganha o Oscar do Esporte na França

O Laureus World Sports Awards, a tradicional premiação conhecida como o Oscar do esporte, premiou a Chapecoense como o Melhor Momento Esportivo de 2017, pela recuperação do clube catarinense após o acidente aéreo na Colômbia, em novembro de 2016, que vitimou jogadores, comissão técnica, dirigentes e jornalistas antes da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional. O resultado foi divulgado ontem à noite em pomposa solenidade realizada em Monte Carlo Sporting Club, Principado de Mônaco, ao Sul da França. O embaixador da Chapecoense, Jackson Follmann, representou o clube na premiação.

O clube brasileiro foi citado como exemplo de inspiração para, através do esporte, superar as adversidades e a tragédia que vitimou 71 pessoas. O Laureus ainda destacou os três atletas que sobreviveram, Alan Ruschel, Neto e Jakson Folmann. E citou o retorno emocionante do lateral Alan Ruschel aos gramados, no dia 7 de agosto do ano passado, na partida amistosa contra o Barcelona, no Camp Nou. Ruschel jogou os primeiros 35 minutos do jogo.

O prêmio de Melhor Momento do Esporte celebra qualidades como competição, lealdade, esportividade, drama e dedicação. A ideia é mostrar o quanto o esporte pode conseguir mudar o mundo e as pessoas. A premiação é mais um importante marco para a história da Chapecoense. O clube catarinense derrotou outros cinco candidatos, que foram escolhidos também através de votação mundial ocorrida nos últimos cinco meses. A votação se encerrou na noite de segunda-feira, mas o resultado ficou em sigilo pelos organizadores do evento até ontem à noite.

A Chape superou o The Iowa Hawkeyes e seus torcedores da "Kinnick Wave"; Bradley Lowery, o torcedor de futebol de seis anos e sua amizade com o atacante inglês Jermain Defoe; Kimi Raikkonen e seu fã de 6 anos Thomas Danel; e o piloto de automobilismo Billy Monger, de 18 anos.

A Chape também concorreu ao prêmio de melhor retorno do ano, mas perdeu para o tenista Roger Federer, que se recuperou de diversas lesões para conseguir ter mais um ano de muitas conquistas. O tenista suíço conquista estatuetas de Melhor Atleta Masculino e de Retorno do Ano, tornando-se o atleta mais condecorado da história.

Após pouco mais de um ano do acidente, a emoção ainda o toca. Jakson Follmann, ao receber o prêmio,agradeceu a grande força e solidariedade do mundo inteiro com a Chapecoense e com os sobreviventes. “A força que vocês nos passaram, ajudou para essa imensa reconstrução e também nos deu suporte para honrar nossos grandes amigos que se foram. Esse prêmio é uma honra e também uma homenagem a quem partiu e a quem ajudou na reconstrução. Foram muitas histórias emocionantes e comoventes, que também mereciam o prêmio com certeza. Para nós é um motivo de muita satisfação ter este reconhecimento internacional. Sabemos que passamos por momentos complicados e não podemos esquecer disso jamais. O povo que votou na Chapecoense sabe a o que passamos, e eu quero agradecer muito pelo carinho e também a força que nos dão.Obrigado a todos que votaram e um grande abraço a todos os Chapecoenses de Chapecó e do mundo”.

A história da Chapecoense comoveu o futebol mundial e gerou amistosos contra europeus no segundo semestre de 2017, o mais simbólico deles contra o Barcelona, em agosto, no Camp Nou, que marcou o retorno aos gramados do lateral-esquerdo Alan Ruschel, um dos sobreviventes da tragédia ao lado do goleiro Jackson Follmann e do zagueiro Neto, todos aplaudidos em pé no estádio catalão.

Para a imprensa, Jakson Follmann falou emocionado: “Claro que a gente não queria estar aqui por causa do que aconteceu, mas não cabe a nós julgar. Mas sim, dar seguimento as nossas vidas. Alegria grande por esse prêmio, que é o Oscar do esporte. Vai fazer parte de nossas vidas para sempre e é um prêmio especial para os sobreviventes e para a cidade de Chapecó. Uma cidade de 220 mil habitantes receber algo tão importante nos deixa muito feliz e motivado para dar seguimento a nossa reconstrução e nossas vidas dentro do clube”, disse o ex-goleiro em entrevista após receber o prêmio.

“Passa um filme na cabeça e a saudade não passa. Claro que a emoção fala mais alta e tenho certeza de que quando chegar em Chapecó, todo mundo vai querer tirar uma foto com o troféu. Foram grandes histórias que nos comovem, mexe com o ser humano. As histórias são sensacionais, que nos tocam e a gente fica feliz por fazer parte disso tudo”, comentou o ex-goleiro Follmann.

Em 2017, em plena reestruturação pós-tragédia, a Chapecoense sagrou-se campeã catarinense e, com a oitava colocação no Campeonato Brasileiro, classificou-se à fase preliminar da Copa Libertadores de 2018, mas infelizmente foi eliminada pelo Nacional do Uruguai.

No Laureus World Sports Awards 2018 o tenista suíço Roger Federer superou o português Cristiano Ronaldo(futebol), o espanhol Rafael Nadal (tênis), e os britânicos Mo Farah (atletismo), Chris Froome (ciclismo) e Lewis Hamilton (Fórmula 1). O tenista suíço Roger Federer já era o maior vencedor do prêmio de Melhor Atleta Masculino, com quatro conquistas seguidas, mas ainda estava empatado com o jamaicano Usain Bolt. Com as duas estatuetas recebidas agora é o campeão da Laureus.

Depois de uma lesão grave no joelho em 2016, Federer conquistou sete títulos nos torneios da ATP em 2017, incluindo o Aberto da Austrália e Wimbledon. ”Foi um ano inesquecível para mim, voltar depois de um 2016 muito difícil, e esses prêmios só tornam isso ainda mais memorável. Quando venci meu primeiro Laureus lá em 2005, se tivessem me dito que eu teria seis, em não acreditaria. Tem sido uma jornada incrível”, declarou o atleta.

Os premiados com o Laureus World Sports Awards 2018 foram: Atleta masculino: Roger Federer (Tênis); Atleta feminina: Serena Williams (Tênis); Equipe: Equipe Mercedes (Fórmula 1);

Revelação do ano: Sergio Garcia (Golfe); Retorno do ano: Roger Federer (Tênis); Atleta Paralímpico: Marcel Hug (Atletismo); Atleta de ação: Armel Le Cléac'h (Vela); Momento Esportivo: Chapecoense (Brasil); Prêmio especial: Francesco Totti (Futebol);e Prêmio especial: Edwin Moses (Atletismo).

Dia Mundial das Doenças Raras é lembrado hoje

A data é celebrada em setenta países do mundo, com o objetivo de sensibilizar a população, os órgãos de saúde pública, médicos e especialistas em saúde para os tipos de doenças raras existentes e toda a dificuldade que os seus portadores enfrentam para conseguir um tratamento ou cura. O Dia Mundial da Doença Rara foi celebrado pela primeira vez em 2008, pela Organização Europeia de Doenças Raras – Eurordis em 29 de fevereiro. Como 2018 não é ano bissexto,comemora-se hoje.

Para lembrar a data, as cúpulas e os dois anexos principais do Senado Federal e da Câmara dos Deputados receberam iluminação especial nas cores verde, rosa, azul e roxo em homenagem ao Dia Mundial de Doenças Raras, tendo a lua cheia como solidária. A proposta é conscientizar a população e buscar assegurar os direitos de pacientes com esse tipo enfermidade.

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, atualmente o Brasil conta com 15 milhões de pessoas com algum tipo de doença rara. Por norma, as doenças raras são de origem genética, manifestando-se logo nos primeiros anos de vida da criança. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde e da Eurordis, as doenças raras são aquelas classificadas seguindo quatro principais fatores: incidência, raridade, gravidade e diversidade. A previsão é que cerca de 8% da população mundial tenha algum tipo de doença rara, ou seja, uma em cada 15 pessoas.

Segundo a OMS, uma doença é definida como rara quando afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos ou 1,3 pessoas para cada 2 mil indivíduos. As enfermidades são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas e variam não só de doença para doença, como também de pessoa para pessoa acometida pela mesma condição. “Manifestações relativamente frequentes podem simular doenças comuns, dificultando o seu diagnóstico, causando elevado sofrimento clínico e psicossocial aos afetados, bem como para suas famílias”, informou o Ministério da Saúde.

As doenças raras, segundo o Ministério da Saúde, são geralmente crônicas, progressivas, degenerativas e incapacitantes, afetando a qualidade de vida das pessoas e de suas famílias e, com frequência, levando à morte. Muitas não possuem cura e o tratamento consiste em acompanhamento clínico, fisioterápico, fonoaudiológico e psicoterápico, entre outros.

Brasília perde advogado pioneiro Miguel Setembrino

É com pesar que registro o falecimento do advogado pioneiro, Miguel Setembrino Emery de Carvalho, aos 84 anos, por insuficiência cardíaca. O corpo do vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal, será velado nesta quarta-feira (28), às 10h, no Cemitério Campo da Esperança, na Capela 1, e o enterro na ala dos Pioneiros, às 15 horas.

Miguel Setembrino deixa a esposa Sonia Maria Campos Dall’Orto e o filho Miguel Campos Dall’Orto Emery de Carvalho, uma legião de admiradores pelo trabalho desenvolvido como advogado, desde 1966, na Federação do Comércio e no Sindicato das Imobiliárias. Sem falar nas inúmeras entidades sociais que atuou na defesa da cidadania, da ética e dos direitos fundamentais.

Miguel Setembrino nasceu em 1933, em Guaçuí, Espírito Santo. Na juventude foi para o Rio de Janeiro, onde se formou em Direito, Filosofia e Antropologia. Também estudou a psicologia infantil e do comportamento, tendo ministrado 11 disciplinas em diferentes escolas do Rio e de Brasília. Depois dedicou-se ao Direito do Trabalho, Direito Tributário e Direito Civil. Foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral, de 1988 a 1994, e juiz classista do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região.

 No segmento imobiliário, o advogado começou administrando imóveis de clientes. Em 1970, recebeu o registro de corretor, inscrito na 8ª Região do Conselho Regional de Corretores de Imóveis no DF.Ao lado de Newton Rossi, em dezembro de 1970, fundou a Federação do Comércio do Distrito Federal. Fundou a Buriti Imóveis, uma das primeiras imobiliárias do DF e a primeira incorporadora, presidiu o Sindicato dos Corretores de Imóveis. Desde 1979 e 1981, era conselheiro regional do Senac e do Sesc, respectivamente.

Com a migração do Sindicato de Corretores para o plano de profissionais liberais, a categoria perdeu o vínculo com a Fecomércio. Para que as empresas imobiliárias não ficassem de fora do Sistema do Comércio, Miguel Setembrino, inspirado pelo exemplo de Goiás, fundou em 1987, o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do DF (Secovi-DF). Inquieto, o empreendedor, professor, advogado e jornalista participou de todas as diretorias do Secovi-DF e, entre 2004 e 2010, presidiu o Sindicato.

Ao longo de sua trajetória, Miguel Setembrino foi agraciado com várias condecorações, entre elas: o Mérito Mercador Candango e a Comenda da Ordem do Mérito Comercial, no grau Grã-Cruz, entregues pela Fecomércio; a Ordem do Mérito da Justiça do Trabalho e a Ordem do Mérito de Brasília. Brasiliense de coração, Miguel sempre teve orgulho de fazer parte da história da cidade.

Deixa a esposa Sonia Maria Campos Dall’Orto e o filho Miguel Campos Dall’Orto Emery de Carvalho.Nossa solidariedade à família, amigos e colegas juristas.

 
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