Coluna Bernadete Alves - dia 26/02/2018

Coleta Seletiva começa em dez regiões administrativas do DF

Teve inicio hoje a coleta seletiva feita por cooperativas de catadores de material reciclável. A informação foi dada hoje de manhã pelo governador Rodrigo Rollemberg, durante o início do programa Cidades Limpas no Paranoá. Também vão receber a Coleta Seletiva : Cruzeiro Velho, Itapoã, Lago Norte, Lago Sul, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, São Sebastião, Sobradinho e Varjão. Os dias e horários em que haverá coleta seletiva nas dez regiões serão informados pelo site do Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

“A gente está dando um passo importante para fazer uma Brasília cidadã, garantindo a esses brasilienses aqui dignidade, uma relação profissional com o Estado, em que vamos cobrar qualidade da coleta seletiva”, declarou Rollemberg. O governador destacou que este modelo de contratação é adotado desde maio de 2015 para parte da Candangolândia, do Núcleo Bandeirante, de Samambaia, de Santa Maria e de Brazlândia, regiões em que o serviço é feito por quatro cooperativas de catadores.

O chefe do Executivo local destacou que, na semana passada, o Tribunal de Contas do Distrito Federal liberou a licitação definitiva do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) que permitirá a coleta seletiva até o fim do ano em toda a área urbana do DF. Ressaltou, ainda, a atuação de organizações de catadores de material reciclável em galpões de triagem alugados pelo governo de Brasília.

A incorporação de catadores no mercado de trabalho de coleta seletiva e reciclagem faz parte das medidas do governo de Brasília para desativar o lixão da Estrutural, definitivamente fechado em 20 de janeiro deste ano.

A coleta seletiva é o termo utilizado para o recolhimento dos materiais que são possíveis de serem reciclados, previamente separados na fonte geradora, ou seja, nas nossas casas. Dentre estes materiais recicláveis podemos citar os diversos tipos de papéis, plásticos, metais e vidros. A separação do lixo evita a contaminação do solo e das pessoas.

Nas ruas, enquanto alguns profissionais recolhem o lixo seco, o responsável pela mobilização da comunidade bate nas portas dos moradores para sanar dúvidas relacionadas à separação dos resíduos e entregar informativos com as datas e os turnos da coleta seletiva. Os mobilizadores utilizam um aplicativo específico, desenvolvido pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), para marcar quais residências foram informadas acerca do novo modelo de coleta seletiva.

O SLU monitora o serviço por aparelhos GPS instalados nos caminhões de coleta. Além disso, conforme estabelecido no novo sistema, as associações são responsáveis pela triagem do lixo. Kátia Campos, diretora-presidente do SLU, comemorou o inicio da nova etapa. “A gente faz aqui um apelo para que a população separe com carinho aquilo que tem valor para reciclagem. Esse material está dando renda para muitas famílias no DF e aumentando a vida útil do aterro sanitário.”

É importante lembrarmos que alguns tipos de lixos devem ter descarte apropriado. Pilhas, baterias comuns e de celular também são separadas, pois quando descartadas no meio ambiente provocam contaminação do solo. Embora não possam ser reutilizados, estes materiais ganham um destino apropriado para não gerarem a poluição do meio ambiente.

Medicamentos não devem ser descartados junto com o lixo orgânico, pois possuem substâncias químicas que podem contaminar o solo e a água. Algumas redes de farmácias possuem pontos de coleta de medicamentos que não são mais usados.Lâmpadas fluorescentes também necessitam de descarte especial. Em seu interior, uma lâmpada deste tipo possui vapor de mercúrio, gás tóxico, que contamina o ar quando quebrada. Algumas lojas de materiais elétricos e de construção possuem pontos de coletas destes materiais.Os lixos hospitalares também merecem um tratamento especial, pois costumam estar infectados com grande quantidade de vírus e bactérias. Desta forma, são retirados dos hospitais de forma específica (com procedimentos seguros) e levados para a incineração em locais especiais.

O Paranoá é a segunda região administrativa a receber o programa Cidades Limpas em 2018. Os trabalhos são coordenados pela Secretaria das Cidades. A melhoria imediata do ambiente urbano por meio de ações de limpeza, conservação e urbanização contará com o apoio de 221 trabalhadores, de 18 órgãos do governo de Brasília. Estão previstas ações como poda de árvores, tapa-buracos, manejo ambiental e vistoria para combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, da febre amarela, do zika vírus e da chikungunya. Haverá ainda vacinação antirrábica gratuita de cães e gatos e a poda de árvores do Parque Vivencial do Paranoá, às margens da rodovia que liga o Setor de Mansões do Lago Norte à barragem do Paranoá.

O Programa Cidades Limpas proporciona mais qualidade de vida para a população. A coleta seletiva de lixo é também de extrema importância para a sociedade. Além de gerar renda para milhares de pessoas e economia para as empresa, também significa uma grande vantagem para o meio ambiente uma vez que diminui a poluição dos solos e nascentes. Este tipo de coleta é de extrema importância para o desenvolvimento sustentável não só do DF como do planeta.

Unicamp também vai ministrar “O golpe de 2016” como disciplina

O Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade de Campinas acaba de criar uma disciplina sobre o chamado 'golpe de 2016', assim como a Universidade de Brasília anunciou recentemente. O ato ocorre em solidariedade ao professor Luiz Felipe Miguel, da UnB, que ao anunciar a criação da disciplina caiu na desgraça do ministro da Educação Mendonça Filho. No dia 22 o ministro reagiu às notícias sobre a disciplina e anunciou que acionará o Ministério Público Federal para apurar suposto “ato de improbidade” por parte do docente da UNB. Ele afirmou que a universidade “não pode ensinar qualquer coisa”.

Para Mendonça Filho, “se cada um construir uma tese e criar disciplina, as universidades vão virar uma bagunça geral”. O ministro também disse que o Brasil é um país democrático e que o impeachment seguiu os ritos legais, de forma que a disciplina nada mais faria que “reverberar a tese petista”.

Tais declarações foram repudiadas pelos docentes da Unicamp que, em solidariedade ao colega da UnB, enviaram uma nota em nome do Departamento de Ciência Política da universidade, "em defesa da liberdade de cátedra e da autonomia universitária".

"O Departamento de Ciência Política da Unicamp vem a público manifestar irrestrita solidariedade ao professor e pesquisador Luis Felipe Miguel, da Universidade de Brasília, que ministrará neste semestre a disciplina 'O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil'. Repudiamos as declarações e ameaças do ministro da Educação do governo golpista contra nosso colega da UNB. Elas são a demonstração cabal de que vivemos em um contexto político autoritário, no qual a máxima autoridade federal no campo educacional infringe a liberdade de cátedra e a autonomia universitária contra um docente e cientista político que apenas cumpre seu dever de ofício: pesquisar, elaborar cursos sobre a realidade e ensinar. Manifestamos nossa mais profunda indignação contra os ataques à Universidade Pública e aos seus membros que temos assistido nos últimos meses no Brasil. Não é esse o caminho pelo qual transformaremos o Brasil em um país soberano, justo e livre. Estamos e estaremos juntos na luta para mudar a atual situação política do País."

O professor Luis Felipe Miguel rebateu em sua página nas redes sociais as críticas do MEC e os comentários do ministro Mendonça Filho. “O que causou reboliço foi o uso da palavra "golpe" já no título da matéria. Tenho razões muito sólidas para sustentar que a ruptura ocorrida no Brasil em se classifica como golpe", escreveu."Continuarei discutindo essas razões com estudantes e com colegas e com a sociedade civil. Não vou, no entanto, justificar escolhas acadêmicas diante de Mendonça Filho ou de seus assessores, que não têm qualificação para fazer tal exigência”, pontuou o professor da matéria 'golpe de 2016'.

Hoje a Unicamp informa que também terá uma disciplina de mesmo nome, que terá basicamente o mesmo conteúdo da oferecida pela UNB, sobre o ' golpe de 2016 '. Nessa matéria, os alunos serão submetidos a estudos a respeito dos "elementos de fragilidade do sistema político brasileiro que permitiram a ruptura democrática de 2016, com a deposição da presidente Dilma Rousseff”, como afirma o programa do curso. Em Campinas, cada docente dará uma palestra na disciplina.

O semestre letivo da UnB começará no dia 5 de março e a disciplina “Tópicos Especiais em Ciência Política 4: O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, ofertada pelo professor Luís Felipe Miguel, no curso de graduação de ciência política, está lotada e já tem lista de espera de mais 40 estudantes.

 
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