Coluna Bernadete Alves - dia 22/02/2018

Senado cria Subcomissão para discutir Fórum Mundial da Água

Brasília vai sediar de 18 a 23 de março o 8º Fórum Mundial da Água, um importante acontecimento para tratar sobre a escassez de água e as ameaças à estabilidade da ordem internacional. Dada a importância do acontecimento o Senado Federal criou nesta quinta-feira, uma subcomissão temporária para tratar do evento.

O colegiado terá nove membros titulares e nove suplentes e funciona a partir de hoje e fica dentro da Comissão de Relações Exteriores de Defesa Nacional, presidida pelo senador Fernando Collor (PTC-AL). Os parlamentares Jorge Viana (PT-AC) e Cristovam Buarque (PPS-DF) foram eleitos, respectivamente, presidente e vice-presidente da subcomissão.

O senador Jorge Viana, presidente da Subcomissão, falou da importância da preservação dos recursos hidricos.“Nosso País tem 12% da água doce do planeta e os dois grandes reservatórios subterrâneos do mundo: o aquífero Guarani [39 mil quilômetros cúbicos (km³)] e o aquífero Alter do Chão [162.520 km³], recentemente descoberto como o maior do mundo. E ainda assim passamos por dificuldades”, disse o senador. “Pretendemos ver como o Parlamento pode fazer boas leis para garantir o acesso à água”, declarou aos jornalistas.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, que já foi senador, participou da solenidade e da audiência pública e falou sobre as expectativas para o encontro internacional que a capital da República sediará e falou sobre as ações do governo de Brasília para enfrentar a crise hídrica na cidade e investimentos em questões ambientais.

“Teremos iniciativas pioneiras no fórum, como arena de parlamentares do mundo inteiro para avançar na legislação ambiental e encontro de juristas para debater o direito de todos à água e outro de governadores para expor as dificuldades de cada estado quanto aos recursos hídricos”, destacou Rollemberg.

Participaram da sessão especial no Plenário do Senado, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes; o diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) e secretário-executivo do 8º Fórum Mundial da Água, Ricardo de Andrade; e o diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), Paulo Salles.

O Fórum Mundial da Água foi criado em 1996 pelo Conselho Mundial da Água, para estabelecer compromissos políticos acerca dos recursos hídricos.

O fórum ocorre a cada três anos e já passou por: Daegu, Coreia do Sul (2015); Marselha, França (2012); Istambul, Turquia (2009); Cidade do México, México (2006); Kyoto, Japão (2003); Haia, Holanda (2000); e Marrakesh, no Marrocos (1997). A escolha de Brasília como sede da 8ª edição se deu em 26 de fevereiro de 2014, durante reunião de governadores do Conselho Mundial da Água, na Coreia do Sul. Será o primeiro fórum a ocorrer no Hemisfério Sul. Em Brasília, o evento é organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo governo local, representado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa) e pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Agência Nacional das Águas (ANA).

Grêmio é Bicampeão da Recopa Sul-Americana

Marcelo Grohe foi mais uma vez a estrela do Grêmio na disputa com o Independiente da Argentina pela Recopa 2018 nos pênaltis. Grohe defendeu a última cobrança executada por Benitez e garantiu o bicampeonato para o Imortal Tricolor comandado por Renato Portaluppi.

A Dupla de zaga do Grêmio, Geromel e Kannemann, a mistura entre Brasil e Argentina, manteve o alto nível de atuação assim como atacante Luan, o campeão olímpico. Mesmo sendo o melhor o tempo todo, precisou das penalidades para conquistar o titulo.

O Grêmio foi campeão da Copa do Brasil em 2016, campeão da Libertadores em 2017 e agora campeão da Recopa Sul-Americana em 2018, e de novo em cima do Independiente, como em 1996 quando o Tricolor venceu por 4 a 1.

A conquista da Recopa Sul-Americana é parte de um período vitorioso recente vivido pelo Grêmio. Dominante na década de 1990, os gaúchos tiveram um período de vacas magras desde o início dos anos 2000 e ficaram 15 anos sem um título importante. O Grêmio de Renato quebrou esse jejum, já atingiu conquistas importantes e pode se juntar mais rápido do que o imaginado na mesma prateleira de sucesso.

A equipe gaúcha criou, durante a partida de ontem, as melhores oportunidades com Luan, Everton e Alisson, mas o gol não saiu. O jogador Amorebieta, do clube argentimo, foi expulso por agressão em Luan, flagrada pelo árbitro de vídeo. O zero a zero se manteve no segundo tempo e também na prorrogação graças a Campaña, goleiro do Independiente, que fez três grandes defesas.

Renato Gaúcho assumiu o Grêmio em setembro de 2016 para iniciar sua terceira e mais vitoriosa passagem pelo clube. Ídolo tricolor, Renato chegava sob certa desconfiança. Já tinham se passado dois anos desde seu último trabalho como treinador e vivia uma fase em baixa na carreira. As passagens anteriores no próprio Grêmio foram marcadas por um início positivo, mas que não se sustentavam a longo prazo.

E logo no início tudo quase deu errado. A estreia foi na partida de volta da Copa do Brasil diante do Atlético-PR na Arena. A vantagem conquistada fora foi desfeita em casa e a decisão foi para os pênaltis com Marcelo Grohe se tornando herói - em um momento que seria recorrente dali em diante.

Desde então, o time se encaixou. Com prioridade total no torneio mata-mata, o Grêmio melhorou o desempenho dentro de campo e atingiu o objetivo principal: foi amplamente superior na decisão diante do Atlético-MG e conquistou seu 5º título da Copa do Brasil, encerrando um jejum de 15 anos sem conquistas nacionais (a última havia sido o treta da Copa do Brasil em 2001).

A preferências pelas Copas foi vista já desde o início da temporada. Renato não escondeu que a prioridade seria a Libertadores e Copa do Brasil, deixando em segundo plano a disputa do Campeonato Brasileiro. Ainda que contestada durante a disputa do campeonato nacional, a estratégia se mostrou acertada no fim do ano. O bicampeonato da Copa do Brasil esteve muito perto de acontecer ao esbarrar nos pênaltis contra o Cruzeiro, mas o sucesso veio na Libertadores com a conquista da terceira taça.

A Recopa faz Renato Gaucho se igualar a Felipão em títulos internacionais no Grêmio.

 
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