Coluna Bernadete Alves - dia 09/02/2018

Abertura das Olimpíadas de Inverno 2018 uniu as duas Coreias

A cidade de Pyeongchang, Coreia do Sul, foi palco da abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Inverno nesta sexta-feira, 9 de fevereiro. A cerimônia foi aberta pelo presidente do país, Moon Jae-in, às 21h40 (horário local, 10h40 em Brasília). O evento se transformou em um símbolo da aproximação das duas Coreias, que hoje desfilaram sob uma mesma bandeira, com a presença de Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-um, e do presidente honorário da Coreia do Norte, Kim Yong-nam.

Aplausos quando o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, cumprimentou a irmã do ditador norte-coreano Kim Jong-un, Kim Yong-nam. Os norte-coreanos também sentaram-se próximos ao vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que, por sua vez, não esboçou nenhum cumprimento aos representantes de Pyongyang.

Conhecido por ser um dos países mais tecnológicos do mundo, a organização do evento usou muitos drones para fazer um show espetacular.Tanto dentro do estádio até durante uma gravação apresentada nos telões, quando os equipamentos simularam um atleta e os arcos políticos, os drones roubaram a cena. Ao todo, na cena dos anéis, foram usados 1.218 drones.

Jogos de luzes, performances artísticas, dançarinos representando a "Terra de Paz" e belíssimos fogos de artifício. Em um dos momentos mais esperados, as delegações das duas Coreias desfilaram sob bandeira única no estádio olímpico. Todos de branco, eles carregavam as bandeiras da "Coreia unificada" e foram ovacionados de pé pelos espectadores no estádio olímpico de Pyeongchang. A cerimônia de abertura foi disputadíssima com ingressos que custaram cerca de 1.500 euros (cerca de 6.040 reais); os ingressos mais baratos, para modalidades menos populares, custam aproximadamente 40 euros. Mesmo assim o estádio estava lotado.

As duas Coreias marcharam juntas no desfile de abertura graças ao súbito degelo em suas relações desde as conversações de janeiro. A delegação norte-coreana foi liderada pelo chefe de Estado Kim Yong-nam – uma figura protocolar – mas também Kim Yo-Jong, a irmã do líder Kim Jong-un. A delegação, que chegou ao Sul em um avião particular nesta sexta-feira às 13h30 (2h30 em Brasília), encontrou durante a abertura não apenas com o presidente do Sul, Moon Jae-in, partidário de uma aproximação com o país vizinho. E também o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que advertiu, ao chegar ao país na quinta-feira, que “todas as possibilidades continuam abertas”.

O atleta Edson Bindilatti levou a bandeira do Brasil na cerimônia de abertura do Jogos Olímpicos de Inverno 2018. Delegação brasileira tem 10 competidores nestas Olimpíadas na Coreia do Sul.Isabel Clark no snowboard; Isadora Williams na patinação artística; Jaqueline Mourão e Victor Santos no esqui cross-country; Edson Bindilatti, Odirlei Pessoni, Rafael Souza, Edson Martins e Erick Vianna (reserva) no bobsled; e Michel Macedo no esqui alpino. Michel, entretanto, se machucou em uma sessão de treinamentos na última terça-feira e desfalcará o Brasil nas primeiras provas às quais está inscrito. Por outro lado, Jaqueline se tornará a atleta brasileira que mais participou de Jogos Olímpicos, com seis edições somadas (contam os Jogos de verão em Atenas 2004 e Pequim 2008, quando ela integrava a equipe de mountain bike, além dos de inverno em Turim 2006, Vancouver 2010 e Sochi 2014).

Os 80 representantes da delegação russa, que desfilaram nesta sexta-feira sob bandeira neutra e sem hino. Uma voluntária designada pelo Comitê Organizador dos Jogos, sustentou a bandeira olímpica durante o desfile da equipe da Rússia, que participa com 168 atletas convidados. Devido à suspensão contra o Comitê Olímpico Russo pela corrupção do sistema de doping no país, nestes Jogos só podem participar, sob bandeira neutra, uma seleção de esportistas russos convidados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). As autoridades do país decidiram não boicotar o evento para não prejudicar os esportistas cuja participação nas competições foi autorizada pelo COI.

Apesar do intenso frio, que chegou a -10ºC de sensação térmica, o evento contou com diversos momentos que emocionaram os participantes. O porta-bandeiras de Tonga, Pita Tautafoua, conhecido como o 'besuntado das Olimpíadas', mais uma vez roubou a cena na entrada das delegações. Ele entrou com o torso nu, besuntado de óleo, e com uma saia típica de seu país assim como tinha feito nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Marcando a reaproximação entre as Coreias, a tocha olímpica foi carregada até a pira por suas atletas da equipe feminina do hóquei: uma norte-coreana e uma sul-coreana. A tocha dos Jogos de Inverno foi acesa pela patinadora Yuna Kim, campeã olímpica em Sóchi em 2014. Mantendo o clima de paz, um quarteto de cantores sul-coreano entoou a canção "Imagine", de John Lennon, enquanto uma pomba branca da paz era montada no centro do estádio. A música, que é um símbolo de paz, emocionou quem estava vendo o espetáculo ao vivo ou pela internet.

Durante duas semanas, mais de 3.000 atletas de 93 equipes participarão da competição, na cidade sul-coreana de Pyeongchang. As modalidades do evento serão disputadas em 12 sedes (cinco para gelo e sete para neve) situadas em torno do condado sul-coreano de PyeongChang (localizado a 130 quilômetros ao leste da capital, Seul), até o dia do encerramento dos jogos, em 25 de fevereiro. Os atletas vão disputar 103 medalhas em 15 modalidades esportivas: biathlon, bobsled, combinado nórdico, curling, hóquei no gelo, luge, skeleton, snowboard, esqui alpino, esqui de fundo, esqui acrobático, salto de esqui, patinação de velocidade, patinação de velocidade em pista curta e patinação artística. Os atletas serão assistidos por 17.300 voluntários, a imprensa e milhares de espectadores que viajarão a essa cidade litorânea para acompanhar as competições.

Estes são os Jogos Olímpicos mais politizados desde a guerra fria. A Coreia do Norte, a grande protagonista depois de aceitar, contra todos os prognósticos, participar do evento organizado pela Coreia do Sul, afirma não querer transformar a competição em palanque político. Mas ontem, 24 horas antes da cerimônia de abertura no condado de Pyeongchang, o norte enviou uma dupla mensagem: realizou um desfile para exibir mísseis intercontinentais em sua capital, uma advertência sobre a fragilidade do incipiente degelo entre os dois países. No sul, por outro lado, a delegação norte-coreana participou de iniciativas de fraternidade.

Além disso, a Coreia do Norte enviou mais de 200 torcedores e uma equipe de lutadores tae-kwon-do para participar de quatro exibições. Na quinta-feira, uma orquestra feminina, a Samjiyon, fez uma apresentação no Centro de Arte de Gangneung, com opiniões divididas.“Vim porque acredito que as duas Coreias são apenas uma e devemos nos reunificar. Falamos a mesma língua, compartilhamos a mesma história e o mesmo sangue. Temos que nos aproximar”, disse na fila de entrada Kim Joung-gu, executivo de 42 anos e um dos 560 felizardos que conseguira um ingresso, das quase 40.000 pessoas que participaram de um sorteio.

Os 22 atletas da Coreia do Norte, cercados por um forte esquema de segurança, participarão de cinco disciplinas – patinação artística, patinação de velocidade, esqui alpino, esqui cross-country e hóquei no gelo feminino, nesta última em uma equipe conjunta com a Coreia do Sul. No bloco que os atletas ocupam na Vila Olímpica de Gangneung, uma bandeira gigante de seu país tremula há alguns dias, algo que, em qualquer outro momento, em qualquer outro ponto do Sul, é rigorosamente proibido; mas aqui é permitido pelo Comitê Olímpico Internacional.

Carnaval do DF tem segurança reforçada e animação até o dia 27

Com previsão de cerca de 2 milhões de pessoas nos blocos e festas do carnaval 2018 de Brasília, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) preparou um esquema especial para aumentar a segurança da população. Para o carnaval de 2018, o efetivo contará com 5,55 mil policiais militares em viaturas, no policiamento a pé, a cavalo, de trânsito, em motocicleta, com helicóptero e com as equipes das Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam), do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) e do Batalhão de Operações de Choque (BPChoque).

As informações foram dadas pelo comandante do Batalhão de Trânsito da PMDF, coronel Alexandre de Souza Oliveira, o chefe do Departamento Operacional da PMDF, coronel Marcilon Back, e o comandante do CPRM, coronel Carlos André da Silva. Segundo o chefe do Departamento Operacional da PMDF, o coronel Marcilon Back, o plano foi organizado com base nos números previstos para cada folia e nas estatísticas do ano passado.

O comandante do Batalhão de Trânsito da PMDF, coronel Alexandre de Souza Oliveira, explicou que o Baratona e o Raparigueiros ocuparão o Eixo Monumental, e o Engenhoca ficará no estacionamento do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Independentemente do desabamento, essas mudanças já haviam sido decididas. “Os moradores da região reclamavam do barulho, da circulação de foliões nas áreas dos prédios e de depredações depois da passagem dos blocos”.

O coronel explicou que devido a atos de vandalismo em trens da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) no pré-carnaval, haverá reforço de policiais militares em todas as estações de metrô.Além disso, para deter vans piratas e, principalmente, condutores alcoolizados, a fiscalização de trânsito será intensificada. “Em todo o Brasil, o número de acidentes por motoristas que bebem aumenta muito”, justificou o coronel Alexandre.

A operação terá maior reforço da Polícia Militar no domingo (11) e na terça-feira (13), datas com maior movimento. A previsão de público é de, respectivamente, 546 mil pessoas, nos 33 eventos do dia, e de 500 mil, em 23 atrações. O coronel Marcilon Back destacou que o quantitativo de PMs na operação de carnaval em caráter extraordinário não acarretará prejuízo ao policiamento normal da cidade. De acordo com informações do Governo do Distrito Federal, estão previstas cerca de 200 atividades para todas as idades no DF até 27 de fevereiro. A programação pode ser conferida no www.agenciabrasilia.df.gov.br.

A Defesa Civil orienta os foliões a tomar cuidado neste período de chuva. Com o corpo molhado é preciso redobrar a atenção com instalações elétricas, geradores de energia e estruturas metálicas ,que podem estar energizadas. Nessas ocasiões, subir em trios elétricos também é perigoso.

Caso uma criança seja perdida, a orientação das Forças de Segurança é procurar um policial, um bombeiro, um agente de trânsito ou alguém uniformizado da segurança da festa. Ou ligar para o SOS Criança DF, por meio do aplicativo WhatsApp, pelo número (61) 99212-7776. O telefone SOS Criança estará disponível 24 horas por dia até a terça-feira (13) de carnaval.

 
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