Coluna Bernadete Alves - dia 29/12/2017

2017 foi um ano incrível para a ciência

O ano de 2017 foi marcado por descobertas incríveis no mundo da ciência. Algumas consagrando técnicas revolucionárias para salvar vidas ou observar fenômenos no espaço para entender melhor o Universo.Foi o ano do "sacrifício" da Cassini, a sonda que desvendou segredos de Saturno, mas também o ano da descoberta de um sistema planetário com sete planetas semelhantes à Terra orbitando um mesmo sol.

Além disso, foi em 2017 que cientistas conseguiram desativar genes defeituosos no embrião abrindo uma importante frente na luta contra doenças hereditárias fatais.Técnicas de edição do genoma humano são um feito há muito tempo almejado por cientistas, já que, teoricamente, isso indica que condições genéticas não mais serão uma "sentença" para toda a vida.

Para a comunidade científica, 2017 entrará para a história como o ano das ondas gravitacionais. Em agosto, astrônomos dos observatórios Ligo, nos Estados Unidos, e Virgo, na Itália, conseguiram observar pela primeira vez a colisão entre duas estrelas mortas, ou estrelas de nêutrons, graças à detecção de ondas gravitacionais - flutuações no espaço-tempo previstas por Einstein há mais de um século.

A primeira detecção das ondas gravitacionais fora anunciada em 2016, quando o observatório Ligo descreveu o fenômeno após analisar a fusão de dois buracos negros distantes. Na época, o evento foi considerado o início de um novo ramo da astronomia, que usa as ondas gravitacionais para coletar dados sobre fenômenos que ocorrem a grandes distâncias.

A de agosto de 2017 foi a quarta vez na história em que eram detectadas ondas gravitacionais, e a primeira observação, por observatórios do mundo todo, de uma colisão de estrelas de nêutrons, o que levou a revista Sience a escolher o evento como a descoberta do ano.

"A explosão confirmou vários modelos-chave da astrofísica, revelou como surgiram vários elementos pesados e testou a Teoria da Relatividade (de Einstein) como nunca antes", justifica a Science. A colisão ocorreu em uma galáxia na constelação de Hidra.

Alguns dos fatos ligados ao evento são impressionantes. Por exemplo, as estrelas de nêutron são tão densas que uma colher de chá de uma delas pesaria um bilhão de toneladas. Os pesquisadores também confirmaram que este tipo de colisão estelar é a origem do ouro e da platina no universo. "Essas estrelas são um laboratório de física extrema: é um material exótico, rico em nêutrons; e, quando são desmembradas, gera-se radiação exótica (...) que produz elementos como o ouro. É algo muito empolgante", explicou o astrônomo inglês Martin Rees na ocasião da descoberta.

A sonda Cassini, nos 13 anos em que esteve ativa, nas proximidades de Saturno,coletou dados que transformaram nossa compreensão do planeta e de suas luas.O veículo descobriu gêiseres espirrando água de um oceano subterrâneo no satélite gelado Encélado, observou de perto os mares e lagos de metano na maior lua de Saturno, Titã, e testemunhou uma tempestade gigantesca que circundou o planeta dos anéis.

Mas a Cassini começou a ficar sem combustível, e a Nasa decidiu que era melhor destruir o satélite na atmosfera de Saturno, para que ele não colidisse com uma das luas, por exemplo, e a contaminasse com micróbios terrestres. No dia 15 de setembro, a Cassini mergulhou nas nuvens do planeta e se rompeu por completo - e ainda conseguiu mandar dados durante seus últimos momentos. Enquanto isso, cientistas da Nasa acompanhavam, emocionados, o fim da missão de mais de uma década.

Além disso, foi em 2017 que cientistas conseguiram desativar genes defeituosos no embrião abrindo uma importante frente na luta contra doenças hereditárias fatais. Pela primeira vez na história, uma equipe de cientistas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul conseguiu corrigir, em embriões humanos, um gene defeituoso responsável por uma doença cardíaca mortal hereditária que afeta uma a cada 500 pessoas. Eles usaram a técnica da edição genética.

A doença, chamada de miocardiopatia hipertrófica - pode fazer com que o coração pare de bater, provocando uma morte súbita.Ela é causa por um erro em um só gene (uma instrução no DNA) e qualquer pessoa que o tenha tem 50% de chances de transmiti-lo a seus filhos.A nova técnica de edição do gene, realizada durante a concepção do embrião na fertilização in vitro, foi desenvolvida no ano passado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e é descrita como uma "cirurgia química" de precisão.O procedimento abre a porta para a prevenção de cerca de 10 mil distúrbios que são transmitidos de geração a geração, segundo os pesquisadores.

Em setembro, outra equipe - desta vez da China - disse ter conseguido corrigir embriões humanos que continham o gene recessivo de uma doença hereditária do sangue conhecida como talassemia. Neste caso, as duas cópias do gene (a que vem do pai e a que vem da mãe) contêm a mutação. Antes, cientistas chineses já reportaram a edição do DNA humano com sucesso e outros times de pesquisadores também pesquisam a utilização da técnica para correção do DNA em embriões.

Em julho deste ano pesquisadores descobriram que os humanos são mais antigos do que se imaginava. A versão tradicional da origem humana dizia que surgimos há 200 mil anos, no leste da África, região conhecida como “berço da humanidade”. Mas pesquisas de 2017 provam que não foi tão simples assim. Foram encontrados ossos e ferramentas de um Homo sapiens de 300 mil anos, 100 mil a mais que a versão mais aceita. E não foi no leste da África – foi no Marrocos, na região norte do continente, a mais de 5,5 mil km da Etiópia, indicando que não dá para atribuir um berço à origem da espécie.

As conclusões se baseiam em ferramentas, pedaços de crânio, uma mandíbula, dentes e membros pertencentes a três adultos, um adolescente e uma criança. A família de fósseis tinha anatomia similar à nossa – especialmente no rosto. O crânio era mais longo, um indício surpreendente: é possível que, para humanos primitivos, os traços faciais tenham evoluído antes do cérebro. A descoberta indica que nossa espécie não teria se desenvolvido em um único "berço" no leste da África. Na verdade, os humanos modernos poderiam estar evoluindo na mesma direção em todo o continente.

Símbolo de transformação no futebol vai governar a Libéria

O ex-jogador de futebol George Weah, 51 anos, senador em seu país desde 2015, faz história ao ser eleito presidente da Libéria, país do oeste da África. Segundo a comissão eleitoral o político ganhou o segundo turno do pleito contra o atual vice-presidente, Joseph Boakai, com mais de 61,5% das urnas. Mais de dois milhões de eleitores foram convocados às urnas para concluir a primeira transferência de poder entre dois presidentes escolhidos democraticamente na Libéria em 73 anos.

O senador Weah substituirá,Ellen Johnson-Sirleaf, a primeira mulher africana a ser eleita chefe de Estado, em 2005. Weah venceu o duelo com Joseph Boakai, o vice-presidente do país nos últimos 12 anos. "É com profunda emoção que quero agradecer a vocês, povo da Libéria, por me honrar com seu voto hoje. Meço a importância dos resultados e a responsabilidade da imensa tarefa que abraço hoje. A mudança está a caminho. É uma grande esperança", afirmou Weah, por meio de sua conta pessoal no Twitter. A posse vai acontecer no dia 22 de janeiro de 2018.

“Rei George”, como é chamado por seus apoiadores, é amplamente popular entre os jovens, especialmente nas áreas mais pobres às margens da capital, Monróvia. Como jogador, Weah foi o único africano a vencer o prêmio da Fifa de melhor do mundo em 1995 e a Bola de Ouro, tendo atuado por clubes como o Monaco, o Paris Saint Germain e o Milan - no qual viveu o auge de sua carreira, entre 1995 e 2000.

George Weah nasceu e cresceu na favela de Clara Town em Monrovia, numa das zonas mais pobres da Libéria. Trabalhava muito depois das aulas, mas foi no futebol que, com o tempo, começou a ver uma luz ao fundo do túnel entre as dificuldades de uma família muito humilde e de um país muito sofrido. A Libéria foi atingida pela Ebola que matou milhares de pessoas entre 2014 a 2016. O país foi fundado por ex-escravos fugidos dos EUA em 1847.

Governo cria SUS Legal

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou hoje o novo modelo de financiamento do SUS para 2018. Uma nova forma de transferência de recursos para estados, municípios e Distrito Federal. A partir de 31 de janeiro de 2018, os repasses serão feitos por meio de dois blocos, sendo um de custeio e outro de investimento. A expectativa do Ministério da Saúde é que a mudança favoreça o uso dos recursos por parte dos gestores, que terão mais liberdade para definir para quais políticas serão destinados os investimentos.

Segundo Barros atualmente, os repasses ocorrem em seis blocos: atenção básica, atenção especializada, vigilância epidemiológica, vigilância sanitária, produtos profiláticos e terapêuticos e alimentação e nutrição.“ Esse modelo tem feito com que recursos fiquem parados, pois não há a possibilidade de remanejamento de recursos entre áreas”, declarou. Em 2017, a previsão é de que cerca de R$ 7 bilhões que foram destinados para políticas de saúde fiquem em contas dos diversos entes da federação

O ministro Ricardo Barros disse que a mudança “é uma verdadeira revolução”, por garantir autonomia, flexibilidade e valorização do planejamento local das ações. Para Barros, “a realidade está acima das regras que estão estabelecidas nacionalmente”. Segundo ele a mudança vai ao encontro da Lei Complementar 141/2012, que trata do orçamento da Saúde e da cooperação entre as esferas, bem como de acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) n° 61, de 2016, que apontou a importância da integração dos ativos financeiros.

A novidade anunciada pelo ministério vai dar a gestores estaduais e municipais maior flexibilidade financeira e orçamentária. Questionado sobre a fiscalização da aplicabilidade dos recursos, o ministro disse que o Ministério da Saúde vai ampliar a possibilidade de monitoramento das ações, possibilitando mais fiscalização, por meio da digitalização das informações. Os gestores serão obrigados a apresentar a programação das ações e previsão orçamentária pelo DigiSUS. Além disso, pelo Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops) será possível acompanhar, a cada dois meses, como está ocorrendo a aplicação dos recursos repassados.

Acidente com Schumacher completa 4 anos

No dia 29 de dezembro de 2013 um acidente chocou o mundo. O piloto Michael Schumacher, sofreu uma grave lesão cerebral ao bater a cabeça contra uma pedra enquanto esquiava em Méribel, nos Alpes Franceses. Desde então, o estado de saúde do maior vencedor da história da F1é um completo mistério.

Schumacher, de 48 anos, segue em tratamento em sua casa, na Suíça, e sua família não permite a divulgação de fotos nem novos boletins sobre seu estado de saúde. Após o acidente, Schumacher passou seis meses internado em Grenoble e, depois de sair do estado de coma, passou três meses na cidade suíça de Lausanne, até ir para casa, em 2014.

A família do piloto alemão manteve máximo sigilo sobre o assunto em 2017, até mais do que em anos anteriores. Enquanto tabloides europeus especulam sobre estado de saúde e gastos com o tratamento, os fãs aguardam novidades sobre o heptacampeão de F1.Com 91 vitórias em Grandes Prêmios em uma carreira de 19 anos na Fórmula 1, Michael Schumacher o heptacampeão da categoria é atualmente o piloto mais vencedor da história.

Enquanto o estado de saúde de Michael Schumacher tem cada vez menos espaço na mídia, seu filho, Mick, vem ganhando cada vez mais destaque. O jovem de 18 anos corre atualmente na F3 Europeia e em agosto homenageou o pai antes do início do Grande Prêmio da Bélgica.

 
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