Coluna Bernadete Alves - dia 28/12/2017

Anitta supera Beyoncé e Gaga no Billboard

A cantora, chamada de “sensação do pop” pela imprensa internacional ao lançar o clipe do ultimo hit do projeto "CheckMate", “Vai Malandra”, está mais poderosa. Anitta assumiu a 10ª posição no ranking Social 50 da "Billboard", em que são listados os artistas mais influentes da internet ao redor do mundo. Desbancando as divas pop Beyoncé e Lady Gaga e na frente também de cantores como Justin Bieber, Maluma, Drake e Shawn Mendes.

A carioca subiu 30 colocações desde a última semana, em que exibe o “corpo real” em biquíni feito de fita isolante ao som de funk de raiz. A funqueira chegou a 64 milhões de visualizações no You Tube. A Billboard americana é uma das revistas de música e entretenimento mais conceituada do mundo. E não é só no ranking da "Billboard" que Anitta tem batidos seus recordes.

A cantora casada com o empresário Thiago Magalhães, a quem perguntou se era malandra ou princesa em vídeo publicado no Instagram Stories, também superou todas suas estatísticas no Spotify, aplicativo de streaming musical: ela conseguiu ocupar o 18º lugar no Top 50 do Spotify global com a obra gravada em parceria com Tropkillaz, Dj Yuri Martins, Maejor e MC Zaac. Somente no dia em que a canção foi lançada, mais de 1 milhão de pessoas a executaram no serviço online. Ela também é a única brasileira a ficar com duas músicas no Top 25 do Spotify, já que "Downtown", gravada junto do colombiano J Balvin, ficou em 23º lugar.

Em meio a todos os recordes e elogios, Anitta também tem enfrentado críticas com seu novo trabalho. Muitos espectadores alegaram que a artista objetificou o corpo da mulher no clipe de "Vai Malandra", mas a carioca fez questão de se posicionar frente a acusação. Anitta disse que colocou seu corpo sem retoques no novo trabalho. “A malandra do clipe não é objetificada, ela é a dona da história. E ela não é representada somente por mim, mas por todas as mulheres que participaram do clipe, na cena da laje ou na do baile. O clipe mostra diversos tipos de beleza, com diversas cores, pesos e gêneros. E toda essa beleza também é real, assim como a minha celulite", garantiu Anitta.

Prainha dos Orixás recebe Dia do Samba

Com o objetivo de promover e resgatar manifestações culturais de matriz africana que contribuíram com a formação da identidade brasileira, acontece na Praça dos Orixás, conhecida como Prainha, o Dia do Samba. A festa abre a programação do Réveillon 2018.

O Dia do Samba prestará uma homenagem a este estilo tipicamente brasileiro, no sábado dia 30, a partir das 14h30 com a Bateria Nota Show. Artistas e bandas locais se apresentarão gratuitamente neste tradicional local de promoção da cultura negra. As 16h tem Amor Maior, as 17h30 Coisa Nossa, 18h30 é a vez de Bebeto Cerqueira se apresentar, as 19h30 tem Luciano Ibiapina, as 21h Renata Jambeiro e no encerramento as 22h30 Dhi Ribeiro.

Segundo a Secretaria de Cultura, a festa faz parte do calendário oficial de eventos do DF e foi orçada em R$ 167.220, pagos com recursos próprios da pasta. A Lei Distrital nº 5.721 de 2016 institui a Semana Distrital do Samba. A Praça dos Orixás fica no Setor de Clubes Sul, ao lado da ponte Honestino Guimarães.

Presidente do STF suspende parte do indulto do Natal

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quinta-feira, 28, parcialmente o decreto de indulto assinado pelo presidente Michel Temer na semana passada. A decisão é uma resposta a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

“Defiro a medida cautelar (art. 10 da Lei n. 9.868/1999), para suspender os efeitos do inc. I do art. 1º; do inc. I do § 1º do art. 2º, e dos arts. 8º, 10 e 11 do Decreto n. 9.246, de 21.12.2017, até o competente exame a ser levado a efeito pelo Relator, Ministro Roberto Barroso ou pelo Plenário deste Supremo Tribunal, na forma da legislação vigente”, diz Cármen na decisão.

A presidente do Supremo ressaltou que a decisão de dar a liminar foi tomada em razão do caráter de urgência do assunto. Segundo ela, ao final do recesso do Judiciário, em fevereiro, o relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, ou o plenário da Corte irão voltar a analisar o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).

Na avaliação da ministra, os dispositivos do decreto presidencial “parecem substituir a norma penal” que garante a eficácia do processo e, na avaliação dela, geram uma invasão, pelo Poder Executivo, de competências dos poderes Legislativo e Judiciário. Segundo Cármen Lúcia, as regras estabelecidas pelo presidente da República para conceder o indulto geram sensação de impunidade, em especial aos denominados "crimes de colarinho branco".

Os pontos suspensos pela magistrada foram: Diminuição do tempo exigido de cumprimento da pena para o condenado receber o indulto (de 1/4 para 1/5 da pena); Perdão do pagamento de multas relacionadas aos crimes pelos quais os presos foram condenados; Concessão do benefício mesmo quando ainda há recursos em andamento em instâncias judiciais; e Possibilidade de indulto a pessoas que estejam respondendo a outro processo.

A decisão da presidente do STF tranquiliza a PGR que alegou na ADI violação de vários princípios da Constituição. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que o decreto de indulto coloca em risco a Operação Lava Jato, “materializa o comportamento de que o crime compensa” e “extrapolou os limites da política criminal a que se destina para favorecer, claramente, a impunidade”.

O indulto, publicado na sexta-feira, 22, consiste em um perdão de pena e costuma ser concedido todos os anos próximo ao Natal. No do ano passado, foram beneficiadas pessoas condenadas a no máximo 12 anos e que tivessem cumprido um quarto da pena, desde que não fossem reincidentes. No indulto deste ano, não foi estabelecido um período máximo de condenação e o tempo de cumprimento da pena foi reduzido de um quarto para um quinto no caso dos não reincidentes.

A procuradora-geral Raquel Dodge salientou que presidentes da República não têm poder ilimitado de conceder indulto. “Na República, nenhum poder é ilimitado. Se o tivesse, aniquilaria as condenações criminais, subordinaria o Poder Judiciário, restabeleceria o arbítrio e extinguiria os mais basilares princípios que constituem a República constitucional brasileira.”

O decreto do indulto assinado por Michel Temer foi criticado por procuradores e representantes da Lava Jato. Em novembro, os integrantes da força-tarefa em Curitiba estimaram que ao menos 37 condenados pelo juiz federal Sérgio Moro poderiam ser beneficiados pelo indulto.

A decisão do Supremo mostra que presidentes da República não têm poder ilimitado de conceder indulto e isso deixa o governo mais desgastado ainda.

 
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