Coluna Bernadete Alves - dia 20/12/2017

Medalha do Mérito Cultural 2017 é entregue a Didi e personalidades

A Ordem do Mérito Cultural foi criada em 1995 e tem como objetivo reconhecer as contribuições de artistas, grupos e iniciativas para a cultura brasileira. As honrarias são divididas em 3 categorias, em ordem de importância: Grã Cruz, Comendador e Cavaleiro. A edição deste ano teve como tema "Cultura, Inovação e Empreendedorismo" e foi a primeira vez que o governo não homenageou uma personalidade em específico.

O presidente da República, Michel Temer, ao lado da primeira-dama Marcela Temer e do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, homenageou 32 artistas durante cerimônia no Palácio do Planalto com apresentações do Galo da Madrugada, Orquestra Soncietà e do coral Tutti Choir. O ator Jorge Pontual foi o mestre de cerimônia.

O humorista Renato Aragão, o Didi, recebeu a mais alta comenda a Grã Cruz, junto com o publicitário e empresário José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, o jornalista e escritor Augusto José Marzagão (in memoriam), o fundador da revista IstoÉ, Domingo Alzugaray (in memoriam), o crítico literário e Ministro da Educação, Cultura e Desporto do governo de João Figueiredo, Eduardo Mattos Portella (in memoriam) e Ivo do Nascimento Barroso.

Na classe Comendador os homenageados foram: Ricardo Amaral Luiz Calainho, Mãe Neide Oyá D’Oxum, Luis Severino Ribeiro, Marcelo Bertini, Eduardo Saron Nunes, Roberto Minczuk, Marcelo Bratke, Fernando Alterio; Ana Maria Nobrega Miranda e Pierre André Mantovani.

Na classe Cavalheiro as personalidades homenageadas pelo Ministério da cultura são: o cantor Genival Lacerda, a atriz e cineasta Carla Camurati, Claudia Costin, o filósofo Paulo Cruz, Marcelo Dantas, Jair de Souza Alho Filho,Carlos Tufvesson; Maria Ignez Montovani; e Ionete da Silveira Gama, a Dona Onete,Luciane Gorgulho, Afonso Oliveira, Carlos Roberto Kelner Fontes,e Roberto Santucci Filho. E sem grau de classe foi homenageado o pernambucano Clube das Máscaras o Galo da Madrugada e Botelho Produções Artísticas Ltda.

O presidente Michel Temer adotou um tom informal em seu discurso. “Sempre se espera do presidente da República a formalidade absoluta. Mas eu senti nesse ambiente tão fraternal que eu não vou fazer discurso”. O presidente contou que tentou entrar para o ramo artístico três vezes. A primeira quando quis tocar piano e como não havia professores onde morava seu pai o colocou em uma escola de datilografia. “Tenho muito orgulho de ter diploma de datilógrafo com 10 anos de idade”, declarou. As outras tentativas de entrar na vida cultural foram de ser jornalista e escritor. “Quem sabe se eu tivesse ingressado eu poderia ser um dos agraciados neste momento. Mas não consegui. A vida me levou para outros caminhos, de modo que é com alegria imensa, com uma recordação, portanto, estou aqui recordando o passado e isto que essa solenidade me trouxe”, declarou Temer.

O presidente prometeu rever o orçamento para a cultura em 2018. “Eu quero prometer ao Sérgio e a todos vocês que vou verificar o orçamento da Cultura”. O ministro Sérgio Sá Leitão aplaudiu a promessa, uma reivindicação sua. O orçamento total da pasta, considerando o Fundo Setorial do Audiovisual, Lei do Audiovisual, do Regime Especial de Tributação para o Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine) e Lei Federal de Incentivo à Cultura, é de R$ 2,7 bilhões.

Didi estava honrado em receber a condecoração. Ele contou que, quando recebeu a notícia, pensou ter sido um "engano". "Quando eu recebi a notícia pensei que era engano. Será que fiz alguma coisa errada? Eu fiz tanta coisa na minha vida, muitas alegrias, mas essa é demais. Acho que daqui para a frente uma outra igual a essa vai ser difícil", falou. Questionado sobre críticas feitas a Temer ele respondeu: “Estou aqui a convite do Ministério da Cultura. Pode ser com qualquer presidente", declarou Renato Aragão.

Agefis desobstrui 31,5 m² de áreas públicas ocupadas ilegalmente

A diretora-presidente da Agência de Fiscalização do Distrito Federal, Bruna Pinheiro, informou na manhã desta quarta-feira que o governo de Brasília desobstruiu, desde 2015, 31.527.239 metros quadrados de áreas públicas ocupadas ilegalmente. “Isso equivale a uma Samambaia inteira”, comparou a presidente da Agefis. Os dados foram apresentados durante o balanço da autarquia referente a 2017.

Bruna Pinheiro informou que em 2017 foi implementado o programa Agefis nas Escolas, que busca conscientizar e sensibilizar a comunidade escolar quanto à regularidade urbana. O lançamento ocorreu há um mês, na Escola Classe 1, no Incra 8, em Brazlândia.

A Agefis vem intensificando a fiscalização de estabelecimentos irregulares. Bruna informou que em 2016 e 2017, 114 estabelecimentos que funcionavam irregularmente como pousadas na Asa Sul tiveram as atividades encerradas. Com isso, das 133 localidades mapeadas pela Agefis, restam 19 a serem fechadas até 2018. A ação, de acordo com Bruna Pinheiro, era uma reivindicação antiga da comunidade. “Não era somente uma atividade comercial que trazia transtorno; nessas pousadas, se camuflavam prostituição, tráfico de drogas. O que é clandestino, que está sendo feito de maneira escondida, atrai outras coisas para o mesmo local”, explicou.

Na cerimônia de hoje no Cine Brasília Bruna Pinheiro mostrou um drone adquirido para monitorar locais de difícil acesso e de larga extensão. O equipamento serve de apoio a operações de fiscalização em áreas ocupadas irregularmente. Outra novidade apresentada pela Agefis é o uso do talonário eletrônico pelos servidores, que possibilitará, a partir de 2018, praticidade na emissão de autos de infração, com apoio de aparelhos celulares e impressoras portáteis.

 
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