Coluna Bernadete Alves - dia 17/12/2017

Brasília ganha primeira Academia Inclusiva

A iniciativa nasceu do projeto Luz & Autor em Braille, desenvolvido há 22 anos na Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga. Desde a criação da biblioteca, em 1995, o projeto já integra 83 autores com deficiência visual com outros escritores que atuam como voluntários. Em 2010, o projeto lançou o livro Revelando Autores em Braille, que traz um compilado de histórias e poemas escrito de forma inclusiva.

Com o objetivo de promover a obra literária de pessoas com deficiência visual , no país e no mundo, a professora e idealizadora da Biblioteca Braille, Dinorá Couto Cançado, fundou a Academia Inclusiva de Autores Brasilienses. Dinorá não esconde o entusiasmo de poder levar reconhecimento aos autores com deficiência visual, que muitas vezes não têm a oportunidade de mostrar seu trabalho. “Nunca pensei que eu tivesse um poder tão grande e fácil de resolver nas mãos, que é dar alegria a essas pessoas.”

A academia inclusiva não ficará restrita a participantes do Distrito Federal. A fundadora Dinorá Couto conta que tem membros do País inteiro e até participantes internacionais vindos dos Estados Unidos, Portugal, Itália e França.

A biblioteca surgiu em 1995 dentro de uma escola pública, depois de a Secretaria de Cultura receber 2 mil livros em braille da Fundação Dorina Nowill e não conseguir encontrar nas outras unidades um espaço para abrigá-los. De acordo com Dinorá, o problema era que os deficientes visuais precisam de alguém para ler em voz alta e isso faz barulho. Para atender a esse tipo de público, precisava de um atendimento especial à altura da assistência que um deficiente visual necessita. Depois de dez anos, o material foi transferido para um espaço próprio, no complexo cultural de Taguatinga.

Vinculada à Secretaria de Educação, a Biblioteca Braille Dorina Nowill está atualmente instalada ao lado da Biblioteca Machado de Assis e atende cerca de 90 deficientes assíduos. Com o intuito de promover acesso à literatura de pessoas com necessidades especiais, o espaço também oferece mais de 900 áudios de livros. A coordenadora da biblioteca, Leonilde Fontes, explica que um dos principais pilares do local é resgatar a autoestima.

As estantes da Biblioteca Braille Dorina Nowill abrigam mais de 2 mil livros, e os preferidos do público são clássicos de Dante Alighieri, Machado de Assis, Guimarães Rosa e José de Alencar, além de contos de fadas. Os deficientes visuais têm ainda à disposição aulas de reforço, informática, dança e braille. A ação dos voluntários vem mudando a vida de muitas pessoas com necessidades especiais. É um local de transformação.

Conheço e acompanho o trabalho da professora, pedagoga, escritora, dinamizadora de bibliotecas e incentivadora de leituras desde a década de 1990.Dinorá que é formada em Estudos Sociais pelo UniCeub e Pedagogia pela Universidade Católica, nunca parou de buscar novos conhecimentos. Seu curso mais recente, concedido pelo Programa de Capacitação em Projetos Culturais, pioneiro no Ministério da Cultura, pela Fundação Getúlio Vargas (2012); hoje, como uma das 50 facilitadoras do MinC (Ministério da Cultura).

Pelo trabalho de incentivo a leituras, a professora Dinorá recebeu vários prêmios e foi inclusive homenageada pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Autora de vários projetos literários ela vem se dedicando ao longo dos anos ao trabalho voluntários. É os olhos de quem só vê com o coração. Dinorá Couto Cançado é um exemplo de respeito e amor ao semelhante.

Cruzeiros fazem a festa dos turistas no RJ

O Rio de Janeiro é o principal destino do brasileiro para o réveillon, ultrapassando a cidade americana de Miami, que costumava ser a primeira, além de ser a mais visitada da América do Sul. E essa preferência pela cidade maravilhosa é também dos estrangeiros que começam a chegar no Pier de Mauá, na região portuária do Rio.

A temporada de cruzeiros tem um movimento de mais de 26 mil visitantes por semana. E pelas contas do gerente de Operações do Pier Mauá, Alexandre Gomes, até abril de 2018 o movimento das embarcações deve provocar a vinda para a cidade de cerca de 400 mil pessoas.A estimativa é de que com a movimentação de visitantes no período do fim do ano, somada à aproximação do carnaval, a economia da cidade movimente cerca de US$ 90 milhões durante a temporada de cruzeiros.

“O Rio volta a ser alvo do turista brasileiro e a ter navios que embarcam e desembarcam na cidade. É um navio dedicado ao carioca e aos brasileiros que utilizam os aeroportos como porta de chegada. O navio começa o cruzeiro no Rio e termina na cidade. Vai para outros destinos, como o Nordeste, e em algumas viagens segue para Buenos Aires, mas utiliza o Rio como a casa dele”

Alexandre Gomes diz que o brasileiro volta à tradição de embarcar em cruzeiro marítimo pela comodidade desse tipo de transporte, mas a preferência pelo Rio tem ainda uma influência do legado dos Jogos Rio 2016. “O novo Boulevard Olímpico, os dois novos museus, o do Amanhã e o de Arte do Rio, a cidade se transformou em novo destino. O turista não chega mais aqui só querendo saber de Pão de Açúcar, de Corcovado e de Copacabana. Ele quer ver o que aconteceu depois das Olimpíadas”.

Segundo o Ministério do Turismo, com o início do verão, na próxima quinta-feira dia 21,começa a alta temporada, e a previsão é de crescimento de 0,8% no número de viagens, na comparação com o mesmo período do ano passado. Até fevereiro de 2018, os brasileiros deverão fazer 74,13 milhões de viagens, por causa das festas de fim de ano e do carnaval. De acordo com o ministério, São Paulo, Florianópolis e o Rio de Janeiro são os principais destinos, concentrando 10% do total de deslocamentos. Com isso, a pasta estima que a economia terá impacto de R$ 100,8 bilhões no período.

Para o ministro do Turismo, Marx Beltrão, esse movimento é reflexo da melhora da economia. “Os números confirmam a força do turismo e apontam um cenário de recuperação da economia. As perspectivas para o próximo ano também são animadoras”, disse ele.

 
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