Coluna Bernadete Alves - dia 08/12/2017

Correio e Metrópoles ganham Prêmio CNT de Jornalismo 2017

A Confederação Nacional do Transporte premiou os vencedores da edição 2017 em uma linda e prestigiada festa no Centro Internacional de Convenções do Brasil com a apresentação do show Cabaré, de Leonardo e Eduardo Costa. Em 2017 foram inscritos 284 trabalhos. As reportagens foram avaliadas de acordo com a relevância para o setor de transporte, para o transportador e para a sociedade. Também foram consideradas a qualidade editorial, a criatividade, a originalidade e a atualidade dos conteúdos. A premiação é uma das mais tradicionais e conceituadas condecorações da imprensa brasileira.

Os trabalhos vencedores da 24ª edição cforam: GRANDE PRÊMIO“O Rio sem entrega”, Jornal Extra - Luã Marinatto e equipe; IMPRESSO “Perigo nos rios”,O Estado de S. Paulo - Karla Mendes; INTERNET “Transbrasil, um embarque para o crime nas rodovias brasileiras”, Metrópoles – Mirelle Pinheiro, Suzano Almeida e equipe; TELEVISÃO Série “Nos caminhos da Transnordestina”, TV Globo Recife - Bruno Grubertt e equipe; FOTOGRAFIA “Fora de controle”, do Jornal O Globo - Guilherme Pinto; RÁDIO Série “Estrada de risco”, CBN São Paulo - Guilherme Balza e equipe; e MEIO AMBIENTE E TRANSPORTE “Ciclovias em busca de uma cidade”, Correio Braziliense - Natália Lambert, Leonardo Cavalcanti e equipe.

Clésio Andrade, presidente da CNT, disse que o Prêmio de Jornalismo estimula a evolução do setor de transporte, ao apontar problemas e soluções para situações das áreas de cargas e de passageiros, em todos os modais. “No próximo ano, o Prêmio chegará à 25ª edição. Queremos continuar incentivando a produção de conteúdo de qualidade em relação ao transporte, um setor tão importante para o desenvolvimento do Brasil e para a qualidade de vida das pessoas. Esse é um dos prêmios de jornalismo mais antigos e respeitados do Brasil”, afirmou Clésio.

O vencedor do Grande Prêmio ganhou R$ 60 mil e os vencedores de cada categoria recebeu R$ 35 mil. Os jurados de 2017 foram: Cristiano Romero, editor-executivo do Valor Econômico; Silvia Salek, diretora de redação da BBC Brasil em Londres; Dimmi Amora, editor-executivo da Agência Infra; Helcio Zolini, diretor de conteúdo digital e institucional da Record Minas TV; e pelo pesquisador de infraestrutura do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Carlos Campos Neto.

O Grande Prêmio de 2017 foi novamente do jornal Extra, do Rio de Janeiro. Com a série “O Rio sem entrega”. Os repórteres Luãn Marinatto,Polyanna Brêttas, Marcos Nunes e Guilherme Pinto, mostram que esse tipo de violência se tornou um dos principais crimes cometidos no Estado fluminense. Foram dois meses de apuração e cem viagens nos ramais de trens urbanos que revelaram, por exemplo, que os ambulantes vendem, dentro do transporte público, as cargas roubadas de caminhões.

“O mérito da reportagem foi mostrar que o crime organizado no Rio de Janeiro chegou a um estágio de sofisticação que consegue roubar e disponibilizar essas mercadorias em um tempo que nem as empresas legais especializadas em entrega conseguem. Isso mostra o grau de articulação desses bandidos e, certamente, a contaminação estatal por esse tipo de crime, porque não seria possível tamanha agilidade se não houvesse conivência de parte do aparelho público”,disse Octavio Guedes, diretor de redação do EXTRA.

O roubo de cargas, um dos problemas mais graves enfrentados pelo setor atualmente, foi o tema abordado em três dos sete trabalhos vencedores do 24º Prêmio CNT de Jornalismo. Na categoria Impresso, a vencedora é a jornalista Karla Mendes, com a publicação, no jornal O Estado de S.Paulo, de outra série sobre roubo de cargas. A reportagem “Perigo nos rios” aborda a violência na região amazônica, com ataques de piratas às barcaças que transportam, especialmente, combustíveis. O prejuízo para o setor de transporte fluvial na região Norte chega a pelo menos R$ 100 milhões por ano. O jornalista Guilherme Pinto, do Jornal O Globo, venceu a categoria Fotografia, com o trabalho “Fora de controle”. A imagem mostra um caminhão roubado e incendiado por ordem de traficantes no Rio de Janeiro. Logo depois, a carga foi saqueada por uma multidão.

A falta de segurança, que pode causar acidentes, foi abordada pelos vencedores de outras duas categorias. O portal Metrópoles, de Brasília, venceu na categoria Internet com a matéria “Transbrasil, um embarque para o crime nas rodovias brasileiras”, de Mirelle Pinheiro e equipe. O especial envolveu uma equipe de 17 profissionais, entre fotografia, arte, vídeo, edição, tecnologia e revisão. Os repórteres relatam como funciona o esquema de obtenção de autorizações para circulação de ônibus que não oferecem segurança aos passageiros, entre outros problemas.Foram percorridos mais de 10 mil quilômetros para revelar como agiam os bandidos. “O prêmio CNT é a coroação de uma boa pauta, trazida pela Mirelle Pinheiro, e o trabalho de uma equipe. É muito bom quando temos pessoas e um veículo que acreditam na reportagem”, pontuou Suzano Almeida.

Na reportagem “Estrada de risco”, da CBN São Paulo, vencedora da categoria Rádio, Guilherme Balza e equipe abordam as controvérsias sobre a eficácia do exame toxicológico de motoristas profissionais para o controle do consumo de drogas. A reportagem traz também casos de corrupção envolvendo autoescolas.

A falta de infraestrutura no setor transportador é o tema da reportagem “Nos caminhos da Transnordestina”, vencedora da categoria Televisão. Bruno Grubertt e equipe, da TV Globo Recife, mostram que as promessas de melhorar a infraestrutura de transporte e incrementar a logística no Nordeste do país esbarram na burocracia.

E na categoria Meio Ambiente e Transporte, Natália Lambert, Leonardo Cavalcanti e equipe do Correio Braziliense, mostram que Brasília não oferece boa distribuição de ciclovias apesar das vias largas e espaço territorial e aponta que a substituição de parte dos carros por bicicletas poderia ajudar na redução das emissões, na melhoria da qualidade do ar e da saúde da população. “O prêmio é resultado do trabalho e da confiança de uma equipe. Temos orgulho de saber que o Correio Braziliense sempre valorizou isso”, declarou Leonardo Cavalcanti, Editor de Política e Brasil.

Zoológico de Brasília ganha plano de acessibilidade

Com o objetivo de tornar a rota do Zoológico de Brasília acessível a qualquer visitante e que todos possam circular entre os recintos sem obstáculos, a fundação passa a contar com um plano de acessibilidade feito pela Agência de Fiscalização do DF. O plano foi assinado pelo secretário do Meio Ambiente, Igor Tokarski, pela diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro e pelo diretor-presidente da fundação, Gerson Norberto.

O secretário do Meio Ambiente, Igor Tokarski, disse que é fã do trabalho realizado no Jardim Zoológico de Brasília principalmente com os cuidados para a reabilitação dos animais e sua devolução à natureza. Igor lembrou que a fundação é referência para cuidar de filhotes por ter estrutura e condições técnicas adequadas. O secretário disse que nesses 60 anos o Zoo sempre tratou com respeito as pessoas com necessidades especiais, crianças e idosos. A primeira carta de serviços em braile do DF é um exemplo de respeito. “O Plano de Acessibilidade é um salto civilizatório para o zoo, que integra a história da nossa cidade”, declarou Igor Tokarski.

Para fazer o diagnóstico completo do espaço — inclusive a área externa por onde o público chega —, a agência fez cinco visitas técnicas. Além do alargamento de calçadas, o documento aponta a necessidade de retirar barreiras, de instalar rampas e de suavizar inclinações nas que já existem. A interligação das áreas do zoo e a continuidade das calçadas também são pontos a serem melhorados no local, de acordo com o plano.

Gerson Norberto diretor-presidente da Fundação Zoológico disse que as adaptações e as obras necessárias serão feitas em várias frentes. “O que for possível deverá ser feito com equipes do próprio zoológico. Para as demais, será preciso fazer parcerias ou contratar”. Uma das metas do zoo, com o plano de acessibilidade, é instalar piso tátil. “Queremos que qualquer visitante, deficiente visual ou idoso, por exemplo, chegue à portaria e vá até o último recinto com toda a segurança”, planeja Norberto.

Isso inclui projetos futuros para que haja paradas e transporte interno sustentável na área interna. “Por conta do nosso conhecimento na área, já colocamos [no plano] as soluções mais baratas, práticas e viáveis para criar uma rota totalmente acessível”, explica a diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro. Sandro Farias, responsável pelo plano e auditor da Diretoria de Acessibilidade da Agefis, disse que a acessibilidade na área externa também foi considerada no documento. “Isso influencia muito, pois tem linhas de ônibus que chegam aqui. Por isso, também avaliamos o trajeto das paradas até a portaria de acesso”.

Visitar o Zoológico está mais fácil. Além das linhas tradicionais que passam pelo local, o zoo ganhou uma linha exclusiva de ônibus integrada ao metrô. Nos fins de semana e nos feriados de dezembro, os visitantes poderão usar o Bilhete Único para ir da Estação Asa Sul ao parque e terão direito à meia-entrada, de R$ 5.

 
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