Coluna Bernadete Alves - dia 27/11/2017

Miss Universo 2017 é da África do Sul e Brasil fica no Top 10

A modelo Demi-Leigh Nel-Peters, de 22 anos, venceu o Miss Universo 2017 na madrugada de ontem, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Demi-Leigh desbancou outras 91 competidoras, incluindo a miss brasileira, que foi eliminada na seleção das top 5 do concurso. A representante da Colômbia Laura González Ospina, ficou em 2º lugar no concurso de beleza e a da Jamaica, Davina Bennett, em 3º. A Miss Brasil, Monalysa Alcântra, ficou entre as 10 semifinalistas da competição.

A jovem sul-coreana recebeu a coroa da francesa Iris Mittenaere, que ganhou o título de Miss Universo 2016. Além de modelo, Demi-Leigh é recém-formada em administração pela Universidade de North-West. Nascida na província de Cabo Ocidental, ela também trabalha ajudando mulheres com treinamento de autodefesa, depois que foi sequestrada, pouco mais de 1 mês após ser coroada miss África do Sul. A história foi contada pela miss em vídeo, exibido durante o evento. Esta é a segunda vez na história que uma representante da África do Sul é coroada no concurso, que neste ano teve recorde de participantes.

A Miss Brasil, Monalysa Alcântara, brilhou, avançou de fase, mas não chegou ao título do Miss Universo que o Brasil não conquista a 49 anos. A piauiense ficou entre as 10 mulheres mais bonitas do mundo na disputa em Las Vegas. Apesar da eliminação, Monalysa teve um desempenho histórico para o Brasil. Nos últimos anos, as representantes do país sequer passaram das semifinais.

Esta edição do concurso introduziu pela primeira vez uma escolha por zona geográficas, na seleção para as 16 mais belas, segundo os jurados. Foram 4 representantes da Europa, 4 da Ásia e Pacífico e 4 das Américas. O evento deste ano foi apresentado novamente por Steve Harvey, que no concurso de 2015 confundiu as vencedoras e anunciou a miss Colômbia em vez da miss das Filipinas Pia Wurtzbach. Desta vez, nenhum erro foi cometido pelo apresentador, que fez piadas com a gafe.

Crise hídrica leva governo a decretar estado de emergência

Mesmo com as ações do governo para reforçar o abastecimento de água e a chegada das chuvas, os reservatórios de água que abastecem o Distrito Federal continuam em situação crítica. Tendo em vista a redução do volume de água nos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria o governo de Brasília prorrogou a situação de emergência por mais 180 dias. O decreto com a determinação foi publicado hoje no Diário Oficial do Distrito Federal.

Com a medida, o rodízio de abastecimento fica mantido para a rede domiciliar, comercial e industrial e permanecem as restrições para o uso de água potável da rede pública de abastecimento assim como continua restrito o consumo em atividades agropecuárias. O decreto também determina que a Adasa restrinja a captação de água na bacia do Descoberto — responsável por 60% do abastecimento do DF — para qualquer atividade que não seja abastecimento para consumo humano, nas unidades hidrográficas.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, destacou que a escassez hídrica deste ano foi muito intensa, o que ainda exige cuidados da administração pública. “Ainda estamos numa situação crítica em relação ao abastecimento de água. Nosso principal reservatório está com apenas 7% da sua capacidade. Temos de continuar economizando.”

Mesmo com o retorno da temporada chuvosa o nível dos reservatórios está muito abaixo do necessário. Por isso é preciso continuar economizando. O governo está atuando com firmeza no combate à crise hídrica. A irrigação irregular em terras rurais foi apontada como uma das causas da redução dos níveis dos reservatórios da Bacia do Descoberto e da crise hídrica. Vamos mudar nossos hábitos e usar a água com consciência. Água é vida e com vida não se brinca.

Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região institui recesso Judiciário

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Distrito Federal, todos os anos solicitava a previsão de recesso para descanso dos advogados, mas, com o advento do Novo Código de Processo Civil, a Seccional pediu uma medida definitiva. Em abril deste ano, o diretor-tesoureiro da OAB/DF, Antonio Alves, sustentou em favor do pedido. Os pleitos da OAB/DF tiveram o apoio da OAB/TO, Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (ABRAT) e a Associação dos Advogados Trabalhistas do Distrito Federal (AATDF).

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) atendeu o pleito e alterou o seu regimento interno para criar o recesso Judiciário, de forma definitiva, de 20 de dezembro a 20 de janeiro. A medida suspende a realização de audiências, exceto em casos de urgência, e as sessões do TRT, exceto as administrativas. A segunda mudança no regimento prevê preferência em sustentações orais para gestantes e lactantes.

O advogado Antonio Alves explicou que embora a Corte entenda que as inovações do novo Código de Processo Civil (CPC) não se apliquem à Justiça do Trabalho, o TRT fez constar no regimento o direito ao recesso forense e consequentemente às férias do advogado no período estabelecido. “Todo ano tínhamos que fazer o requerimento e agora, estando no regimento está resolvido, é regra”, afirma o diretor-tesoureiro da OAB/DF.

A medida foi incluída no normativo por meio da Emenda Regimental nº 34/2017, que deu nova redação ao artigo 256. O novo texto do dispositivo também prevê que, nos feriados e recessos judiciários, assim como nos demais dias após o horário de expediente, funcionarão, nas Varas do Trabalho e no Tribunal, os plantonistas designados, se o próprio juiz ou relator já não houver iniciado o exame do pedido apresentado em caráter de urgência.

 
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