Coluna Bernadete Alves - dia 25/11/2017

Doar sangue é um ato de solidariedade humana

O Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue foi instituído para homenagear todas as pessoas que reservam um tempinho do seu dia para doar sangue para ajudar pacientes que precisam de transfusão de sangue. A data também serve para informar e conscientizar a população sobre a importância de ser um doador de sangue.

Quando estamos doentes, é gratificante encontrar uma pessoa disposta a oferecer sangue. Doar sangue ajuda a salvar milhares de vidas todos os dias, através da transfusão de sangue, também chamada hemoterapia, é indicada para pacientes em diferentes condições de saúde, como anemia, hemorragia, coagulopatia e hipoproteinemia.

Atualmente, no Brasil, são doadas cerca de 3,6 milhões de bolsas de sangue por ano, segundo dados do Pró-Sangue. Neste Dia Nacional do Doador Voluntáriode Sangue, os Bancos de Sangue de todo o país realizam atividades lúdicas e mutirões de coleta em escolas, hospitais, shoppings, praças e demais espaços de acesso público.

Aqui em Brasília a Fundação Hemocentro de Brasília reforça a importância da doação e promove atrações extras para incentivar o ato. Quem chega ao local, que fica no Setor Médico-Hospitalar Norte, Quadra 3, Conjunto A, Bloco 3, Asa Norte, encontra diversas apresentações musicais, além de ganhar um camiseta após doar.

Para doar sangue é necessário seguir algumas regras, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS): Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos; Ter acima de 50 quilos; Não ter Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, HIV (AIDS), HTLV; Estar bem alimentado e descansado; Se estiver gripado, esperar no mínimo sete dias para poder doar sangue; As grávidas devem esperar entre 90 e 180 dias após o parto para doar sangue; Após uma doação de sangue as mulheres devem esperar 90 dias para voltar a doar, enquanto que os homens devem esperar no mínimo 60 dias. É preciso apresentar documento de identidade com foto. Não é necessário estar em jejum, mas é importante evitar a ingestão de alimentos gordurosos quatro horas antes da doação. Quem fez tatuagem há menos de 12 meses não pode doar, nem pessoas que já tiveram hepatite do tipo B ou C ou têm problemas cardíacos.

Segundo o diretor-executivo do Hemocentro-DF, Jorge Vaz, a instituição consegue, por dia, uma média de 150 coletas. “O que dá em torno, dependendo do mês e do movimento, entre 4 e 5 mil doações por mês, que é o suficiente para atendermos às necessidades da rede pública de saúde.” Ele ressaltou, no entanto, que o estoque é dinâmico e a necessidade de novas doações é constante. Além de toda a rede pública do DF, a unidade atende hospitais conveniados.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, esteve no local no início da manhã para doar sangue. Ele estava acompanhado do secretário de Saúde, Humberto Fonseca, e da presidente do Hemocentro, Miriam Daisy Calmon Scaggion. “Doar não dói. Doar é um gesto de solidariedade, de amor ao próximo, que faz a nossa cidade melhor”, disse Rollemberg.

O Hemocentro funciona de segunda a sábado, das 7 às 18 horas, no Setor Médico-Hospitalar Norte, Quadra 3, Conjunto A, Bloco 3, Asa Norte.Grupos com mais de 10 pessoas devem agendar atendimento por telefone, no (61) 3327-4413. O agendamento individual não é obrigatório, mas pode ser feito pelo número 160, opção 2.

O Dia do Doador Voluntário de Sangue foi estabelecido através do Decreto de Lei nº 53.988, de 30 de junho de 1964, assinado pelo presidente Castello Branco, definindo o dia 25 de novembro - data do aniversário da fundação da Associação Brasileira de Doadores Voluntários de Sangue - como a data oficial do doador de sangue no Brasil.

Mas não são só os humanos que necessitam de atenção e dedicação. Em diversos casos, animais também precisam fazer transfusão de sangue e, para isso, requerem doadores. A coleta ocorre de maneira cuidadosa e obedece a uma série de critérios. Ela dura cerca de 10 minutos e são colhidos, em média, 450 mL por animal. A saúde e o bem-estar do doador são preservados durante o processo, de forma que o animal não se machuque ou sinta dor, nem tenha a saúde prejudicada.

Para ser doador, o cão precisa estar com o calendário de vacinação em ordem, ter no mínimo 25 kg e idade entre um e oito anos. Ele passa por exames clínicos e colheita de exames laboratoriais para atestar a sanidade. Também é verificado se o animal tem perfil doador, ou seja, se é calmo e tranquilo, para que a coleta traga o menor trauma possível. Gatos devem estar na mesma faixa etária e pesar mais de 4kg.

O tempo mínimo recomendado entre doações para um mesmo animal é de dois meses. Contudo, pesquisas já mostram que em casos de emergência um cão pode sofrer doações em intervalos de 15 dias sem danos à sua saúde. Também há a possibilidade de acelerar a recuperação dos animais por meio da suplementação de vitaminas e minerais.

Doar sangue é multiplicar atitude, esperança, saúde, solidariedade, amor e vida.

Palácio do Buriti adere ao Orange Day da ONU

A proposta do Orange Day (Dia Laranja, em português), iniciativa da Organização das Nações Unidas, é chamar a atenção da sociedade para os vários fatores que naturalizaram a agressão a mulheres por pessoas do sexo masculino, em especial, companheiros, pais e parentes próximos. O Orange Day faz parte da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, liderada pela ONU e lançada oficialmente no Brasil na segunda-feira (20). No restante do mundo, a campanha começa neste sábado (25) e vai até 10 de dezembro.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, abriu a solenidade no Salão Branco, do Palácio do Buriti, ao lado da esposa Márcia Rollemberg, membros do governo, representantes de organizações pelos direitos das mulheres, organizações internacionais, membros do corpo diplomático e sociedade civil.

A primeira-dama Márcia Rollemberg, colaboradora do governo, ressaltou a importância do período escolhido para os 16 dias de ativismo. “É uma campanha que nasce no Dia da Consciência Negra, passa pelo Dia da Mobilização [dia 25] e pelo He for She [6 de dezembro, quando se reforça o envolvimento dos homens na causa] e termina no dia 10. É o momento de a gente intensificar o alerta, mostrar para a cidade os dados e unir todos para mudar essa realidade.”

Na solenidade, foi assinado um protocolo de intenções entre seis secretarias de Estado para o enfrentamento da violência contra a mulher na capital do País. As pastas assumem obrigações como o desenvolvimento de campanhas conjuntas de conscientização e a elaboração de um plano de ações.

Assinaram o documento: Secretaria de Educação; Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer; Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude; Secretaria de Saúde; Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social; e Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. E como apoiadores, a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

“Este evento nos alerta para o fato de que temos muito ainda para avançar, mas ele nos enche de esperança de saber que temos muita gente comprometida com essa causa”, declarou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

Neste sábado, 25 de novembro, acontece em todo o mundo, iniciativas de movimentos sociais e feministas que buscam reduzir o quadro alarmante da violência doméstica. Segundo o Ministério da Saúde, 47 mil brasileiras foram vítimas de feminicídio nos últimos dez anos. Dentre estas, 74% são pretas ou pardas.

A violência contra mulheres constitui-se em uma das principais formas de violação dos seus direitos humanos, atingindo-as em seus direitos à vida, à saúde e à integridade física. Ela é estruturante da desigualdade de gênero. A violência contra as mulheres é mais presente do que se imagina, aqui e em qualquer parte do planeta.

O esporte, por exemplo, precisa deixar de enxergar a mulher como símbolo sexual atrelado a torcedoras musas e atletas beldades, e passar a interpretá-la como protagonista de jogos e competições. Dar mais visibilidade ao futebol feminino e mais espaço às mulheres no jornalismo esportivo, é uma maneira de atacar uma das causas do problema, que é a manutenção de um ambiente extremamente machista no futebol. Se a violência contra a mulher já é naturalizada pelo homem comum, imagina pelo homem rico, famoso e idolatrado, como é o caso de muitos jogadores de futebol?

A prevenção é necessária para que ela não ocorra em primeiro lugar. Mas quando ocorre, os serviços essenciais devem atender às necessidades das mulheres e meninas, e a justiça deve ser implacável na defesa de seus direitos.

 
RocketTheme Joomla Templates