Coluna Bernadete Alves - dia 23/11/2017

Morre Evaristo de Oliveira, o pioneiro dos pioneiros

É com pesar que registro o falecimento do vice-presidente executivo do Correio Braziliense, Evaristo de Oliveira, 72 anos, ocorrido na noite de ontem, vítima de um acidente vascular cerebral. Ele estava internado no Hospital Santa Luzia, na 716 Sul. Evaristo deixa a esposa Regina Célia, os filhos Guilherme e Gabriela e os netos Bernardo David, Gabriel David, Calvin Macpherson e Sofia Macpherson. O velório será no sábado. Nossa solidariedade a família e aos colegas jornalistas.

A imprensa perde um professor que sempre primou pelos valores essenciais da vida e Brasília uma testemunha ocular da sua história. Esta perda irreparável deixou a imprensa perplexa e a cidade de luto. Estamos todos tristes mas orgulhosos do exemplo e trabalho desse excepcional cidadão que sempre respeitou os colegas e que nunca perdeu seu interesse pelas pessoas e esperança por um mundo mais solidário. Evaristo era elegante na maneira de vestir e de agir, um “lorde”.Trilhou uma carreira brilhante e conquistou o respeito e reconhecimento de todos.

Em homenagem ao pioneiro dos pioneiros, Brasília está em luto por três dias, a partir de quinta-feira, de acordo com a determinação do governador Rodrigo Rollemberg. “Brasília perde uma de suas maiores figuras humanas. Eu perdi um amigo querido.Convivi com Evaristo e sempre admirei sua capacidade de trabalho, sua cordialidade, seu jeito sereno de tratar dos assuntos mais diversos e complexos sem nunca perder a tranquilidade.Era um vizinho goiano, de Caetano, em Luziânia, muito querido e respeitado. Pioneiro, ele ajudou Brasília a se consolidar como a capital de todos os brasileiros.Trabalhando no Correio Braziliense, ajudou a construir a sua história, que é a de todos nós brasilienses. Minha solidariedade e pêsames à família neste momento tão doloroso. Essa perda é irreparável.Brasília está de luto”,afirmou o governador Rodrigo Rollemberg em nota Oficial.

A história de Evaristo de Oliveira se confunde com a história de Brasília e do jornalismo da capital. Ele dedicou 52 anos da sua vida ao Correio Braziliense. O empresário nasceu em Luziânia e testemunhou a movimentação de operários e máquinas para consolidar o sonho de JK em 1956. O jovem de 19 anos começou como datilógrafo no Correio Braziliense no dia 15 de março de 1965. Soube da vaga pelos classificados do jornal e se candidatou para o trabalho. A dedicação era tanta que em seguida foi chefe do Departamento de Pessoal, avançou para o comando da contabilidade e, em seguida, foi para a Gerência de Operações. Foi diretor-gerente, até ser eleito para o Condomínio Acionário do Grupo Diários Associados, em 1992. Em 2003 chegou à Secretaria-Geral do grupo. Seis anos depois foi eleito presidente da Comissão Executiva e vice-presidente da Comissão Plenária do Condomínio Acionário dos Diários Associados.

Além do compromisso de excelência no trabalho, nos 52 anos que permaneceu na empresa, Evaristo ficou conhecido pelo bom trato com todos os funcionários. Entre colegas, empregados e mesmo fora do ambiente profissional, era um homem simples e, ao mesmo tempo, elegante, cordial no tratamento e sempre simpático. Perguntado sobre suas mais de cinco décadas no Correio ele respondeu: “O que aconteceu em minha vida ao longo de todos esses anos foi consequência da dedicação, empenho e compromisso que sempre tive”.

Tive a grata satisfação de entrevistá-lo em diversas ocasiões e de aprender com ele durante meus 17 anos de programa de televisão veiculado na TV Brasília. Numa das ocasiões em que foi homenageado pelo Grupo PaulOOctávio com o Residencial Evaristo de Oliveira, na SQN 213,Bloco F, disse que dividia a homenagem com todos que colaboraram para que ele chegasse onde chegou. “Quando a gente espalha coisas boas por onde passa, a vida se encarrega de trazer outras melhores”, declarou o homenageado.

Descanse em paz, mestre!

Embaixada da Itália abre as portas para estudantes da rede pública

Alunos da Escola Classe 1 do Porto Rico, em Santa Maria, acompanhados da primeira-dama de Brasília, Márcia Rollemberg, participaram hoje do programa Embaixada de Portas Abertas, na Embaixada da Itália. Os estudantes de 9 a 11 anos, foram recebidos pelo embaixador Antonio Bernardini e pela embaixatriz Ornella Bernardini.

O programa teve início em 2015 com a visita à embaixada de El Salvador. As atividades integram ainda o programa Criança Candanga, conjunto de políticas públicas voltadas para a infância e a adolescência em Brasília. Neste ano, cerca de 400 crianças fizeram os passeios às embaixadas da Argélia, Chile, China, Coreia do Sul, Gabão, Israel, Nicarágua, Países Baixos, Paraguai, Suécia, Vietnã e agora a Embaixada da Itália.

O grupo conheceu a arquitetura da embaixada, cujas paredes foram inspiradas em árvores brasileiras, e uma aula divertida sobre a história, a geografia e a cultura do país europeu. Os estudantes também participaram de um jogo de perguntas e respostas sobre a Itália e ganharam brindes.

Depois saborearam a autêntica pizza de Nápoles, cujo ingredientes são apenas farinha, água, mozarela, tomate e manjericão. De sobremesa, teve um tiramisu, doce que leva na receita café, queijo mascarpone e chocolate. Além de as crianças irem às embaixadas, o programa permite que os diplomatas conheçam as escolas. Em outubro, começou a etapa do retorno.

A colaboradora do governo Márcia Rollemberg, idealizadora do programa, agradeceu a hospitalidade da embaixatriz Ornella e do embaixador Antonio Bernardini e elogiou a embaixada italiana por respeitar a sustentabilidade ao adotar a energia solar e de permitir que qualquer cidadão agende uma visita ao local.

Além dos estudantes das Escolas Públicas do Distrito Federal, a Embaixada da Itália recebe com frequência estudantes de arquitetura, engenharia e relações internacionais para palestras e visitas guiadas. Promove eventos culturais, mostras de cinema, apresentações de música.

"Dona Flor e seus dois maridos" chega aos cinemas nesta quinta

A história clássica de Jorge Amado lançada nos anos 1960 ganhou novos contornos em tempos de discussão aflorada sobre feminismo. A nova adaptação de Dona Flor e seus dois maridos" chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 23, estrelada por Juliana Paes, Marcelo Faria e Leandro Hassum.

Até 2010, “Dona Flor e seus dois maridos” era a maior bilheteria da história do cinema brasileiro. O novo filme baseado na primeira adaptação para o cinema em 1976, trata a polêmica de forma mais leve com um Vadinho melhor que o primeiro marido que era malandro e depravado. O longa de 2017 é mais próximo de uma montagem teatral que estreou em 2008, do mesmo diretor, Pedro Vasconcelos.

A trama é uma das mais conhecidas do imaginário brasileiro. Vadinho (Marcelo Faria),o primeiro marido malandro e depravado de Flor, morre em uma farra de Carnaval logo no começo da trama. Flor se casa novamente com o metódico farmacêutico Teodoro (Leandro Hassum). Gosta do segundo marido, mas sente tanta saudade do fogo do ex que ele acaba voltando como um fantasma para lhe importunar - ela hesita um pouco, mas o aceita.

A atriz Juliana Paes diz que a protagonista é uma mulher empoderada que não faz concessões. Dona Flor não aceita de volta um Vadinho agressor e também não aceita um Teodoro que não corresponde aos seus desejos íntimos. "O que mais fica claro na nossa versão é que essa história de que a mulher tem que ser a 'bela, recatada e do lar' já era colocada em questão naquela época do lançamento do livro, em 1966", diz Juliana Paes.

 
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