Coluna Bernadete Alves - dia 20/11/2017

Segóvia assume Policia Federal e defende melhor relação com o MPF

O novo diretor-geral da Polícia Federal Fernando Segóvia, assumiu hoje o cargo e defendeu um novo capítulo na relação da PF e do Ministério Público Federal (MPF). “Hoje, há uma infeliz e triste disputa entre a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, mas confio no espírito de maturidade dessas instituições. É preciso escrever um novo capítulo e deixar de lado a vaidade. O único que se beneficia dessa disputa é o crime organizado”, ressaltou.

Segóvia se refere a uma queda-de-braço entre as duas instituições sobre a competência de policiais de firmar acordos de delação premiada nas investigações criminais. Para os procuradores, o dispositivo da Lei das Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013) que prevê que o delegado possa fazer acordos de delação é inconstitucional.

Fernando Segóvia destacou o combate à corrupção entre as prioridades de sua gestão. Segundo ele, operações como Lava Jato, Cadeia Velha, Cui Bono e Lama Asfáltica terão foco especial, tanto na atuação junto ao Supremo Tribunal Federal quanto em relação às varas criminais. Segóvia disse ainda que o combate a esse crime relacionado às votações também estará no foco central de atuação da Policia Federal. A expectativa do diretor-geral é de que a corporação aja “com isenção total, independentemente de partidos políticos", nas eleições de 2018.

Depois de se dizer lisonjeado com a presença do presidente Michel Temer em sua cerimônia de posse, o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, disse que o presidente continuará a ser investigado com a “celeridade de todos os outros inquéritos”. A afirmação de Segovia sobre a continuidade das investigações se deu diante da insistência de jornalistas. Em um primeiro momento, o novo diretor-geral havia dito que as investigações contra o peemedebista já tinham sido concluídas. Ele também falou sobre sua disposição em acelerar os inquéritos que tramitam no Supremo. Para tanto todos os inquéritos deverão ter um plano de investigação. “Devemos ter em quinze dias essas pesquisas e esse planejamento. Traremos os meios necessários para colocar esses inquéritos para atingir maturidade. Se não houver conclusão até esse prazo elas continuarão”, afirmou Segóvia.

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, condenou o que chamou de “ilações especulativas” nas investigações criminais. Ele criticou a convalidação de “imputações sem referências sólidas nos fatos e documentos”. Evidenciando a divergência com o Ministério Público, Torquato defendeu que é preciso dizer “não à vaidade fruto da ambição ou propósitos ocultos no processo”. “Essas condutas que se desviam da ética agridem mais a sociedade que o próprio indivíduo, porque geram uma dúvida coletiva sobre a isenção da conduta de quem atua em nome do Estado”, completou.

Após quase sete anos no comando da PF, Leandro Daiello se colocou à disposição de seu sucessor Segóvia,fez um agradecimento especial aos servidores e destacou o orgulho de ser policial federal. “Desejo ao meu sucessor o mais absoluto êxito em sua nova empreitada”, disse em cerimônia com a participação do presidente Michel Temer, na sede do Ministério da Justiça. Daiello, cuja aposentadoria foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União, disse que a carreira de policial não é fácil e que muitas vezes teve que abrir mão de sua vida pessoal. “Hoje, na data da minha aposentadoria, poderia dizer simplesmente obrigado”, disse. “Aprendi muito cedo na carreira que policial era algo que se fazia em conjunto e nunca sozinho, foi assim que procurei passo a passo construir a minha carreira.

Daiello foi o diretor mais longevo da PF. Nenhum outro, no período democrático, ficou por tanto tempo na cadeira número 1 da corporação. Durante sua gestão, a PF ganhou notoriedade internacional no combate a malfeitos na administração pública. A Lava Jato de Daiello escancarou o sistema cartelizado e de propinas na Petrobrás, que operou entre 2004 e 2014, e acabou pegando dezenas de políticos dos principais partidos.

O agora ex-diretor-geral disse ainda que durante sua gestão “resolvemos os problemas, enfrentamos dificuldade e superamos limites”. “E sempre mantivemos princípios, valores e doutrina apresentados a policias na academia”, afirmou Leandro Daiello.

Dia da Consciência Negra – orgulho dos ancestrais africanos

Instituída em alusão à morte de Zumbi dos Palmares, ocorrida em 20 de novembro de 1695, a data foi oficialmente implementada em novembro de 2011. O homenageado, Zumbi, foi um pernambucano e criou o Quilombo dos Palmares, uma comunidade formada pelos escravos que fugiam das prisões e senzalas.

O homenageado do dia, Zumbi dos Palmares, morreu há mais de 320 anos, mas sua identidade e sua luta ainda correm nas veias da maior parte da população do País. A pessoa negra não está mais à margem das discussões, mas no centro dela, argumentando, reclamando e construindo a mudança. Numa luta contínua para quebrar estigmas.

Mais da metade dos moradores do DF se declara preta ou parda – 57,92%, de acordo com a última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad). É feriado em alguns estados, como o Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, mas não em Brasília.

O Dia da Consciência Negra é uma data importante para combater as desigualdades e injustiças. Respeito não tem cor. Tem Consciência. Não importa a cor da pele. Perante Deus somos todos iguais.

Indiana Manushi Chhillar é a nova Miss Mundo 2017

A coroa de Miss Mundo foi entregue à indiana Manushi Chhillar na noite de sábado, na 67ª edição do concurso, realizado em Sanya, no arquipélogo tropical de Hainan, na China. A vencedora, uma estudante de medicina, era uma das favoritas na competição desde o início. Ela disputou o título de mulher mais bonita do mundo com mulheres de 118 países.

A Miss México Andrea Meza, uma engenheira de software de 25 anos, ficou em segundo e atrás dela, em terceiro lugar, ficou a representante da Inglaterra Stephanie Hill, de 22 anos. A Miss França Aurore Kichenin, de 22 anos, e a Miss Quênia Magline Jeruto, de 24 anos, foram as outras duas finalistas, ficando em quarto e quinto lugar, respectivamente.

A brasileira Gabrielle Vilela ficou no "Top 40. A jovem de 25 anos é natural do Rio de Janeiro e estuda publicidade. No ano passado o Brasil foi representado pela belíssima Beatrice Fontoura, de Goiás, que ficou no TOP 10 da classificação. O Miss World é o mais prestigiado em grande parte da Europa e Ásia, onde vencedoras nacionais vão para o Miss Mundo enquanto as vices disputam a franquia Universo, a preferida das Américas.

Apesar da brasileira Gabrielle não ter ficado entre as finalistas do concurso Miss Mundo 2017, o país ainda tem chance de vencer uma nova competição. No dia 26 deste mês acontece o Miss Universo em Las Vegas, nos Estados Unidos, e a Miss Monalysa Alcântara já está lá para representar o Brasil. No concurso, a piauense usará traje típico em homenagem a Floresta Amazônica, a cara do Brasil.

Governo de Brasília lança aplicativo Viva Flor

Com o objetivo de dar mais celeridade ao atendimento de mulheres em situação de violência no Distrito Federal, o governador Rodrigo Rollemberg, lançou, nesta segunda-feira , o aplicativo Viva Flor, em cerimônia na Casa da Mulher Brasileira. O aplicativo é resultado de uma parceria do governo com o Tribunal de Justiça e o Ministério Público.Um trabalho conjunto de diversas instituições. “Estamos usando novas tecnologias para ampliar a proteção às mulheres”, destacou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

A identidade visual do aplicativo Viva Flor foi desenvolvida por mulheres que participam da oficina de artes do Centro Especializado de Atendimento à Mulher de Planaltina (Ceam), unidade de acolhimento da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Diretos Humanos. “O símbolo do Viva Flor representa o recomeço das vidas das mulheres que estão em fase de superação da violência que viveram”, destacou a titular da pasta, Marlene Azevedo.

O aplicativo será instalado, preferencialmente, nos aparelhos celulares das próprias vítimas, que serão capacitadas por agentes de segurança para usá-lo. Por meio da plataforma para celulares, a mulher em medida protetiva de urgência que estiver ameaçada pelo agressor pode entrar em contato com as forças de segurança. Assim, uma equipe da Polícia Militar do Distrito Federal será deslocada para o local em que a vítima estiver.

O Viva Flor atenderá, inicialmente, até 100 mulheres que tiveram medidas protetivas deferidas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. As medidas protetivas de urgência são determinadas pela Justiça quando a pessoa sofre violência doméstica e está em iminente risco de morrer. Nesses casos, o agressor fica judicialmente impedido de se aproximar da vítima e, se necessário, deve usar tornozeleira eletrônica.

O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Mario Machado, disse que o enfrentamento da violência contra a mulher passa pela proteção adequada às vítimas, mas também pela prevenção de casos. “Processar os agressores e aplicar as penas previstas na lei não basta. Temos um grupo de juízes que atuam fortemente na disseminação do conhecimento da questão”, disse.

O procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bessa, disse que a simplicidade do aplicativo é resultado de um trabalho complexo de todos os envolvidos. “Para que o Viva Flor acontecesse, houve um esforço integrado dos vários atores.” Participaram da elaboração do aplicativo Viva Flor: Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios; Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social; Ministério Público do DF e Territórios; Polícia Militar; Polícia Civil; Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

Para situações em que a mulher não está amparada por medida protetiva de urgência, mas precisa denunciar agressões ou ameaças, deve-se ligar para o Disque 180 ou para o 156 — opção 6.

 
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