Coluna Bernadete Alves - dia 19/11/2017

O evento mundial WED homenageia mulheres empoderadas de Brasília

Para comemorar o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, criado em 2014 pela Organização das Nações Unidas e parceiros, para incentivar as mulheres a assumirem protagonismo no mercado de trabalho empreendedor, o Women’s Entrepreneurship Day (WED), homenageou mulheres inspiradoras em dez categorias de atuação. Esta é a primeira vez que o WED, criada por Wendy Diamond, empreendedora social e humanitária, ocorre no Brasil.

A embaixadora do projeto na América Latina, Cristina Castro Lucas, foi a responsável pela escolha das categorias no Brasil. Ação Social: colaboradora do governo de Brasília Márcia Rollemberg, idealizadora do programa Brasília Cidadã; Alcance Nacional: empresária Carla Amorim, idealizadora e produtora de joias e artefatos; Atuação Pioneira no Brasil: senadora Eunice Michilles, primeira senadora mulher no Brasil; Destaque Jurídico: a advogada Ana Frazão, professora de direito civil e comercial da Universidade de Brasília e ex-conselheira do Cade.

Incentivo e Conscientização de Jovens: professora Gina Vieira Ponte, atuante na área de conscientização sobre equidade na rede pública de ensino do DF.Incentivo e Investimento Educacional: reitora Eda Machado, fundadora do Centro Universitário Iesb; Incentivo e Produção de Artesanato: designer e estilista Kátia Ferreira, fundadora da marca Apoena; Inovação de Mercado: a cofundadora do Mulheres Investidoras Anjo, Camila Farani, presidente do Gávea Angels; Jornalismo e Distribuição de Informação:comunicadora Mara Regia, idealizadora do projeto Viva Maria da Empresa Brasil de Comunicação (EBC); e Tecnologia de Informação e Comunicação: Priscila Gama, fundadora e idealizadora do aplicativo Malalai.

A primeira-dama de Brasília, Márcia Rollemberg, recebeu o prêmio por ter idealizado o programa Brasília Cidadã, iniciativa que fomenta a integração de políticas públicas, ações voluntárias, mecanismos de participação e controle social. “Uma Brasília mais cidadã porque tem pessoas que gostam da cidade e que trabalham por uma cidade de criação coletiva, participam, são solidárias, esse é o espírito”, declarou Márcia.

A esposa do governador Rodrigo Rollemberg ,lembrou que o carro-chefe do Brasília Cidadã, o Portal do Voluntariado, que “tem mais de 200 projetos ‘linkando’ quem precisa de ajuda com quem quer ajudar”. Márcia falou também sobre o Mulheres Inspiradoras, projeto da professora Gina Vieira Ponte, da rede pública de ensino, uma das dez homenageadas. “Ambos falam dessa Brasília cidadã, do empoderamento das mulheres, dos direitos das crianças, dos adolescentes. Essa rede vai ter uma grande repercussão, porque a gente tem uma cidade com várias empreendedoras sociais”, informou a primeira-dama. O Mulheres Inspiradoras leva para alunos da rede pública reflexões sobre igualdade de gênero, representação da mulher na mídia e violência contra a mulher, entre outros temas.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e o presidente da Fibra, Jamal Bittar, falaram da importância de valorizar a competência e determinação das mulheres no evento realizado no Centro Universitário Iesb, na Asa Sul.“As mulheres estão ocupando um espaço cada vez maior no empreendedorismo em Brasília e no Brasil. A gente fica feliz com esse reconhecimento”, declarou Rollemberg.

O reconhecimento do trabalho das mulheres de Brasília por um organismo internacional mostra a importância de tomarmos decisões mais assertivas, mesmo quando exigem uma certa dose de abnegação, contanto que o alcance das nossas decisões represente o bem estar da maioria.

Empoderar é um verbo que se refere ao ato de dar ou conceder poder para si próprio ou para outrem. A partir do seu sentido figurado, empoderar representa a ação de atribuir domínio ou poder sobre determinada situação, condição ou característica. O empoderamento pessoal é a capacidade de fazer a autogestão da sua vida, baseada em princípios universais que regulamentam a própria conduta, de forma a romper com os ciclos de entraves da realização pessoal plena. Ser o autor do próprio destino, com autonomia para fazer as próprias escolhas.

Empoderar-se, portanto, é tomar posse do que há de melhor na gente, evocar as forças, manter-se muito acima do entusiasmo tão-somente, mas sim, num ritmo de motivação constante sustentada pela visão clara de onde se quer chegar e o que se quer alcançar. É compreender que não podemos mais atribuir a terceiros as coisas que somente cabem à nós realizar. Não postergar, trabalhar com as prioridades sem perder o foco maior e não dispersar-se em miudezas cotidianas.

Empoderamento é também saber dizer não, sem dramas ou culpas, reforçando o posicionamento claro diante de fatos, contextos e situações. É dar valor ao erro, tirando o melhor da experiência. Rir e manter-se bem humorado mesmo diante das situações mais difíceis. Vamos empregar esforços e tempo no que nos realiza, porque afinal, somos os criadores do nosso futuro imediato. Nós viemos ao mundo para sermos felizes. Vamos tomar posse do poder que habita dentro de nós para realizarmos a nossa missão de vida. Ninguém viverá em nosso lugar a jornada que somente a nós pertence.

Quem são os “Lázaros” brasileiros? É a pergunta no Dia Mundial dos Pobres

Neste domingo que celebramos o primeiro Dia Mundial dos Pobres, o Papa Francisco iniciou a Eucaristia no Domingo XXXIII do Tempo Comum, na Basilica de São Pedro, dizendo: “Temos a alegria de repartir o pão da Palavra e, em breve, de repartir e receber o Pão eucarístico, alimentos para o caminho da vida. Deles precisamos todos nós, ninguém excluso, porque todos somos mendigos do essencial, do amor de Deus, que nos dá o sentido da vida e uma vida sem fim. Por isso, também hoje, estendemos a mão para Ele a fim de receber os seus dons.

E, precisamente de dons, nos fala a parábola do Evangelho. Diz-nos que somos destinatários dos talentos de Deus, «cada qual conforme a sua capacidade» (Mt 25, 15). Antes de mais nada, reconheçamos isto: temos talentos, somos «talentosos» aos olhos de Deus. Por isso ninguém pode considerar-se inútil, ninguém pode dizer-se tão pobre que não possua algo para dar aos outros. Somos eleitos e abençoados por Deus, que deseja cumular-nos dos seus dons, mais do que um pai e uma mãe o desejam fazer aos seus filhos. E Deus, aos olhos de Quem nenhum filho pode ser descartado, confia uma missão a cada um.

Lembrar-nos-á aquilo que conta verdadeiramente: amar a Deus e ao próximo. Só isto dura para sempre, tudo o resto passa; por isso, o que investimos em amor permanece, o resto desaparece. Hoje podemos perguntar-nos: «Para mim, o que conta na vida? Onde invisto?» Na riqueza que passa, da qual o mundo nunca se sacia, ou na riqueza de Deus, que dá a vida eterna? Diante de nós, está esta escolha: viver para ter na terra ou dar para ganhar o Céu. Com efeito, para o Céu, não vale o que se tem, mas o que se dá, e «quem amontoa para si não é rico em relação a Deus» (cf. Lc 12, 21). Então não busquemos o supérfluo para nós, mas o bem para os outros, e nada de precioso nos faltará. O Senhor, que tem compaixão das nossas pobrezas e nos reveste dos seus talentos, nos conceda a sabedoria de procurar o que conta e a coragem de amar, não com palavras, mas com obras”, é a mensagem do Papa.

O Secretário-Executivo da Cáritas Brasileira, José Claudio Lopes, conhecido como Mandela: diz que o Brasil passa por um momento difícil porque as reformas estruturais não aconteceram depois de mais de uma década de políticas sociais que tiraram o país do mapa da fome. “Nós que trabalhamos com comunidades vulneráveis, urbanas e rurais, temos visualizado a ampliação do grito de Lázaro”, afirma ele, apontando a violência no campo e contra os jovens de periferia como a mais preocupante.

“A sociedade fica ensurdecida a esses gritos”, acrescenta Mandela, afirmando que o chamado do Papa não é somente estrutural para colocar a Igreja em saída, mas toca a vida de cada um dos cristãos para que não percam a capacidade de indignar e, consequentemente, estejam cotidianamente comprometidos com a realidade.

Dia da Bandeira é comemorado neste dia 19 de Novembro

Hoje é o dia do nosso símbolo maior que reflete em suas cores as nossas riquezas e na sua força os nossos valores. A comemoração do Dia da Bandeira passou a fazer parte da história do país após a Proclamação da República, no ano de 1889. Com o fim do período Imperial (1822-1889), a bandeira desenhada por Jean Baptiste Debret, que representava o império, foi substituída pelo desenho de Décio Vilares. A substituição da bandeira imperial por uma bandeira republicana representa as mudanças que o Brasil passava naquele momento: mudanças na forma de governo e de governar, do regime imperial para uma república federativa.

Além disso, a nova bandeira representava a simbologia que estava agregada ao republicanismo, como a ideia de um Estado-nação, o patriotismo e o surgimento do sentimento nacionalista, ou seja, a construção identitária do povo brasileiro, a identidade nacional. A comemoração do Dia da Bandeira se constitui como um elemento simbólico da construção da identidade brasileira.

Em 2016 o Congresso Nacional aprovou a Lei 13.307 que obriga a exibição do símbolo em eventos financiados pela União. O relator da proposta na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) foi o senador Romário (Pode-RJ). Ele considera a proposição louvável, “pois resgata e fortalece o patriotismo, demonstrando o apreço e o respeito pelos símbolos nacionais em atividades financiadas com dinheiro público”. No Senado, o símbolo é tão forte que a bandeira brasileira está desenhada no carpete abaixo da mesa da presidência do Plenário.

A Bandeira Nacional deve ser hasteada todos os dias no Congresso Nacional, nos Palácios do Planalto e da Alvorada, nas sedes dos ministérios, nos tribunais superiores, no Tribunal de Contas da União, nas sedes dos governos estaduais, nos Tribunais de Justiça, nas Assembleias Legislativas, nas prefeituras, nas Câmaras de Vereadores, nas repartições públicas próximas da fronteira, nos navios mercantes e nas embaixadas. As escolas públicas e particulares devem hastear e arrimar a Bandeira pelo menos uma vez por semana.

O lema “Ordem e Progresso”, escrito na Bandeira, tem inspiração na filosofia positivista. No entanto, o lema completo, cunhado pelo criador do Positivismo, Augusto Comte, é “o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim”.

Viva o Pavilhão da justiça e do amor!

 
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