Coluna Bernadete Alves - dia 18/11/2017

Amendoim e nozes protegem coração, segundo Harvard

Ricas em fibras, gorduras saturadas e antioxidantes, as famosas oleaginosas já são consideradas uma ótima opção de petisco saudável. E cada vez mais seus benefícios são comprovados com novo estudo realizado pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, comprovou que comer um punhado de nozes, castanhas, avelã e amendoim, duas ou mais vezes por semana pode reduzir o risco de doenças cardíacas.

O estudo de Harvard mostra que o risco de uma pessoa que consome oleaginosas reduz em 23% a doença arterial e diminui em 15% o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. O resultado foi publicado no periódico científico Journal of the American College of Cardiology.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores acompanharam cerca de 210.000 pessoas, durante um período de 32 anos, reunindo informações sobre histórico de saúde, estilo de vida, alimentação e doenças com base em questionários feitos a cada dois anos.

Marta Guasch-Ferre, nutricionista da Universidade Harvard e principal autora do estudo, declarou ao jornal britânico The Telegraph,que as oleaginosas são superalimentos devido aos altos teores de antioxidantes, proteínas, minerais e fibras.“Nossas descobertas reforçam as recomendações de alimentação saudável que sugerem uma maior ingestão de variedades de nozes e castanhas a fim de reduzir o risco de doenças crônicas“.

A cardiologista Fadua Ferreira Antonio de Brito, do Hospital Ortopédico e Medicina Especializada, explica que doenças cardiovasculares são um conjunto de condições que afetam a saúde do coração, como o derrame cerebral (AVC) e o infarto, que envolvem a redução ou a interrupção da circulação do sangue para o cérebro e o coração devido ao bloqueio ou estreitamento das artérias. E que a doença arterial coronariana ocorre quando depósitos de gordura nas artérias tornam as paredes das artérias duras e mais grossas, dificultando a circulação, o que pode levar ao infarto.

Arcebispo de Brasília é nomeado Relator Geral do Sínodo 2018

O Conselho da Secretaria do Sínodo dos Bispos reunido desde quinta-feira, no Vaticano, escolheu como Relator Geral para a próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo, a realizar-se no Vaticano de 3 a 28 de outubro de 2018, o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Sérgio da Rocha. O conselho é presidido pelo Papa Francisco e é formado por 15 bispos, três escolhidos diretamente por Francisco, sendo um destes, Dom Sérgio da Rocha. A principal função do arcebispo brasileiro será de introduzir e sintetizar os assuntos abordados pelos bispos durante a reunião do Sínodo.

A Assembleia Sinodal prevista para outubro de 2018, terá como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. O Papa quer que o período seja de escuta de todos os jovens, dos que estão no dia a dia das comunidades aos que não têm participado da vida da Igreja. O Sínodo dos Bispos de 2018 se ocupará dos problemas dos jovens e buscará adequar sua linguagem e o uso das novas tecnologias para se aproximar deles, segundo seu documento preparatório divulgado em janeiro deste ano.

Dom Sérgio da Rocha diz que a sua responsabilidade é envolver toda a Igreja, especialmente os jovens. “Este momento é importante porque se trata do envolvimento de nossa juventude na própria temática do Sínodo. Não teria sentido realizar um Sínodo sem ouvir os próprios jovens. Ouvir procurando acolher ao máximo as suas contribuições, seus anseios e seus desafios”, declarou o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

De acordo com o cardeal, o grande apoio das Conferências Episcopais e toda a mobilização em prol da juventude busca o maior envolvimento do jovem na Igreja. “Temos a esperança que na próxima Assembleia Sinodal teremos ainda mais o envolvimento do jovem”, comentou. Para Dom Sérgio, o objetivo é que a juventude testemunhe a fé cristã diariamente, até que se alcance o jovem por meio de outros jovens.

Sobre a participação e presença do Papa Francisco na reunião desta semana, Dom Sérgio enfatizou a postura acolhedora do Santo Padre. “O Papa Francisco é sempre um exemplo de escuta, acima de tudo. Ele procura ouvir atentamente e acolher ao máximo as observações, as experiências que nós trazemos, especialmente a consulta que está sendo feita à própria juventude. Ele mesmo é um exemplo de Sinodalidade, que é construída a partir da escuta”, afirmou.

O Vaticano lançou ainda um site com um questionário para jovens de todo o mundo, de entre 16 e 29 anos, para conhecer melhor a juventude e suas questões para preparar o Sínodo. O questionário consta de 40 perguntas relativas a experiências pessoais, à relação com a religião, às expectativas de futuro, de trabalho e para criar uma família, à relação com pais e outras figuras, e um amplo setor dedicado às novas comunicações e redes sociais. Nesse questionário não há perguntas sobre o consumo de drogas ou a vida sexual dos jovens.

O Papa Francisco anunciou que entre os próximos dias 19 e 24 de março haverá uma reunião de preparação do Sínodo da qual poderão participar jovens de todo o mundo, não apenas católicos, mas também de outras confissões e não crentes.

Adasa identifica poços irregulares na Bacia do Descoberto

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) apontou que de 2015 até outubro deste ano, 1.015 poços irregulares foram identificadas na região mais atingida pela crise hídrica: a Bacia do Descoberto em pleno racionamento. Estes poços são cavados irregularmente mesmo com as determinações suspensas desde 31 de outubro de 2016.

De acordo com a Adasa, quem infringir a determinação e desviar água de córregos que deságuam no Descoberto está sujeito a multas que vão R$ 400 a R$ 10 mil. Em dois anos, 107 propriedades identificadas foram autuadas.

O presidente da Adasa, Paulo Salles, informou que devido o cenário de incerteza com o fim da crise hídrica, o órgão já firmou um convênio com as polícias Militar e Ambiental do DF para intensificar a fiscalização das captações irregulares. O plano de ação para a bacia inclui medidas a curto prazo, como o aumento na fiscalização contra a captação irregular e medidas a médio e longo prazo, como incentivos aos agricultores para mudança nas tecnologias de irrigação utilizadas atualmente.

Neste sábado, o reservatório do Descoberto – que abastece cerca de 60% da população do DF – está com 6% da capacidade. Mesmo assim é incrível a falta de consciência de algumas pessoas diante a crise hídrica considerada a mais grave da história do Distrito Federal.

Na região do Descoberto tem propriedade que abre canal e desvia água que deveria ir para a barragem. Por isso que mesmo com a chegada das chuvas o nível não está aumentando.

 
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