Coluna Bernadete Alves - dia 12/11/2017

Proteger, educar e conservar é a meta do Zoo de Brasília

O Jardim Zoológico de Brasília foi inaugurado em 1957, antes mesmo da capital do Brasil. A instituição é uma das grandes reprodutoras do país e participa de projetos mundiais de conservação para trocar informações com o objetivo de garantir diversidade genética dos animais. Entre 1982 e 2002, nasceram 57 tigres-de-bengala no Zoo de Brasília.

Além de fazer a manutenção do plantel de 804 animais, a instituição aposta na melhoria do bem-estar dos bichos e em ações de sustentabilidade. O diretor-presidente da instituição, Gerson Norberto, tem como meta proteger, educar e conservar as espécies e garantir a diversidade do local. Para tanto conta com 275 colaboradores que estão sempre prontos para receber novos hóspedes.

Na terça-feira dia 07 chegaram ao Zoo, dois tatus recém-nascidos, resgatados do incêndio que destruiu parte da vegetação na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Os filhotes que perderam a mãe não tinham condições de se alimentar ou se defender sozinhos na reserva. Eles estão sendo cuidados pelos veterinários do Zoológico de Brasília. Além de acolher bichos resgatados por órgãos de fiscalização ambiental, o berçário do Hospital Veterinário do Zoo recebe animais de várias partes do país. O local é referência para o cuidado de filhotes. Quem encontrar algum animal em risco, a recomendação é entrar em contato com a Polícia Militar Ambiental para receber os cuidados emergenciais e, caso necessário, serão encaminhados para o Zoológico de Brasília.

Em 2017, foram iniciadas as readequações nos recintos com o objetivo de aumentar o espaço de refúgio das espécies.“Plantamos mais vegetação para que o animal tenha onde se esconder, caso queira. Essa é uma forma de deixá-los mais confortáveis”, declarou o diretor-presidente do Zoo. Neste ano foram assinados termos de cooperação internacional com Bolívia, Chile, Alemanha e Argentina. De acordo com o responsável pela fundação, o programa de educação ambiental já atingiu 100 mil pessoas em 2017.

No local onde estão acomodados os felinos, as intervenções já foram feitas. Além da readequação dos espaços, alguns recintos, como o do tigre-de-bengala-branco já recebeu bombas de reuso e tratamento de água. No espaço existem animais idosos como a tigresa-de-bengala Laila, de 20 anos – o que equivale a uma senhora de 80 ou 90 anos, e seu companheiro Rabisco,da mesma espécie com 15 anos, também considerado idoso. Esses felinos vivem em média 14 anos na natureza e estão ameaçados de extinção.

Gerson Norberto disse que os filhos gerados por Laira e Rabisco vão colaborar para a conservação da espécie. “A Laila é um dos conjuntos genéticos mais bem representados no país. Com ela, avançamos muito em questões de manejo e bem-estar”, declara o diretor-presidente da Fundação.

O Zoológico abriga também Jeniffer, um cervo-nobre fêmea de 20 anos, e Sic, uma ariranha que tem 14 anos. Além delas, há uma cotia de 11 anos, um veado cariacu de 14 anos, e um waterbuck de 13 anos. Zoo abriga no plantel um casuar e um cisne-negro, de 15 anos; um arapapá e um guará, de 23 anos; um avestruz, de 17 anos; e um emu, de 13 anos. No Zoo de Brasília os animais idosos têm um manejo específico, observação diária, alimentação balanceada e alguns cuidados para facilitar a locomoção. Tudo para dar conforto e facilitar a vida dos animais idosos.

No berçário, segundo Norberto, foram instaladas placas fotovoltaicas, que estão em fase de testes. O equipamento foi doado em setembro pelo Ministério de Minas e Energia. O órgão entregou ao zoo 240 placas fotovoltaicas, 24 inversores e 52 controladores de carga para implementação de projetos de sustentabilidade.A instalação deve resultar em uma economia mensal de R$ 6 mil na conta de energia elétrica da instituição. Além das ações de sustentabilidade, o zoo investiu na atualização das 145 placas de identificação dos animais, para atender a média de 40 mil visitantes mensais.

O objetivo para 2018 é dar continuidade às ações iniciadas neste ano e investir ainda mais no conforto dos bichos. Estão previstos a instalação de painéis de vidro para proteger os animais do som e de possíveis ataques, como arremesso de lixo ou de pequenos itens, e o adensamento da vegetação nos recintos.“O desafio é montarmos ambientes cada vez mais naturais”, explicou Norberto. Outro projeto da gestão é criar locais específicos para as espécies características da Savana africana e do Pantanal brasileiro.

O Zoológico de Brasília funciona das 8h30 às 17 horas de terça a domingo e nos feriados. O ingresso custa 10 reais a inteira. Para quem for passar o dia o espaço dispões de duas (2) lanchonetes que servem bebidas não-alcóolicas, lanches rápidos, doces e refeições (prato feito). Uma está localizada próxima ao Centro Multifuncional de Acessibilidade (CEMFA) e ao recinto dos grandes felinos (Galeria África). A outra fica próximo à Administração do parque e ao Serpentário. O Zoológico conta também com 28 barraquinhas de pipoqueiros, quatro (4) de churros e dois (2) de cachorro-quente espalhados pelo parque. A Fundação Jardim Zoológico de Brasília fica na Avenida das Nações, Via L4 Sul, s/n, telefone (61) 3445-7000.

O Jardim Zoológico de Brasília é mais que um local de diversão para as crianças é um espaço de referência em conservação, pesquisa e preservação animal.

Massa se despede da F1 em dia de tetracampeões

O brasileiro Felipe Massa teve uma grande atuação em Interlagos na tarde deste domingo. Ganhou posições na largada, como de costume, saindo de nono para sexto ainda na primeira volta. Após a entrada do safety car, fruto de uma batida envolvendo uma série de carros, o piloto da Williams, partiu para cima de Fernando Alonso, fazendo uma bela ultrapassagem sobre o bicampeão mundial. Manteve um bom ritmo durante toda a prova mas acabou superado por Hamilton e Daniel Ricciardo, terminando em sétimo no GP do Brasil. Com isso Massa somou 42 pontos e reassumiu a décima colocação na tabela de classificação, ultrapassando o companheiro Lance Stroll, que tem 40.

Depois, sentiu todo o carinho da torcida ao parar seu carro nos boxes. No rápido contato que teve com a imprensa brasileira após a corrida, o piloto da Williams celebrou o que ele chamou de "prova perfeita".“Estou muito orgulhoso da corrida que fiz hoje. Foi tudo perfeito. O ritmo foi perfeito. Tudo aconteceu do jeito que deveria. A largada pegou na veia. A relargada também. Para mim, foi como uma vitória. Depois, ainda pude sentir o amor dessa torcida maravilhosa. Foi algo que nunca vou esquecer. Valeu a pena ter corrido mais um ano para ter vivido o que vivi hoje – ressaltou.

Interlagos foi palco, pela primeira vez na história da F1, de dois tetracampeões disputando o título na pista. Sebastian Vettel e Lewis Hamilton mostraram porque são os dois melhores pilotos da atualidade. Na largada o alemão da Ferrari partiu para cima do pole Valtteri Bottas, e na entrada do "S do Senna" tomou a ponta e fatura a quinta vitória no ano.

Lewis Hamilton, vencedor antecipado da edição 2017 do Mundial de Fórmula 1, que largou na última colocação, deu um show em grandes ultrapassagens, até chegar em  quinto atrás de Max Verstappen. Não demorou para que o britânico da Mercedes superar  o holandês e conquistar a quarta colocação. Hamilton foi eleito pelos fãs o "piloto do dia".

Esta é a terceira vitória de Vettel no Brasil, a quinta na temporada e a 47ª na carreira."Eu tive a chance de me espremer por dentro na largada e tentei controlar a corrida daí até o final. Eu estou satisfeito pelos caras em casa (Maranello), onde eles têm trabalhado muito forte”, declarou o campeão. Bottas, da Mercedes, ficou em segundo e Raikknem, da Ferrari em terceiro. A Red Bull Racing garantiu a quinta e sexta colocação com Verstappen e Ricciardo.

O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece desde 1972 e faz parte do campeonato de Fórmula 1 desde 1973.Na época, a pista de Interlagos tinha 7,96 quilômetros de extensão. Em 1978, a prova foi para Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, que passou a ser a sede definitiva do GP Brasil em 1981. Em 1990, a corrida voltou para Interlagos, em uma pista modificada e muito mais curta.

O brasileiro Emerson Fittipaldi venceu as duas primeiras edições em Interlagos (1973, pela Lotus, e 1974, pela McLaren). Os demais brasileiros foram: José Carlos Pace em 1975 (pela Brabham), Ayrton Senna em 1991 e 1993 (pela McLaren) e Felipe Massa em 2006 e 2008 (com a Ferrari). Nelson Piquet venceu duas provas no Rio de Janeiro, em 1983 (pela Brabham) e 1986 (pela Williams).

O maior vencedor do GP Brasil é Alain Prost. O francês conquistou seis vitórias, cinco no Rio de Janeiro (1982, 1984, 1985, 1987 e 1988) e outra em Interlagos (pela Ferrari, em 1990).

 
RocketTheme Joomla Templates