Coluna Bernadete Alves - dia 10/11/2017

Brasília lança o “Chega Mais” - Selo de Qualidade de Serviços de Saúde para Adolescentes

Com o objetivo de reconhecer e incentivar que unidades de saúde ofereçam atendimento e serviços adequados e com qualidade para adolescentes, o Governo de Brasília, lançou o Selo “Chega Mais”. A iniciativa é uma das ações do Criança Candanga, programa do governo de Brasília de garantia dos direitos da infância e da adolescência. A solenidade de lançamento foi no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde sob a coordenação da diretora executiva da Fepecs, Maria Dilma Alves.

O “Chega Mais - Selo de Qualidade de Serviços de Saúde para Adolescentes” é resultado de parceria firmada entre o Fundo de População das Nações Unidas, Secretaria de Saúde do Distrito Federal e Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude do Distrito Federal. O órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) vai fiscalizar e estabelecer os critérios de qualidade para o atendimento de adolescentes na rede de saúde do DF. Eles englobam desde acesso livre de discriminação até a integração em diferentes frentes de atendimento, além da educação permanente de profissionais.

O selo será uma certificação concedida pelo Fundo de População da ONU (UNFPA) a serviços públicos em saúde adequados a essa fase do ciclo de vida. Será concedido a partir de critérios de qualidade para o atendimento de adolescentes, com acompanhamento e aprimoramento contínuos. Os critérios envolvem desde acesso livre de discriminação até a integração em diferentes frentes de atendimento, a educação permanente de profissionais e a participação social.

O representante do UNFPA Brasil, Jaime Nadal, disse que a união de todos em prol da saúde dos adolescentes fará com que tenham todo o seu potencial realizado e que os investimentos certos e na hora certa podem fazer a diferença na vida e no futuro dessas pessoas. “Vemos com preocupação, por exemplo, o aumento das infecções por HIV, os casos de sífilis congênita e o número de adolescentes grávidas nos últimos anos no Brasil. Serviços de qualidade e adequados para a fase do ciclo de vida, com um olhar mais jovem, são sumamente importantes”, declarou Nadal.

A primeira-dama e colaboradora do Governo de Brasília, Marcia Rollemberg, agradeceu a parceria com a UNFPA e disse que no selo Chega Mais está o incentivo e o reconhecimento de boas práticas por parte dos profissionais de saúde que atendem os e as adolescentes. “Com essa iniciativa, somamos forças e compromissos. O Selo pode alavancar processos de educação, valorização, reconhecimento e aprimoramento de boas práticas. É um reforço à estruturação de uma política necessária e proeminente”, declarou Márcia. Federal, o Brasília + Jovem Candango e o #BoraVencer.

Ela mencionou as ações do governo que atendem os jovens como os Centros Olímpicos e Paralímpicos do Distrito Federal, o Brasília + Jovem Candango e o #BoraVencer. “Já temos iniciativas na cultura, na educação e faltava uma de maior peso na saúde: oferecer serviços adequados a adolescentes”.

O secretário de Saúde, Humberto Fonseca, disse que a certificação vai passar principalmente pelas Unidades Básicas de Saúde. Segundo ele, com a expansão da saúde da família, será possível ampliar esse atendimento especializado aos jovens. “Teremos condições para capacitar equipes e assim poderemos melhorar indicadores de condições de saúde que tenham a ver com esse ciclo da vida, como doenças sexualmente transmissíveis e gravidez na adolescência.”

Para o secretário de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude do Distrito Federal, Aurélio de Paula Guedes, o selo é uma demonstração do governo de que esse público é prioridade na nossa cidade e também reforça a importância de atendimentos realizados em diferentes frentes, não apenas na saúde física. “Além da gravidez, das ISTs, do abuso de drogas e álcool, temos adolescentes altamente deprimidos e ansiosos, e também precisamos estar atentos a isso”, declarou. “Temos hoje os maiores índices de toda a história de adolescentes em depressão. Temos uma geração que precisa de atenção mais ampla, que atenda a saúde sexual e reprodutiva e a saúde física, mas que também dê atenção à saúde mental.”

Para o Ministério da Saúde, o selo Chega Mais é reforço aos esforços pela inclusão e pela qualidade no atendimento. “O maior desafio que temos é garantir o acesso dos adolescentes aos serviços de saúde. Precisamos quebrar as barreiras, atender e acolher todos e todas, atender e cuidar independentemente da idade”, declarou a representante do Ministério da Saúde, Juliana Rezende.

Atriz Márcia Cabrita perde luta contra o câncer

A comediante de grande talento, que conquistou o amor do público com a personagem Neide Aparecida, de "Sai de baixo", Márcia Cabrita, faleceu hoje aos 53 anos. A atriz estava internada há dez dias, no hospital Quinta D'Or, na Zona Norte do Rio, em decorrência do agravamento de um câncer no ovário, diagnosticado em 2010. A doença levou Márcia a deixar a novela Novo Mundo, da faixa das 6 da Globo, em que fazia a personagem Narcisa. Márcia Cabrita deixa uma filha, Manoela, de 17 anos. A notícia da morte sensibilizou colegas da atriz e fãs nas redes sociais.

Ricardo Parente - ex-marido de Cabrita e pai de sua filha, Manuela, de 16 anos - disse ao jornal "O Globo" que a artista estava internada há 10 dias no hospital Quinta D'Or, na zona norte do Rio, em decorrência do agravamento da doença. Segundo Parente, "ela foi em paz" e não sofreu.

O último trabalho da atriz Márcia Cabrita foi na novela Novo Mundo, que acabou em setembro. Inicialmente, ela interpretaria Germana, papel que acabou com Vivianne Pasmanter quando Márcia, ainda em tratamento, precisou se afastar. Como homenagem, os autores criaram uma outra personagem, Narcisa, que entrou mais tarde na trama. Mais uma vez, o câncer a obrigou a pedir uma nova licença.

Com figurinos apertados e decotados, a personagem Neide Aparecida, vivida por Márcia Cabrita, conquistou o público e os colegas pelo talento e simpatia. Como diarista da casa de Cassandra (Aracy Balabanian) e Caco Antibes (Miguel Falabella), ela transitava entre o sensual e o desajeitado. Alguns dos melhores momentos de Neide desde 1997 foram ao lado de Caco Antibes, que não perdoava as falas com erros de português e os hábitos de “pobre” da doméstica. Em 2000, a atriz gravou grávida da filha Manoela e ainda participou do especial de 2013, feito no canal pago Viva.

Márcia estudou artes cênicas e ao lado de Luís Salem, deu os primeiros passos na vitoriosa carreira nos palcos. Com ele, fez uma peça infantil produzida por Aloísio Abreu, outro com quem sempre trabalhou. Juntos, os três montaram o espetáculo "Subversões", encenado no antigo Crepúsculo de Cubatão, em Copacabana. Na trilha sonora, paródias de hits como "Meu nome é Creuza", versão de "Como uma deusa", de Rosana, que acabou fazendo sucesso.

O espetáculo Subversões a colocou na rota do humor nos anos 1990. Em 1992, estreou na televisão participando da minissérie As Noivas de Copacabana. No Sai de Baixo teve papel marcante por cinco anos. Com figurinos apertados e decotados, a personagem Neide Aparecida, vivida por Márcia Cabrita, conquistou o público e os colegas pelo talento e simpatia. Como diarista da casa de Cassandra (Aracy Balabanian) e Caco Antibes (Miguel Falabella), ela transitava entre o sensual e o desajeitado. Alguns dos melhores momentos de Neide desde 1997 foram ao lado de Caco Antibes, que não perdoava as falas com erros de português e os hábitos de “pobre” da doméstica. Em 2000, a atriz gravou grávida da filha Manoela e ainda participou do especial de 2013, feito no canal pago Viva.

 Depois do sucesso em Sai de Baixo, outro papel marcante foi o de Cacá, versão humana da Cuca, no Sítio do Pica-Pau Amarelo. Entre as novelas, participou de Desejos de Mulher (2002), Sete Pecado(2007), Beleza Pura (2008) e Morde e Assopra (2011). No cinema, esteve em Um Show de Verão (2004), Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida (2004), Xuxa Gêmeas(2006) e O Diário de Tati (2012). Em 2010, foi diagnosticada com a doença e iniciou uma série de tratamentos. Neste período, fez várias participações em seriados – em especial, na versão televisiva de Trair e Coçar É Só Começar (2014) – e estrelou peças de teatro, precisando parar algumas vezes por conta do câncer.

Márcia Cabrita deixa sua marca no humor brasileiro. Sua irreverência e talento serão sempre lembradas. A morte prematura é uma grande perda para o humor brasileiro. Descanse em paz, guerreira!

Jovens estão perdendo a audição por uso irregular de fones de ouvido

No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, o Conselho Federal de Fonoaudiologia alerta as várias situações que podem causar problemas de audição. Os bebês podem nascer com deficiência auditiva por problemas na gestação, quando a mãe é usuária de drogas, teve sífilis ou rubéola durante a gravidez, ou problemas no parto. Por isso é importante fazer o teste da orelhinha na maternidade.

A perda auditiva pode ser de forma condutiva ou neurossensorial. A perda auditiva condutiva pode acontecer quando há um bloqueio na transmissão do som quando a cera entope o conduto auditivo e impede o tímpano de vibrar. Ou quando há uma interrupção na transmissão das ondas sonoras para o cérebro, como quando há ferimentos no tímpano.

Na perda neurossensorial há falha do nervo auditivo. Portanto, mesmo que as vibrações sonoras atinjam o ouvido interno, elas não são enviadas como impulsos para o cérebro. Isso acontece por conta do envelhecimento natural das células, por infecções virais, efeitos colaterais de medicamentos e barulhos muito altos. E é aí que está o alerta do Conselho Federal de Fonoaudiologia.

De acordo com a presidente do CFFa, Thelma Costa, a cada dia, mais jovens estão apresentando perda de audição causada pelo uso irregular de fones de ouvido. “Os adolescentes usam esse equipamento de som com volume muito alto. A gente vem notando que a audição deles não é tão normal como antigamente, já tem mais perda. E se continuar a usar esse som alto, eles terão uma perda irreversível, não volta mais ao normal”, alertou a presidente.

A fonoaudióloga explica que as perdas auditivas por causa de ruído estão aumentando entre a população, tanto por ruído industrial, quanto por equipamentos de som. Thelma cita como exemplo o caso dos músicos, lembrando que existem protetores auditivos que selecionam o som. "Então, eles conseguem seguir com a profissão e estão se prevenindo, o que não acontece com os adolescentes”.

Doenças como meningite e caxumba podem causar perda de audição, por exemplo, e há vacinas disponíveis na rede pública. No caso dos adolescentes, além do uso irregular dos equipamentos de som, eles podem ter as mesmas patologias das crianças. Os sinais mais comuns de perda de audição são o baixo rendimento escolar e a dificuldade de entendimento.

A Campanha nacional de Combate e Prevenção à Surdez, busca conscientizar pessoas sobre cuidados com a saúde auditiva. A maioria das pessoas cuida do coração, pele, olhos, sistema reprodutor, o físico como um todo e esquece da audição. O ideal é que todos façam uma avaliação audiológica por ano, para determinar se existe perda auditiva em um ou ambos os ouvidos em frequências essenciais para o desenvolvimento normal da linguagem e da fala.

Além do mais, cuidados simples ajudam a proteger a audição e prevenir perdas irreversíveis como evitar a exposição a sons altos por mais de 8h diárias. Ruídos acima de 85 dB já são considerados uma ameaça à saúde auditiva. Outro cuidado que podemos ter é manter hábitos saudáveis como: fazer atividades físicas regularmente e ter uma alimentação saudável. Frutas ricas em potássio, mineral responsável por suportar a transmissão de impulsos nervosos e que pode influenciar na transmissão do som.

Com o diagnóstico de perda auditiva, o uso de aparelho auditivo pode ser indicado. As próteses, mesmo acompanhadas de preconceito, têm um papel importante no resgate da qualidade de vida das pessoas. Afastam doenças, reduzem o isolamento social e oferecem benefícios que estão muito além da reabilitação auditiva. Ouvir bem faz toda diferença!

 
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