Coluna Bernadete Alves - dia 31/10/2017

Símbolo do Hallowen pode fazer milagres na pele

Estudos mostram que as enzimas da abóbora são um ingrediente milagroso para quem sofre com a pele sensível. O legume é rico em alfa-hidroxi-ácidos (AHAS), que esfoliam delicadamente a superfície do rosto e ajudam a deixar a textura e tonalidade da pele mais uniforme. Estes ácidos são os queridinhos dos dermatologistas, por não deixarem a pele avermelhada ou irritada, diferentemente do ácido glicólico.

Estudos mostram que a abóbora é um vegetal extremamente rico em nutrientes, minerais e vitaminas com imensos benefícios ao nível da saúde e da pele, além de ser um alimento bastante versátil em diversas preparações, de doces e salgadas. É rica em potássio, cálcio, fósforo, ferro, magnésio, zinco, fibra, riboflavina e vitaminas do Complexo B. Além do mais a abóbora ainda é rica em vitaminas A e C, que ajudam a reduzir a inflamação da pele e a ação de radicais livres.

A abóbora é fantástica, pois pode ser usada para todo o tipo de peles, especialmente pele sensível ou danificada. O vegetal é um antioxidante potente, que ajuda a inverter os danos causados pelos raios UV e a melhorar a textura da pele. Também ajuda a promover a produção de colágeno, melhorando assim o tom de pele e a elasticidade. Ainda protege a pele dos danos causados pelos radicais livre.

Por ser uma boa fonte de vitaminas do complexo B, como a niacina, riboflavina, B6 e folato, promove inúmeros benefícios. A niacina, por exemplo, ajuda a melhorar a circulação sanguínea, sendo extremamente benéfico no tratamento do acne. O folato ajuda a aumentar a circulação sanguínea, promovendo a renovação celular.

Normalmente a abóbora é um alimento muito utilizado na gastronomia e muitos desconhecem todas as suas propriedades medicinais. De acordo com especialistas a abóbora funciona bem em cataplasmas para aliviar inflamações na pele e queimduras. A esteticista brasileira Roseli Siqueira, por exemplo, formulou a sua máscara de abóbora há 20 anos. “Rica em caroteno e aminoácidos, ela ajuda a intensificar a produção de colágeno e deixar a pele mais resistente aos raios UV”, declara Roseli.

“Em geral, as pessoas usam ingredientes muito ácidos, que retiram a proteção natural da pele e acabam deixando o rosto sensibilizado. O ácido encontrado na abóbora é um dos ativos que desintoxicam e trabalham a vitalidade do rosto.” Pelo fato de possuir vitaminas A, C e E, a abóbora deixa a pele mais macia, protege contra os danos do sol e combate as rugas. Para aumentar os benefícios, é possível usar o mel, pois restaura a hidratação da pele e ajuda a clarear manchas.

Use 2 colheres de sopa de purê de abóbora, ½ colher de sopa de mel e ½ colher de sopa de leite para formar uma pasta. Aplique no rosto e deixe por 15 minutos e enxágue com água morna. A esfoliação da pele pode ser feita com açúcar mascavo, purê de abóbora e canela. Misture meia xícara de purê de abóbora, meia xícara de açúcar mascavo, 1 colher de azeite extra virgem, 1 colher de mel e acrescente uma pequena quantidade de canela. Esfregue suavemente na pele durante o banho e enxágue abundantemente.

Rica em potássio e vitamina A, a abóbora ajuda a restaurar os danos causados nos cabelos ressecados, principalmente quando combinada com a hidratação do mel. A dica é fazer uma máscara com ingredientes naturais. Misture uma colher de iogurte com duas xícaras de purê de abóbora e faça uma massa homogênea. Acrescente uma colher de óleo de coco e uma de mel. Aplique no cabelo, da raiz às pontas, e deixe agir de 15 a 20 minutos. Enxágue abundantemente para garantir que nenhum resíduo permaneça nos fios.

Para deixar a pele brilhosa a dica é bater no liquidificador ¼ de xícara de abóbora, uma colher de leite, uma de mel e metade de uma maçã descascada. Aplicar na pele e deixar agir por 15 minutos. Para remover, use uma toalha morna. A maçã possui enzimas esfoliantes que potencializam os efeitos iluminadores da abóbora. O leite dissolve células e beneficia os poros; já a canela estimula a circulação do sangue e possui propriedades antissépticas. A mistura dos quatro é uma boa aposta para uma pele reluzente.

Da abóbora se aproveita tudo. As flores são usadas em algumas regiões do país como parte de um refogado ou empanada. Os brotos são utilizados para fazer ensopados e a casca pode enriquecer o arroz, a farofa ou até mesmo a carne moída. Basta usá-la bem picadinha. Para comprar a abóbora sem erro, observe se a casca está firme, lisa, sem rachaduras e sem manchas. Normalmente, ela é vendida em pedaços e, nesse caso, escolha o que parece mais fresco. A abóbora madura deve ficar na geladeira.

Flor de Abóbora Empanada: 10 flores de abóbora, presunto e mussarela cortados em pedacinhos pequenos, 2 colheres sopa de farinha de trigo (pode ser integral), 1 colher de chá de salsinha e cebolinha picadas,1 colher de sopa de queijo ralado,2 ovos, um pouco de leite, sal a gosto e óleo para fritar. Modo de Fazer: lavar as folhas e tirar o caule, rechear cada flor com um pedacinho de presunto e outro de queijo, Girar suavemente as pétalas, fechando para empanar. Bater os ovos com o queijo ralado, misturar a farinha, a salsinha e cebolinha e o sal até formar um creme espesso. Banhe as flores na massa e frite em pouco óleo quente. Escorrer em papel toalha e servir.

Comissão de Direito Eleitoral da OAB/DF discute novas regras e os impactos nas eleições de 2018

O presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/DF, Bruno Rangel Avelino da Silva, promoveu na noite de ontem, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Distrito Federal, um debate sobre as novas regras para as eleições de 2018 e os impactos na sociedade.

O convidado especial para abordar o tão instigante tema foi o Fernando Maciel de Alencastro, Secretário Judiciário do Tribunal Superior Eleitoral, desde a gestão do ministro Ricardo Lewandowski em 2010, e membro do Comitê Gestor de Tabelas processuais do Conselho Nacional de Justiça. O advogado é mestre em Direito e pós-graduado em Direito Constitucional Eleitoral na UnB. É professor de Pós-Graduação em Direito Eleitoral do Instituto Brasiliense de Direito Público – IDP.

Alencastro participou de Missões Eleitorais Internacionais, escreveu monografias com destaque para “Judiciário – Um Poder dependente” e “As Funções Básicas da Justiça Eleitoral”. É autor do livro “Os Presidentes do TSE no Século XXI – de Néri da Silveira a Dias Tóffoli”. Na TV Justiça apresenta os programas “Direto do Plenário” e “Decisões”. Como especialista em Direito Público, profere palestras e ministra cursos.

O jurista começou o debate abordando a atuação da Justiça Eleitoral como operadora de direito, dos limites constitucionais da sua atuação e apresentou as principais mudanças nas regras das eleições gerais de 2018. Alencastro ressaltou que, embora a nova legislação tenha introduzido mudanças significativas, deixou lacunas que deverão ser analisadas pelos construtores e contribuintes da democracia.

Informou que o TSE está realizando audiências públicas para coleta de subsídios para a elaboração das instruções que regerão as eleições gerais e que a Comissão de Direito Eleitoral da OAB pode prestar significativa colaboração. O presidente Bruno Rangel garantiu que os membros já estão trabalhando neste direcionamento.

Questionado por Bruno Rangel sobre a candidatura avulsa, uma das novidades da legislação eleitoral, Alencastro disse que é salutar para a democracia brasileira. Falou também sobre o abuso do poder político, econômico e do poder religioso.

Cristiane Britto, vice-presidente da Comissão de Direito Eleitoral, disse que os Partidos Políticos precisam ser pautados e que é necessário valorizar e qualificar mais os Partidos Políticos. Falou sobre a Cláusula de Desempenho, da propaganda eleitoral e questionou sobre o Fundo Especial de Financiamento, a sua distribuição entre os candidatos, os critérios e a fiscalização. Alencastro falou da necessidade da reconstrução de instâncias para julgar as demandas eleitorais.

Afirmou que com o lançamento de pré-candidaturas, os pretendentes podem divulgar sua imagem pessoal exaltando qualidades individuais, mencionar que intencionam se candidatar, manifestar posicionamento político, pedir apoio, dizer o que já realizaram ou pretendem fazer. E ainda podem pagar propaganda na internet. O palestrante informou, ainda, que se criou um novo campo de marketing político, que merece a atenção dos partidos políticos, pré-candidatos e juízes eleitorais.

Alencastro falou também que o impulsionamento negativo nas redes sociais, um tema visto com preocupação pelos Partidos Políticos, será investigado. Informou que o TSE prepara uma força-tarefa para combater a disseminação de ‘fake news’ nas disputas do próximo ano. A proliferação de notícias falsas e a atuação de robôs na internet também estão em discussão no Exército, na Agência Brasileira de Inteligência e na Policia Federal. O objetivo é evitar o impacto negativo de mentiras nas eleições. “É preciso frear a disseminação das ‘fake news’”, declarou Alencastro.

A reforma política aprovada pelo Congresso Nacional impôs ao Tribunal Superior Eleitoral a missão de regulamentar uma série de questões relacionadas à propaganda eleitoral, como a veiculação de conteúdos eleitorais na internet e o uso de ferramentas digitais. A legislação permite que, a pedido do candidato, partido ou coligação, a Justiça Eleitoral determine a suspensão do acesso a conteúdos que violem disposições legais. Também barra a veiculação de conteúdos de cunho eleitoral por perfis falsos.

O desembargador do TER, Flávio Britto, disse que a sociedade em parceria com a imprensa pode ajudar muito no combate dos “fake news”. Falou que o Tribunal Regional Eleitoral vai debater sobre a “Liberdade de Expressão”, no dia 28 de novembro, com especialistas na matéria.

Sidney Sá das Neves, secretário-geral da Comissão Eleitoral, questionou sobre os prazos referentes ao pleito de 2018. A alteração sobre filiação partidária, convenções, coligações e registros.

Alencastro ressaltou que, embora a nova legislação tenha introduzido mudanças significativas, deixou lacunas que deverão analisadas após as eleições de outubro. Uma delas diz respeito ao prazo de impugnação de candidatura.

Lembrou que os candidatos políticos que não respeitam as regras da Justiça Eleitoral, como as artimanhas para vencer, a compra de voto, o abuso de poder, ele poderá ter seu registro, diploma ou mandato cassado.

O debate promovido pela Comissão de Direito Eleitoral da OAB é muito importante porque embora publicamente as pessoas não conheçam todo o trabalho na gestão dos processos eleitorais, a Justiça Eleitoral tem atuação permanente.

A Justiça Eleitoral Brasileira atua de forma judicial, regulamentar e administrativa. Os tribunais regionais eleitorais e o TSE ao julgarem as candidaturas, estão exercendo a função judicial, ao emitirem resoluções que regulamentam os pleitos estão atuando na função regulamentar e, além de gerir processos administrativos comuns a outros órgãos públicos, organizam o maior evento brasileiro: as eleições.

Brasília é escolhida Cidade Criativa pela Unesco

Brasília á a mais nova integrante da Rede de Cidades Criativas, da Unesco.O título conquistado “Cidade criativa para o Design", ocorre no mesmo ano que a cidade celebra 30 anos como patrimônio Cultural da Humanidade. A Rede das Cidades Criativas foi criada em 2004 pela Unesco com o objetivo de promover a cooperação entre metrópoles que identificaram a criatividade como fator estratégico para o desenvolvimento urbano sustentável.

A candidatura de Brasília aconteceu em julho deste ano e o governador Rodrigo Rollemberg comemorou o título. “Brasília é fruto da criatividade, da genialidade e da capacidade de liderança de Juscelino Kubitschek que soube reunir o que havia de melhor no talento brasileiro, no urbanismo, na arquitetura e nas artes. Vamos aproveitar o título para incrementar ainda mais Brasília como uma cidade cultural, criativa e turística”, declarou Rollemberg.

Ao receber o título Brasília assume o compromisso de compartilhar boas práticas com outras cidades, firmar parcerias que fortaleçam atividades culturais e integrar estes fatores nos planos de desenvolvimento urbano. Também deverá facilitar o acesso à arte pela população mais desassistida e ampliar os investimentos em criação, produção e distribuição de atividades culturais.

A Organização das Nações Unidas também anunciou que João Pessoa, na Paraíba, foi eleita "cidade criativa para as Artes e Cultura Popular", e Paraty, no Rio de Janeiro, foi escolhida como "cidade criativa para a Gastronomia". Todas elas recebem o título com base "em práticas inovadoras para promover uma indústria criativa, reforçar a participação na vida cultural e integrar a cultura na sustentabilidade urbana de políticas de desenvolvimento".

 
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