Coluna Bernadete Alves - dia 13/10/2017

Tatuagem afeta desempenho, alerta especialista alemão

Hoje em dia, é muito comum encontrar alguém que possua pelo menos uma tatuagem em seu corpo. O jogador Neymar Jr, por exemplo, tem mais de 30. Antes de deixar o Barcelona o craque e os companheiros tatuaram a palavra “amigos”. O atacante Gabibol, ex-Santos e atualmente Inter de Milão, tatuou grande parte da sua pele. Esta arte no corpo está gerando polêmica dentre especialistas da Alemanha.

O Doutor Ingo Frobose, da Universidade de Colônia, alerta para os impactos causados pelas tatuagens, que vão de problemas com o rendimento e recuperação uma vez que a tinta vai para a corrente sanguínea. “Além disso, tatuagens muito grandes podem afetar a capacidade do corpo de suar e regular a temperatura", assegura o Dr. Frobose, em entrevista ao jornal britânico “The Sun”.

O especialista sugere que os clubes proíbam seus jogadores de fazerem tantos desenhos em seus corpos porque a tinta pode envenená-los. "A pele é o maior órgão que possuímos, e ainda assim, nós a envenenamos”. Segundo o especialista vários estudos já mostraram que, depois de fazer uma tatuagem, os jogadores sofrem uma queda de três a cinco por cento no nível de desempenho.

"Outras pesquisas ainda mostraram que cerca de 60% da tinta das tatuagens não permanecem na pele, mas sim, passam para a corrente sanguínea", declara o Dr. Ingo. “Os clubes precisam seriamente cuidar de todos os aspectos de saúde de seus jogadores, mas eles ainda não se preocupam com este comportamento”, alerta o especialista.

Em um passado não muito distante, as tatuagens eram mal vistas pela sociedade e geravam preconceito. Bastou os atletas aderirem a “moda” que logo foram seguidos pelos jovens descolados.

Os jogadores de futebol, lutadores, atletas em geral, mulheres, sempre inovam com suas tatuagens e cada vez mais, aparecem com novos desenhos nas mais diversas partes do corpo.Outros tatuam praticamente todo o corpo. Umas mais discretas, outras mais visíveis; umas mais clássicas e outras extravagantes. Em comum, a vontade de perpetuar na pele um padrão ou um significado especial.

Fica aí o alerta do Doutor Ingo Frobose, da Universidade de Colônia, na Alemanha. Com saúde todo cuidado é pouco.

 
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