Coluna Bernadete Alves - dia 05/10/2017

Tecnologia garante mais segurança ao consumo do amendoim

O amendoim, essa leguminosa parente do feijão e da soja, é uma preferência nacional de 75% dos brasileiros segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados. O famoso petisco, além de gostoso ajuda a perder peso, afasta o risco de doenças cardiovasculares e pode até incendiar a libido, o amendoim possui uma grande quantidades de nutrientes essenciais para a saúde geral do nosso corpo.

Trabalho realizado na Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, revelou que o amendoim dá uma acelerada de 11% no metabolismo, pelo menos no dos roedores analisados. Em seres humanos, a pesquisadora Sandra Bragança Coelho, autora da investigação, constatou que indivíduos com peso normal deixavam de beliscar a torto e a direito depois de se deliciarem com amendoim.

Para dar um basta definitivo à má fama que ronda o petisco, pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo observaram ratos que o consumiam regularmente e chegaram a duas conclusões importantes: mesmo sem restrição de calorias, o amendoim ajudou a controlar o peso dos animais e “até quando o amendoim é bem triturado pelos dentes, nem todas as moléculas de gordura são quebradas”, declara a pesquisadora Neuza Maria Brunoro Costa, que liderou a investigação.

Além de saboroso e saudável, a plantação de amendoim é um negócio extremamente lucrativo e com pouca concorrência.Os maiores produtores de amendoim do mundo são China, Índia e Estados Unidos, também são os maiores consumidores em forma de óleo, alimento humano e alimento animal. Já o mercado europeu, se destaca como importador assim como os países das Américas, da África e do Oriente.

O estado de São Paulo destaca-se como o maior produtor brasileiro, responsável por 90% da produção nacional, seguido pelo Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso. Os principais polos de cultivo de amendoim do Estado de São Paulo são as regiões da Alta Mogiana (Ribeirão Preto, Dumont, Jaboticabal e Sertãozinho) e Alta Paulista (Tupã e Marília). Cerca de 80% da colheita é destinada às exportações e o restante é consumido internamente pelas indústrias de doces.

O Brasil exporta amendoim em grão e também participa do mercado de óleo de amendoim. No ano passado as vendas externas brasileiras de óleo para a China e a Itália, somaram 45 mil toneladas. A pesquisadora do Instituto de Economia Agrícola, Renata Martins Sampaio, diz que o Brasil já foi um grande produtor e exportador de óleo de amendoim e que nos últimos anos vem conquistando espaço no mercado europeu para o grão da leguminosa. Os estados da Bahia e Pernambuco (basicamente na região do vale do Rio São Francisco) foram os estados fora do sul do Brasil que apresentaram um grande desenvolvimento no setor nos últimos anos.

“Em 2016 foram embarcadas 120 mil toneladas para a Europa, 7% a mais que em 2015, sendo Holanda, Argélia e Rússia os principais destinos. Mercados mais exigentes, como os países da União Europeia, também são os que melhor remuneram o amendoim”, informa a pesquisadora Renata.

Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento mostra que o Brasil deverá colher 433,4 toneladas de amendoim em grão, na safra 2016/17, o que pode corresponder a um aumento de 6,7% em relação às 406,1 mil toneladas do ciclo anterior. Em São Paulo a área cultivada com amendoim totaliza 123,4 hectares.

O presidente da Coplana, José Antonio Rossato Junior, diz que o bom desempenho do amendoim reflete o empenho do produtor, o aumento da produtividade e o desenvolvimento de pesquisas em parceria com universidades e institutos. “Juntos, conseguiremos ter mais representatividade, maior poder de barganha, além de somar esforços na busca por mais produtividade e, com isso, conseguimos alavancar a economia da nossa região, fortalecendo o agronegócio”.

Além de gerar emprego e renda e fortalecer o agronegócio, o amendoim, segundo os nutricionistas, é um alimento de excelente fonte de energia. Pois, fornece 600 calorias para cada 100 gramas de sua ingestão. Ele contém alta quantidade de gorduras, principalmente-poliinsaturados e monoinsaturados. Além disso é rico em vitaminas e minerais, incluindo vitamina E e vitaminas do complexo B, cobre, manganês, molibdênio, fósforo, magnésio, zinco, ferro e potássio e não contém colesterol. Este grão delicioso e saudável desperta interesse de grandes empreendedores.

Como a Santa Helena, maior indústria de produtos à base de amendoim do Brasil, há 75 anos no mercado, com a Paçoquita, Mendorado, Crokíssimo, Amind’s, dentre outros. Mendorato, aquele amendoim japonês dourado, e Paçoquita, campeões em vendas, e muitos outros produtos em diferentes categorias, como a linha Troféu e as marcas de alimentação saudável Cuida Bem e First.

A empresa tem ampliado cada vez mais seu mix de produtos e aposta nos benefícios e na saudabilidade do amendoim para crescer ainda mais. Seus produtos são exportados para os mais exigentes mercados de diferentes países da América Latina e do Norte, Europa e Ásia.

Pela dedicação e investimentos, a Santa Helena foi uma das primeiras empresas do setor de amendoim a obter o selo Pró-Amendoim, da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados, que atesta a boa procedência, o excelente armazenamento e a qualidade de todos os produtos fabricados pela empresa.

O grupo Santa Helena é composto pelo complexo industrial de Ribeirão Preto e pela Terra Nuts, beneficiadora de amendoim, localizada na cidade de Dumont, ambas no interior paulista e tem cerca de 1.400 colaboradores. Graças à tecnologia e ao cuidado da Santa Helena Indústria de Alimentos com seus produtos, o consumidor pode agora ter garantida a procedência e a qualidade do amendoim fracionado comprado em grandes supermercados. A Santa Helena importou maquinário exclusivo do Japão e da Espanha para produzir em suas fábricas as embalagens plásticas termo-formadas com diferenciais únicos na categoria, que envasam o amendoim sem contato manual e com validade do produto de até seis meses.

A nova Linha Aperitivo é composta por amendoins servidos em potes de plástico, prontos para consumo, com a qualidade, procedência e diferenciais certificados por mais de sete décadas de experiência. Entendendo as preocupações de consumidor e supermercadistas, a Santa Helena trouxe para esse subsegmento alguns diferenciais, como garantia de procedência, qualidade certificada, produto embalado sem contato manual e ainda validade de seis meses, levando mais eficiência para toda cadeia. O envase dos produtos é feito a vácuo e com atmosfera modificada, o que mantém o sabor e crocância por mais tempo.

DF tem maior percentual de imigrantes no Brasil

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios aponta que o Distrito Federal é a unidade da federação com o maior número de imigrantes, em proporção. Os estados do Norte e do Centro-Oeste estão no topo do ranking da migração interna. O país abriga 1.847.274 imigrantes regulares e mais de 117 mil estrangeiros deram entrada apenas em 2015, um aumento de 160% em dez anos. Os haitianos estão no topo da lista: foram com 14.535 registrados e os bolivianos ocupam o segundo lugar com 8.407. De maneira geral, os imigrantes que dão entrada no Brasil são jovens, homens e com nível de escolaridade médio ou superior. As regiões Sul e Sudeste são as que mais absorvem trabalhadores imigrantes.

A Receita Federal também registrou, entre 2014 e 2016, a entrega de mais de 55 mil Declarações de Saída Definitiva do País, um crescimento de 81,61% na comparação com os três anos anteriores. Crise econômica e alta no desemprego são os principais motivos da partida. Dados do IBGE apontam que em dez anos a população rural apresentou uma redução de dois milhões de pessoas. Em 2000 era de 31,8 milhões e em 2010 de 29,8 milhões. De 1980 a 2010 a população rural passou de 39 milhões de pessoas para 29,8 milhões. Isso representa um deslocamento no período de 9,2 milhões de pessoas.

Para debater os impactos dos deslocamentos humanos na atualidade, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) realiza com apoio do Governo de Brasília e o Ministério do Desenvolvimento Social , solenidade no dia 10 de outubro no Palácio do Buriti. A programação terá uma palestra magna ministrada pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Cardeal Arcebispo de Brasília, Dom Sérgio Rocha, dentre outras autoridades.

Anualmente, no dia 16 de outubro, celebra-se o Dia Mundial da Alimentação. Neste ano, o tema proposto pela FAO é “Mude o futuro da migração. Investir na segurança alimentar e no desenvolvimento rural.” Na ocasião será comemorado esta importante data com produtores rurais e representantes do setor da agricultura. O chefe de cozinha, Alex Atala, também participa para apresentar o projeto “Fruto: as possibilidades de alimentar o mundo”. Os participantes vão poder saber como o estilo de vida influencia no cardápio e também como não desperdiçar alimentos.

Argileu Martins, secretário de agricultura do DF, ressalta que a estrutura fundiária do DF é favorável para o desenvolvimento de políticas públicas para os pequenos, médios e grandes produtores. “Com uma agricultura diversificada e tecnificada, temos projetos como o PAPA/DF que viabiliza a compra direta do Governo de Brasília de alimentos e produtos artesanais de pequenos produtores rurais e organizações sociais do setor”. O secretário diz que a agricultura familiar no Brasil é responsável pela maioria da produção dos alimentos de consumo diário. “ Além disso, com uma legislação ambiental moderna estamos no caminho certo para uma agropecuária mais sustentável”. 

Na ocasião a Representante da ONU Mulheres, Nadine Gasman, apresentará a campanha de combate à violência contra as mulheres, Outubro Laranja. O evento vai ocorrer no Salão Branco do Palácio do Buriti no próximo dia 10 de outubro, terça-feira, das 9h às 12h.

O evento é muito oportuno porque o desperdício de alimentos é muito grande e ocorre de várias formas: pela produção em excesso, ao caírem dos caminhões durante o transporte, ficando em estoque e principalmente na cozinha. Com pequenas mudanças no dia a dia podemos combater este triste desperdício. Planejamento na hora de ir às compras, conservação e distribuição melhor de alimentos, aproveitamento de cascas, sementes e raízes e de sobras são atitudes que evitam menos lixo acumulado, menos dinheiro gasto em vão e melhor distribuição de mantimentos. Práticas de alimentação saudável e sustentável são muito importantes para a saúde das pessoas e do planeta.

Rudi Finger é o novo Comodoro do Iate Clube Brasília

Em uma das mais disputadas eleições já ocorridas no Iate Clube de Brasília, o advogado Rudi Finger, da chapa Harmonia, foi eleito como novo Comodoro com 705 votos contra 692 da chapa Iate Feliz de Rodrigo Sá Roriz. Para o Conselho Deliberativo do clube venceu a Chapa Conselho Independente com 737 votos. A posse será no dia 15 de novembro para o triênio 2018-2020, sem possibilidade de reeleição.

A eleição ocorreu no mesmo dia em que foi promulgada a Constituição Federal de 1988, que ficou reconhecida pela retomada da democracia e dos direitos sociais.Antes mesmo dessa data histórica, o Iate Clube de Brasília já se diferenciava do restante do País: enquanto o Brasil vivia a Ditadura Militar, o Iate era o único lugar a exercer a democracia na capital.

O Iate Clube de Brasília possui área de 150 mil m², funciona diariamente das 6h às 22h, tem 1,2 mil sócios-proprietários e orçamento anual em torno de R$ 58 milhões. O clube abriga 550 embarcações e possui 13 modalidades esportivas, além de espaços como academia, restaurantes, piscinas e churrasqueiras. Mesmo sendo um clube privado, o Iate promove eventos culturais abertos ao público externo como o Luau do Iate, a Festa Junina e o Iate in Concert. Três chapas concorrem à gestão deste espetacular espaço de lazer da capital federal. Além da Harmonia, teve a Iate Feliz, de Rodrigo Sá Roriz, e a Iate Participação, em oposição à atual gestão, liderada por Maurílio Santinello.

O advogado aposentado Rudi Finger, 67 anos, é sócio do Iate há 36 anos e se candidatou à comodoria apostando na continuidade da gestão de Edison Garcia. O gaúcho Rudi Finger, há 24 anos dedica seu tempo em prol do clube e coleciona inúmeras conquistas. “Eu me dedico à diretoria do clube desde 1993, quando foi a primeira gestão do comodoro Enius Muniz. Minha primeira atividade foi ser diretor da área da churrasqueira, mas já exerci outras diretorias. Fui seis vezes conselheiro e, agora, sou presidente do Conselho Deliberativo, que é o maior órgão do clube”, diz o novo Comodoro.

“Eu aceitei ser candidato à comodoria porque tenho tempo para cuidar, sou aposentado. Costumo dizer que o Iate é a minha segunda casa, mas tem horas que chega a ser a primeira do tanto que fico aqui. Venho diariamente”. O advogado destaca ainda outro diferencial da Harmonia: “Pela primeira vez temos uma inovação que é uma mulher na chapa, a Celina Mariano. Uma mulher que é vice-diretora de engenharia e vice-diretora de vela da náutica. Isso vai incrementar nossa gestão, vai fazer com que as mulheres do clube se sintam representadas. O vice, Quinho Grossi, já trabalhou há muito tempo, quase da mesma época minha”.

Rudi Finger garantiu que as promessas serão todas cumpridas como reformar coberturas das quadras esportivas e investir nos fiscais da área náutica. “Precisamos primeiro fechar o orçamento de 2018 para eleger nossas prioridades. Com certeza vamos concluir obras em andamento”, garante.

 
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