Coluna Bernadete Alves - dia 04/10/2017

Nobel de Física 2017 vai para estudiosos das ondas gravitacionais

Os cientistas Rainer Weiss, Barry C. Barish e Kip S. Thorne foram escolhidos, como os vencedores do prêmio Nobel de Física 2017, pela "contribuição decisiva para o detector Ligo e a observação de ondas gravitacionais". Weiss, Thorne e Barish trabalham na Colaboração Científica Ligo e Virgo, que une os detectores do Ligo, localizados em Livingston (Louisiana) e Hanford (Washington) e o detector franco-italiano Virgo, localizado perto de Pisa (Itália).

De acordo com a Academia Real das Ciências da Suécia, após "quatro décadas de esforços", este projeto, para o qual colaboram cerca de mil cientistas de 20 países, foi o que detectou pela primeira vez, em 14 de setembro de 2015, este fenômeno cósmico que Albert Einstein tinha predito um século antes na Teoria Geral da Relatividade.

Essa vibração, que chegou à Terra de forma "extremadamente débil", provinha da colisão de dois buracos negros, ocorrida há 1,3 bilhão de anos, explica o júri. A medição "já é uma promissora revolução na astrofísica", argumenta o comunicado de imprensa da Academia.

Rainer Weiss nasceu em Berlim em 1932 e trabalha no Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT); Barry Barish nasceu em Omaha (Estados Unidos) em 1936 e trabalha no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) junto ao seu colega Kip S. Thorpe, nascido em Logan (Estados Unidos) em 1949.

Rainer Weiss receberá a metade do prêmio em dinheiro de 9 milhões de coroas suecas (equivalente a cerca de R$ 3,4 milhões), deste Nobel e seus dois colegas dividirão a metade restante.

Outubro Rosa ganha apoio do Congresso Nacional

A Procuradoria da Mulher do Senado e a Secretaria da Mulher da Câmara, em parceria com outros órgãos das duas Casas, se uniram para mais uma vez organizar diversos eventos durante o mês a fim de alertar a sociedade para a importância da prevenção da doença que consta entre as principais causas de mortes de mulheres na faixa etária de 30 a 69 anos. O lançamento da campanha Outubro Rosa 2017 contra o câncer de mama ocorreu na noite de ontem com o ato de iluminação do Congresso Nacional e com a participação de parlamentares, embaixadoras e embaixatrizes de outros países, representante da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, integrantes da Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília (Recomeçar) e da Rede Feminina de Combate ao Câncer. A cerimônia contou com a apresentação do ballet A Bela Adormecida, pela Escola de Ballet Étude Seasons.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Procuradora Especial da Mulher, falou da importância do movimento, que simboliza a luta contra o câncer de mama no Brasil e no mundo. A senadora explicou que o Congresso é uma instituição inserida no combate à doença e se junta a entidades do Distrito Federal e à Universidade de Brasília para promover um mês com diversas atividades sobre o tema. Ela disse que a intenção é chamar a atenção da sociedade brasileira para que as mulheres tenham acesso ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama e também de outros tipos da doença.

Vanessa considera que cuidar da saúde da mulher é manter a sociedade viva, pois são as mulheres que garantem a sobrevivência da espécie. A senadora ainda mencionou a injustiça enfrentada pelas mulheres que continuam ganhando menos que os homens, mesmo tendo melhor nível de formação, e pediu a mudança da cultura machista.

Ilana Trombka, diretora-geral do Senado, convidou representantes de entidades presentes a conhecer a política adotada recentemente no Senado de reserva de vagas nos contratos de terceirização para mulheres em situação de violência familiar. “É preciso erradicar o câncer de mama e também o câncer da violência no nosso país”, declarou Ilana.

A deputada Soraya Santos, coordenadora-geral da bancada feminina na Câmara, apontou as iniciativas legislativas para reverter os índices alarmantes que o câncer de mama alcança e afirmou que é preciso disseminar avanços na legislação que não são conhecidos, como o direito ao acesso a mamografias para mulheres cadeirantes. A reparação das duas mamas também foi outra garantia já assegurada em lei mencionada pela deputada, que propôs trazer ao conhecimento, nos eventos do Outubro Rosa, as histórias de superação vividas por mulheres que sofreram com a doença. Ela ainda ressaltou que o maior número de mulheres no Legislativo fez surgir leis que as protegem e pediu que os homens se comprometam com a aprovação da PEC 134.

Márcia Rollemberg, primeira-dama do Distrito Federal, anunciou o recente fim da fila de espera para mamografia no DF e o projeto de implementação do hospital oncológico. “Quero mais uma vez firmar o compromisso do governo de Brasília com a ação. No ano passado, tínhamos muitos desafios que já apresentaram bons resultados. Em julho, o secretário de Saúde Humberto Fonseca anunciou que a fila da mamografia está zerada”,disse Márcia. A colaboradora do governo de Brasília convocou as mulheres para realizarem os exames preventivos. ”Vamos compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença”.

Os hospitais públicos do Distrito Federal oferecem 5,4 mil vagas e só foram utilizadas 2.000. Existem 9 mamógrafos em pleno funcionamento e 16 técnicos em radiologia foram nomeados para agilizar os atendimentos. Para realizar os exames a mulher precisa marcar uma consulta com um ginecologista em um Posto de Saúde. O médico encaminhará a paciente para o exame e no prazo de 7 a 10 dias será chamada para ir a um hospital da rede pública. A mamografia poderá ser realizada no Hran, Ceilândia, Gama, Samambaia, Santa Maria, Sobradinho, Taguatinga e Materno Infantil de Brasília.

Dia Mundial dos Animais – direitos e preservação das espécies

O 4 de outubro é mais que comemoração é dia de refletir sobre os direitos e lutar pela preservação das espécies. A data destaca a importância que os animais têm na vida dos seres humanos e do planeta Terra, ressaltando o respeito e o compromisso que todos os seres humanos devem ter com o meio ambiente. A existência de todas as espécies é essencial para o equilíbrio da cadeia alimentar de um ecossistema.

Não só hoje mas todos os dias devemos nos conscientizar da importância de proteger e valorizar os seres que habitam o nosso meio ambiente, sejam os animais domésticos ou selvagens. Quando a gente pensa em comemorar o dia dos animais, logo imagina um animal doméstico, como um gato, um cachorro, um peixe ou até uma tartaruga. São bichos de estimação, que vivem com a gente e nos fazem muito bem e por isso merecem carinho e cuidados.

O Dia Mundial do Animal é comemorado há muito tempo, desde 1930. A data foi escolhida para homenagear São Francisco de Assis, que morreu no dia 4 de outubro de 1226. Quem decidiu foi o Congresso de Proteção Animal, realizado em Viena, na Áustria. Francisco é o santo protetor dos animais. Essa proteção está na Declaração Universal dos Direitos dos Animais, aprovada pela Unesco em 15 de outubro de 1978. O primeiro direito dos animais é o de existir e ser respeitado. A declaração ainda lembra que nós também somos uma espécie animal.

O Brasil também comemora hoje o Dia Nacional da Adoção Animal. A data tem o objetivo de conscientizar sobre o abandono de animais de estimação e promover a adoção responsável, sem preconceito. A maioria dos animais domésticos vivem cercados de carinho, mas infelizmente o mesmo não acontece com os animais abandonados ou com aqueles que sofrem maus-tratos.Existem animais usados para testar produtos e muitos são submetidos a condições cruéis.

É importante também pensar nos animais que ajudam na nossa sobrevivência, como a vaca, a ovelha e a galinha, por exemplo. Podemos até pensar nos bichos de que não gostamos, como os morcegos, as lagartixas e os mosquitos. Mas eles têm um papel importante no equilíbrio entre os seres vivos e o meio ambiente. Tanto a caça indiscriminada, quanto o comércio ilegal de animais selvagens são fatores que contribuem para a extinção de espécies inteiras.

Quando destruímos o meio ambiente, o ar, o solo e a água, também estamos alterando o habitat dos animais e ameaçando sua vida. Todos os anos, mais de um milhão de aves marinhas, por exemplo, morrem por causa do plástico jogado no oceano.

No Brasil, a Lei de Crimes Ambientais proíbe e atribui penas a quem praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. No nosso país, há mais de 250 espécies de animais ameaçados de extinção. São pererecas e rãzinhas, aranhas, vários tipos de pica-pau, de tico-tico, pintassilgos, lagartos e camaleões, tartarugas cascudas, além de mamíferos grandes como a onça pintada e o lobo-guará.

Devemos assim proteger e evitar que os bichos sejam submetidos a maus tratos ou crueldades. Os animais têm o direito de viver livremente no seu habitat natural e se reproduzir.

 
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