Coluna Bernadete Alves - dia 25/09/2017

Arábia é o vencedor do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

A cerimônia de premiação do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2017, na noite de ontem no Cine Brasília, teve muita energia, vibração e valorização das classes sociais, normalmente excluídas em outros festivais. Os cineastas reverenciaram terras de origem, povos Guarani Kaiowá, mulheres negras, operários da Samarco e produção da periferia.

O filme vencedor da 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro escolhido pelo júri oficial, foi o longa-metragem Arábia, de Minas Gerais, que recebeu além do Troféu Candango o Prêmio Petrobras de Cinema, no valor de R$ 200 mil. Além de melhor filme, Arábia foi contemplado com mais quatro prêmios nas categorias ator (Aristides de Souza), montagem e trilha sonora, pelo júri oficial, e melhor filme pelo Prêmio Abraccine.

Arábia foi dirigido por Affonso Uchoa, autor de A Vizinhança do Tigre (2014), e João Dumans, roteirista de A cidade onde envelheço (2016), filme vencedor da edição de 2016 do Festival de Brasília. Situado em Ouro Preto, o filme retrata a vida do personagem André (Aristides de Souza), morador da Vila Operária. A narrativa da vida de André aparece no filme por meio de seu caderno de memórias, lido por um garoto de classe média.“Uma das coisas que mais me encantou [ao fazer o filme] foi poder falar de lugares onde a gente não está inserido”, afirmou Affonso Uchoa ao receber a premiação. João Dumans dedicou o prêmio aos moradores dos distritos de Bento Rodrigues e de Paracatu de Baixo, em Minas Gerais, afetados pelo vazamento da Barragem da Samarco.

O júri popular escolheu como melhor longa o Café com Canela, da Bahia, dirigido por Ary Rosa e Glenda Nicácio. Na Mostra Brasília, o longa escolhido pelo júri popular recebeu R$ 40 mil, além dos R$ 100 mil do Prêmio Petrobras, que garantem a distribuição em pelo menos dez salas e três praças ao longo dos primeiros 90 dias de lançamento comercial. O Café com Canela também conquistou os prêmios de melhor roteiro e melhor atriz (Valdineia Soriano).

O filme se passa nas cidades de Cachoeira e São Félix, no Recôncavo Baiano, e trata do reencontro entre duas mulheres que vivem momentos bastante diferentes. Ao encontrar sua professora Margarida (Valdinéia Soriano) em uma situação de isolamento, Violeta (Aline Brunne) busca com pequenos gestos levar alegria à amiga. Ary Rosa e Glenda Nicácio formaram-se em cinema pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e fundaram a produtora independente Rosza Filmes. O filme foi elogiado, durante a sessão de debate, por críticos e diretores, pela linguagem cinematográfica e a construção dos personagens, cujo elenco é todo formado por atores e atrizes negros. Para a diretora, é um filme que trata de afeto e de encontro. “As atrizes se encontram, o filme se encontra, o público se encontra com o filme aparentemente. O filme propõe um encontro com os nossos, com os que não foram vistos ou com os que são vistos sempre da mesma forma, no plano secundário”, afirmou.

A categoria de melhor direção teve como vencedor o realizador brasiliense Adirley Queirós pelo filme Era Uma Vez Brasília. A obra do Distrito Federal levou também os títulos de melhor fotografia e melhor som. Entre os prêmios de melhor ator e atriz aoadjuvantes, levaram o Troféu Candango os atores Alexandre Sena, por O Nó do Diabo (PB) e Jai Baptista, por Vazante (SP).

Troféu Candango – Longa-metragem

Melhor filme: Arábia, dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans; Melhor direção: Adirley Queirós, por Era uma vez Brasília; Melhor ator: Aristides de Sousa, por Arábia;Melhor atriz: Valdinéia Soriano, por Café com canela; Melhor ator coadjuvante: Alexandre Sena, por Nó do Diabo; Melhor atriz coadjuvante: Jai Baptista, por Vazante;Melhor roteiro: Ary Rosa, por Café com canela; Melhor fotografia: Joana Pimenta, por Era uma vez Brasília; Melhor direção de arte: Valdy Lopes, por Vazante; Melhor trilha sonora: Francisco Cesar e Cristopher Mack, por Arábia; Melhor som: Guile Martins, Daniel Turini e Fernando Henna, por Era uma vez Brasília; Melhor montagem: Luiz Pretti e Rodrigo Lima, por Arábia; Prêmio Especial do Júri: melhor ator social para Emelyn Fischer, por Música para quando as Luzes se apagam

Júri popular ( Prêmio Petrobras de Cinema) longa-metragem: Café com canela, dirigido por Ary Rosa e Glenda Nicácio

Troféu Candango – Curta-metragem - Melhor filme: Tentei, dirigido por Laís Melo; Melhor direção: Irmãos Carvalho, por Chico; Melhor ator: Marcus Curvelo, por Mamata; Melhor atriz: Patricia Saravy, por Tentei; Melhor roteiro: Ananda Radhika, por Peripatético; Melhor fotografia: Renata Corrêa, por Tentei; Melhor direção de arte: Pedro Franz e Rafael Coutinho, por Torre;Melhor trilha sonora: Marlon Trindade, por Nada; Melhor som: Gustavo Andrade, por Chico; Melhor montagem: Amanda Devulsky e Marcus Curvelo, por Mamata; e Prêmio especial: Peripatético, dirigido por Jéssica Queiroz.

O melhor curta da categoria leva R$ 10 mil, além dos troféus concedidos pela Câmara Legislativa do DF. Entre cachês de seleção e prêmios em dinheiro, o Festival de Brasília, em conjunto com parceiros, concede, em 2017 a quantia de R$ 730 mil. No total, o festival apresentou 144 obras que compuseram mostras competitivas e retrospectivas, durante dez dias de evento.

Na Mostra Brasília, oferecida pela Câmara Legislativa do DF, os prêmios de melhores filmes foram entregues pelo cineasta paraibano Vladimir Carvalho. O documentarista, reverenciado pelas novas gerações do cinema presentes na cerimônia, disse que o caráter histórico da 50ª edição do festival foi além do marco temporal.

MOSTRA BRASÍLIA - 22º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal

Prêmios do Júri Oficial - Melhor longa-metragem (R$ 100 mil): O fantástico Patinho Feio, dirigido por Denilson Félix; Melhor curta-metragem (R$ 30 mil): UrSortudo, dirigido por Januário Jr; Tekoha – Som da Terra, dirigido por Rodrigo Arajeju e Valdelice Veron; Melhor direção (R$ 12 mil): Dácia Ibiapina, por Carneiro de ouro; Melhor ator (R$ 6 mil): Elder de Paula, por UrSortudo; Melhor atriz (R$ 6 mil): Rafaela Machado, por Menina de barro; Melhor roteiro (R$ 6 mil): Januário Jr., por UrSortudo; Melhor fotografia (R$ 6 mil): Gustavo Serrate, por A margem do universo;Melhor montagem (R$ 6 mil): Lucas Araque, por Afronte; Melhor direção de arte (R$ 6 mil): Bianca Novais, Flora Egécia e Pato Sardá, por O Menino Leão e a Menina Coruja; Melhor edição de som (R$ 6 mil): Maurício Fonteles, por Tekoha – Som da Terra; e Melhor trilha sonora (R$ 6 mil): Ramiro Galas, por O vídeo de 6 faces.

Prêmios do Júri Popular - Melhor longa-metragem (R$ 40 mil): Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado; Melhor curta-metragem (R$ 10 mil): O Menino Leão e a Menina Coruja, dirigido por Renan Montenegro; Prêmio Petrobras de Cinema - Para o melhor longa-metragem pelo Júri Popular da Mostra Brasília: Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado; Prêmio Plug.in - Para o melhor longa-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília: Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado; Prêmio ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo: Marco Curi, Manfredo Caldas e Geraldo Moraes.

Entre os curtas, além de melhor filme pelo júri oficial, Tentei (PR) levou o prêmio de melhor atriz para Patrícia Saravy e melhor fotografia para Renata Corrêa. Os Irmãos Carvalho levaram o prêmio de melhor direção pelo filme Chico (RJ), também vencedor na categoria melhor som e o prêmio Canal Brasil. Marcus Curvelo foi premiado como melhor ator por Mamata (BA), que ganhou também na categoria de melhor montagem. O prêmio de melhor roteiro foi concedido a Ananda Radhika, por Peripatético (SP).

O governador de Brasília, Rodrigo Rollember, elogiou a qualidade dos concorrentes e a organização do festival. “Esse festival demonstra um momento novo na vida da cidade. Um resgate da cultura como instrumento importante para fazer a cidade cada vez melhor”. O secretário de Cultura Guilherme Reis falou da diversidade dos filmes do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. “A diversidade se impõe”. Disse que o decreto do governador Rollemberg instituindo o Parque Audiovisual de Brasília, em substituição ao Polo de Cinema de Sobradinho, vai valorizar ainda mais as produções do Distrito Federal.

Dia Nacional do Trânsito – a paz está em nossas mãos

Neste dia 25 de setembro, Dia Nacional do Trânsito, é um bom momento de repensar as nossas atitudes em prol de um trânsito mais seguro. Motorista consciente faz toda a diferença na vida do pedestre.

O trânsito no Brasil é um dos mais violentos, principalmente pelo número elevado de acidentes e consequentemente, de vítimas. Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas em Transportes da Universidade de Michigan, realizado em 193 países, aponta que,no Brasil morrem mais pessoas no trânsito do que por outras causas graves como câncer, homicídios e doenças cardiovasculares, com base em dados da Organização Mundial de Saúde. Em média o país apresenta 22 mortes por acidente de trânsito a cada mil pessoas. Mais de 1,2 milhões de pessoas morrem por ano em todo o mundo vítimas de acidentes de trânsito. O objetivo dessa data é promover a conscientização nas vias de tráfego do país.

O Dia Nacional do Trânsito, é a mesma data da promulgação do Código Brasileiro de Trânsito, lei 9.503 de1997. Essa lei surgiu para aumentar o rigor nas fiscalizações nas vias de tráfego do Brasil e substituir a lei antiga datada de 1966. O Dia do Trânsito demarca uma importante data utilizada para a conscientização pública, no sentido de promover um maior humanismo nas estradas e ruas por onde se deslocam automóveis, motocicletas, caminhões, ônibus, ciclistas e pedestres.

Além do consumo de álcool, existem outros motivos que elevam o número de mortes no trânsito, principalmente nas rodovias em períodos de grandes feriados. Destacam-se: a imprudência dos condutores; o desconhecimento das leis de trânsito; o desconhecimento da sinalização; a falta de revisão nos veículos; as condições ruins de ruas e estradas em algumas partes do país; a sinalização precária em algumas vias; e o uso do celular ao volante.

A maior parte dos acidentes poderia ser evitada caso os motoristas e pedestres cumprissem as normas previstas na legislação. Mais importante do que um desempenho satisfatório ao volante é a conservação da vida e a garantia de uma melhor segurança nas vias de tráfego do país. Vamos transformar esta data em motivo de comemoração!

E é isso que o governo de Brasília deseja. Desde o dia 18 deste mês equipes do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), DER, PMDF, orientam os motoristas para um trânsito mais seguro, principalmente sobre os perigos do uso de celular ao volante. O objetivo da iniciativa, segundo o governador, é garantir um trânsito mais seguro e mais humano. “É essa Brasília que queremos mostrar para o resto do mundo. E esta não é uma conquista do governo. O governo tem grande responsabilidade, mas essa é sobretudo uma conquista da nossa sociedade”, declarou Rodrigo Rollemberg.

 
RocketTheme Joomla Templates