Coluna Bernadete Alves - dia 20/09/2017

Maia recebe artistas e parlamentares no Palácio do Planalto

O presidente interino Rodrigo Maia, do DEM/RJ, recebeu no gabinete presidencial artistas, cineastas e parlamentares que defendem a saída do peemedebista do cargo. A audiência era para acontecer na Câmara dos Deputados, mas Maia decidiu transferi-la para o Palácio do Planalto, porque ocupa interinamente o cargo de Presidente da República.

Antônio Pitanga, cantor Paulo Miklos, diretor Cláudio Assis e a produtora Sara Silveira, fazem parte do grupo. Eles foram até o Palácio do Planalto com o senador Humberto Costa do PT/PE, pela deputada federal Jandira Feghali do PCdoB/RJ, pelo deputado Chico D’Angelo do PT/RJ e Paulo Teixeira do PT/SP.

Os artistas pediram a Rodrigo Maia a revogação do veto presidencial à Lei do Audiovisual. Em agosto Temer vetou a prorrogação dos incentivos até 2019. A decisão causou insatisfação na classe artística e gerou protestos no Festival de Cinema de Gramado.

“Eu venho aqui como cidadão e a democracia me permiti isso. Eu continuo sendo contra Temer”, declarou Antônio Pitanga. A deputada Jandira Feghali disse que desde a saída de Dilma ela não voltou mais ao Planalto. “Não queria estar aqui, tentamos que a audiência fosse na Câmara, mas Rodrigo Maia não pode sair”, declarou a deputada.

Dia 20 de Setembro – a data máxima para os gaúchos

Hoje celebra-se os ideais da Revolução Farroupilha, que tinha como objetivo propor melhores condições econômicas ao Rio Grande do Sul.Também chamada de Guerra dos Farrapos, a mais longa envolvendo uma província e o império brasileiro. O movimento durou 10 anos e foi liderado pela classe dominante gaúcha. A resistência da proclamada República Rio-Grandense diante do Império do Brasil é lembrada com orgulho pelos que se identificam com o gauchismo e com os valores farroupilhas de Liberdade, Igualdade e Humanidade.

A história do Brasil não é diferente da história de outros países colonizados por povos europeus e contêm muitos casos de guerras entre províncias e busca por liberdade. Os séculos XVIII e XIX foram marcados por inúmeros conflitos envolvendo as províncias e o governo imperial brasileiro. Um destes conflitos foi a Revolução.Entre os principais fatos ocorridos durante o conflito, a proclamação da República Rio-grandense é aquele que mais chama a atenção das pessoas, uma vez que os farrapos não conseguiram manter esta condição por mais tempo.

A região que hoje abriga o estado do Rio Grande do Sul nunca foi uma região como as outras no Brasil. Sua posse não era considerada brasileira por conta do Tratado de Tordesilhas, ou seja, sua posse tecnicamente era espanhola. No entanto, após sucessivos acordos e conflitos, a região passou a fazer parte do Império brasileiro. Mesmo assim, as lideranças da região nunca foram muito favoráveis aos caprichos e constantes mudanças na lei imperial.

Os rio-grandenses se revoltaram com o império por causa da alta tributação de seus produtos, como charque, erva-mate, couros, sebo, graxa, entre outros, que abasteciam o mercado interno brasileiro. Diferentemente de outras províncias, principalmente as do Sudeste, que possuíam culturas de açúcar e café voltados para o mercado externo. Após sucessivos pedidos de aumento da carga tributária dos produtos oriundos dos povos do Rio da Prata, por parte dos rio-grandenses, o governo imperial ignorou todos estes pedidos e começou a adquirir produtos dos países vizinhos. Com isso, o sentimento de revolta só crescia na elite rio-grandense.

De 1835 a 1845 o Rio Grande do Sul foi palco das disputas entre portugueses e espanhóis. Em 20 de setembro de 1835, os rebeldes tomam Porto Alegre, obrigando o presidente da província, Fernandes Braga, a fugir para Rio Grande. Bento Gonçalves, que planejou o ataque, empossou no cargo o vice, Marciano Ribeiro. O governo imperial nomeou José de Araújo Ribeiro para o lugar de Fernandes Braga, mas este nome não agradou os farroupilhas (o principal objetivo da revolta era a nomeação de um presidente que defendesse os interesses rio-grandenses), e estes decidiram prorrogar o mandato de Marciano Ribeiro até 9 de dezembro.

Depois de anos de batalhas sangrentas, mais de 47 mil mortes e muitas tomadas e retomadas de cidades importantes na então República Rio-Grandense, foi assinado o Tratado de Paz do Poncho Verde. Este tratado especificou quais punições os revoltosos receberiam e prometeu até o perdão de alguns líderes da revolta. No fim das contas, tudo voltou a ser como era: o Rio Grande do Sul voltou a ser uma província do então império brasileiro e o presidente provinciano nomeado pela corte no Rio de Janeiro.

Neste 20 de setembro, milhares de gaúchos participam dos festejos pelo Dia da Revolução Farroupilha. Por todo o Rio Grande do Sul os gaúchos comemoram a data com desfiles, acampamentos tradicionalistas, apresentações artísticas e outros eventos nos quais a cultura gaúcha é exaltada. O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, diz que a comemoração é uma forma de resgatar e preservar valores que estavam presentes na proclamação da República Rio-Grandense pelo general Antônio de Souza Neto. “Ele era um dos mais idealistas e agiu por um ideal de república, de liberdade, de garantia de direitos à população. Pensamentos que, décadas mais tarde, foram confirmados com a proclamação da República do Brasil”, ressaltou Callegaro.

“Temos orgulho de ser brasileiros. Nosso movimento não é separatista, mas de preservação de valores culturais e artísticos, da nossa identidade regional, dos nossos costumes”.Para Callegaro é natural que cidadãos de cada estado brasileiro sintam orgulho de suas tradições e desejem mostrá-las para o resto do País”.

Eu tenho orgulho de ter nascido no Rio Grande do Sul. Sempre neste dia exalto o passado heroico e celebro a identidade gaúcha com um bom chimarrão. E como: “Ninguém doma a esperança e liberdade não se encilha, galopa livre em meu peito um coração farroupilha”.

 
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