Coluna Bernadete Alves - dia 16/09/2017

50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começou com emoção

A festa de abertura do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, ontem à noite no Cine Brasília, foi emocionante. O ator Matheus Nachtergaele passeou pelas poltronas declamando para os seletos convidados, texto em que celebrou a importância do festival e de Brasília para o audiovisual nacional. “Cinquenta anos de cinema que explica, recria, inventa, contesta e amplia essa ilha que é Brasília”, discursou na performance.

A cerimônia foi conduzida pelos atores Juliano Cazarré e Dira Paes e o secretário de Cultura, Guilherme Reis, deu as boas-vindas aos presentes.“Hoje à tarde, o governador reuniu todo o setor de audiovisual e anunciou um Parque Audiovisual de Brasília, em uma área nobre da cidade. O Setor de Clubes Esportivos Sul”. Promover a arte e a cultura no Distrito Federal também faz parte das ações da primeira-dama Márcia Rollemberg e do secretário-adjunto de Relações Institucionais e Sociais Igor Tokarski, presentes na cerimônia.

O 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro entregou a medalha Paulo Emílio Salles Gomes, maior homenagem da noite, a Nelson Pereira dos Santos. A condecoração está na segunda edição e foi entregue pelo crítico Jean Claude Bernardet, que a ganhou em 2016, e pelo cineasta Vladimir Carvalho. O homenageado paulistano não pôde comparecer e a honraria foi recebida pelo filh Diogo e pela neta Milla Dahl. Depois da entrega da medalha, foi exibido o curta Nelson Filma (RJ, 1971, 11 min, livre), filme de Luiz Carlos Lacerda que celebra a obra de Nelson.

Também foram homenageados três diretores: Marcio Curi, Manfredo Caldas e Geraldo Moraes, que fizeram história na cinematografia local e morreram recentemente. O público pôde apreciar curtas-metragens em reverência aos cineastas: Um cineasta no coração do Brasil, tributo a Geraldo Moraes dirigido pelo próprio filho, Bruno Torres; O Comandante, dedicado a Manfredo Caldas; e Quando Marcio virou estrela, de André Luís Oliveira, em deferência a Marcio Curi.

Após as homenagens, o curta Festejo muito pessoal (SP, 2016, 8 min, livre), com direção de Carlos Adriano, abriu a sessão do primeiro dia do festival. A noite fechou com a projeção do longa Não devore meu coração! (RJ, 2017, 108 min, 14 anos), dirigido por Felipe Bragança.

“Não Devore meu coração”, narra um caso de amor entre um menino brasileiro e uma menina indígena paraguaia, às margens do Rio Apa, na fronteira dos dois países. A ficção é inspirada em contos de Joca Reiners Terron, que tratam da Guerra do Paraguai. Os atores Cauã Reymond, Eduardo Macedo e Adeli Benitez, participaram da cerimônia de abertura. “Minha primeira vez em Brasília. Me sinto super prestigiado. É uma honra abrir um festival tão importante”, declarou o ator Cauã.

Jornalista Marcelo Rezende perde luta contra o câncer

É com pesar que registro o falecimento do apresentador do programa Cidade Alerta, Marcelo Rezende, aos 65 anos, vítima de câncer no fígado e no pâncreas. "Com profundo pesar, comunicamos o falecimento do jornalista e apresentador Marcelo Rezende, 65 anos, às 17h45, no dia 16 de setembro de 2017, no Hospital Moriah, em São Paulo", informou o hospital, em nota à imprensa. Ele estava internado desde o dia 12 no hospital Moriah, na Zona Sul de São Paulo. Além das complicações do câncer no pâncreas e fígado, a doença "comprometeu parte do aparelho digestivo" do jornalista, que sofreu ainda falência múltipla dos órgãos.

Durante todo o sábado, os cinco filhos do comunicador se despediram dele. No final da tarde, aparelhos foram desligados no hospital e a família se preparou para o seu fim. Na última vez que falou com os filhos, o comunicador pediu que todos continuassem a acreditar em Deus e que ele sabia o melhor caminho para ele.

Marcelo se afastou do programa "Cidade Alerta", da TV Record, em maio deste ano quando foi diagnosticado da doença. "Eu não tenho medo da morte, porque o homem que tem fé não tem medo, ele sabe que irá vencer", disse ao "Domingo Espetacular", no dia 14 daquele mês.Durante o tratamento, o jornalista teve a companhia da namorada, da filha mais velha, Patrícia, e amigos como Geraldo Luís, apresentador do "Domingo Show", e Fabíola Gadelha, pupila de Rezende no "Cidade Alerta".

Cansado, abandonou a quimioterapia e disse que o tratamento era mais para matar do que para salvar. Decidiu, então, realizar tratamento alternativo. Infelizmente não deu resultado e hoje ele se foi. O jornalista deixa cinco filhos, de cinco relacionamentos diferentes, e duas netas, além da namorada, Luciana Lacerda.

Marcelo Luiz Rezende Fernandes nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de novembro de 1951. Começou sua carreira em 1969 na mídia impressa quando foi contratado como repórter esportivo do Jornal dos Sports no Rio. Trabalhou em O Globo, revista Placar e chegou à TV em 1987 para trabalhar na Globo. Entre os destaques está a cobertura do caso da operação da polícia na Favela Naval, em Diadema e a apresentação do programa Linha Direta e com reportagens no Fantástico, Jornal Nacional e Globo Repórter. Deixou a TV Globo em 2002 para trabalhar na Rede TV! Onde apresentou o Repórter Cidadão e ajudou a criar o Rede TV! News. Trabalhou também na Band com o programa Tribunal na TV. Em 2010 voltou para o Cidade Alerta da Record nos últimos 6 anos. A atração mostrava crimes e ações das forças de segurança.

Com mais de 40 de carreira, Marcelo Rezende deixa um grande legado ao jornalismo do Brasil. Sua trajetória foi sempre guiada pela coragem em tocar em feridas sociais. Tive a alegria de entrevistá-lo por diversas vezes quando vinha à Brasília. Vou guardar como relíquia o livro “Corta Pra Mim”, autografado por ele. Vá em paz competente jornalista! Minha solidariedade à família!

 
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