Coluna Bernadete Alves - dia 14/09/2017

Captação de Água do Paranoá começa a ser testada

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, esteve na manhã desta quinta-feira, acompanhando os trabalhos de captação de água do Lago Paranoá pelo Subsistema Produtor do Lago Norte. A estrutura fica na ML 4, no Setor de Mansões do Lago Norte. Trata-se de uma estação compacta de tratamento de água, com membranas de ultrafiltração, uma das mais modernas tecnologias.

Desde segunda-feira a Companhia de Saneamento do Distrito Federal começou a fazer testes de captação para acelerar ainda mais os trabalhos e começar a operação com previsão de entrega para o dia 02 de outubro. “É emocionante ver a água correr e passar por todos os testes. Na primeira semana de outubro, esta estação de tratamento já estará em pleno funcionamento para ajudar o sistema de abastecimento de água do DF”, declarou o governador Rollemberg.

Os testes são promovidos pela empresa Enfil S.A Controle Ambiental e consistem em verificação de vazamento, checagem de estrutura, desempenho dos equipamentos, entre outros. Depois da entrega, serão três meses de operação em parceria da Caesb com a Enfil. Depois dessa data, a Caesb assume o manejo.

Serão captados 700 litros de água por segundo no braço do Torto, no Lago Paranoá. Depois, a água vai para dois reservatórios: um no Lago Norte e um no Paranoá. Os locais abastecidos serão Asa Norte, Itapoã, Lago Norte, Paranoá, parte de Sobradinho II e Taquari. O fornecimento para essas regiões é feito atualmente pelo Sistema Produtor Santa Maria-Torto. O Sistema do Paranoá vai atender 600 mil pessoas no Paranoá, no Lago Oeste, no Tororó, em Sobradinho e nos Condomínios Jardim ABC, Jardim Botânico e Alphaville.

A Caesb tem também um projeto, já licitado, para captar, armazenar, tratar e distribuir água do Lago Paranoá de forma definitiva. As obras estão orçadas em R$ 480 milhões e o governo de Brasília está negociando financiamento com a Caixa Econômica Federal.

Scalene lança o álbum Magnetite no Pier 21

A conhecida banda brasiliense Scalene vai estar no shopping Pier 21 no dia 19 para lançar o álbum Magnetite. Os fãs vão poder curtir os artistas em um pocket show gratuito. Os 150 primeiros que adquirirem o DVD vão receber uma senha com direito ao autógrafo e curtir o show pertinho dos ídolos. O quarteto também deixará a sua marca na “Rua das Estrelas” do Pier 21 às 18 horas e em seguida o pocket show acústico

As senhas serão distribuídas a partir das 15 horas do dia 19. No shopping será montada uma lojinha da Scalene para atender os fãs. Além do ‘magnetite’, todos os produtos da banda estarão à venda.

Lançado pela Slap (Som Livre) e gravado em São Paulo, “magnetite” tem doze faixas inéditas — todas escritas pelo guitarrista e vocalista Gustavo Bertoni — e foi produzido pela própria banda e por Diego Marx.

No novo trabalho, a banda, que ficou em segundo lugar na segunda temporada do reality musical “Superstar”, da Globo, “usou e absorveu novas influências: um pouco de MPB, música eletrônica, R&B, entre outras, mas sob uma perspectiva que condiz com o caminho traçado até aqui, sem perder o DNA ou sair do seu universo”.

A Scalene chega ao Rock in Rio com credenciais fortes: além de carregar um público numeroso e fiel em seus shows, o quarteto formado pelos irmãos Gustavo e Tomas Bertoni (guitarra), por Lucas Furtado (baixo) e por Philipe “Makako” (bateria e vocal) ganhou, no fim do ano passado, o Grammy Latino de melhor álbum de rock em língua portuguesa, por “Éter”. No Rock in Rio, a banda sobe ao Palco Mundo às 19h do dia 21 de setembro, antes de Fall Out Boy, Def Leppard e Aerosmith. Será a estreia da Scalene no festival.

Janot: “Sofri por enfrentar modelo político corrupto”

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em sua última sessão no comando do Ministério Público Federal, enalteceu o papel do Supremo Tribunal Federal na Operação Lava Jato. No discurso de despedida, que durou cerca de cinco minutos, ele afirmou que o STF foi 'firme' e 'não se acovardou' na Lava Jato e que a Corte tem desempenhado “papel de esteio da estabilidade institucional e democrática”.

Rodrigo Janot participou dos julgamentos do Supremo como o representante do Ministério Público nos últimos quatro anos. O procurador-geral da República fez uma breve retrospectiva de sua atuação junto à Corte e do trabalho de combate à corrupção e disse que o Brasil é como um paciente que "convulsiona no processo de combate à corrupção".

"Confrontados com nossos problemas seculares, a imagem que se revelou de nossa organização política é pungente. O Brasil, tal qual um paciente submetido a gravoso tratamento, convulsiona no processo curativo do combate à corrupção”, afirmou Janot. Ele também lembrou dos “ataques” dos quais foi alvo durante o tempo que ocupou o cargo. Ele disse que, ao assumir a PGR, sabia dos desafios que teria diante de um modelo político "corrupto e corruptor" que vigora no país.

“Tenho sofrido nessa jornada, que não poucas vezes pareceu-me inglória, toda a sorte de ataques. Resigno a meu destino, porque mesmo antes de começar, sabia exatamente que haveria um custo por enfrentar esse modelo político corrupto e promotor de corrupção, cimentado por anos de impunidade e de descaso”, afirmou.

O procurador-geral disse que as críticas já se encontram “nos escombros do passado” e que entregará o cargo “sem qualquer jactância”. “Os homens são atores ligeiros e fugazes da grande história da humanidade. Outros seguirão do ponto em que parei e certamente avançarão ainda mais no aperfeiçoamento institucional e democrático do Ministério Público e do nosso país”, declarou.

Ao deixar o Supremo, Rodrigo Janot disse aos jornalistas que não leva nenhuma mágoa de sua passagem pelo cargo e que “jamais cometeu abuso de autoridade”, como acusam seus críticos. “Dei nesse período o meu melhor, fiz aquilo que achei que fosse o melhor para o desenvolvimento da sociedade brasileira, para o desenvolvimento do processo civilizatório do Brasil e espero que assim continue e tenhamos dado um passo a diante no combate a essa corrupção endêmica que vigora no Brasil. Agradeço muito a vocês e agora vou descansar porque preciso”, finalizou o procurador-geral da República.

O mineiro Rodrigo Janot Monteiro de Barros encerra no dia 18 o segundo mandato consecutivo como procurador-geral da República. Desde o dia 16 de agosto de 2013, Janot foi o representante máximo do Ministério Público Federal. Rodrigo Janot não informou sobre o futuro profissional. Disse que vai aproveitar os próximos meses para descansar. Na segunda-feira ele passa o cargo a Raquel Dodge, indicada por Michel Temer.

O ministro do STF Gilmar Mendes deixou o plenário antes do discurso de Rodrigo Janot. Aos jornalistas ele comentou o fim do mandato do procurador-geral da República, parafraseando o poeta português Manuel Bocage (1765-1805) “Que saiba morrer quem viver não soube”, declarou o magistrado.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal denúncia contra o presidente da República Michel Temer e integrantes do PMDB. Na peça acusatória o procurador pede que o presidente seja julgado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. Além de Michel Temer, que já presidiu o PMDB, também foram denunciados os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, além dos ex-deputados Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures, lobistas e ex-servidores comissionados, como Fábio Cleto, e Lúcio Funaro.O grupo denunciado ficou conhecido como o “quadrilhão do PMDB”.

Janot abriu esta segunda denúncia contra Michel Temer com uma frase do ícone maior do PMDB, o ex-presidente da Câmara Ulysses Guimarães: “O poder não corrompe o homem; é o homem que corrompe o poder. O homem é o grande poluidor, da natureza, do próprio homem, do poder. Se o poder fosse corruptor, seria maldito e proscrito, o que acarretaria a anarquia”.

A acusação se baseia em uma investigação da Polícia Federal que concluiu que Michel Temer liderava um esquema de recebimento de propina do qual participavam vários ex-deputados peemedebistas. Os valores movimentados chegaram aos 587 milhões de reais. Os recursos teriam sido desviados de operações com a Petrobras, a Caixa Econômica Federal, Furnas, o Ministério da Integração Nacional e a Câmara dos Deputados. Segundo a denúncia o grupo funcionava desde o ano de 2006, durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Temer é acusado de liderá-lo desde maio de 2016, mas tinha influência em anos anteriores, conforme citado por delatores da Odebrecht.

Em nota, o PMDB lamentou a acusação de Janot e disse que ela foi um ato de irresponsabilidade. "Toda a sociedade tem acompanhado os atos nada republicanos das montagens dessas delações. A justiça e sociedade saberão identificar as reais motivações do procurador", diz o documento.

Nota enviada pelo Palácio do Planalto diz que a “Denúncia é recheada de absurdos. Fala de pagamentos em contas no exterior ao presidente sem demonstrar a existência de conta do presidente em outro país. Transforma contribuição lícita de campanha em ilícita, mistura fatos e confunde para tentar ganhar ares de verdade. É realismo fantástico em estado puro”. E acrescenta:“ O presidente tem certeza de que, ao final de todo esse processo, prevalecerá a verdade e, não mais, versões, fantasias e ilações. O governo poderá então se dedicar ainda mais a enfrentar os problemas reais do Brasil”.

 
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