Coluna Bernadete Alves - dia 12/09/2017

Artistas entregam Carta de Repúdio contra “privatização da floresta”

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, recebeu hoje Suzana Vieira, Alessandra Negrini, Cristiane Torloni, Arlete Sales, Paula Lavigne, Luiz Fernando Guimarães, Victor Fasano, Xande Pilares, Maria Gadú e Tico Santa Cruz, e também ativistas de organizações ambiental, lideranças indígenas e parlamentares que integram a Frente Ambientalista.

Os artistas entregaram uma carta de repúdio aos projetos de caráter ambiental que tramitam no Congresso Nacional e ameaçam a preservação da Amazônia. No documento, eles afirmam que não aceitarão “a destruição da floresta nem ataques aos direitos dos povos indígenas e tradicionais”.O grupo entregou também as petições das organizações ambientalistas Greenpeace, 342 Amazônia e Avaaz, com mais de 1,5 milhão de assinaturas de pessoas contrárias ao conjunto de medidas propostas pelo governo e pelo Congresso Nacional.

A manifestação diz respeito ao decreto do governo Temer extinguindo a Renca, no fim de agosto e que foi imediatamente alvo de protestos de entidades ambientalistas e de celebridades do peso como Gisele Bündchen, Sonia Braga e Ivete Sangalo. Diante da repercussão negativa, Temer editou novo decreto para, segundo ele, explicar melhor o que pretendia o governo, mas as críticas continuaram. Então, o Ministério de Minas e Energia publicou uma portaria para suspender por 120 dias os efeitos do decreto para que, nesse período, houvesse debate sobre o tema, em cumprimento ao que determina a Constituição Federal.

Rodrigo Maia disse aos que é favorável à revisão do decreto que extingue a Renca a partir de uma discussão com a sociedade. O deputado afirmou ainda que “tem muita informação truncada” e que o Congresso não tem nenhuma agenda que promova o desmatamento da floresta amazônica. A atriz Christiane Torloni disse que a comitiva representa uma parcela muito importante da população. “Somos milhares de pessoas, num encontro de amor suprapartidário, a favor dos parlamentares que defendem a Amazônia, que está no Brasil sob a nossa guarda”, declarou a atriz.

Depois da Câmara, os artistas também se encontraram com o presidente do Senado, Eunício Oliveira. Paula Lavigne pediu ao senador que pautasse a urgência do projeto de decreto legislativo do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que revoga os efeitos do decreto presidencial. “É a maneira mais segura para anular o decreto”, afirmou a produtora cultural. O presidente do Senado se comprometeu a colocar em votação, ainda hoje, um pedido de urgência para apreciação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 160/2017, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que pede a extinção total do decreto sobre a Renca. Caso o pedido de urgência seja aprovado, a expectativa é de que o PDL seja apreciado na semana que vem. “Saímos daqui satisfeitos com o compromisso que ele firmou”, afirmou o senador Randolfe, que acompanhou os artistas durante o encontro.

Baixa Umidade exige cuidados com a saúde

O inverno é conhecido por potencializar várias doenças típicas da época, como gripes e alergias. Porém, outro fator vem preocupando as entidades de saúde: a falta de umidade. O INMET decretou às 08:07 Alerta Laranja para o Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Tocantins. Umidade relativa do ar variando entre 20% e 12%.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a umidade do ar ideal compreende a faixa entre 50 e 80%. Entretanto, em algumas épocas do ano, como no inverno, ela tende a cair, inclusive, abaixo de 30%. As regiões Centro-Oeste e Sudeste são, geralmente, as mais prejudicadas.

Nas primeiras semanas de agosto, Brasília chegou a registrar um nível de umidade comparável ao deserto do Saara, com 11% de umidade relativa do ar. Além do risco de incêndios florestais a baixa umidade, geralmente provocada por massas de ar quentes e secos, também causa desconforto como ressecamento da pele, irritação nos olhos, boca, nariz e garganta secos, cabelos “indisciplinados” e indisposição. E danos à saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, a baixa umidade requer cuidados, principalmente com as pessoas que já têm ou tiveram sintomas de doenças do aparelho respiratório. Com a queda da umidade, existem duas preocupações principais para a saúde. Além do ar poluído, as vias aéreas ficam mais ressecadas, o que favorece a intensificação de problemas respiratórios e o sangramento do nariz. Com toda esta poluição, fica mais difícil para a via respiratória se defender do ar com a qualidade ruim. Além disso, os cílios das narinas, que são responsáveis por filtrar o ar, passam a ter mais dificuldade para trabalhar. A dica dos especialistas é a utilização de soro fisiológico para hidratar as narinas.

Algumas atitudes podem ajudar a diminuir os problemas causados pela falta de chuva. Os cuidados com a saúde começam sempre com uma boa hidratação e alimentação saudável. . O consumo de alimentos saudáveis e ricos em líquidos como melancia, melão e abacaxi, são ótimos hidratantes naturais.Nesta época do ano, a prática de atividades físicas sem controle pode ocasionar problemas graves de saúde, como forte desidratação.

Ações recomendadas pelo INMET:

Ingerir bastante líquido; Espalhar panos ou baldes com água em ambientes da casa, principalmente no quarto, ao dormir, ou utilizar umidificadores de ar; Lavar nariz e olhos com soro fisiológico algumas vezes ao dia; Trocar comidas com muito sal ou condimentos por alimentos mais saudáveis; Usar creme hidratante na pele, e creme sem enxágue em cabelos não-oleosos; Evitar exercícios físicos entre as 10 da manhã e 5 da tarde; Evitar grandes aglomerações; Evitar carpetes ou cortinas que acumulem poeiras; Evitar roupas e cobertores de lã ou com pelos; Evitar exposição prolongada à ambientes com ar condicionado; Manter a casa higienizada, arejada e ensolarada; e principalmente não provocar queimadas.

Orquestra de Câmara faz Concerto de Primavera na Dom Bosco

O Santuário Dom Bosco será palco do terceiro concerto da temporada 2017 da Orquestra Brasileira de Arte, Cultura e História – OBACH. O Concerto de Primavera é um presente para os brasilienses ao cair da tarde do domingo dia 17 às 16 horas. A OBACH começará o programa com La Primavera, das Quatro Estações, de Antonio Vivaldi.Depois o público vai apreciar obras de George F. Händel, Johan Sebastian BAch, Henry Purcell e Carl Philipp Emanuel Bach.

A OBACH foi fundada em 2016 pela violinista Kathia Pinheiro com a proposta de resgatar a música erudita em sua forma original por meio de performance histórica. A orquestra é composta por seis violinos, três violas, três violas, três violoncelos, um contra-baixo e um cravo. O diferencial dos 14 instrumentistas integrantes da Toccata Produções e Locações, vai além da execução da música antiga europeia. Os músicos fazem uma interpretação fidedigna ao cenário de cada época.

Há tempos que músicos da Toccata tinham vontade de se aprofundar na música antiga. “Buscamos resgatar a sonoridade Barroca, com direito a figurino especial. Nossa proposta é envolver a todos numa aura de encantamento, num convite a uma viagem a outras épocas”,declara a violinista Kathia Pinheiro.

“Nosso movimento busca o resgate do ambiente musical euro-brasileiro que tem perdido cada vez mais espaço, ficando fora dos holofotes e, consequentemente, distanciando-se do público. Investimos em um perfil internacional para trabalhar com as conexões culturais do Brasil com o continente europeu para enriquecer essa experiência”, explica a fundadora da OBACH.

Kathia foi spalla da OSTCNCS por 22 anos. "Me aposentei em 2016 depois de 36 anos de OSTNCS e, confesso, fui grande entusiasta da criação da OBACH até para continuar tocando em orquestra, algo que me realiza muito", declara Kathia, que lidera a orquestra ao lado de Airan D'Souza.

Em tempos de Teatro Nacional de portas fechadas, a música erudita foi acolhida pelo Santuário Dom Bosco, um templo belíssimo para compor o cenário e encantar o público.

 
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