Coluna Bernadete Alves - dia 03/09/2017

A Festa do Morango de Brasília atrai olhares e paladares

É setembro e com ele acontece um dos eventos mais tradicionais do Distrito Federal: a Festa do Morango organizada pela colônia japonesa do Núcleo Rural Alexandre Gusmão. Desde sexta-feira a população celebra a colheita, saboreia os deliciosos morangos de Brazlândia e se diverte com as atrações musicais, gastronômicas, culturais e agronegócio.

Os organizadores esperam receber mais de 30 mil visitantes, na Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão, no Km 13 da BR 080, onde acontece a festa. A entrada é gratuita. A primeira semana da Festa do Morango termina hoje mas volta no dia 08 com a abertura da 28ª Exposição Agrícola de Brazlândia, também na sede da associação, shows com artistas locais e a 2ª edição Colha & Pague, em que o público pode visitar uma propriedade e adquirir a fruta colhida diretamente da planta.

A 22ª Festa do Morango conta com a participação de 250 agricultores e vai até o dia 10 deste mês. A safra de 2017 promete aquecer a economia com o fruto que ganhou o gosto popular. Na Morangolândia são comercializados, além de morangos fresquinhos a preço de custo, geleias, tortas, doces, compotas, sorvetes e sucos. No local também pode-se saborear os deliciosos pratos da culinária japonesa como Yakisoba, Camarão, Tempurá, Okonomiyaki, Sushi, Guioza, Udon.

Por conta da escassez hídrica, o foco do encontro deste ano serão as técnicas mais econômicas de irrigação e armazenamento de água, indicadas para produção de hortaliça, classificação que também se aplica ao morango.“Teremos dia de campo, com a visita a propriedades que já implementam as técnicas”, conta o gerente do escritório local da Emater, Rodrigo Teixeira Alves.

Foram os japoneses, no inicio da década de 70, que trouxeram as primeiras mudas do morango para o Distrito Federal. Depois os brasilienses passaram a dominar a plantação da região e produzir o morango com qualidade. Graças a tecnologias implantadas pela Emater-DF, o cultivo do morango tornou-se viável para os agricultores da região mesmo durante o período de seca. O morango de Brasília tem sabor doce, tamanho médio e cor avermelhada. A variedade mais plantada no DF é a do morango Portola, considerada bastante versátil e que se adapta bem a dias com mais ou menos horas de luz. Outras, como a Camino Real e a Camarosa também encontram boa aceitação entre os agricultores. As frutas produzidas aqui abastecem o mercado interno e uma parte da produção segue para Goiânia, em Goiás, e Palmas, no Tocantins. Elas também são comercializadas em polpa, geleias e doces.

Brazlândia é a maior produtora de morangos do Distrito Federal com cerca de 70 hectares de plantação. São mais de 5 mil mudas produzindo 2.000 toneladas da fruta. Os morangos são colhidos de maio a outubro e proporcionam muitos empregos diretos e indiretos.Uma das razões para a cultura de morango ter se adaptado bem ao Planalto Central é a altitude, de cerca de 1,2 mil metros, segundo a Embrapa.

A Embrapa explica que o total da produção no país é de aproximadamente 120 mil toneladas destinadas principalmente para o mercado interno. Minas Gerais é o principal estado produtor seguido pelo Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal.

Uma produção que vem, em sua maioria, de regiões com inverno marcante, de temperaturas baixas a noite e calor durante o dia. Os pesquisadores explicam que os solos argilo-arenosos são mais indicados para a frutinha. A Embrapa registra que há grande migração para sistemas que não colocam o morango no chão. Outra influência que os brasileiros já seguem é a de polinização pelas abelhas para o cultivo do morango.

Segundo Sandro Bonow, pesquisador da Embrapa Clima Temperado e responsável pelo projeto de criação de um morango tipicamente brasileiro, a intenção é “investir em características que atendam às necessidades de mercado, não só por parte dos produtores, como também dos consumidores, como sabor doce, tamanho médio e cor avermelhada”. Além disso, a atenção tecnológica deste momento no país é para desenvolver tecnologias inovadoras na produção de morangos, com sistema de produção fora de solo recirculante para reduzir uso da água e fertilizantes.

Daniele Hypolito é ouro na Bulgária

A brasileira Daniele Hypolito fez bonito na etapa de Varna da Copa do Mundo, na Bulgária, neste domingo. A experiente atleta de 32 anos conquistou o ouro na trave com a nota 13.750. A britânica Georgia Fenton somou apenas 12.500 pontos e ficou com a prata e a búlgara Pamela Georgieva alcançou os 11.800 e ficou com o bronze.

Além de Daniele, Caio Souza, na barra fixa, e Thaís Fidelis, no solo, levaram o Brasil ao lugar mais alto do pódio em mais duas oportunidades. No solo, a brasileira Thaís Fidelis somou 13.500 pontos e conquistou o ouro. A atleta vai representar o Brasil no Mundial no Canadá. No masculino, Caio Souza primeiro garantiu a medalha de bronze nas paralelas, com 14.450. Na sequência, voltou a competir na barra fixa e garantiu o lugar mais alto do pódio, com 14.200 pontos. No salto, Arthur Nory ficou em quarto (14.225).

Rebeca Andrade conquista dois ouros

A finalista olímpica na Rio 2016, Rebeca Andrade, fez bonito em Varna e conquistou o lugar mais alto do pódio na Bulgária na disputa do salto e nas barras assimétricas. A brasileira mostrou que está mesmo em grande fase e confirmou o ótimo rendimento com a conquista de dois ouros ontem. No salto Rebeca obteve 14,800 pontos e nas barras assimétricas fez a melhor apresentação com 14,050 pontos. O ouro veio com larga vantagem para a segunda colocada, Farah Hussein, do Egito (12,800). O bronze também ficou com o Brasil, com Thais Fidelis, que somou 12,450 pontos.

Arhtur Nory levou a bandeira verde e amarela de volta ao pódio. Com 14,450 pontos, o medalhista olímpico da Rio 2016 conquistou o bronze em Varna, ficando atrás do chileno Tomas Gonzles, que levou o ouro com 14,700, e do ucraniano Petro Pakhniuk, que foi prata com 14,550.

A Seleção Brasileira encerrou a participação na etapa de Varna da Copa do Mundo com cinco ouros e três bronzes. Um ótimo desempenho segundo o coordenador técnico brasileiro, Marcos Goto. “Os resultados mostram que, com notas de partidas altas, somos muito competitivos. Necessitamos melhorar nossa execução e assim alcançar resultados ainda melhores, pois no Campeonato Mundial vamos competir com o que cada país tem de melhor”, declarou Goto à Confederação Brasileira de Ginástica.

 
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