Coluna Bernadete Alves - dia 01/09/2017

Brasília vista pela Estação Espacial Internacional

Brasilia Brazil ISS

A bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), que está a cerca de 410 Km da superfície, o astronauta russo Sergey Ryazanskiy, de 42 anos, que comanda a missão atual, postou em sua conta no Instagram @sergeyiss, uma linda homenagem a Brasília.

‘Lembra um avião’, comentou o cosmonauta. “A incrível cidade de Brasília do espaço. Imagine, há 60 anos no lugar onde esta enorme cidade se encontra não havia mais nada do que a savana brasileira. Foi construída em apenas 41 meses para substituir o Rio de Janeiro como capital do Brasil. De tal altura é claramente visível um layout incomum da cidade", como um avião, certo?

A foto de Sergey mostra o Plano Piloto de Brasília, elaborado em 1957 pelo arquiteto Lúcio Costa, inicialmente inspirado pelo sinal da cruz. Popularmente, ficou conhecida por ser comparada a um avião. A imagem também mostra o Lago Paranoá e monumentos da área central.

Brasília é dividida em dois eixos: rodoviário e monumental. O Eixo Rodoviário é formado pelas asas Sul e Norte e pela parte central. As asas são áreas compostas basicamente pelas superquadras residenciais, quadras comerciais e entrequadras de lazer. O Eixo Monumental é formado pela Esplanada dos Ministérios e pela Praça dos Três Poderes.

Riocentro sedia a 18ª Bienal Internacional do Livro Rio

A Bienal do Livro Rio é o maior evento literário do país, um grande encontro que tem o livro como astro principal. Uma excelente oportunidade de fazer uma viagem pelo mundo do conhecimento e de conhecer autores consagrados e jovens talentos.

O prefeito Marcelo Crivella disse que a Bienal do Livro Rio é um evento que enobrece, dignifica e engrandece a cidade do Rio de Janeiro. “Aqui, neste ambiente amplo e espaçoso, com esses estandes muito bem elaborados, vão se encontrar 700 mil pessoas em busca de livros, de autores, de poesias, de contos.Isso é fantástico. Daqui surgirão muitas ideias, novos planos de um futuro melhor do que temos hoje. O Rio aplaude e apoia essa iniciativa”, declarou o prefeito, que estava acompanhado da primeira-dama, Sylvia Jane Crivella.

A escritora Ana Maria Machado, imortal da Academia Brasileira de Letras e ícone da literatura infantil no país, foi homenageada neste 1º de setembro, em cerimônia de comemoração dos 80 anos da Política Pública do Livro. Outro homenageado foi o ex-ministro da Educação e Cultura Eduardo Portella, falecido há quatro meses. Participaram da cerimônia os ministros da Educação, Mendonça Filho, e da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o presidente da Academia Brasileira de Letras, Domício Proença Filho, e Célia Portella, viúva do ex-ministro.

Ana Maria pediu a retomada de políticas públicas que incentivem a leitura no país. Ela citou programas implementados e já extintos, como o Literatura em Minha Casa, do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), que em 2002, pela primeira vez levou livros para muitas famílias do interior. “A literatura abre os horizontes, porque não está preocupada só em ensinar, em dar informação. Ela torna cidadãos mais conscientes, pessoas mais felizes, mais solidárias com os outros, entendendo a diversidade alheia, o que os outros sentem, sofrem, querem, temem. Porque a literatura permite a você entrar no papel de outro personagem. Isso enriquece muito a experiência da gente, muito mais do que apenas o livro didático.”

“Estamos articulando com os deputados e senadores para que possamos aprovar o Plano Nacional do Livro e da Leitura, que traz uma série de diretrizes, metas e ações. Boa parte delas, a ser executada pelo Ministério da Cultura, mas isso vai nos dar uma base legal para que possamos realizar esse papel importante, que o ministério tem que ter numa política de incentivo ao livro e à leitura. Certamente vai ser um instrumento muito importante para incentivarmos o livro e a leitura no país”, declarou o ministro da Cultura Sá Leitão.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, informou que além dos livros didáticos enviados às escolas de todo o país, o MEC também investe em livros literários. “Temos um programa nacional de livros paradidáticos e literatura. No ano passado, investimos R$ 100 milhões em livros dedicados ao Programa Nacional na Idade Certa e queremos soltar brevemente novo edital de aquisição de livros de literatura, para estímulo da leitura nas escolas públicas de todo o país. Essa é a política principal.”

Durante onze dias, o Riocentro sedia a festa da cultura, da literatura e da educação. Nos espaços dedicados às atrações, o público pode participar de debates, bate-papos com personalidades e escritores, além das atividades culturais que promovem a leitura. Não se nasce leitor, torna-se. Tudo é construção.

Os organizadores prometem uma programação 40% maior do que a edição anterior, em 2015, com destaque para a literatura nacional. A expectativa é receber um público de cerca de 700 mil pessoas durante os onze dias do evento. Dos 330 autores, a maioria brasileiros como Mauricio de Sousa, Ana Maria Machado, Thalita Rebouças e Frei Betto. Eles participam de mais de 350 horas de atividades de incentivo à leitura e bate-papos, nos espaços batizados de Café Literário, Espaço Jovem, Encontro com autores e Conexão Jovem.

Mesmo com foco nacional, fãs de literatura estrangeira têm à disposição onze autores de best-sellers internacionais que participarão de debates e sessões de autógrafos. Entre eles, a britância Paula Hawkins, autora de A garota do trem, as norte-americanas Karin Slaughter, que escreveu Cega, e Victoria Schwab, de Um tom mais escuro de magia. A portuguesa Sofia da Silva divulgará seu livro Sorrisos Quebrados e a australiana Leisa Rayven vem lançar Mister Romance, primeiro volume de uma nova série.

Na abertura da Bienal o presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros, Marcos Pereira, revelou uma queda "drástica" no número de leitores no país. “ A indústria editorial vive um dos momentos mais dramáticos na sua história. Entre 2015 e 2016, a venda de livros caiu 20%, significando 50 milhões de exemplares a menos nas mãos dos leitores”. Segundo o sindicato, o Brasil é o país latino-americano com o menor número de livros e de livrarias por pessoa.

Com o objetivo de resgatar a literatura como negócio, a feira abre espaço ainda para quem trabalha com literatura, por meio do Encontro Internacional de Profissionais do Livro e o Fórum de Educação, em parceria com outras instituições.

A Bienal do Livro Rio começou há 36 anos nos salões do Hotel Copacabana Palace, e hoje é um evento literário que mobiliza o país e que permite uma maior visibilidade ao mercado editorial brasileiro. A cada edição, o evento supera expectativas de público, vendas e mídia.

A Bienal do Livro Rio 2017 vai até o dia 10 de setembro. Vale a pena conferir porque é diversão para toda a família!

Alan Ruschel marca seu primeiro gol após a tragédia

Roma x ChapecoenseRoma x Chapecoense

O amistoso entre Roma e Chapecoense, realizado hoje no Estádio Olímpico de Roma marcou a volta do sobrevivente do acidente aéreo, Alan Ruschel, aos gramados da equipe, desde novembro de 2016 quando morreram 71 pessoas. O lateral da Chape fez seu primeiro gol aos 10 minutos do segundo tempo na cobrança de pênalti sofrida por Dodô. Ruschel cobrou no canto esquerdo do goleiro Lobont, que não conseguiu defender.

A boa atuação durante o amistoso e o gol simboliza a vitória da vida e uma homenagem as vítimas da tragédia aérea. Além de ser mais uma grande superação para a lista do guerreiro mostra ainda que a Chapecoense pode e se reerguer, mesmo sofrendo tecnicamente diante de gigantes do futebol mundial como o Barcelona e hoje o Roma.

Ao ser substituído, foi muito aplaudido pelos torcedores italianos e ficou emocionado pelo carinho que recebeu em Roma. “Deus vem me abençoando para que isso possa acontecer. Sou grato por me permitir que eu possa fazer o meu melhor sempre”, declarou Alan Ruschel.

“Passa um filme nos milésimos de segundo antes de bater o pênalti. Passa um monte de coisa na cabeça, mistura muitos sentimentos. Estou feliz por ter conseguido converter. O resultado hoje era o que menos importava. Estou feliz pela minha atuação e pelo momento que estou vivendo”, declarou ao Globo Esporte, após o jogo com o Roma.

O gaúcho disse que quer mais e que o próximo passo é brigar pela posição de titular na Chape e ajudar o time a sair da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.“Vou dando um passo de cada vez, hoje pude atuar um pouco mais. Fui presenteado com o gol. Acredito que estou apto a competir de novo. Agora vou buscar no dia a dia o meu espaço no grupo da Chapecoense, pois a gente precisa se reabilitar no campeonato. O meu foco é esse: treinar bastante e buscar meu espaço no time para poder jogar e ajudar a Chapecoense”.

Roma x Chapecoense

Alan Ruschel foi o capitão do time na partida de hoje e entregou uma camisa 10 da Chapecoense para o ídolo do Roma, Francesco Totti, campeão mundial em 2006. Ruschel foi um dos seis sobreviventes da queda do voo da Lamia, no dia 29 de novembro de 2016 quando a equipe da Chapecoense viajava para Medellín, na Colômbia, para a disputa da final da Copa Sul-Americana. O jogador voltou aos gramados após a tragédia no amistoso com o Barcelona por apenas poucos minutos.

 
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